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quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Água da Vida

“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna”

Esse texto nos faz recordar o início do ministério de Jesus. Quando junto a um poço que era o motivo de várias desavenças entre samaritanos e judeus, Jesus mostra a uma mulher a sua natureza divina. Essa fica admirada pelas coisas que Jesus lhe fala e pela revelação que Ele lhe faz.
Diz os estudiosos que a água desse poço de Jacó é fria e refrescante. Que ele não é simplesmente uma cisterna, mas um manancial, ou seja, alimenta-se tanto de água da superfície como de uma fonte subterrânea.
É ali junto ao poço que Jesus pronuncia a profunda verdade que durará através de todos os tempos:
"mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna."
Se Jesus estava fazendo uma analogia em relação ao poço, isso não interessa. O que importa é que uma alma aflita pode ser refrescada e uma vida atribulada pode se tornar tranqüila, e dizer como o salmista disse no Salmo 23:
"O Senhor é o meu pastor; nada me faltará.Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda.Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias."


Parece Irreversível

O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variáveis sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas. 

O público está certo ao estranhar a ostensiva e constante presença desta tal Depressão em quase tudo que diz respeito a transtornos emocionais, e os psiquiatras não estão menos certos ao procurarem descobrir uma ponta de Depressão em quase tudo que lhes aparece pela frente.
O quadro vem crescendo e o que se lê e o que se comenta hoje dão a forte impressão de que a depressão está em alta.

Junto com esse aumento existe um outro não menos devastador do que o primeiro. É a chaga da Corrupção. Ela está presente em todas as esferas do governo e da sociedade. Ela se torna mais freqüente e menos punida aqui, mas esse não é um problema exclusivamente brasileiro.

Ruy Barbosa num discurso em 1914 disse: “De tanto ver triunfar nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, e ter vergonha de ser honesto”.

Como brasileiros não estamos satisfeitos, nem seguros e nem tranqüilos. A palavra “Irreversível” está no ar. Seja nos discursos ou nas notícias. A sociedade brasileira está gravemente enferma. Discriminações sociais, raciais e econômicas estão em progressão. Mas ainda assim o país recusa-se a olhar no espelho, rejeitando seu diagnóstico que emerge dos sintomas de sua própria realidade.

Parece irreversível, não há otimismo nem esperança frente à tensão provocada em todas as frentes, pelo estranho e incontido comportamento humano.


Sendo assim não é difícil entender o aumento da Depressão entre homens, mulheres, adolescentes e crianças. Pois os afetos depressivos podem aparecer como uma resposta a Situações Reais, através de uma Reação Vivencial depressiva, quando diante de fatos desagradáveis, aborrecedores, frustrações e perdas. Trata-se, neste caso, de uma resposta a conflitos íntimos e determinados por fatores vivenciais.

Todavia existem outros textos igualmente importantes e sugestivos para uma possível mudança de quadro, vejamos alguns deles:

“...então, se o meu povo, que pertence somente a mim, se arrepender, abandonar os seus pecados e orar a mim, eu os ouvirei do céu, perdoarei os seus pecados e farei o país progredir de novo” – (2 Crônicas 7.14 – BLH).

“Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos”.  (Provérbio 4.23. – BLH).

“Portanto meus irmãos, encham as suas mentes com tudo o que é bom e merece elogios, agradável e honesto” – (Filipenses 4.8 – BLH).

Agora ore: Senhor ajuda-me a não me impressionar com o homem, mas buscar sempre o que é a verdade.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Tetelestai, “Está Consumado”

Após horas de agonia, solidão e dor, Jesus ergueu os olhos para os céus e disse: “está consumado”.
Ele estava dizendo com essa palavra que estava tudo pago. Já não havia mais dívidas.
Uma palavra grega, mas, bem conhecida por qualquer romano da época.
Quando alguém era preso, era levado a um cárcere onde um oficial de justiça pegava a lista de todos os seus delitos, passando em seguida à leitura de sua sentença. Cumprida a tal sentença, o mesmo oficial o tirava do cárcere, pegava o selo de autoridade vigente e batia sobre aquele papel “tetelestai”, ou seja: tudo está pago, tudo está consumado.
Significava dizer que aquele homem nunca mais poderia ser preso por aqueles delitos. E Jesus estava dizendo: “Pai, paguei tudo, para que aquele que crer em mim não tenha mais dívida”. Já não há mais nenhuma condenação para os eleitos de Deus (Romanos 8.1).
Jesus, então, olhou para os céus e disse: “Pai, nas tuas mãos eu entrego o meu Espírito”.
Todos os espinhos deste mundo estiveram sobre Cristo: “Os espinhos do espírito”, que fazem pessoas ter grandes dores e viverem grandes tragédias, são dores pontiagudas que atingem o cerne, o íntimo do homem. Os espinhos familiares, que atingem a sociedade, trazem calamidades, e provocam a desagregação das famílias. Os espinhos da religião, gente que está em crise religiosa. Pessoas que tem grandes decepções com a religião e já perderam a esperança de encontrar a felicidade, gente com incertezas sobre a morte sem saber para onde irão depois, gente que apesar da religião continuam oprimidas e muitas vezes feridas por causa da iniqüidade das religiões para as quais se entregaram.
As pessoas são acometidas de toda sorte de infelicidade e tragédias; é o vazio do coração, a angústia profunda da alma. Mas Jesus levou sobre Ele todos esses espinhos. Você se lembra que até a coroa dEle era de espinhos?
A mensagem que quero passar para você é esta: todas as pessoas possuem seus espinhos, sejam espirituais, sejam sociais, ou emocionais que estão machucando, incomodando e causando grande dor. E não há lugar, não há situação em que você esteja totalmente bem, não há nada. Mas, Jesus levou seus espinhos. Ele levou seu vazio existencial e não há motivo para você estar vivendo esta tragédia, este desconforto que faz que onde quer que você esteja, tudo pareça perdido, pois tudo dói. Tudo isto pode acabar na cruz. A coroa de Jesus era de espinhos e Ele já pagou o preço.
Três dias depois, num domingo, após José de Arimatéia tirar Jesus da cruz e envolve-Lo em 50 metros de pano, colocá-Lo num túmulo, um anjo do Senhor desceu dos céus e ouve um grande terremoto. O anjo disse às mulheres que ali chegavam: “Por que buscai dentre os mortos aquele que vive? Ele não está mais aqui, pois já ressuscitou” (Lucas 24:5).
Tenha coragem, vença as tragédias da alma. Com Jesus somos mais que vencedores!

Ore agora: Senhor, estou cravado de espinhos que me machucam e faz doer. Mas quero ser sarado de todos esses ferimentos.


terça-feira, 28 de junho de 2011

O Que Fiz Para Merecer Isso?

Alguma vez você já se sentiu rejeitado, abandonado pelos amigos ou parentes? Já se perguntou por que as pessoas não gostam de estar ao seu lado e quase sempre você se vê sozinho? Já se perguntou “O que fiz para merecer isso”?

Pois bem, preciso lhe dizer uma coisa.
Existe um personagem na Bíblia que um dia deve ter se perguntado a mesma coisa. O nome dele é Jonas. E um dia ele se encontrou triste e talvez até mesmo deprimido. Pois para chegar a dizer: “Agora, Senhor, tira a minha vida, eu imploro, porque para mim é melhor morrer do que viver” (Jonas 4:3), ele só poderia se encontrar num desses estados.

Acontece, porém que, a cidade de Nínive arrependeu-se depois de ouvir a pregação de Jonas. Ele não gostava dos ninivitas, e não os consideravam dignos da misericórdia de Deus. Ele os julgou.

Quando uma pessoa é rejeitada não pelo que ela faz só existe uma alternativa, ela está sendo rejeitada pelo que ela é. Isso significa que não é o que ela faz que é o importante, e sim o que ela é. Sua essência, seu ser, sua vida. E isso realmente é muito duro.

Nos ensinos do Novo Testamento aprendemos que se alguém alimentar um espírito amargurado e duro em perdoar, sofrerá as conseqüências da depressão, pois será entregue aos atormentadores: “Irado, seu senhor entregou-o aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia” (Mateus 18:34).

Será que você se encontra no mesmo quadro de Jonas? Julgando as pessoas pelo que são? Tirando a oportunidade delas crescerem como pessoas, roubando seus sonhos, seus ideais? Anulando a sua existência como seres humanos?

Às vezes Deus responde nossas orações de forma bem diferente daquela que esperamos, e sofremos como Jonas. Mas seu sofrimento foi devido ao seu egoísmo. Sua falta de amor para com os ninivitas.

E o seu tem sido por causa de quem?

Pense sobre isso, medite e ore a Deus para que lhe ajude a ser um cristão mais amoroso.

Que Deus lhe abençoe!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Se Falou, Tá Falado

“Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa.  Porventura, tendo ele dito, não o fará?
ou, havendo falado, não o cumprirá?”

Mais do que um som articulado com um significado ou sentido. Mais do que a faculdade que tem a espécie humana de exprimir as idéias por meio da voz. A palavra tem também o sentido de afirmação, uma promessa verbal.
Quando damos nossa palavra, estamos assumindo um compromisso. Estamos fazendo um voto, uma oferta. E aquele que está recebendo essa promessa, espera que esse comprometimento venha ser pago em determinada data.
Infelizmente não temos tanta confiança mais nas palavras de homens como era no passado.
Eu me lembro que quando criança, muitas coisas que meu pai negociava era por meio de palavras. As pessoas confiavam uma nas outras e era motivo de honra cumpri-la. Nos tempos atuais... bem...
Mas com Deus é diferente!
Se Ele falou tá falado. Pode confiar, vai acontecer.
Algumas vezes ficamos ansiosos querendo tal promessa agora. Mas Deus tem o seu tempo de cumpri-la. Tudo acontece no tempo que Deus determinou que acontecesse. Mas acontece.
Portanto, tranqüilizesse. Espere em Deus. O amor de Deus, que dura para sempre, é certeza garantida para que você veja a promessa acontecer.
Deus ama cada um de seus filhos lhe querendo o bem.  


Baseado em Números 23. 19.

domingo, 26 de junho de 2011

Quero Falar de Graça

Um dia conversando com a diretora de uma escola ela me perguntou se eu falaria aos pais dos alunos de sua escola em uma palestra e eu respondi que sim. Ela então me perguntou quanto eu cobraria para fazer isso. Eu respondi: “Nada, será de graça”.
Estou todas as semanas, atendendo pessoas, ali é claro, eu cobro um valor. Mas há momentos que eu falo de graça.
É interessante, pois a palavra Graça, muitas vezes a entendemos como sendo algo que recebemos sem precisar pagar por aquilo, ou algo que estamos dando sem cobrar um valor: é “grátis”, no entanto no termo teológico tem uma conotação de generosidade, de bondade, de perdão, de dar um presente de boa vontade a alguém. Que apesar de ser dado, teve um preço muito alto.
Jesus, apesar de ter sido um dos maiores líderes espirituais da história, passou muito pouco tempo em lugares religiosos, pois quase sempre ficava onde as pessoas viviam. Ele estava interessado nas pessoas e exerceu grande influência na vida daqueles que conheceu.
Jesus sabia que a empatia era o segredo do verdadeiro poder pessoal. Por isso a mulher à beira do poço foi tão profundamente tocada pela forma empática que Jesus a compreendeu. Ela teve a sensação de que Ele sabia “tudo o que ela tinha feito” (João 4:29). Era assim que Jesus demonstrava o seu poder pessoal. Ele mostrava seu poder milagroso e espiritual em varias ocasiões, mas gostava especialmente de comunicar o poder pessoal por meio da sua empatia pelos outros, fazendo com que suas vidas se modificassem para sempre. Ele compreendia as pessoas, Ele se interessava pelas pessoas. Essa empatia de Jesus é uma atitude de interesse e acolhida. É isso que faz com que o resultado seja transformador na vida das pessoas.
Quero falar de graça, mas palavras são apenas palavras, precisamos ir um pouco mais além. Jesus ensina que precisamos fazer coisas que mostrem que nos arrependemos dos nossos pecados (Mateus 3:8). Que devemos fazer ao outro aquilo que gostaríamos que ele fizesse a nós (Mateus 7:12). Pois a experiência de sermos conhecidos e entendidos nos confere a sensação psicológica de que tudo está bem.
Outra maneira de se entender a palavra Graça de forma teológica é que as palavras que se formam da sua raiz no grego (char) indicam coisas que produzem bem estar.
Se com sua vida e sua voz você está trazendo bem estar à vida de alguém, então podemos entender que você está dentro do propósito de Deus e também realizando sua obra.
Cresça nesse entendimento e medite.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Complacência de Deus


 “Davi respondeu: Estou desesperado, porém não quero ser castigado por homens. Que o próprio Senhor me castigue porque ele é misericordioso”

Davi conhecia a misericórdia do Senhor, um Deus que perdoa.

Muitas vezes somos obrigados a passar pela justiça humana quando temos de recorrer a alguma causa judicial. É quando nos deparamos com a injustiça humana. Que na sua incapacidade de conhecer o fato real, se apega a evidências que são levantadas como provas de um determinado acontecimento. E assim o juiz resolve dar caso ganho para o lado que lhe parecer mais favorável. Essa justiça que muitas vezes age contrária a realidade de um fato. Que algumas vezes pune aquele que não deveria e deixa livre o outro que precisaria ser condenado.
Injustiça por injustiça, alguns sofrem na pele a realidade das duras penas que se baseiam mais na intolerância reinante em nossos dias, do que na justiça racional e imparcial que deveria tronar nos nossos tribunais.
A disposição de Davi para cair nas mãos do Senhor demonstrava sua completa confiança na graça divina. Davi confiava em Deus, até mesmo quando Deus o estava castigando. Preferia confiar em Deus a confiar nos homens. A natureza perdoadora de Deus oferecia mais complacência do que o julgamento e juízo dos homens.
Só a preciosa graça de Jesus é que pode de fato nos fazer ver o quanto estamos errados e nos livrar de uma punição eterna.
“Então Davi disse: Ó Deus, eu cometi um pecado terrível quando mandei contar o povo. Por favor, perdoa-me! O que fiz foi uma loucura” (1 Crônicas 21. 8).
O mesmo acontece conosco quando vivemos uma vida de pecado e confessamos esses pecados a Jesus. Ele nos mostra a mesma complacência que mostrou a Davi. Sua preciosa graça nos enche de vigor e alegria. Mesmo tendo de passar por períodos difíceis, somos libertos da morte eterna.



Baseado em 1 Crônicas 21.13.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Nas Crises Deus Também Faz Missões


“Quando chegaram e reuniram a igreja,
relataram tudo quanto Deus fizera por meio deles, e como abrira aos gentios a porta da fé”.

O Que é Crise? Segundo o Minidicionário Compacto da Língua Português, crise significa: Mudança no curso de uma doença; figurativamente ataque de nervos; situação crítica. Para a Psicologia significa: Mudança brusca ou perturbação séria na marcha de determinado processo.

Como Surgem as Crises? Surge quando nosso organismo não está em um equilíbrio interno. Ou seja, um equilíbrio, fisiológico, social, espiritual e humano. Quando se rompe esse equilíbrio, cria-se uma necessidade, O organismo em desequilíbrio cria tensões. As tensões o impelem a buscar o equilíbrio, ou seja, trazer satisfação.

Um drama emocional, por exemplo, se instala quando temos uma pessoa ou objeto que é causa de prazer e dor ao mesmo tempo. Algo ou alguém que nos dá satisfação, mas ao mesmo tempo nos causa tristeza.
Quando algo nos dá prazer provoca em nós estados emocionais que aumentam a proporção que nos aproximamos dele. O mesmo acontece com as coisas que nos causam tristeza. Elas nos emocionam a medida que se aproximam de cada um de nós.
E qual o papel da igreja nesse contexto?
Servir de incentivo para o indivíduo. Como incentivo podemos entender como sendo tudo aquilo que serve para aumentar ou diminuir o impulso interno, a motivação. No entanto, não saber separar o lado emocional e o lado espiritual traz efeito desastrosos para a vida cristã. As neuroses estão lá e poderão ficar até que Deus intervenha de alguma maneira ou, se compreenda que uma fé religiosa consciente e firme não cura necessariamente sintomas e sentimentos neuróticos porque as causas destes estão profundamente enterradas no inconsciente, e crenças conscientes não podem chegar até eles e corrigi-los. Quando estes problemas inconscientes atingem o consciente, e ficamos sabendo o que nos atormenta em nosso íntimo, então a fé religiosa será de grande proveito, é onde “conhecereis a verdade e ela vós libertará”
Quando deixamos nossos sentimentos humanos, que se originam no coração, tomar conta de nossas ações, corremos o risco de neutralizar a ação da fé inteligente. O cristão se vê enfraquecido na guerra diária contra a carne. As emoções deixam as pessoas debilitadas em seus potenciais.
É onde entra a tarefa da igreja como instituição. Atuar nesse processo de ajustamento de cada fase etária.  Pois cada uma delas tem necessidades diferentes e compreensão diferente do lhe é ensinado.
A infância, por exemplo, é o melhor tempo para se ensinar o comportamento religioso. Quando devidamente aprendido, esse comportamento acompanhará o homem através de toda a sua vida. Será fator importante em todas as fases de ajustamento de sua personalidade.
A adolescência já é uma fase crítica para o indivíduo. São várias as transformações que ocorrem no ser humano. Quando a igreja entende isso e ajuda nos ajustamentos emocionais e sociais do adolescente, está ajudando a criar cidadãos menos egocêntricos e egoístas.
Na fase adulta, o que se espera são pessoas emocionalmente maduras, capazes de enfrentar obstáculos e com uma filosofia de vida já formada. A igreja pode ajudar o indivíduo nessa formação de sua filosofia. Nossa crença é nosso fator motivacional de nossas ações. Portanto, se a igreja ajudar nessa formação de crença, melhorará muito a qualidade de vida dessas pessoas.
Já para a melhor idade, o ajustamento no processo de envelhecimento é muito importante. É preciso prepará-lo para enfrentar o fim de sua vida sem amarguras ou ressentimentos. Mostrar que o importante agora é um processo crescente de simplificação, que consiste em eliminar o supérfluo e preservar o necessário. O que se espera na melhor idade é um indivíduo que tenha alcançado integridade. Que tenha passado pela vida e obtido tudo que desejou de forma honesta.
Quando a igreja entende que o emocional e o espiritual caminham lado a lado na vida religiosa de alguém, ela ajuda a mudar o mundo dessa pessoa. E como se pode mudar esse mundo? Agindo com respeito, amor e carinho.
Nas crises emocionais, existenciais, dentro das instituições e fora delas, Deus quer fazer missões usando pessoas sinceras, capazes de entender que o momento de crise é um bom momento para se criar oportunidades.
Em cada fase etária existem crises que precisam ser vencidas. E a igreja é o melhor lugar para que elas possam ser superadas.




Texto de Atos 14. 27.


domingo, 19 de junho de 2011

Que País É Esse?

Já perguntava o compositor na letra de sua música “Que País É Esse?” e outro que reivindicava “Brasil, Mostra Sua Cara”.
Que lugar é esse onde minoria é mais privilegiado do que a maioria? Que lugar é esse onde os direitos da minoria, tem de prevalecer e aqueles que visam a melhoria de uma qualidade de vida, que inclui também a minoria, podem ser criminalizados e presos por até três anos?
Que lugar é esse onde textos de leis são mudados na intenção de serem aprovadas e manipular a consciência da população?
Que lugar é esse onde governo institucionaliza escolas para escolherem o que é melhor para as crianças ao invés de seus pais?
Que lugar é esse onde milhões em dinheiro podem ser jogados no ralo por questões que afrontam a moral da nação, enquanto profissionais honestos, que lutam por ordem moral e ética, que preparam para a vida, que lutam para manter a vida têm de reivindicar seus direitos através de greves e paralisações?
Que lugar é esse onde R$ 743 mil são gastos pelo governo numa confecção de kit que pretende impor idéias e profissionais ganham muito menos que isso: BOPE – R$ 2.260,00 para arriscar a vida. BOMBEIROS – R$ 960,00 para salvar vidas. PROFESSOR – R$ 728,00 para preparar para a vida. MÉDICOS – R$ 1.260,00 para manter a vida. E Parlamentares que ganham R$ 17.000,00 para ferrar a vida dos outros?
 “Quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme” (Provérbios 29. 2).
“Feliz a nação que tem o Senhor como o seu Deus!” (Salmos 33.12). 

sábado, 18 de junho de 2011

O Lamento de Israel


O Lamento de Israel

Sérgio Lopes


Quando em cativeiro te levaram de Sião
E os teus sacerdotes prantearam de aflição,
Foi como morrer de vergonha e dor
Caminhava triste o povo forte do Senhor.

Ah! Jerusalém por que deixaste de adorar
O Deus vivo que em tantas batalhas te ajudou?
Chora, Israel! Num lamento só
Talvez Deus se lembre do "bichinho de Jacó"!

Chora, Israel!
Babilônia não é teu lugar,
Clama ao teu Deus! E Ele te ouvirá
Do inimigo te libertará.



Eu Vou Bater Prá Tu, Prá Tu Poder Bater


“Quem não é comigo é contra mim; 
e quem comigo não ajunta, espalha”

Certo dia estava em uma quadra brincando de futebol com meus filhos. Um deles estava no gol e o outro trocava passes comigo para chutar ao gol. Entre esses passes, de repente eu disse para ele: “Eu vou bater prá tu, prá tu poder bater”. Preparei a bola e chutei. Ele olhou para a bola e deu um chute de “bate-pronto”. Uuuaauuu... A bola foi direta para o gol, sem chance para o outro filho pegar.
Nesse entrosamento de idéias é possível conseguir bons resultados. A bola só entrou no gol, pois eu e meu filho combinamos um passe e ele se harmonizou com essa idéia. Tudo encaixadinho direitinho para que o gol fosse a concretização de nosso ideal.
Quando nos encaixamos em um ministério dentro de uma igreja, e nos adaptamos a ele, a nossa possibilidade de obter bons resultados é muito grande. Oxalá fosse realidade de muitos, pois obteríamos resultados surpreendentes.
Deus deseja que todos se salvem, mas os trabalhadores são poucos. Sem contar aqueles que estão no time, mas, trabalham como agente secreto para o time adversário.
Quem não é por Cristo, é contra Ele!
Aquele que pensa está fazendo a vontade de Deus, mas, serve como pedra de tropeço para outros ou fica na porta impedindo a passagem, que não entra e nem deixa outro entrar, está jogando contra Deus.
Deus quer jogadores dispostos a soar sua camisa até o término do jogo. A correr na direção do gol. A driblar o adversário. E marcar gols.
Quando alguém bater pra tu, é pra tu poder bater pra outro poder bater também.
Jesus passou a bola para sua Igreja. A igreja discipula outros discípulos e esses vão marcando gols para trazer para a igreja novos discípulos que também formarão discípulos.
Pois só existe uma solução... e ela é Jesus!

Baseado em Mateus 12. 30.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O “Zero” de Muito Valor


“Naqueles dias retirou-se para o 
monte a fim de orar;
e passou a noite toda 
em oração a Deus”.

Sentimento de inferioridade invade a mente e os pensamentos de muitas pessoas. Esses sentimentos são dominados pelas emoções direcionando o rumo de suas vidas. Muitas vezes essas pessoas tomam atitudes inconscientes que irão prejudicar a sua vida. Seja nas áreas afetivas, num relacionamento, ou no trabalho.
Essas pessoas se sentem escravizadas por esse sentimento de inferioridade e acabam ficando pressas em suas ações. Não conseguem progredir, não conseguem ir além do que conseguiram até o momento atual. Acreditam que são “um nada”. Um “zero” sem valor.
Mas quando olhamos para a Bíblia e encontramos Jesus orando em um monte, por pessoas que para a sociedade poderia ser um “zero”, “um Zé Ninguém”, pessoas essas que Ele escolheria para serem os seus discípulos. Ficamos a imaginar que mesmo o “zero” tem um valor especial para Jesus.
Jesus orou a noite toda. Estudiosos dizem que a noite toda é um total de 12 horas. Doze discípulos. Uma hora para cada discípulo. Imagine alguém orando por você durante uma hora inteira. Isso é muito confortante.
Se resolvermos trilhar o caminho de Deus e praticar aquilo em que cremos, poderemos semear e planejar para o futuro o nosso destino. Podemos deixar de nos ver como um “zero sem valor” e passarmos a ser um “zero de muito valor”.
Zero no fim de um número é muito valioso, 1.000 é maior que 100. Quando estamos atrás do número um que é Jesus, temos um valor enorme. Mas quanto não existe o número um, quando queremos ser o primeiro, o primeiro zero não tem valor algum.
Quando juntamos um zero depois do número um, temos dez. Se juntarmos mais outro zero teremos cem, se juntarmos mais três zeros, chegamos aos cem mil. E assim podemos chegar aos milhares e milhões de zeros que unidos ao número Um, seremos uma multidão de valiosos zeros que unidos a Cristo poderemos fazer diferença em nossa nação e no mundo.
Jesus não espera super-crentes, não procura pessoas com poderes especiais. Ele quer contar com pessoas simples. Com pessoas que pensam que não tem qualidade alguma. Pessoas que são rejeitadas pela sociedade, mas que tem dentro de si, um desejo enorme de realizar grandes coisas.
Jesus quer contar com pessoas assim como eu e você. Pessoas comuns. Mas que estando ao lado d’Ele, podem fazer grande reviravolta no mundo, como o fez a Igreja no Livro de Atos. 


Baseado em Lucas 6.12.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Canção do Mundo Novo


Cada ser humano é igual a todos os demais. Digo isto no sentido de superioridade. Não há, neste mundo, nenhum ser humano superior a outro ser humano. As diferenças são meramente conceituais. Pode parecer que algumas pessoas sejam superiores sobre as demais, mas tudo não passa de “aparência”, ou seja, da forma como nós interpretamos as suas imagens.
Quando não percebemos as diferenças de competência, características e capacidades entre os seres humanos, o mais comum acontecer é estabelecerem-se comparações desajustadas, injustas, inúteis e normalmente frustrante para quem sai desfavorecido.
Todos nós sonhamos com um mundo novo, onde a igualdade para todos seja uma realidade. Uma cidade que seja a cidade dos sonhos. Mas há coisas que por mais que se tente mudar, não há como. As pessoas, fisiológica, psicológica e culturalmente falando, são diferentes e complexas. O que faz com que esse igualitarismo seja uma utopia.
“Por acaso, um homem preto pode mudar a cor da sua pele ou um leopardo tirar as suas manchas? Se isso fosse possível, vocês que só sabem fazer o mal, também poderiam aprender a fazer o bem” (Jeremias 13. 23).
Das entranhas do “ser” é que vem esse proceder desdenhoso de superioridade. Que trás consigo desamor, ira, rancor. Uma vida de azedume que fere o outro e a si mesmo, quando percebe que outros seres humanos se distanciam para evitar estar junto desse ser.
O pior disso tudo, é que esse conceito desajustado, interfere na harmonia do mundo humano. Onde encontramos cada vez mais, pessoas que querem levar vantagem em tudo, custe o que custar. De uma simples ultrapassagem no transito nas ruas de nossas cidades, que mostra crescentemente essa intolerância animal. Até líderes que tiram o pouco do direito do povo para a realização de sonhos pessoais.
É importante que aquele que ainda tem dignidade, lute para assegurar a mesma dignidade aos outros, apesar de parecer cada vez mais distante essa possibilidade.
Nosso mundo está cada vez mais cinzento, triste e sombrio.
Parece até que posso ver uma fenda se abrir no chão e do centro da terra vir subir um urro estremecedor: Aaarggghhh.... Esse som, que faz soar a canção do mundo novo.

O Novo “Rei” do Lar

            Cada vez mais encontramos crianças desafiando seus pais e esses por sua vez, não sabendo como agir diante tal atitude. Crianças que manipulam e mandam nos próprios pais.
Não é raro encontrar. Veja se você não conhece uma criança que se apresenta com um comportamento negativista, hostil, desafiadora e desobediente.
Crianças quando nascem não são boas nem más. São como semente lançadas ao solo e darão uma árvore frutífera no futuro. E esse fruto que as crianças darão dependerá muito da forma como serão tratadas. Principalmente nos primeiros anos de sua vida.
Crianças quando nascem não são nem moçinho, nem bandido.
As noções de herói e vilão viram bem mais tarde.
São os lares onde estão inseridas essas crianças que darão os ingredientes necessários para que ela seja um herói ou um vilão. Um mocinho ou um bandido.
Lares onde os pais não estabelecem limite aos filhos, lares opressores com normas demasiadamente rígidas. Em casos assim, a criança convivendo diariamente com a violência, a agressividade, a hostilidade e brigas dos pais, pode entender que esse é o padrão normal e assumir esse tipo de comportamento. Levando-o para a escola e se não cuidada, para a fase adulta. Quando a população assistirá aflita a criação de seu próprio “mostro”. “O pai de filhos sem juízo só tem tristeza e sofrimento” (Provérbios 17. 21).
 Lares onde os filhos se opõe as ordens dos pais, e pais agindo como se seu filho fosse o novo “Rei” do lar, ajudam a reforçar o comportamento aprendido.
Ataques de raiva, choros, gritos coagem pais a retirar determinada ordem. O filho por sua vez aprende que agir assim é a forma de evitar certa solicitação que o desagrade. Reforçando o comportamento aprendido. “Quem não castiga o filho não o ama. Quem ama o filho castiga-o enquanto é tempo” (Provérbios 13. 24). Isso não é nenhuma apologia a “tortura” e sim uma condição para de mostrar que há regras a serem cumpridas e conseqüências a serem sofridas quando leis são quebradas. “Corrija os seus filhos enquanto eles têm idade para aprender; mas não os mate de pancadas” (Provérbios 19. 18).
O que os pais podem fazer é dedicar um tempo ao seu filho diariamente. Conversar com ele. Realizar atividades esportivas e de lazer.
“Como são felizes os filhos de um pai honesto e direito” (Provérbios 20. 7).


terça-feira, 14 de junho de 2011

O Relacionamento Entre Pais e Filhos


Em geral, os pais estão totalmente dispostos a se dedicar aos filhos. Mas ocorrem defeitos e problemas que dificultam ou distorcem a dedicação natural.
Por questão de imaturidade, alguns pais desejam inconscientemente continuar no seu papel de filho ou filha. Ou então por egoísmo, reivindicam para si o seu papel de marido ou esposa, sem incluir o de pai ou mãe.
Com a chegada do filho essa pretensão é frustrada. E, lá no íntimo, passa a rejeitar o filho. Contudo, por sua formação, tenta esconder a rejeição de vários modos. Alguns se tornam pais superprotetores, que procuram compensar a rejeição inconsciente pela superproteção dada ao filho. Essa por sua vez sufoca e prejudica tanto quanto a falta de amor. Outros se tornam pais sofridos que alegam seus sacrifícios, suas fadigas maternais ao filho, fazendo-o sofrer como culpado e não o deixa desenvolver espontaneamente. Há aqueles que se tornam pais frios, apáticos ao filho, ocultando no íntimo uma rejeição por ele. E outros que se tornam pais mentalmente enfermos, que com suas neuroses e excesso de egoísmo não podem fornecer ao filho um ambiente propício ao autodesenvolvimento.
A Bíblia ensina: “Ele será mandado por Deus como mensageiro e será forte e poderoso como o profeta Elias. Ele fará com que pais e filhos façam as pazes e que os desobedientes voltem a andar no caminho direito.” (Lucas 1. 17).
Os pais são aqueles que exercem maior influência na vida dos filhos. O que se deseja dos pais é que tenham chegado a uma maturidade emocional e que pratiquem, com afeto, um feliz equilíbrio entre ternura e disciplina.
Em se tratando de equilíbrio, Jesus é mestre nisso. Não houve momento em sua vida em que Ele de desequilibrou diante qualquer situação. Quando a Bíblia diz que devemos converter nossos corações a nossos filhos, é por que temos que mudar nossa forma de enxergá-los, entende-los e nos relacionarmos com eles.
“Os filhos são um presente do Senhor; eles são uma verdadeira benção” (Salmos 127. 3).


Médico ou Monstro?


Estamos vivendo uma época de mudanças significativas no que diz respeito ao funcionamento e estrutura daquilo que chamamos de família. Principalmente no contexto em que a conhecemos. E nossa sociedade tem se organizado e tentado atender essa demanda. Principalmente no que diz respeito à educação de crianças pequenas.
Porém, numa tentativa de se dispor e se dedicar aos filhos. Muitos pais pecam num momento em que para a criança é fundamental a sua presença.
Afinal, estamos num mundo globalizado. Informações chegam a todo momento. Exigências profissionais e desejo de status obrigam que uma dedicação maior ao trabalho seja essencial. Problemas que dificultam a dedicação aos pequeninos.
A tarefa que deveria ser dos pais acaba sendo passada para terceiros. E a lista vai grande. São avós, irmãos, tios, igreja, escolas, creches, babás e etc.
Entendemos que muitas vezes é preciso a colaboração dessa organização socorristas para os pais.
Mas é preciso entender também que a educação, o processo de formação das faculdades intelectuais, morais e físicas são deveres dos pais. A civilidade, os bons modos e a polidez, que vai garantir ao ser humano essa delicadeza no tratamento com seus semelhantes, são aprendidos em casa, na família. Junto aos pais.
No entanto, com essa mudança na estrutura na família, esses bons costumes estão sendo perdidos quando os filhos tem de passar boa parte de seu tempo junto a pessoas que estão ali, para ajudar sim, mas, que estão fazendo a formação mental de idéias e valores diferentes daquelas que os pais gostariam. Muitas vezes essas idéias não irão coincidir com os ideais dos pais. Essas pessoas não terão o mesmo carinho e a mesma atenção. E os pais num futuro não muito distante irão se olhar e perguntar: “Onde foi que erramos?”.
A reposta que deveriam ouvir é essa: “Foi na criação de seu próprio filho”.
Desde que o filho nasce a família parece sentir-se solitária. E muitas vezes é a creche o local onde essa família encontrará apoio.
Cria-se assim o cidadão de um novo mundo.
Crianças que são deixadas aos cuidados de outros. Pais que mesmo em feriados e fim de semanas desejariam que seus filhos fossem para a creche, para a escola, para outro local.
Cidadãos de um novo mundo, onde encontramos cada vez mais, pessoas ardilosas, confiantes e astuciosas. Mas também ambiciosas, indiferentes aos sentimentos dos outros. Pessoas que sobem na carreira passando por cima dos outros.
Queremos encontrar médicos ou monstros?
A criação dos filhos é obrigação dos pais. Independente de sua profissão e tempo. O filho é seu, a filha é sua. Não é do pastor, não é da escola, não é da creche. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22. 6).
Sabemos da dualidade de sentimentos que há entre deixar o filho para que alguém cuide. O medo, a incerteza. E essa pode ser uma boa razão pela qual devemos trabalhar juntos a fim de entender o que devemos fazer pelas crianças.
Podemos pedir aos pais para se tornarem bons pais. Instituições que se preocupem em ajudar a formar bons princípios, ao invés de se preocuparem simplesmente nas finanças mensais.
O futuro dessas crianças também determinará o futuro de nosso país. De um novo século, e das futuras gerações.