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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A Providência de Deus

Qual a probabilidade de Deus não saber o que irá acontecer? Veja o que diz o apóstolo Mateus: “E quanto aos muitos cabelos da vossa cabeça? Estão todos contados” (Mateus 10:30).
Não há essa possibilidade!

Há quem pense que o texto de Lucas 10. 2: “E lhes recomendou: “A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da plantação que mande obreiros para fazerem a colheita”” (Bíblia King James Atualizada), indica que Deus tem pressa para realizar a sua obra.
Ter mais trabalhadores e pressa não são a mesma coisa.
A pressa é uma atribuição humana, de pessoas que possuem a ausência de calma; falta de paciência; impacientes, precipitados. Indica uma necessidade súbita de fazer ou de conseguir alguma coisa.
O apóstolo entendia isso e por isso Paulo escreveu aos Filipenses: “Não andeis ansiosos por coisa alguma” (Filipenses 4. 6).

Talvez possamos atribuí-la também ao diabo, que sabe que seu tempo está se esgotando. E por isso: “... o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” (1 Pedro 5. 8).
No Breve Catecismo a pergunta de número 11 nos põe diante dessa certeza acerca de Deus: “Quais são as obras da providência de Deus? As obras da providência de Deus são a sua maneira muito santa, sábia e poderosa de preservar e governar todas as suas criaturas a todas as ações delas”.
Portanto quando falamos de providência de Deus, estamos falando de dois elementos que ela abrange que são a: Preservação e o Governo.

Falemos primeiro acerca da Preservação de Deus.
Foi pela criação de Deus que o mundo veio a existir e pela Sua preservação Deus o mantém e o faz continuar existindo. Portanto assim como o poder de Deus foi necessário para que o mundo existisse, ele também é necessário para a sua continuação. Isso significa dizer que se Deus retirasse o seu poder preservador, todas as coisas que foram criadas deixariam de existir. O autor do livro de Atos escreveu: “Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (Atos 17. 28).

Como vemos não há como Deus ser pego de surpresa numa eventualidade do homem. A Bíblia diz também: “Sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder” (Hebreus 1. 3). Tudo que existe são mantidas juntas conforme o apóstolo Paulo escreve aos Colossenses: “Todas as coisas subsistem por Ele” (Colossenses 1. 17).
Estando Deus no controle, preservando e mantendo, não há porque haver pressa para o Criador que “... fez tudo apropriado a seu tempo” (Eclesiastes 3:11). Deus faz tudo no tempo certo.

Nenhum ser criado é auto-existente. Nenhum ser criado tem a causa de sua existência em si mesmo. Todo ser criado para que possa continuar existindo depende em absoluto do seu Criador.
Para que algo possa existi depende da vontade de Deus, e da mesma forma, nada pode continuar a existir sem essa vontade.

A extensão desse poder abrange a sustentação de todo o universo material, a continuidade de existência de todos os seres espirituais, a sustentabilidade dos maus enquanto pecam, mas não é a causa do pecado deles.

Certamente que o materialismo exclui toda ação sobrenatural. E o Deísmo nega toda ação providencial de Deus, atribuindo tudo às leis naturais.

A Providência de Deus - Continuação


O segundo elemento que faz parte da Providência de Deus é o seu Governo. Governo significa aqui o controle de Deus sobre todas as coisas. E este governo é sábio, santo e poderoso.

Cremos que Deus criou o mundo, então concluímos que Ele também o governa.
Existe no homem um senso de responsabilidade de dependência, que nos tempos de perigo o leva apelar imediatamente a Deus. Portanto existe uma convicção universal e inata de que Deus governa o mundo.

As Escrituras mostram que Deus exerce o seu governo sobre a natureza física. Em Salmos encontramos: “Faz crescer a erva para os animais” (salmos 104. 14). Diz também que: “Faz subir os vapores das extremidades da terra; faz os relâmpagos para a chuva; tira os ventos dos seus tesouros” (Salmos 134. 7). No livro de Atos o autor escreve: “Dando-vos chuva e tempos frutíferos” (Atos 14. 17).
Da mesma forma como controla a natureza física, o governo de Deus está sobre a criação animal. Diz o salmista: “Os leõesinhos bramam, e de Deus buscam o seu sustento” (Salmos 104. 21).
O próprio Jesus ensinando seus discípulos e o povo disse: “Olhai para as aves do céu... vosso Pai celestial as alimenta” (Mateus 6. 26).

Não há nada absolutamente que não esteja no controle de Deus. Até mesmo na história humana Deus está no controle. O profeta Daniel escreveu: “Ele muda os tempos e as horas; Ele remove os reis e estabelece os reis” (Daniel 2. 21).
Mas não é somente coletivamente que Deus governa, Ele controla também a vida individual do ser humano. No livro de 1 Samuel encontramos o seguinte registro: “O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela” (! Samuel 2. 6). E o sábio Salomão entendeu que: “O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” (Provérbios 16. 9).

Nada foge ao controle de Deus. Não há necessidade de Ele ter pressa. Pois até nos chamados acontecimentos fortuitos Deus está no controle. No livro de Jó encontramos o seguinte: “Do pó não procede a aflição, nem da terra brota o trabalho” (Jó 5. 6).
Nas menores particularidades Deus está no controle: “E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados” (Mateus 10. 30).
Nas ações livres do homem Deus está no controle: “Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade” (Filipenses 2. 13).

E para o espanto de muitos e a negação de outros, até mesmo nos atos pecaminosos dos homens Deus está no controle. Veja o que diz o salmista: “Até a ira humana aumenta o louvor que é dado a Ti; e aqueles que não morreram nas guerras vão comemorar as Tuas festas” (Salmos 76. 10 – BLH).
O apóstolo Paulo, que entendeu profundamente os mistérios de Deus, escreveu aos romanos: “Pois Deus fez com que todos se tornassem prisioneiros da desobediência a fim de mostrar misericórdia a todos” (Romanos 11. 32 – BLH).
E até mesmo Herodes, Pilatos, os gentios e Israel se juntaram “para fazerem tudo o que a Tua mão e o Teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer” (Atos 4. 27 e 28).
 
 Então surge a pergunta: Até onde vai o ato de Deus e até onde vai o ato do homem?
Não é certo pensar que a ação de Deus vai até certo ponto e daí por diante entra a ação do homem. Não existe esta linha divisória. Nem tão pouco é uma ação conjunta.

A ação de Deus é na alma do homem, induzindo-o. Deus inicia e move o homem, de modo a levá-lo a exercer suas atividades de uma maneira apropriada e boa. Mas quando o homem age de uma maneira má, Deus mantém a sua existência, e isso pode ser um gesto de misericórdia.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

E o Senhor Descansou...

Podemos dizer que o descanso de Deus, registrado no livro de Gênesis serve como um estabelecimento, um padrão que devemos seguir. Pois se observarmos bem, somos nós quem precisamos de um dia para descanso a cada sete dia.

Todavia, existem muitas pessoas e isto inclui também pastores, que sentem orgulho ao afirmar que nunca tiraram férias.

Esta demonstração que tentam passar de dedicação ou de seres indispensáveis é pura ilusão. A Bíblia é bem clara: “E havendo Deus acabado no dia sétimo a obra que fizera, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera” (Gênesis 2. 2, 3).

Não adianta muito sacrificar-se se não houver obediência, ou fazer penitência sem um coração quebrantado. Será como o apóstolo Paulo escreveu: “Ainda que eu dê aos pobres tudo o que possuo e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me valerá” (1 Coríntios 13. 3).

Deus estabelecendo um modelo pelo qual nós pudéssemos perceber que somos nós quem precisamos de um dia de descanso, que precisamos de férias anuais, nos faz entender que precisamos renovar nossas forças, nossas energias. Caso contrário entraremos num controle automatizado de nossos afazeres que perderemos a paixão por aquilo que fazemos. Além do cansaço físico e mental que nos abaterá e nos fará parar.

Vejo muito ativismo religioso, gente atarefada com tantas coisas dentro da igreja, tentando mostrar aqueles que estão a sua volta a sua dedicação e devoção à obra de Deus. E com isso se esquecem de suas famílias, conduzindo-as de mal a pior.

Será mesmo isso que Deus quer? Esse mau exemplo para o rebanho?

Conheço muitos líderes exaustos, desanimados com “a obra de Deus”, ou da igreja? - Nem sempre os dois querem dizer a mesma coisa - E ainda são taxados de preguiçosos.

Nossa principal fonte de identidade como cristão não deve ser o trabalho que realizamos. Mas infelizmente é essa a ideia que muitas igrejas têm passado para meus membros.

E o Senhor Descansou... – Continuação

Essas igrejas fazem que seus membros prefiram ouvir de outras pessoas que eles são muito ocupados e atarefados, do que enfrentar a possibilidade de serem considerados preguiçosos, indolentes, acomodados e ociosos.

Cansaço não é santidade. Ativismo não significa necessariamente amor.

Seria muito bom se pudéssemos entender que os momentos de lazer são de grande importância para a comunhão em casa e também com Deus, pois nos proporciona saúde física, mental e emocional.
Os cristãos da atualidade têm sido programados a relacionar cansaço à santidade. Quanto mais exaustos é porque há comprometimento com a causa que se abraça.

Mas acontece que quanto mais ocupadas, menos tempo há para se aprofundarem nas suas relações, curtir a companhia da família, divertir-se, apoiar-se e viver como família.

 A pessoa acaba por deixar de gostar de fazer aquilo que ela antes gostava. E quando lhe sobra algum tempo, ela já não quer mais fazer, pois deixou de gostar.

Talvez seja por isso que existam tantos problemas na família em nossos dias.

O sábio escreveu que há tempo para tudo: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). Inclusive o de descansar.

Isso se aplica até mesmo a Deus quando O observamos criando (Gênesis 1. 2-31); Se comunicando com o homem (Gênesis 1. 26 e 28-30); descansando (Gênesis 2. 2) e se relacionando com o homem (Gênesis capítulos 2 e 3).

Esses textos nos mostram que Deus tinha tempo para criar, se comunicar, descansar e se relacionar.  

Rick Warren em seu livro “Uma Vida Com Propósito” diz que quando não encontramos tempo, por estarmos ocupados demais, é por que estamos fazendo mais do que Deus espera que façamos. 

Será que nós somos mais ocupados do que o Todo-Poderoso, a ponto de não encontrarmos tempo para dedicarmos a nossa família?

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Deus Proverá

Quando Isaque perguntou a Abraão onde estava o cordeiro para o holocausto, Abraão lhe fez uma afirmação de fé: "Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto" (Genesis 22. 8). E foi exatamente o que aconteceu, no momento em que Abraão iria imolar o filho, o Anjo do Senhor o impediu. Deus reconheceu que Abraão de fato O temia.

Não foi preciso sacrificar Isaque, Abraão ofereceu um cordeiro que estava preso pelos chifres entre os arbustos daquele lugar. Diante tal situação e grato a Deus pela provisão, Abraão deu aquele lugar o nome de Jeová Jiré, ou seja, "O SENHOR Proverá".

Deus colocou como providência no caminho de Abraão um cordeiro para o sacrifício. Isso nos mostra como Deus está no controle de todas as coisas, e Ele as conduz para a realização de Seu soberano propósito.


 Essa história também nos mostra como Deus se preocupa com o bem de Seus filhos. O apóstolo Paulo escreveu aos cristãos em Roma: “E sabemos que todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8. 28).

Essa história de Abraão nos leva a meditar numa história mais recente. Pois ela é uma representação da nossa salvação. Assim como o cordeiro morreu no lugar de Isaque, Jesus, chamado o Cristo, é o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1. 36).

Paulo aos Romanos escreveu: “Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5. 8). E o apóstolo Pedro escrevendo em sua carta disse: “Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; sendo, na verdade, morto na carne, mas vivificado no espírito” (1 Pedro 3. 18).

 Estamos nos aproximando do Natal, é bom ter em mente qual é o verdadeiro significado desta data. Ao invés de se iludir com estórias de faz de conta do Noel.

Você é Deus?

Logo depois da Segunda Guerra Mundial, a Europa começou a ajuntar os cacos que restaram. Grande parte da Inglaterra fora destruída e encontrava-se em ruínas. Talvez, o lado mais triste da guerra tenha sido assistir as criancinhas órfãs morrendo de fome nas ruas devastadas.

Certa manhã, muito fria de Londres, um soldado americano estava retornando ao acampamento. Quando ele virou a esquina dirigindo um jipe, avistou um menino com o nariz pressionado contra o vidro de uma confeitaria. Lá dentro, o confeiteiro sovava a massa para uma formada de rosquinhas.

Faminto e com os olhos arregalados, o menino observava todos os movimentos do confeiteiro. O soldado parou o jipe junto ao meio fio, desceu e caminhou em silêncio até o local onde o menino se encontrava. Através do vidro embaçado pela fumaça, ele viu aquelas rosquinhas quentes de dar água na boca sendo retiradas do forno. O menino salivou e deu um leve gemido quando o confeiteiro as colocou no balcão de vidro com todo o cuidado.

Em pé, ao lado do menino, o soldado comoveu-se diante daquele órfão desconhecido.

- Filho... você gostaria de comer algumas rosquinhas?
O menino assustou-se.
- Ah, sim... eu gostaria!

O soldado entrou na confeitaria e comprou uma dúzia de rosquinhas; colocou-as dentro de um saco de papel e dirigiu-se ao local onde o menino se encontrava sob a neblina gelada da manhã de Londres. Ele sorriu, entregou-lhe as rosquinhas e disse simplesmente:
- Aqui estão.

Quando o soldado se virou para se afastar, sentiu um puxão em sua farda. Ele olhou para trás e ouviu o menino perguntar baixinho:
- Moço... você é Deus?

Charles Swindoll
Extraído do livro Histórias Para o Coração 2.
Editora United Press, 2002.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Libertando Os Enfermos de Alma

No Evangelho de João, no capítulo 8, encontramos uma mulher que foi apanhada em flagrante adultério. Seus acusadores queriam saber a opinião de Jesus quanto ao que fazer com ela, uma vez que a Lei de Moisés ordenava que tais mulheres fossem apedrejadas.

A prostituta devia está se sentindo uma desgraçada, sendo apontada pelos seus acusadores. Mas o que eles não sabiam era que, uma pessoa desgraçada – que não tem a graça de Deus – precisa, é a graça.


Por isso, após colocar cada um daqueles acusadores frente a sua própria situação de desgraça, Jesus vira-se para a mulher e lhe diz: “Nem eu te condeno; vai-te, e não peques mais. Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida” (João 8. 11, 12).

Nos dias atuais os representantes da Graça são todos aqueles que pregam o Evangelho. Que levam os ensinamentos de Jesus.

E o que disse Jesus a respeito dele mesmo é o seguinte: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos” (Lucas 4. 18).

Ao pregar o Evangelho estamos libertando os enfermos de alma. Libertando os cativos e oprimidos. E só quem toma conta dessa consciência pode ser discípulo. 

Jesus continua curando em nossos dias. E numa sociedade cada vez mais descaracterizada, a cura das curas é a transformação do caráter. Não é a toa que se diz: “Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tem necessidade” (Efésios 4. 28).

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Um Convite a Alma

A Bíblia ensina que: “Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4. 24). Mas ela também diz: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Coríntios 2. 14).


Por mais nobre e perfeita que a alma possa ser, ela não tem capacidade de nos fazer ter um bom relacionamento com Deus. A Bíblia diz que: “Porque todos pecaram e por isso estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3. 23). Nossas boas ações ou qualquer outra coisa que façamos nos ajudarão a ter comunhão com Deus: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2. 8, 9). 

Somente o Espírito Santo tem essa capacidade. É por essa razão que nenhuma religião pode nos fazer ter comunhão, ou um bom relacionamento com Deus. “Portanto, arrependam-se e voltem para Deus, a fim de que Ele perdoe os pecados de vocês” (Atos 3. 19).

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 1

Nesses dias temos visto uma afirmação feita há 254 anos atrás, por  Mikhail Lomonosov, e mundialmente conhecida através do francês Antoine Lavoisier aquilo que hoje se chama lei de Lavoisier, cada vez mais atual.
É certo que não falarei de nenhum sistema físico ou químico. Mas o conceito de que "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" é aplicável de forma figurada também dentro da religião.

O que quero dizer com isso?
Através de seus trabalhos, Lavoisier pôde enunciar uma lei que ficou conhecida como lei da conservação das massas ou lei de Lavoisier.
Esses trabalhos realizados por ele, concluíram que em qualquer sistema, físico ou químico, nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra.
      A afirmação é que, não se pode criar algo do nada nem transformar algo em nada. Portanto, aquilo que vemos, ou, aquilo que existe provém de matéria preexistente, só que em outra forma, assim como tudo o que se consome apenas perde a forma original, passando a adotar uma outra. O que isto quer dizer é que tudo se realiza com a matéria que é proveniente do próprio planeta, apenas havendo a retirada de material do solo, do ar ou da água, o transporte e a utilização desse material para a elaboração do insumo desejado, sua utilização para a população e, por fim, a disposição, na Terra, em outra forma, podendo muitas vezes ser reutilizado.

Em sentido espiritual, isto é, levando-se para o lado da religião este mesmo princípio pode ser aplicado. Não que haja uma reação química. Mas o Material que leva a uma “combustão espiritual” já existe e através desse, as Boas Novas são conservadas, e apenas se rearranjam num conceito de coisas velhas.

    Talvez você não tenha entendido nada do que eu disse. Pois bem, certo dia um amigo meu, cristão, atuante dentro de sua igreja, me disse que estava ficando desanimado. Eu quis saber qual era o motivo disso estar acontecendo. Ele me explicou que a igreja dele estava entrando numa de experimentar coisas novas. Que a igreja devia se abrir para o novo de Deus. Que muitas coisas já estavam obsoletas e por isso devia voltar-se para o novo de Deus.

O seu desanimo era devido a tantas inovações e ativismo que quase não lhe sobrava tempo para mais nada a não ser viver envolvido nas coisas da “igreja”. Ele que sempre quis fazer a obra de Deus estava perdendo a paixão, pois o homem criou normas e formas de se adorar a Deus. Tirando a liberdade de uma adoração voluntária. Na verdade criando uma cartilha de como agir dentro da igreja e nos cultos. Uma robotização dos membros. Que sem tempo para meditar, “comem” de tudo que lhes é passado por seu líder.

Esse meu amigo chegou mesmo a dizer que inventam tanta coisa que aquilo que você gostava de fazer, vai perdendo o interesse devido a tantas regras colocadas. E depois quando volta a ser simples outra vez você já não tem mais interesse, pois esse acabou.

É lamentável! Mas isso tem acontecido com mais frequência do que se imagina. Mateus no seu Evangelho diz: "Ai do mundo, por causa das coisas que fazem cair no pecado! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!” (Mateus 18. 7).

Outro amigo me procurou, pois em sua denominação a ênfase estava em honrar o líder, esse deveria ser obedecido e respeitado, nada poderia ser dito de mal em relação a ele, qualquer coisa feita neste sentido era o espírito de Jezabel quem estava atuando, com o intuído de trazer divisão dentro da igreja.

Eu disse a ele que a bíblia ensina que honra é questão de mérito, não é unção. Que caráter, sinceridade, honestidade e obra são o que caracteriza aquele que tem Deus no coração.

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As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 2
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 3

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Buscar honra para si não é sinal de quem ama a Deus. Mateus escreve aos seus leitores: “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens...” (Mateus 23:3-5).

Todavia, o que se tem ensinado é que se deve buscar a unção de honra. Conforme meu amigo que preocupado com essas afirmações me questionou.
No Evangelho o maior só é maior se ele servir para lavar os pés dos que caminham. A diferença da religião e o Evangelho neste sentido é que, na religião existe a busca pela honra do maior, e no Evangelho a honra vem pelo reconhecimento do servir.


Nesse texto de Mateus 23, aprendemos outro princípio. O de obedecer ao líder desde que ele esteja ensinando aquilo que é a Palavra de Deus. Caso contrário, podemos respeitá-lo e até mesmo honra-lo, mas nunca seguir seus ensinamentos caso esses estejam fora dos princípios de Deus.

Outros questionamentos me foram feitos em relação às questões de benção e finança. Como por exemplo, está na igreja para ser abençoado, ter de dar o dízimo para ganhar benção e coisas do gênero. A questão é que se você é de Deus, você o é por nada. Quem é de Deus não está preocupado se tem dinheiro ou não. O próprio apóstolo Paulo diz aos filipenses: “Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece” (Filipenses 4. 12, 13).

Como no passado, existem muitas coisas estranhas sendo ensinadas na igreja. Quase não há nada de novo, somente algo que foi reciclado e adquiriu uma maquiagem nova.

Outro amigo saiu de sua denominação, pois as exigências para se ser consagrado está baseado não no dom que a pessoa tem, mas na capacidade de persuasão que a pessoa tiver. Ser capaz de influenciar qualquer pessoa pode ser. Basta ter alguns conhecimentos é uma boa comunicação. A base para a liderança de uma igreja não é a Metocracia, e sim o seu chamado.

A metocracia ou se preferir, a meritocracia, faz de um líder apenas uma máquina de apresentar estudos. Pois se baseia em estudos já prontos. O líder fica dependente do material. Se não o tiver, muitas vezes fica perdido, sem saber o que fazer. Pois o líder não lê, ele não estuda, fica necessitado do material chegar pronto.


São conceitos empresariais entrando na igreja. Manter as pessoas ocupadas com atividades para que elas não pensem. Não vejam o que está errado. Não vejam o que está por trás de tudo.

Igrejas não são fábricas. Membros não são mercadorias. Líderes não são máquinas.

Essa é uma forma de matar a democracia, a criatividade e a riqueza de diversidade. É a diferença que nos faz singular. E no meio disso tudo, o estranho nos faz familiar.

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As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 1
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 3

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 3

No Velho Testamento havia aqueles profetas que usavam da média ponderada. O que é isso? Eram os falsos profetas que falavam o que os reis queriam ouvir. Miqueis?

Não é muito diferente hoje!

Sabemos que Babel foi a fonte de inspiração das seitas e heresias em todos os tempos.
O termo Heresia deriva da palavra grega “háiresis” e significa: escolha, seleção, preferência. O termo seitas surgiu por efeito de semântica.

Quando falamos de heresia estamos falando de uma pessoa ou um grupo de pessoas que se afastam do ensino da Palavra de Deus. São aqueles que abandonam a verdade, para adotar e divulgar suas próprias ideias em matéria de religião.


Foi preciso Paulo escrever em sua Segunda Carta a Timóteo o seguinte: “Mas, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência”.

Em breve quero voltar a falar sobre isso novamente, mas para o momento quero deixar dez informações para que você possa saber quais são as características mais comuns para se distinguir uma seita.

Primeiramente, declaram que a Obra de Jesus Cristo foi incompleta, e por isso elas próprias surgiram.
Em segundo, nas seitas, Jesus Cristo tem importância secundária, e geralmente há alguém ou alguma regra de conduta mais importante do que Ele.
Em terceiro, fornecem nova doutrina, porque geralmente desmerecem a doutrina bíblica, alegando tratar-se de textos antigos e antiquados.
Em quarto, acreditam apenas em determinadas partes da bíblia, e ignoram o resto. Normalmente se utilizam de versículos isolados para justificarem suas aberrações.
Em quinto, dizem que “só aqui” existe garantia de salvação. São exclusivistas e isolacionistas.
Em sexto, o líder, vivo ou morto, é reverenciado como se fosse um “representante de Deus” na Terra.
Em sétimo, o líder sempre diz ter recebido “revelação especial de Deus”.
Em oitavo, o líder reivindica ser designado por Deus para uma missão especial.
Em nono, o líder reivindica ter supostos poderes especiais.
E por último, o líder está sempre acima de repreensão e não pode ser negado nem contradito.


Se você conhece algum lugar assim, você agora já sabe o que isso significa.

Não podemos nos enganar, a Bíblia nos ensina: “... porque meu povo se perde por falta de conhecimento...” (Oséias 4:6).

Quando conhecemos a verdade, ela nos liberta.

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terça-feira, 14 de outubro de 2014

2 Timóteo 4. 1- 5

Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente:  Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.


Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos.

Você, porém, seja sóbrio em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério. 

(NVI).

domingo, 12 de outubro de 2014

Qual A Sua Escolha?

No ano de 1999, eu preguei uma mensagem baseada no texto de Mateus 27. 15-25. Isso aconteceu na casa de uma família no Bairro chamado São Cristovão. Era o dia três de novembro.

Estava uma noite quente, e na verdade não seria eu quem levaria a mensagem naquela noite, esperamos, mas a pessoa que pregaria não apareceu. Então alguém perguntou se eu poderia falar, eu aceitei.

De lá para cá, o que eu disse não mudou muita coisa. Afinal, estamos no Brasil. E este é um país cheio de misticismo e idolatria.

O que eu disse naquela ocasião, após a leitura do texto mencionado acima, foi o seguinte:


Pilatos planeja libertar Jesus, mesmo não o conhecendo. Pois ele notou que Jesus era um homem puro e honesto. Ele se admirou com a atitude de Jesus, que mesmo debaixo as acusações que Ele sofria permaneceu calado. Pilatos sabia que Jesus era inocente.

Não era costume de o Governo Romano interferir ativamente nas questões religiosas de suas colônias. Então Pilatos planejou, com o intuito de libertar Jesus, um plebiscito, ou seja, uma votação. Pois as informações que chegavam até ele, era que Jesus era adorado pelo povo. Então Pilatos colocou a vida de Jesus nas mãos de seu povo, os judeus: “Portanto, estando o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado o Cristo?” (Mateus 27. 17). Entretanto, as lideranças religiosas por inveja, manipularam a população e condenaram Jesus à cruz.

Naquela ocasião lancei uma pergunta, a qual se segue:

Quando sua fé é colocada à prova, qual tem sido a sua escolha? Barrabás ou Jesus?

Saiba, pois que a escolha por Barrabás representa a escolha pelo pecado. Representa a proposta de troca de valores.

Se em nossa nação fossemos fazer um plebiscito, qual seria a escolha do povo? Se colocássemos, por exemplo, a “padroeira do Brasil” e Jesus Cristo qual seria a escolha?

Jesus é aquele que É. Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, EU SOU” (João 8. 58). Portanto Jesus É o que É, e isto é tudo.

Colocar qualquer outro alguém, ou qualquer outra coisa na frente do amor que se deve amá-lo nos faz perder nossa condição de discípulo Dele: “Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo. Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.” (Lucas 14. 26-33).