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quarta-feira, 31 de julho de 2013

O Problema Escondido

“O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; 
e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; 
pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca”
  (Lucas 6. 45).

A solução para o mundo resolver os problemas visíveis, está em antes resolver os problemas internos que são invisíveis. Pois se o homem conseguir extrair de dentro de si as coisas boas, as consequências ao redor serão manifestadas em coisas boas.
Quando vemos cenas e histórias de alguém que foi assassinado, de líderes políticos e religiosos que cometeram adultério, de taxa de desemprego alta ou de qualquer outro tipo de crise, como temos observado ultimamente; o que estamos vendo na verdade é o produto do que está dentro das pessoas.
O que se vê são as consequências externas: assassinatos, adultérios e desemprego, estes são os problemas visíveis. Mas o que não se vê, aquilo que é invisível são os problemas internos. E isto vem de alguém cheio de ódio que comete um assassinato, um líder infiel, mau caráter que comete um adultério, pois carrega dentro de si uma síndrome de poder; e de empresários gananciosos que para buscar seus próprios interesses, pactuam com um sistema corrupto e capitalista, gerando alto índice de desemprego.
Aquilo que vemos fisicamente acontecendo é fruto do que acontece dentro das pessoas: “o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal”.
Por isso digo que a solução para resolver os problemas visíveis é resolver os problemas internos. E este ninguém vê, pois são invisíveis.
E aqui surge outro problema, pois ao assistir tais cenas, e não sabendo como lidar com a situação, aquele que não pratica tais coisas adoece também. Pois o problema do outro faz brotar neste o seu próprio problema. Que não sabendo como lidar com o problema do outro, lhe faz ficar com raiva, sentir ódio, agir de agressão, e aqui surge o problema deste que não pratica os problemas visiveis. Ele não é assassino, não é adultero e nem é ganancioso, portanto não é culpado dos problemas visíveis, mas se torna culpado do problema invisível ao se permitir ficar com raiva, sentir ódio, usar de agressão e se tornar arrogante.
Os problemas visíveis causados por problemas invisíveis também afetam aqueles que não praticam os problemas visíveis. Com isso concluímos que os nossos problemas são causados por aquilo que vem de dentro de nós.
Quando sentimos tristeza, ódio, rancor, consciência pesada, depressão, falta de motivação, indiferença, frustração e toda lista de problemas emocionais, estamos falando das reais causas de tudo que o homem tem passado: “Pois é do interior, do coração dos homens, que procedem os maus pensamentos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultérios” (Marcos 7. 21),
Essas lutas que você tem enfrentado na verdade se originam dentro de você. E você pode ser curado dessas feridas internas. Para isso é preciso buscar a cura, que é o tratamento interno. A paz interior consiste em vencer a guerra interior: “Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo, para que também o exterior se torne limpo” (Marcos 7. 21).
O convite é feito por Jesus: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mateus 11. 28). E Ele continua dizendo: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva” (João 7. 38).
Mais uma vez digo que a solução para resolver os problemas visíveis é resolver os problemas internos: “Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia” (2 Coríntios 4. 16).
Cabe a isso somente uma questão de decisão: “pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca”.

domingo, 28 de julho de 2013

A Identidade de Cristo Na Imagem Do Discípulo Obediente



Há um texto na Bíblia que mostra um pouco da identidade de Cristo naqueles que são chamados de Seus discípulos.
Quando olhamos para a vida de Jesus não o encontramos omisso e nem partidário. Ele sabia separar bem o que pertencia aos homens: “Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20. 25); e o que era para a glória de Deus: “dizendo-lhes: Está escrito: A minha casa será casa de oração; vós, porém, a fizestes covil de salteadores” (Lucas 19. 46).
Por isso quando olhamos para o texto de Mateus 5. 13: “Vós sóis o sal da terra”, espera-se que seus seguidores, ou melhor, seus discípulos sejam como Jesus, que deem sabor à vida, pois: “se o sal se tornar insípido, com que se há de restaurar-lhe o sabor?” (Mateus 5. 13).
O que define nossa identidade como discípulos de Cristo é o que fazemos com os ensinamentos que Ele nos passa em Sua Palavra.
Na minha caminhada cristã eu encontro pelo menos três tipos de comportamentos dentro da igreja.
O primeiro deles é aquele indivíduo que fica de fora, está alienado de tudo. Não se envolve, nem se relaciona. Ele sabe que: “Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesmo” (Tiago 2. 17). Todavia, ele prefere ter uma vida sem frutos, sem bênçãos, prefere passar por aflições e “ser pisados pelos homens” (Mateus 5. 15) do que produzir sabor na vida do seu próximo.
Para esse tipo de fé, o apostolo Paulo fala que todas as atribuições religiosas e de caridade sem a autenticidade do amor não vale nada (1 Coríntios 13. 1-3).
O segundo tipo, é aquele indivíduo que está dentro, mas não se envolve. Ele está num ministério, é líder, mas não consegue encontrar soluções quando os problemas aparecem. Ele cria mais problemas do que apresenta soluções. Ele espera uma solução imediata, mas sem pagar o preço que se exige no dia a dia para que algo possa ser transformado.
É o tipo que fica em cima do muro. Para esse tipo de fé Deus está dizendo: “Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca” (Apocalipse 3. 16).
O terceiro tipo é o indivíduo que se envolve e faz a diferença. É como aquele: “samaritano, que ia de viagem, chegou perto dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão” (Lucas 10. 33).
Esse tipo de fé entendeu que é necessária uma mudança de mente: “E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12. 2). Que não devemos nos adaptar as normas injustas que o mundo oferece: “Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância” (1 Pedro 1. 14).
Para esse tipo de fé a mudança acontece é no interior, e não naquilo que se manifesta nos ritos religiosos. “Porque não há árvore boa que dê mau fruto, nem tampouco árvores má que dê bom fruto” (Mateus 12. 33).
A questão é: “Qual desses tipos eu quero ser?”
A cada dia eu sou confrontado com a imagem de Cristo em mim. E eu preciso tomar uma decisão e agir.
Como você gostaria de ser conhecido por Deus e pelos homens?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Quando A Graça Não Basta

Eu poderia começar falando sobre prosperidade. Mas o fato é que eu encontro muitos homens de Deus, registrados na Bíblia que não se enquadram dentro da perspectiva da teologia da Prosperidade.
Poderia começar falando algo para trazer medo, e realmente dá muito medo e pânico quando se fala das coisas futuras, contidas no livro de Apocalipse. Mas, o medo e o pânico não faz gerar amor genuíno no coração de quem sente esses sentimentos.
Por isso quero começar minha mensagem falando de Graça. Essa sim alcança a todos os homens da Bíblia. Até mesmo aqueles que tiveram a oportunidade de fazer o certo e, no entanto não quiseram.
A Bíblia nos ensina que muitas são as misericórdias do Senhor (Salmos 119. 156). Isso nos mostra que a cada dia deixamos de receber de Deus aquilo que merecemos por nossos pecados, para recebermos a Sua Graça.
Deixamos de receber a punição por nossos pecados, para receber o que não merecemos Seu amor e Seu perdão por nós.
Apesar disso, encontramos muitas pessoas que criam problemas sem apresentar uma solução. Pois vivem pressas as mágoas do passado, e as ramificações doentias vão se alastrando dentro de seus corações a ponto de manchar suas almas.
Criar problemas sem apresentar soluções é o paradigma das religiões. Que geram indivíduos religiosos, que querem milagres imediatos, que esperam soluções imediatas, mas não querem pagar um preço.
Indivíduos que não querem viver dia após dia. Que não deixam entrar em si o efeito da Graça que vem de Deus.
São pessoas que não querem nada que exija uma mudança interna. Que não querem amar o próximo, que não querem uma mudança de mente. O que eles querem é um amor que faça barulho, que os faça levantar a mão e até mesmo construir igrejas, mas, que não exija deles paciência e bondade. Pessoas que pensam que podem ofender o outro, pois presumem está falando em nome de Deus. Bem diferente daquilo que o apóstolo Paulo apresenta na sua primeira carta aos coríntios, no capítulo 13.
São pessoas que procuram a perfeição dentro de um ambiente constituído por indivíduos imperfeitos. E mesmo que pudéssemos encontrar uma igreja perfeita, certamente que essas pessoas não poderiam entrar nela, pois estragariam o ambiente dali.
Aqueles que se deixam cingir pela graça, nos faz sentir bem. Esses sabem construir dentro de si a paciência necessária para os momentos de tribulação. Sabem ser bondosos e não se inclinam para o ciúme, não são grosseiros e nem egoístas. A cada dia eles vão ganhando respeito, pois agem com integridade e continuidade.
Com esses conseguimos e queremos construir amizades, queremos estar ao lado. Pois nos fazem bem. A graça que está sobre eles se derrama, transbordando para nós a mesma graça.
Caim pecou, matou seu irmão, apesar disso a graça de Deus chegou até ele: “E pôs o Senhor um sinal em Caim, para que não o ferisse quem quer que o encontrasse” (Gênesis 4. 15b).
Judas Iscariotes era traidor, Jesus lhe deu a oportunidade de ser o tesoureiro do grupo. Mas apesar disso, não era em todas as ocasiões que ele estava junto com o mestre.
Mesmo que pareça não fazer sentido, existem aqueles que se sentem mal diante da graça. A rejeitam (Mateus 10. 14).
Quando isso acontece, Jesus não pode agir: “E não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade deles” (Mateus 13; 58).
Para esses a Graça simplesmente não basta.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A Procura

Certa vez, um homem chamado Felipe, pediu para que Jesus lhe mostrasse o Pai: “Senhor, mostre-nos o Pai, assim não precisaremos de mais nada” (João 14. 8).
Interessante é que Felipe já estava andando com Jesus já algum tempo. Mas, em sua mente ele não havia construído a imagem de que Jesus era Deus entre os homens.
Talvez sua crença na religião de seu tempo, nos sacerdotes dentro das sinagogas ofuscaram a possibilidade de uma realidade diferente daquela que ele já havia deixado de crer.
O homem cria deuses.
E por muitas vezes esses deuses destroem. Pois requer de nós atenção além daquela que podemos dar.
Deuses que destroem relacionamentos e destroem a integridade. Destroem a identidade. A ponto do homem se perder e não mais se achar. Levando-o a escuridão, na imensidão da miséria existencial, que chega a extrair da alma a euforia de viver.
Esses deuses apenas substituem por um período de tempo, curto por sinal, aquilo que deve ser o de mais profundo dentro de nosso ser: O amor.

A Procura

Passei tanto tempo te procurando e não sabia onde estavas,
Olhava para o infinito e não te via e pensava comigo mesmo...
Será que Tu existes?
Não me contentava na busca e prosseguia, tentava te encontrar
Nas religiões e nos templos e tu não estavas.
Te busquei através dos sacerdotes e não te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado descri, na descrença te ofendi.
Na ofensa tropecei, no tropeço cai, na queda me senti fraco,
Na fraqueza pedi socorro e encontrei amigos,
Nos amigos encontrei carinho
Vi nascer o amor, com o amor vi um mundo novo, no novo mundo
Resolvi viver.
O que recebi resolvi doar, doando alguma coisa recebi, e recebendo,
Me senti feliz, e feliz encontrei a paz e com a paz foi que encontrei onde tu estavas, e sem te procurar foi que te encontrei.

Ao voltar-nos para Deus encontramos não somente a paz, mas a fonte do amor pois: “Deus é amor” (1 João 4. 8, 16).

domingo, 21 de julho de 2013

O Valor da Aliança

Diz um ditado popular que: “O mundo é dos espertos”. Mas a esperteza não tem nada a ver com a sabedoria.
Um exemplo disso encontramos no livro de 1 Samuel 24.1-7, quando Davi escondido dentro de uma caverna, poupou a vida de Saul.
Mesmo Saul sendo louco, sem perfil para o cargo que exercia e inclinado a destruir Davi, este se recusava a tirar a vida daquele, porque Saul era o ungido do Senhor: “Então disse (Davi) aos seus homens: ‘O Senhor me livre de fazer algum mal ao meu senhor; que Ele escolheu como rei. Eu não devo atacá-lo de jeito nenhum porque ele é rei escolhido pelo Senhor’” (1 Samuel 24. 6).
Se Davi usasse de esperteza, certamente teria aproveitado a situação em que se encontrava, uma vez que Saul estava numa situação delicada, pois havia entrado na caverna para satisfazer as suas necessidades (1 Samuel 24. 3). No entanto Davi preferiu usar de sabedoria e assim convenceu os seus homens que eles não deviam atacar Saul (1 Samuel 24. 7).
Outra oportunidade que Davi teve de matar Saul, mas preferiu poupar-lhe a vida aconteceu na região desértica de Zife (1 Samuel 26. 5, 7). Ali ele encontrou Saul e seus soldados dormindo. Abisai imaginou que Deus estava entregando o inimigo de Davi em suas mãos (1 Samuel 26. 8). Mas uma vez Davi abriu mão da esperteza para usar de sabedoria, ele respondeu para Abisai: “Não o mate, pois o Senhor castigará quem levantar a mão para matar o rei que Ele escolheu” (1 Samuel 26. 9).
O respeito de Davi pela posição de Saul serve como modelo para os cristãos de hoje. Que da mesma forma deve mostrar respeito pelos seus governantes e pelos seus representantes. Assim como Davi, podemos não nos importar com as pessoas nos cargos ou com suas ações, mas devemos respeitar a posição que elas ocupam, uma vez que todo governo é ordenado por Deus (Romanos 13. 2).
Portanto, todos os que possuem cargos importantes, não importa se são cristãos ou pessoas não tementes a Deus, merecem o nosso respeito e as nossas orações (1 Timóteo 2. 1, 2).
Aqui está valor da aliança. O pacto de amizade e de compromisso que prometemos cumprir ao nos aliarmos a Deus e a Sua Igreja.
Toda a história do povo israelita está intimamente relacionada com a palavra aliança. Uma vez que ela foi feita diretamente com Deus.
Aliança ou pacto, palavra que tem o significado de amizade, compromisso, de ato ou efeito de aliar-se, tanto para pessoas como para nações.
Uma aliança fixa compromisso e promessas para ambas as partes envolvidas.