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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A Relação da Fé Com o Conhecimento – Soteriologia – E.T.

No mês passado terminamos nosso post dizendo que: Fé é uma condição apropriada para a salvação, porque a apreensão intelectual e crença na verdade são necessárias, a fim de nos rendermos a ela e lhe abedecermos; é confiança pessoal em Deus e resulta em paz, certeza, santificação e todas as graças da vida cristã.

Disse também que há vários tipos de fé. E hoje quero menciona-las.

São elas:

A Fé Especulativa ou Fé Histórica – Esta espécie de fé consiste em mera apreensão intelectual, sem propósito moral ou espiritual.

Este é o tipo de fé que encontramos em Atos 8.13: “E creu até o mesmo Simão.” E também em Tiago 2.19: “Também os demônios o creem, e estremecem.”

Uma fé que não se firma em Jesus Cristo não é fé salvadora.

Outro tipo de fé é a Fé Temporária – Esta é uma fé aparentemente genuína, mas que vai desaparecendo em seu caráter. É o tipo de fé ilustrada pela semente que caiu sobre os pedregais (Mateus 13.5,6,20,21).

E temos a Fé Salvadora – Que é a fé que une a alma com Deus e resulta em salvação. Nela está combinada tanto a crença como a afeição e também a vontade. Esta é a fé verdadeira.

Talvez você pergunte: O homem pode ter fé em coisas de que não sabe?


Existe uma relação da fé para com o conhecimento. Porém, não se pode traçar uma rigorosa linha divisória entre ambos. Suas esferas se interpenetram, mas não se pode dizer que nós não cremos o que sabemos, nem que não sabemos algumas coisas que cremos.


Por exemplo: Posso dizer: sei que lavei o rosto hoje de manhã. E também posso dizer: acredito que lavei meu rosto hoje de manhã. O conhecimento desse fato não exclui a crença nele. Entretanto, a fé pode diferir do conhecimento em relação à emoção e à vontade, em casos que envolvem uma pessoa.

O teólogo católico romano divide a fé salvadora em fé explícita e fé implícita. Quando alguém entende e crê inteligentemente exerce a fé explicita. Mas há muitas doutrinas que o homem humilde pode não entender e mesmo nunca ter ouvido e, entretanto, pode crer e aceitar tudo o que a Igreja ensina, porque tem confiança na Igreja. Isto é chamado de fé implícita.

Outra pergunta pode surgir: Qual dos dois tem a precedência? Temos de saber a fim de crer, ou temos de crer a fim de saber?

Para essa pergunta também não se pode admitir uma regra universal. Tem que haver alguma apreensão antes que possa haver fé numa pessoa ou uma preposição. Ninguém pode crer num Deus de quem nunca se ouviu falar, nem numa preposição (ideia) que nunca fi apresentada à sua mente. Ninguém pode crer em um Deus de quem não tem nenhuma apreensão intelectual: “Como pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nunca ouviram?” (Romanos 10.14).


Por outro lado, deve haver fé na credibilidade de nossos sentimentos, de nossas faculdades e dos processos do pensamento, para que seja possível qualquer considerável aquisição de conhecimento.

Como já foi dito anteriormente: A fé é o elo de ligação entre o crente e Cristo.

O Espírito aplica a redenção adquirida por Cristo, produzindo fé em nós e, assim, unindo-nos com Cristo.

A fé é uma condição apropriada à salvação.

Deus lhe abençoe.

Confissão de Fé - Parte 24

Sei que o assunto deve parecer chato para alguns e até mesmo fora de moda. Mas é uma forma de manter a pureza da doutrina cristã.

O apóstolo Pedro nos diz para explicar a quem nos perguntar qual a razão da nossa esperança (1 Pedro 3. 15). A nossa confissão dá testemunho de nossa fé. E serve como defesa aos ataques de heresias das quais muitas igrejas tem se deixado dominar, devido a sua vulnerabilidade, por não possuir uma confissão de fé.

Este quadro é para auxiliar tanto a cristãos como os incrédulos a entende aquilo em que cremos. E útil também para corrigir pastores e mestres, caso eles estejam se desviando da fé.

Ajuda ainda a sinalizar aos cristãos a analisarem o que está sendo ensinado nas igrejas, como faziam os bereanos: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” – (Atos 17. 11 - NVI).

Portanto é útil como meio de estudo, testemunho da fé, meio de manter a pureza da doutrina e defesa contra os ataques de heresias e outras religiões.


Breve Catecismo de Westminster

PERGUNTA 47: Que proíbe o primeiro mandamento?

RESPOSTA: O primeiro mandamento proíbe o negar, ou deixar de adorar ou glorificar ao verdadeiro Deus, como Deus, e nosso Deus; e dar a qualquer outro a adoração e a glória que só a Ele são devidas.


Referências: Sl 14.1; Rm 1.20-21, 25; Sl 8.11.
       
   PERGUNTA 48: Que se nos ensina especialmente pelas palavras "além de mim", no primeiro mandamento?

RESPOSTA: As palavras "além de mim", no primeiro mandamento, ensinam-nos que Deus, que vê todas as coisas, toma conhecimento e muito se ofende do pecado de ter-se em seu lugar outro deus.

Referências: Sl 139.1-3; Dt 30.17-18.