Você já se perguntou se buscar terapia significa, de alguma forma, desconfiar da suficiência de Deus? Essa pergunta, silenciosa mas recorrente, atravessa consultórios e igrejas com igual frequência. Muitos cristãos vivem divididos entre dois mundos que, à primeira vista, parecem competir: a psicologia clínica, com seu método e sua técnica, e a fé reformada, com sua confiança radical na soberania divina sobre todas as coisas — inclusive sobre a alma. Primeiramente, precisamos desfazer uma falsa dicotomia: buscar cuidado psicológico não é sinal de fé fraca, tampouco a confiança em Deus dispensa os meios legítimos de cuidado emocional que Ele mesmo estabeleceu no mundo. A verdadeira questão não é "psicologia ou Deus?", mas "como a psicologia pode operar sob a soberania de Deus?" O Fenômeno: A Alma Dividida Entre Divã e Altar É comum encontrarmos, ainda hoje, comunidades cristãs que tratam sofrimento psíquico exclusivamente como questão espiritual — reduzindo de...
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