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segunda-feira, 30 de maio de 2016

A Doutrina da Eleição - Soteriologia - E.T. - Parte 2

No mês passado terminei a postagem sobre este assunto dizendo que uma observação cuidadosa das passagens citadas nos textos apresentados, revelará que as escrituras ensinam que a eleição é pessoal, e que não se pode atribuir nenhuma outra interpretação aos textos que contêm essa doutrina.

E disse que estaríamos apresentando este mês, as várias teorias sobre a base da eleição.

Primeiramente é preciso dizer que falar da Eleição é falar de Predestinação. E talvez este seja o assunto mais difícil da Teologia Cristã. Portanto, não pense que esgotarei aqui tudo sobre essa doutrina, no máximo, teremos mais um ou dois posts para os meses seguintes e só. Pois esta é uma doutrina ramificada da doutrina dos Decretos de Deus e, está relacionada com todas as outras grandes doutrinas da Revelação de Deus. Doutrinas fundamentais para o fundamento da fé.

A doutrina da Eleição torna-se difícil quando tentamos harmonizar a soberania de Deus em escolher pessoas, com a livre vontade e responsabilidade do homem, em aceitar ou rejeitar seus apelos e convites.

Mas devemos nos lembrar de que nossa mente finita não pode entender as coisas eternas de Deus. Que nossos pensamentos não são os Dele, e que Ele não pensa como nós.

Basta de simplismo idiotizado como eu ouvi uma vez de uma esposa de pastor, e até mesmo de pastores, em dizer que essa doutrina é do diabo. Se assim fosse, teríamos que dizer que o apóstolo Paulo era um endemoniado, já que ele falava tanto sobre isso. Se você não sabe sobre o assunto fique calado e vá estudar sobre o assunto. Diga aos seus fiéis que você é ignorante sobre o assunto, ao invés de esconder essa doutrina da igreja.


Mas vamos ao que interessa.

A doutrina da eleição é comum a toda a cristandade. E todas as igrejas evangélicas a mantêm. Diferenciam-se quando ao seu significado o que veremos a seguir.

Primeiramente, temos a doutrina da Eleição Condicional. Ela ensina que a eleição é inteiramente condicional. Tendo como condição a fé e uma vida de santidade.

Baseado nisso, o decreto de Deus determina salvar o crente e condenar o descrente. O justo é recompensado e o mau é punido, além deste ponto o decreto não pode se estender.

Nesse ensinamento a condição do decreto é satisfeita pela vontade indeterminada do homem.

Porém uma fraqueza dessa teoria é que, se alguma coisa é indeterminada, ela não pode ser prevista. Dessa forma Deus não teria conhecimento de quem são os eleitos.

Portanto, uma eleição condicional não corresponde com o ensino das Escrituras sobre o assunto. Pois, se a eleição é para a fé e para as boas obras, elas não podem ser a condição da eleição.

Textos que comprovam isso:

Atos 13.48: “E creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna”.
João 15.16: “Eu vos escolhi a vós, e vos escolhi para que vades e deis frutos”.
Efésios 2.10: “Eleitos... para a obediência”.

No passado, os socinianos, seguidores de Fausto Socino, falecido na Polônia, em 1604, foram bastante francos em admitir que Deus não pode saber dantemão, as ações incertas dos homens. Enquanto que, os armenianos foram menos coerentes ao fugirem de tal conclusão.


Em segundo, temos a doutrina do Objetivo Limitado. Esta teoria não está preocupada com a base do decreto eletivo e sim da sua extensão, ou seja, seu ponto final.

Podemos dizer que nesta doutrina cabem todos os sistemas que negam a eleição para a salvação. Seus seguidores afirmam que não há predestinação ou eleição particular, mas apenas geral. Ou seja, o decreto divino limita à predestinação de certas nações, comunidades e gerações.

Basta por estas teorias ao lado das passagens da Palavra de Deus, que ensinam a doutrina da eleição e logo veremos os erros e os defeitos dessa doutrina. Pois a linguagem das escrituras mostra que a eleição é pessoal e que os homens são eleitos para a fé e santidade.

Vejamos alguns textos que provam que a eleição é pessoal:

Filipenses 4.3: “Cujos nomes estão no livro da vida”.
Hebreus 12. 23: “Estão inscritos nos céus”.
1 Tessalonicenses: “Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus”.

No próximo mês faremos um pouco mais sobre o armenianismo e a Doutrina Luterana.

Até lá. 

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Confissões de Fé – Parte 5

Sei que o assunto deve parecer chato para alguns e até mesmo fora de moda. Mas é uma forma de manter a pureza da doutrina cristã.

O apóstolo Pedro nos diz para explicar a quem nos perguntar qual a razão da nossa esperança (1 Pedro 3. 15). A nossa confissão dá testemunho de nossa fé. E serve como defesa aos ataques de heresias das quais muitas igrejas tem se deixado dominar, devido a sua vulnerabilidade, por não possuir uma confissão de fé.

Este quadro é para auxiliar tanto a cristãos como os incrédulos a entende aquilo em que cremos. E útil também para corrigir pastores e mestres, caso eles estejam se desviando da fé.

Ajuda ainda a sinalizar aos cristãos a analisarem o que está sendo ensinado nas igrejas, como faziam os bereanos: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” – (Atos 17. 11 - NVI).

Portanto é útil como meio de estudo, testemunho da fé, meio de manter a pureza da doutrina e defesa contra os ataques de heresias e outras religiões.


Breve Catecismo de Westminster

PERGUNTA 9: Qual é a obra da criação?

Resposta: A obra da criação é aquela pela qual, Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem.

Referências: Gn 1; Hb 11.3; Sl 33.9; Gn 1.31.

PERGUNTA 10: Como criou Deus o homem?

RESPOSTA: Deus criou o homem macho e fêmea, conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade com domínio sobre as criaturas.

Referências: Gn 1.27-28; Cl 3.10; Ef 4.24; Rm 2.14-15; Sl 86-8.

Sinta-se Melhor: Benefícios Do Gengibre Na Saúde


Olá!

Nossa dica de hoje é sobre uma erva que é usada em todo o mundo como uma especiaria. E por ter vários benefícios para a saúde, esta erva também é considerada um remédio.

Estamos falando do gengibre, que é uma erva natural. E vários estudos têm comprovado que o gengibre é altamente eficaz no tratamento de uma série de problemas de saúde.

Durante séculos o gengibre tem sido usado como um remédio natural para várias doenças. E agora, em todo o mundo, pesquisadores tem descoberto que o gengibre atua maravilhosamente no tratamento em todos os tipos de câncer.

Além disso, o gengibre é uma boa fonte de vitamina A, C, E e complexo B, magnésio, fósforo, potássio, silício, sódio, ferro, zinco, cálcio e beta-caroteno. No organismo ele atua como antifúngico, anti-inflamatório, anti-séptico, antibacteriano, antiviral e propriedades antitussígeno (supressor da tosse) e pode fazer maravilhas para sua saúde.

Os benefícios do gengibre para a saúde são principalmente ajudar na perda de peso, acelerando o metabolismo, e relaxar o sistema gastrointestinal, prevenindo náuseas e vômitos.

Vejamos agora alguns dos benefícios do gengibre:

Auxilia na perda de peso, porque atua acelerando o metabolismo e estimulando a queima de gordura corporal.

Combate azia e gases intestinais, por isso deve ser consumido principalmente na forma de chá para obter esse benefício. O chá deve ser feito na proporção de 1 colher de gengibre para cada 1 xícara de água. Depois ingere-se 4 xícaras de chá ao longo do dia para se obter a melhoria nos sintomas intestinais.

Atua como antioxidante e anti-inflamatório, agindo na prevenção de doenças como gripes, resfriados, câncer e envelhecimento precoce. Além disso, ele também tem ação anti-inflamatória, melhorando os sintomas de artrite, dor muscular e doenças respiratórias, como tosse, asma e bronquite.

Melhora náuseas e vômitos, que frequentemente ocorrem durante a gravidez, tratamentos de quimioterapia ou nos primeiros dias após cirurgias. Para melhorar esses sintomas é necessário cerca de 4 dias de consumo de 0,5 g de gengibre, o que equivale a cerca de ½ colher de café de raspas de gengibre que devem ser tomados de preferência pela manhã.

Protege o estômago contra úlceras, porque ajuda no combate à bactéria H. pylori, principal causadora de gastrite e úlceras estomacais. Além disso, o gengibre também previne o aparecimento do câncer de estômago, que na maior parte dos casos está ligado a alterações nas células provocadas pela úlcera.

Prevenir o câncer cólon-retal, pois possui uma substância chamada 6-gingerol, que impede o desenvolvimento e a proliferação de células cancerígenas nessa região do intestino.


Reduz a Dor da Artrite, pois tem fortes propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a tratar a dor associada com gota, artrite reumatoide e osteoartrite.

Reduz a Cólica Menstrual, por ter propriedades anti-inflamatórias ele é um poderoso analgésico natural, portanto, ele pode ser usado para reduzir a cólica menstrual. Mulheres que sofrem de cólica podem usar gengibre em pó ou cápsulas para obter alívio da dor. Ou, podem tomar o chá de gengibre. Isto dará o alívio imediato da dor e melhorará as cólicas que muitas vezes acontece no início do ciclo menstrual mensal.

Trata Enxaquecas, o gengibre pode proporcionar alívio da enxaqueca devido a sua habilidade de parar as prostaglandinas que causam dor e inflamação nos vasos sanguíneos.

Suprime a Tosse, por ser um analgésico natural, ele pode ser usado para aliviar a dor e irritação da garganta. E também pode ajudar a reduzir a tosse, especialmente quando causada pelo resfriado comum. Pois a ação de aquecimento pungente do gengibre ajuda a eliminar o muco dos pulmões que podem estar causando a tosse. Ou você pode mastigar um pouco de raiz de gengibre fresca, beber suco de gengibre ou chá para suprimir a tosse.

Promove a Saúde do Coração, pois reduz o nível de colesterol, regula a pressão arterial e ajuda a prevenir a coagulação do sangue, ajudando a reduzir o risco de várias doenças do coração. O Gengibre é rico em potássio, ótimo para a saúde do coração e a boa quantidade de manganês presente no gengibre ajuda a proteger o coração, vasos sanguíneos e as vias urinárias.

Controla o Diabetes, pois ajuda a reduzir seu nível de açúcar no sangue e aumentar a eficácia da insulina e outros medicamentos usados no tratamento da diabetes. Os especialistas recomendam beber um copo de água morna misturada com uma colher de chá de suco de gengibre logo pela manhã para regular o açúcar no sangue.

Lembrete: Nunca se esqueça que nada substitui o diagnóstico médico, portanto, nenhum tratamento deve ser feito sem antes consultar um profissional de saúde.




Atenção: Para adquirir quaisquer dos produtos citados, basta clicar nas palavras destacadas e você será direcionado direto para a loja.

terça-feira, 17 de maio de 2016

A Didática de Deus – Parte 1

Há alguns anos comprei um micro-ondas para minha esposa, o que trouxe alguns benefícios, como a redução nos tempos de processamento dos alimentos e na economia de energia.

Tudo simples e rápido. A preparação dos alimentos baseado na expectativa de uma relação entre pessoa e comandos, como ligar e desligar, aumentar e diminuir. Relação que já faz parte e está presente nas diversas situações cotidianas.

Ainda mais se tratando de uma geração imediatista, intolerante e ansiosa. E isso por si só já é um problema. Problema?

Pois é, uma boa pergunta a se fazer: Quais podem ser as causas do fracasso generalizado na resolução de problemas?

Eu arriscaria dizer que é a falta do pensar. Do raciocinar. Do questionar.

Tanto para os problemas cotidianos vividos por nós a cada dia, sejam nacionais, pessoais, emocionais, espirituais, não importa. Precisam ser analisados. Mas a dita tecnologia parece ter carbonizado de nossa mente essa capacidade de raciocinar.

Para tudo se quer uma solução “micro-ondas”. Como se bastasse ligar ou desligar um botão. E assim não é possível crescer em conhecimento, em sabedoria, em espiritualidade... Em nada. Ou melhor, talvez se possa crescer na comodidade e no formalismo apático.

Mas será essa a ideia que Deus tinha para o ser humano? Um ser que balança a cabeça concordando com tudo que lhe é ensinado? Sem ânimo de questionar? Sem direito a ter dúvidas? Apenas respondendo sim mecanicamente as instruções recebidas de terceiros?

Se assim for, qual o sentido de Deus ter criado a mente humana e ter dado ao homem o direito ao livre arbítrio? E se ela não tem nenhuma utilidade, apenas ao fazer esta pergunta eu já estarei pecando.

Tudo que eu disse até agora tem como finalidade exercitar você para resultados que possam atuar na forma de você ter uma tomada de consciência, e o leve a um debate intenso entre você e sua alma.

Desculpe-me o que vou dizer agora, mas preciso dizer, pode acontecer de algum idiotado dizer: “Isso é heresia”. Sinto muito, heresia é o que estão fazendo hoje do Evangelho que Jesus pregou, simples e descomplicado, estão transformando numa religião cheia de regras e dogmas. Uma religião baseada apenas nas emoções, e na submissão ao líder. O que na verdade não é novo, apenas está se repetindo.


Voltemos então ao nosso assunto.

Um debate exige consciência, requer raciocínio. Se não posso usar minha mente, deste modo, os problemas, ao invés de contribuírem para uma aprendizagem significativa, ajudando a romper com visões confusas, favorecem seu desenvolvimento.

Pois sentimentos não nos faz crescer. Não ajuda a resolver problemas. Sentimentos são apenas as sensações que nós podemos sentir nas situações que vivenciamos. Mais poeticamente falando, sentimento é a linguagem que o coração usa quando precisa mandar algum recado.

Mas para se resolver problemas é preciso questionamento. E o resultado positivo só ocorre quando se chega a resultados corretos.

Veja o que Marcos registra no seu Evangelho, um relato do que Jesus disse a um grupo de pessoas de seu tempo: “Então Jesus os admoestou: “Não é sem motivo que errais tanto, pois não compreendeis as Escrituras nem o poder de Deus!”” (Marcos 12. 24 - Bíblia King James Atualizada).

Errais por não conhecer (razão), por não examinar (razão). Não foi dito: “errais por não sentires”.

Quais podem ser as causas do fracasso generalizado na resolução de problemas?


Leia também:

A Didática de Deus – Parte 2

Quais podem ser as causas do fracasso generalizado na resolução de problemas?

Não vou me deter em solução para os problemas econômicos e nem políticos vividos em nossa nação atualmente. Embora se nos voltarmos para um texto que se encontra em 2 Crônicas 7.14, podemos ter uma ideia do que Deus espera do seu povo. E mais uma vez digo que para essa questão nossas emoções de nada valerão, a não ser nos deixar irados.

Hoje somos ensinados a buscar uma vida monárquica como filhos do Grande Altíssimo. Glórias, honras e bens materiais. Os holofotes estão brilhando para o lado errado.

Deus tem uma didática para nos ensinar a crescer. E com o exemplo que Ele nos deu é de se entender que devemos aplica-la em nossa vida. Penso que a Psicanálise e a Psicologia, embora tenham chegado bem mais tarde, estão em grande vantagem nessa dinâmica, mais do que a igreja.

Para os desavisados de plantão, não estou falando de espiritualidade, pois essa só a Igreja tem autoridade. Então se acalme.

A didática da igreja atual, a de dar para receber, como um dèja vu, medieval, de fazer o bem para se conseguir bênçãos, o ato de dizimar como a condição de Deus nos fazer o bem, não nos ensina a resolver problemas. Também não ajuda ninguém a crescer na fé. O que ajuda é criar um operativismo mecânico; e é nesse contexto que a igreja atual tem procurado resolver seus problemas.


A igreja precisa por em atividade a questão da didática de Deus. Falta uma discussão de qualidade nesse sentido. A igreja voltou a viver o torpor que a deixou apática durante muito tempo. E por isso ela não está conseguindo abordar os problemas atuais.

A igreja do século 21 tem uma didática de resolução de problemas que costuma estimular um operativismo abstrato, carente de significado, e que pouco pode contribuir para uma aprendizagem significativa. As doutrinas são tratadas de forma superficial, não se detém nos conceitos de forma que esses se clarifiquem. A ênfase está no sentir. E não no saber, no conhecer.

“Não é sem motivo que errais tanto, pois não compreendeis as Escrituras nem o poder de Deus!”” (Marcos 12. 24 - Bíblia King James Atualizada).

Mas qual é a didática de Deus?

Para entendermos isso precisamos voltar no tempo, ou melhor, pois alguém pode se perder no caminho, abrir nossa Bíblia no Velho Testamento, encontrar o livro do profeta Jó, e ver como Deus tratou com ele.

Assim como um bom professor que procurar estimular seu aluno a entender sua matéria, assim como um psicanalista age para trazer a tona a solução de um problema, assim fez Deus com Jó.

A didática de Deus é a didática do questionamento, de fazer pensar, de trazer a memória, de nos fazer desconformados com o presente século, e de através do entendimento renovar a nossa mente, para então conhecer qual é a boa, e agradável e perfeita vontade de Deus.

“Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas. Glória a Ele eternamente. Amém!” (Romanos 11.36).


Leia também:

A Didática de Deus – Parte 3

Diferentemente do que Deus fez na vida de Jó. A igreja atual tem feito com que os problemas em vez de ser ocasião privilegiada para construir e aprofundar os conhecimentos se converta em reforço de erros, enchendo a mente de seus fieis com conceitos e metodologias.

O conceito “ovelhacional” dos membros que devem agir como aquele quadrúpede. Desenvolveu uma mente adormecida e obscurecida do seu próprio sentido de existência. E nada é mais dificultoso para o desenvolvimento do conhecimento, do que as suposições implícitas, e aceitas sem nenhum questionamento.

Se não se pode criticar, não há como se desenvolver.

A didática de Deus é o questionamento. Trazer a memória, elucidar. Fazer conhecer sua própria necessidade. Fazer encontrar o seu lugar. O seu tamanho diante de Deus. Fazer reconhecer a graça Dele sobre sua vida e então despertar o desejo de adorar a Deus. Deus fez isso com Jó. Jesus fez isso quando questionava: “O que queres que Eu te faça?”


Com Jô Deus foi começando devagarzinho: “Onde estava você quando Eu lancei os fundamentos da terra... Ou quem encerrou o mar com portas... Quem abriu rego para o aguaceiro ou caminho para o relâmpago... sabes tu as ordenanças dos céus?” – Jó ouvindo tudo isso foi se dando conta de si mesmo e percebendo qual a grandeza do seu criador e enquanto raciocinava nobre essa questão chegou a seguinte conclusão: “Sou indigno, que te responderia eu?” (Jó 40. 3-5).

Mas isso ainda não era o suficiente, havia apenas o reconhecimento intelectual. Então Deus continuou seu questionamento. Levando Jó para um ponto mais profundo de entendimento: “Acaso, anularás tu, de fato meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares?” (Jó 40.6).

Com essa dinâmica, essa didática através do questionamento, Deus levou Jó a uma verdadeira contrição, agora Jó tinha uma resposta de um homem que se encontra em um verdadeiro estado de adoração, quais eram suas emoções a Bíblia não relata, mas o resultado de sua reflexão o levou a dizer: “Sei que tudo podes...” (Jó 42).

A didática de Deus nos faz ver que ele espera que sejamos bons mestres, ou seja, um bom professor, pois, um bom professor sabe transmitir coisas profundas ao nível apropriado de compreensão de seus alunos.


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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Com Amigos Assim Quem Precisa De Inimigos?

Às vezes tenho a sensação de estar vivendo em tempo errado, no lugar errado. Então começo a imaginar como seria viver tantos anos quanto aqueles personagens que encontramos no Velho Testamento.

Deve ser uma loucura, pelo menos para os padrões de vivências atuais. Com tanta intolerância, corrupção, maldades, hipocrisias, e uma fé baseada em sensações sensitivas.

Gente que estremece daqui, outro que cai de lá, outro sai rodando e quase dá um tapa no rosto do irmão...

Sem contar aqueles que se intrometem dando opiniões como se fossem um verdadeiro santarão, mas tem sua vida um trapo, mas pensa ser o verdadeiro mensageiro de Deus. E sem qualquer escrúpulo mete o nariz onde não é chamado.

São esses “santos estremecedores”, donos de uma espiritualidade que só pensa em si mesmo, que mostram uma caricatura de alguém que entende tudo de Deus.

Jó, coitado, aquele personagem do Velho Testamento que teve uma perda descomunal, tinha alguns amigos parecido com esses que mencionei.

Todo o currículo de um homem justo e temente a Deus, não foi o bastante para os “amigos da onça”. Todo profundo sofrimento que Jó passava, Deus tinha conhecimento. Afinal Ele é Deus! Deus era conhecedor de toda aquela situação.

Mas os amigos... Ah...


Não faltou quem argumentasse que todo aquele sofrimento era devido aos pecados que Jó cometia, outro dizia que era devido a alguma coisa que ele tinha deixado de fazer, “pagar o dízimo?”, e por isso deixou uma “brecha”. Essa é a teologia dos “brecheiros”.

Para esses amigos(?) tinha que haver alguma coisa oculta para tamanhos males. E essas influencias “super espirituais”, atingiram Jó, a ponto de ele próprio lamentar a sua situação.

Isso nos mostra uma coisa muito séria, nem todo anjo é bom! “Afasta-te de mim, Satanás, porque teus sentimentos não são os de Deus” (Marcos 8.33).

Quando nossos sentimentos, nossas atitudes, nossos pensamentos não são os de Deus, estamos sendo “satanás” na vida do nosso próximo. Sim, é isso mesmo que Jesus diz no texto de Marcos. Satanás o Diabo, significa "acusador", do grego diabolos, e pode se referir genericamente a qualquer pessoa que acusa e se opõe a outra.

Portanto, aos super crentes estremecedores, se sua vida é como o féu na vida do seu irmão, que ao invés de trazer consolo traz amargura, uma sensação ruim, uma dificuldade. Você é o diabo! 

O Evangelho é bem simples e descomplicado. Mas quando criamos regras baseadas não nas Escrituras, mas em nossa própria interpretação humana... Aí!

quinta-feira, 5 de maio de 2016

O Amor da Igreja - (07/04/2015)




"A natureza criada aguarda, com grande expectativa,
 que os filhos de Deus sejam revelados".
(Romanos 8:19)

Qual O Tamanho Do Seu Deus?

Quem nunca passou por algum momento uma situação da qual perguntou: “Porque eu Senhor”?

Há momentos que parece que Deus não nos ouve, embora saibamos que Ele sempre nos ouve. Há momentos em que as dúvidas, as dificuldades parecem ser maiores do que aquilo que podemos suportar, embora saibamos que não é assim.

E existem pessoas, que, de boa fé? Parecem atrapalhar mais do que ajudar. São aqueles amigos que podemos dizer assim: “Com um amigo desses quem é que precisa de inimigo?”

Pois é, tudo isso poderíamos dizer, é resultado de quanto de fato conhecemos a Deus.

As igrejas de hoje vivem um conto de fadas gospel. As pessoas são levadas a crer que Deus as abençoa mediante a sua obediência ao líder e a sua fidelidade ao dízimo. E isso causa um efeito sobre os fiéis. Eu disse de hoje? Mas isso não é tão novo assim, as coisas simplesmente se repetem. E para quem não se dá ao trabalho de ler, vira mais um fantoche nas mãos de quem não tem nenhum compromisso com Deus.


Gritar, esmurrar, estremecer, é isso que se entende por “sentir Deus”. Ao invés de se conhecer Deus, muitos estão querendo uma percepção “sensatória”, emocional, “arrepiosa”.

Oxalá essas pessoas se convertam para conhecer Deus mais de perto, para o adorar pelo que Ele é, e não pelo que querem receber Dele.

Bem, o profeta Isaías quando teve a experiência de ver a glória de Deus (Isaías 6), teve uma reação impressionante, ao lermos o texto vemos que ele exclamou: “Ai de mim, vou morrer, sou pecador.”

Essa é a atitude de quem conhece Deus de fato. Pois quem conhece a Deus, revela que é pecador por meio de um coração quebrantado, reconhecendo que diante de Deus, e de Sua grandeza, nada é.

A adoração parte desse reconhecimento. É esse reconhecimento que gera um coração contrito, capaz de uma ação em direção ao Senhor salvador. Se vou, ou não, sentir alguma emoção, isso é mero detalhe. Pois cada um reagirá de acordo com a sua estrutura emocional.

Mas afirmar que as emoções irão transformar a vida de alguém, isso jamais. Até pelo contrário, os relatos existentes mostram que esse tipo que experiência nunca fez e acredito que nunca fará alguém conhecer Deus de verdade. Pois emoções não trazem reconhecimento de pecado. E sem esse reconhecimento é impossível se aproximar de Deus com um coração quebrantado. 

Basta ver os relatos de Lucas no seu Evangelho, no capitulo 7: "A quem muito foi perdoado, muito ama”.