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segunda-feira, 29 de junho de 2015

O Livre-Arbítrio – Antropologia - E.T.

Todos os seres humanos estão dotados de poder para se tornarem senhores conscientes de suas ações.

Em toda Escritura encontramos textos se dirigindo ao homem como alguém capaz de escolher e colocando-o como responsável pelo exercício de sua vontade.

Jesus certa vez comentou em relação aos judeus dizendo: “Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste” (Mateus 23. 37).

Com essas palavras entendemos que todos os seres humanos tem responsabilidade plena de suas escolhas.

No Antigo Testamento, encontramos Deus colocando uma escolha diante do povo israelita, Deus disse a Eles: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente” (Deuteronômio 30. 19).

Certamente que a condição do homem depois da queda de Adão influencia nesta escolha, pois ele não tem forças para praticar obras agradáveis diante do Senhor. É preciso a graça divina para nos ajudar a ter boa vontade, cooperando conosco para termos essa boa vontade.

Falar sobre o Livre-Arbítrio, ou Livre Agencia, é falar sobre um assunto importante da teologia.


Quando falamos de agente estamos falando de um ente que age. Portanto o ser humano é um agente moral e livre. Moral, pois ele age em obediência ou desobediência a uma lei, uma regra ou um padrão de conduta. E livre, pois ele pode agir sem ser obrigado a obedecer ou desobedecer. Portanto ele tem plena liberdade no poder de escolher o curso que deseja seguir.

Sobre o livre-arbítrio existem três teorias que são as principais. São elas o Fatalismo, onde encontramos o materialismo essencialmente fatalistas e o panteísmo que também está tocado pelo fatalismo. Nesta teoria todos os acontecimentos são determinados por uma necessidade cega. O agente não tem liberdade de escolha, todas as coisas tem que ser o que são, sem nenhuma possibilidade de serem diferentes. Em resumo, nesta teoria não há livre-agência.

A segunda teoria é a de que a vontade humana é independente das outras faculdades da alma. Isso significa dizer que independente do seu conhecimento, do seu sentimento, da sua consciência, dos seus desejos de suas inclinações, ou de qualquer outro incitamento, o homem pode se decidir agir. Isso é o mesmo que dizer que o ser humano age de forma irracional.

O homem é livre sim para escolher, mas sua vontade não age independente de todas as considerações. Isso significa que suas ações são determinadas pelo seu caráter, por estímulos externos e é sempre limitada por Deus e está sujeita as leis do universo em que vivemos. Portanto, não é a vontade que age, e sim o homem todo que quer.

A Bíblia nos ensina que esse ser moral e livre, age livre de qualquer compulsão ou poder externo, ele age em harmonia com sua própria natureza, sob a influência de seu conhecimento, seus desejos, sentimentos, inclinações e caráter. Mas ele não é independente de Deus, nem das leis do universo, nem de sua própria natureza.

O terceiro é o que aprendemos com a Bíblia, o homem é um agente livre, ordena-lhe que escolha e o considera responsável por sua escolha. Se o homem não fosse um agente livre, ele não teria responsabilidades: “Escolha hoje a quem sirvais” (Jeremias 24. 15), conclamou Josué.


Concluindo este texto, em geral o homem age como ele pensa e sente, e de acordo com o seu caráter ou natureza. Mas temos que reconhecer os limites desse livre-arbítrio. Por exemplo: nenhum homem jamais teve oportunidade de decidir quanto à sua existência, quem seria seus pais, onde nasceria e nem sobre a sua salvação.

Embora sejamos agentes livres, somos dependentes de Deus. Foi Ele quem nos criou, portanto, nada ou ninguém o forçou a criar o universo, Ele simplesmente quis e criou. Portanto o único ser absolutamente livre no universo é Deus.

Nenhum agente livre está cima de Deus. Nenhum homem é o agente de sua regeneração, ou novo nascimento. A regeneração do homem é o resultado de uma intervenção divina que muda a natureza e determina a vida. E esta nova criação ou novo nascimento não viola o livre-arbítrio do homem. 

Em sua antiga vida, o homem agia de acordo com sua natureza pecaminosa, e na sua nova vida ele age de acordo com a sua nova natureza.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

O Cristianismo e As Fobias – Parte 3

Voltamos mais uma vez a falar sobre a fobia. Esse é o nosso último post sobre esse tema, o sentido aqui é de informação, por isso não se prenda somente ao que estou escrevendo aqui. Continue a pesquisar e procure um especialista para poder lhe ajudar melhor.

Bem, ao passar por uma situação traumática ou por uma série de eventos traumáticos ao longo da vida, podemos desenvolver fobias.

E como podemos descobrir isso? Quais são os sintomas?


Os sinais e sintomas irão depender muito do tipo de fobia que você tem. Mas algumas características são notadas em todas as pessoas que apresentam fobias, isso independente do tipo.

Como por exemplo: um sentimento de pânico incontrolável, a pessoa sente um terror ou temor em relação a uma situação que na verdade apresenta pouco ou nenhum perigo real. Apresenta ainda uma sensação de que deve fazer todo possível para evitar uma situação, algo ou alguém que a pessoa teme. A pessoa tem uma incapacidade de levar sua vida normalmente, isso devido ao seu medo ilógico.

Outros sinais e sintomas são a presença e aparecimento de algumas reações físicas e psicológicas, a pessoa tem sudorese, taquicardia, dificuldades para respirar, sensação de pânico e ansiedade intensos.

A pessoa sabe que o medo que sente é irracional e exagerado, mas mesmo assim ela não tem a capacidade para se controlar.


Em casos assim é bom buscar ajuda. Principalmente se o medo sentido estiver comprometendo gravemente a qualidade de vida e estiver prejudicando o desempenho no trabalho, nos estudos e nos relacionamentos. Procure uma ajuda psiquiátrica para tratar desse medo.

Qualquer médico pode diagnosticar uma fobia, os que estão mais familiarizados com o problema são: o psiquiatra infantil, o neurologista, o clínico geral e o pediatra. Psicólogos e psicanalistas também podem ajudar, mas o psiquiatra tem formação específica para o problema.

Não existem exames laboratoriais capazes de diagnosticar uma fobia. O diagnóstico é baseado em uma entrevista clínica minuciosa.

Para ser diagnosticada com uma fobia, uma pessoa deve se enquadrar em determinados critérios presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria. Este manual é usado por diversos especialistas de saúde mental para diagnosticar condições psiquiátricas e psicológicas. Os critérios de diagnóstico variam muito de acordo com o tipo de fobia.


Porque procurar ajuda para a fobia? Ela pode ser tratada?

O tratamento para a fobia tem como objetivo reduzir a ansiedade e o medo provocados por motivo ilógico, irracional e exagerado, ajudando no gerenciamento das reações físicas e psicológicas decorrentes deste medo.

Existem três diferentes tipos de abordagem que podem ser seguidos pelos especialistas e pacientes: a psicoterapia, o uso de medicamentos específicos ou, ainda, a união de ambos. Betabloqueadores, antidepressivos e sedativos costumam ser as medicações mais recomendadas pelos médicos e, quando unidas a terapias comportamentais, o resultado costuma ser bastante eficiente.


E porque tratar?

Para evitar complicações possíveis. Se não forem devidamente tratadas, as fobias podem comprometer gravemente a vida das pessoas e levá-las a situações extremas.

Existem muitos casos de pessoas com isolamento social, elas tentam evitar lugares, coisas e pessoas que elas temem, e isso pode causar problemas profissionais, familiares e de relacionamento. Outras entram em depressão, pois pessoas com fobias estão mais sujeitas a desenvolver depressão e outros transtornos de ansiedade. Algumas se apropriam do abuso de substâncias, pois o estresse de viver e conviver com uma fobia pode levar ao abuso de substâncias e à dependência química e psíquica, como o tabagismo, o alcoolismo e o vício em determinados tipos de drogas. Outras ainda partem para o suicídio, alguns indivíduos com fobias específicas são mais propensos a cometer suicídio.

Infelizmente as causas de fobias são desconhecidas pelos médicos e especialistas, não há formas conhecidas de prevenção. Buscar ajuda médica é sempre o melhor caminho para pessoas que já apresentem os sintomas.

E nunca se esqueça que a confiança no amor divino lança fora o medo. Sem medo, somos aperfeiçoados no amor, é o que nos ensina 1 João 4.18: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”.


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quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Poema de Deus

Muitas pessoas gostam de arte. E ela pode ser expressa de muitas maneiras, como em versos e canções, literatura, pintura e dança. Esses são apenas alguns exemplos de como podemos expressar nossa arte.

A arte escrita pode ganhar sua expressão através de uma música ou através de um poema. Um poema é uma composição em versos, é algo que sugere ou evoca poema pela beleza, pela sensibilidade. E muitos tiram sua inspiração da natureza.

A Igreja do Senhor é comparada à menina dos olhos de Deus: “Pelo seu poder, o Senhor Todo-Poderoso me mandou entregar a seguinte mensagem às nações que tinham levado embora toda a riqueza do seu povo: — Quem toca no meu povo toca na menina dos meus olhos” (Zacarias 2. 8).

Na verdade nos somos o poema de Deus. Após o Senhor criar todas as coisas Ele olhou tudo e aprovou. A Bíblia diz: “E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom” (Gênesis 1. 31).

Deus expressou sua arte na criação.


Paulo, o apóstolo escreveu aos colossenses: “Pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos sejam soberanias” (Colossenses 1. 16). E aos romanos Paulo escreveu: “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Romanos 1. 20). E aos efésios Paulo escreveu que "somos criados", em Cristo para as Obras que Deus preparou para andarmos nelas (Efésios 2. 10).

Essa expressão: “coisas que foram criadas”, vêm de uma palavra grega. O termo, no original grego, para "coisas criadas" é ποιημασιν (poiemasin). E também, no grego, o termo "somos criados" é ποιημα (poiema), “poema”, ou seja, aquilo que foi feito, uma obra.

Somos, portanto uma obra de arte, um poema de Deus.

Quero lhe perguntar duas coisas: Que tipo de letra estão fazendo com a música da sua vida? “Que livro estão escrevendo com a história de sua vida?

Mahatma Gandhi tem uma frase que diz: “A arte da vida consiste em fazer da sua vida uma obra de arte”.

Eu quero fazer da minha vida uma obra de arte, para que meu Criador e Senhor possa contemplar e gostar do que vê. Assim como disse o salmista: “Sorria para mim, seu servo; ensina-me a forma correta de viver” - (Salmos 119-135, Msg).


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terça-feira, 23 de junho de 2015

Encontrando Esperança de Um Amanhã Melhor

Frequentemente encontramos pessoas presas em seus vícios. E muitas dessas pessoas pensam que é tarde demais para darem uma virada na vida depois que já perderam tudo.

O maior desafio para essas pessoas está em encontrar esperança de um amanhã melhor. Muitas pessoas encontram essa esperança, outras não.

Quando nos lembramos daquele ladrão na cruz, perto de Jesus, vemos um belo exemplo de que nunca é tarde demais para se ser aceito.

Jesus nos ensina que nunca é tarde demais para se dar uma virada na vida. Todos podem ser salvos pela graça de Deus.

O pedido do ladrão foi feito pouco antes de morrer, ele queria que Jesus se lembrasse dele quando entrasse em Seu Reino.

E o que aconteceu? O seu pedido foi aceito.


Jesus atendeu ao pedido daquele homem. Aquele ladrão reconheceu sinceramente o seu crime e sua má conduta. E Jesus lhe deu a certeza da salvação.

O apostolo Paulo escreveu aos crentes de Roma: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo” (Romanos 15. 13). 

Que essa mesma esperança entre em seu coração. A despeito de qualquer coisa que tenha preenchido o seu coração no passado. Pois Jesus oferece a mesma salvação a cada um de nós.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

A Vida É O Que Acontece

Eu agradeço a Deus por sua vida e por todo carinho
E amizade que podemos compartilhar.
Minha oração neste dia é que você possa continuar a contar
Os seus dias de tal maneira que alcance sempre um coração sábio.

Já não é preciso ter medo... O mostro se foi...
E seu pai está aqui!
Você entrou em meu coração e tomou posse dele.
“Os filhos são herança do Senhor, uma recompensa que Ele dá” (Salmos 127. 3).

Vivendo com você vejo que tudo é verdade.
Sinto o sentimento mais maravilhoso.
E as palavras não descrevem o que sinto de verdade...
Meu amor por você jamais mudará.


Por isso, não tenha medo... O monstro foi embora.
Ore um pouquinho todos os dias,
E tudo ficará muito bem.

Ontem ao atravessar a rua você segurava minha mão...
Você está crescendo. É preciso ter paciência.
Pois a vida é um longo caminho. Temos muito para aprender.
O caminho é longo... A vida é o que acontece! 

É como ondas que vem e que vão.
E nessas idas e vindas, quinze anos se passaram...
Mas, as lembranças continuam em meu coração.

Dedicado a meu filho Mateus.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Meus Espinhos São Partes do Caminho

Quanta infelicidade vejo no rosto de muitos cristãos. Isso não deveria acontecer. Mas acontece! E muitas vezes devido a grande aspiração e desejo sôfrego de possuir bens materiais.

Esse desejo nasce e vai crescendo dissimuladamente nos corações motivados pela Teologia da Prosperidade, que não aceita que na vida do cristão possa existir espinhos.

E como os crentes tem substituído a glória do céu pela do mundo, essa teologia torna invisível a ambição desmedida pela riqueza.
Sinto saudades de canções como a do Grupo Logos que dizia:

Senhor Jesus eu não entendo o espinho,
Mas se a cruz é o Fim deste caminho,
Dá-me mais graça,
Não sou maior que meu Senhor
Apenas servo sou,
Apenas servo e nada mais.

Se as pontas aguçadas da coroa
Te feriram ó cabeça
Eu que sou corpo
Parte do teu corpo,
Não devo reclamar.

Dá-me mais graça Senhor!
Dá-me mais graça! 

O apostolo Paulo certa vez pediu para que o Senhor lhe tirasse um espinho que lhe foi posto na carne. Diz ele que era um mensageiro de Satanás que tinha por finalidade lhe esbofetear, a fim de não deixar o apostolo se exaltar (2 Coríntios 12. 7).

Porém a resposta do Senhor foi outra. Diz o apostolo: “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo” (2 Coríntios 12. 9).

Imagino a letra da música do Grupo Logos como uma oração de Paulo ao Senhor:

Senhor Jesus
Ainda não entendo o espinho,
Mas, se o mesmo,
Faz parte da tua cruz,
Eu o aceito, não sou maior
Que meu senhor
Apenas servo sou,
Apenas servo e nada mais.

Senhor se estou por ti sendo provado,
Eu quero aprovado ser
Agora sei o que tens a dizer,
E creio nisto também
Basta-me a graça 

Se aqueles que lamentam seu fracasso por não prosperar, que murmuram pelas provações e espinhos descobrissem a graça de Deus, poderiam viver como o apostolo viveu. E certamente encontrariam a paz e seriam gratos por serem salvos por essa graça.


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A Água da Vida

O texto de João 4.14 nos faz recordar o início do ministério de Jesus. Quando junto a um poço que era o motivo de várias desavenças entre samaritanos e judeus, Ele mostra a uma mulher a sua natureza divina: “Jesus lhe respondeu: "Se você conhecesse o dom de Deus e quem está pedindo água, você lhe teria pedido e dele receberia água viva"”. (João 4. 10)

Ela fica admirada pelas coisas que Jesus lhe fala (v. 12) e pela revelação que Ele lhe faz (vv. 13, 17b - 18, 21 - 24, 26).

Diz os estudiosos que a água desse poço de Jacó é fria e refrescante. Que ele não é simplesmente uma cisterna, mas um manancial, ou seja, alimenta-se tanto de água da superfície como de uma fonte subterrânea.

É ali junto ao poço que Jesus pronuncia a profunda verdade que durará através de todos os tempos: "mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna." (João 4. 14).


Se Jesus estava fazendo uma analogia em relação ao poço, isso não interessa. O que importa é que uma alma aflita pode ser refrescada e uma vida atribulada pode se tornar tranquila: “A mulher lhe disse: "Senhor, dê-me dessa água, para que eu não tenha mais sede, nem precise voltar aqui para tirar água"” (João 4.15). 

 Uma alma que receba dessa água poderá dizer, como disse o salmista: “O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias" (Salmo 23).

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Charlie, A Brincadeira do Lápis

Uma brincadeira que surgiu na última semana de maio de 2015 no Twitter e logo se espalhou pelo mundo. Milhões de usuários começaram a publicar vídeos mostrando que parece ser fácil invocar o “demônio mexicano Charlie”.

O jogo consiste em escrever em uma folha de papel as palavras “sim” e “não” e sobre ela colocar dois lápis em forma de uma cruz. Os participantes precisam dizer em voz alta e em inglês a frase “Charlie, Charlie! Você está aqui?” para que o demônio Charlie se menifeste, movendo um dos lápis para lado do “sim” ou do “não” na folha!

A ideia é a de que, após invocado, Charlie responda às perguntas dos participantes da sessão!

Existem vários vídeos mostrando pessoas se assustando quando um lápis possuído pelo espírito se move sozinho! Esses vídeos já alcançaram milhões de visualizações.


Mas qual é a verdade disso?

Há muitas pessoas que acreditam se tratar de um fenômeno paranormal, um padre nos Estados Unidos chamou esse jogo de “atividade demoníaca” e proibiu seus fiéis de “chamarem” o demônio Charlie. Outros pensam se tratar de apenas uma brincadeira usando a gravidade para assustar o povo.

Um site na Internet, o E-FARSA.com é um desses que tenta provar através de videis feitos, que basta apenas um assopro no lápis ou uma pequena vibração na mesa para que o lápis se mova. A alegação é que como a base de contato entre os lápis é pequena e o atrito entre as peças é mínimo, possibilita esse movimento. No Facebook, Riomar Bruno, que é o moderador do grupo, fez um vídeo mostrando como é fácil de se forjar um possível contato com os espíritos malignos.

Você poderá ler e assistir aos vídeos no endereço a seguir: http://www.e-farsas.com/charlie-charlie-challenger-o-jogo-do-lapis- possuido.html .

É obvio que a alegação é possível. E muitas pessoas só ficarão com essa afirmativa.

Mas, apesar de tudo isso, será que há alguma verdade nessa invocação desse demônio mexicano?

Na carta do Padre americano do qual eu mencionei acima, existem algumas informações que ele passa e que eu transcrevo a seguir. Ele diz:

Não existe uma forma inocente de brincar com demônios. Brincar com demônios é perigoso e sempre trará consequências.

Milhões de pessoas já visualizaram os vídeos pelas redes socais e muitos desses estão utilizando gotas de sangue e cabelo. Isso pode marcar você a este demônio ou a esta entidade.

A partir do momento que você tenta se comunicar com um demônio isso pode ficar marcado em você. A partir do momento em que você vai atrás do sobrenatural as coisas podem ficar bem perigosas.

O problema em si não é a brincadeira, e sim você abrir em si uma porta para uma entidade demoníaca. Abrindo uma possibilidade de coisas que podem acontecer com você. Desde uma possessão até mesmo ser perseguido por esse demônio.

É uma brincadeira rudimentar da brincadeira Ouija, e não deve ser buscado, a menos que você queira realmente o mal.

O padre cita o texto de 1 Timóteo 4. 1, que diz: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios” E ele ainda diz:

Aquele que brinca com o mal, se tornará brinquedo do mal. As pessoas que brincam são pessoas que creem ou que tentam desafiar uma crença.

Nunca desafie o sobrenatural ou brinque com ele.

Vídeo mostrando como é a brincadeira.


Leia também:

Charlie, A Brincadeira do Lápis - Continuação

Como disse o padre norte americano em sua carta, a brincadeira do lápis é uma forma rudimentar da tábua Ouija, um tabuleiro simples feito de madeira com letras do alfabeto e as palavras “sim” e “não” marcadas nele. Em geral, o objeto é utilizado como um método de necromancia para se comunicar com os mortos ou com os espíritos que vagam pelo plano astral.

Podemos dizer que a necromancia é uma subdivisão do espiritismo. O espiritismo se constitui no mais antigo engano religioso já surgido. É uma das heresias que mais cresce no mundo.

O seu crescimento se dá, em grande parte, devido ao fascínio que os seus ensinos exercem sobre as mentes das pessoas desprovidas do verdadeiro conhecimento, e alienadas de Deus.

Surgiu devido a duas jovens norte-americanas, Margaret e Kate Fox, de Hydeville, Estado de Nova York.

Tudo tem início quando as irmãs Margaret de doze anos, e Kate de dez anos, em dezembro de 1847 começaram a ouvir pancadas em diferentes pontos da casa onde moravam. A princípio julgaram ser ruídos provocados por ratos que infestavam a casa. Porém, quando os lençóis começaram a ser arrancados das camas por mãos invisíveis, cadeiras e mesas tiradas dos seus lugares, e uma mão fria tocou no rosto de uma das meninas, percebeu-se que se tratava de um fenômeno sobrenatural. A partir daí, as meninas criaram um meio de se comunicar com o autor dos ruídos, que respondia as perguntas com um determinado número de pancadas.

Mas como eu disse, o espiritismo se constitui no mais antigo engano religioso já surgido.


No livro de 1 Samuel, capitulo, 28 há um relato de Saul consultando um espírito familiar, ou alguém possuído por um demônio adivinhador.

Nesta passagem Saul pensa está conversando com Samuel, mas, ele estava enganado. Pois Samuel era alguém que tinha ódio disso tudo, como podemos ler em 1 Samuel  15. 23: “Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei". A ordem dada em Israel era extirpar médiuns e adivinhadores, e fora até mesmo reiterada pela boca do próprio Samuel. Portanto, foi um espírito de engano e não Samuel quem apareceu naquela sessão espírita em Em-Dor.

O que são espíritos familiares?

Segundo o livro, “O Espiritismo Segundo o Evangelho”, de Caio Fábio, “são espíritos que supostamente atendiam a chamada daqueles que tinham poder sobre eles. Provavelmente foram chamados de familiares por serem servos, ou seja, pertencentes a famílias, a homens que tinham autoridades sobre eles. Esses espíritos são chamados na Bíblia de familiares, uma expressão hebraica, que por outro lado também significa uma coisa oca, porquanto se supunha que a voz do espírito talvez viesse do possuído tal qual vinda de uma garrafa, ou por causa do som cavernoso como se estivessem saindo do chão”.

Ele cita o texto de Isaías 29. 4, que serve como descrição desse tipo de fenômeno:

“Lançada ao chão, de lá você falará; do pó virão em murmúrio as suas palavras. Fantasmagórica, subirá sua voz da terra; um sussurro vindo do pó será sua voz” (Isaías 29:4).

Esse fascínio que o espiritismo exerce sobre a mente das pessoas as coloca em grande perigo e engano. Pois as pessoas pensam que estando ao lado de satanás terão algum privilégio no inferno. Mas estão totalmente enganadas, o inferno é a prisão dele, é onde ele será preso: “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”” (Mateus 25. 41). Ali ele não reinará nada.

A Bíblia diz que o reino dele é aqui: “O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para que não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4. 4).

E quem se alia a ele já é, portanto um perdedor: “Chegou a hora de ser julgado este mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo” (João 12. 31).

“Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Efésios 6.12 - Bíblia King James Atualizada). 

Espero que tenha sido útil essa leitura. Deus lhe ilumine e lhe mostre o Caminho a ser seguido.

       Leia também:
       Charlie, A Brincadeira do Lápis.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Encontrando Vitória Pelo Caminho da Fé

Tiago em sua carta no capitulo 5 e verso 15 diz que: “E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados”.

O homem é um conjunto de sentimentos, de heranças paternas e maternas somado mais a vivência de cada um. Capazes de raciocinar, guardar, e memorizar.

Todos nós carregamos conosco até o fim, viscosidades (=suco pegajoso), e casca de ovos (=aspecto exterior) de um mundo primitivo.

Algumas de nossas histórias não são bonitas. Não são harmoniosas como histórias inventadas. Não é um conto de fadas.

Pelo contrário são cheias de insensatez (= falta de juízo, de bom senso,) e confusão (= desordem); de loucura (= doidice, apaixonado, - "demência" = privação da razão), e de sonho (= ideias e imagens que se apresentam à consciência no momento do sono, fantasia, desejo intenso).

Muitas vezes também, encontramos histórias de pessoas reprimidas, impedidas de esboçar aquilo que alguém está sentindo, como por exemplo, alguém que é impedida de chorar.

O apóstolo Marcos no seu Evangelho (Marcos 8. 24-34),  nos narra uma história emocionante e de Fé, esta que fala da cura da mulher com fluxo de sangue. Além do sofrimento físico e da desesperança, a mulher do fluxo de sangue não podia participar das festas religiosas. Ela não podia ficar fora do templo junto com as outras mulheres e nem ir a sinagoga ( Levítico 15. 25-33). Ela tinha que permanecer confinada e isolada! Não podia relacionar-se com as pessoas, nem mesmo com os seus familiares, pois tudo o que ela tocava tornava-se imundo!

Portanto aqui nos temos uma personagem, que é uma mulher doente, por um período de 12 anos. Seu histórico nos conta que ela já havia gasto tudo o que pode, sem obter sucesso, indo a pior.


A consequência disso em sua vida era que, ela era considerada imunda pela cultura judaica: “A mulher que tiver hemorragia ou continuar menstruada além do tempo normal ficará impura como durante as regras" (Levítico 15:25 - BLH).

Isso fazia com que todos fugissem dela. E ela seria considerada criminosa caso tocasse em alguém.
O que podemos tirar de proveito para nossa vida com essa história?

Bem, foram doze anos sem carinho, sem aperto de mão, sem um abraço. Foram doze anos de solidão e de problemas de relacionamento. Ela sofria com esse caos e com a opressão de um isolamento forçado. Doze anos de tragédia tiveram fim em apenas um segundo.

A pergunta que eu lhe faço é essa: Você já sofreu o bastante ou deseja sofrer mais?

Aquela mulher considerou em seu coração que bastava tocar na orla das vestes de Jesus para ser curada. Ela teve fé.

Ela deve ter passado muitas horas pensando em como se aproximar de Jesus sem contaminar a multidão. Ele sabia que seria considerada culpada por tocar deliberadamente em todos que ela esbarrava. Pois a Lei dizia: “Ou, quando tocar a imundícia de um homem, seja qualquer que for a sua imundícia, com que se faça imundo, e lhe for oculto, e o souber depois, será culpado" ( Levítico 5:3 ).

Como ela poderia sair de casa? Os vizinhos sabiam da sua doença. Eles poderiam recriminá-la por causa da Lei.

E o que fariam os religiosos se a descobrissem no meio da multidão?

Apesar de tudo isso ela agiu, venceu os seus medos, tomou uma decisão e foi em frente.

E você, que decisão tomará?



Mensagem pregada na Igreja Comunidade Presbiteriana Betânia, em 15 de setembro de 2004. Baseada no texto de Marcos 8. 24,34.

O Senhor É Minha Esperança

Estamos indo para a estação de inverno.

O início do inverno em 2015 começa às 13 horas e 38 minutos do dia 21 de junho de 2015; e termina dia 23 de setembro de 2015, com o equinócio da primavera.

O inverno é a estação que antecede a primavera e sucede o outono. No Hemisfério Sul, onde está localizado o Brasil, esta estação é caracterizada pelas temperaturas baixas, dias mais curtos, e noites mais longas.

Durante o outono, o período de claridade do dia vai diminuindo até a chegada do inverno, quando ocorre a noite mais longa do ano. A partir disso, o período da noite diminui até a chegada da primavera, quando novamente o dia e a noite tem o mesmo comprimento: o mesmo número de horas de escuridão e de claridade. Do início da primavera até o início do verão, o Sol nasce cada dia mais cedo e se põe cada dia mais tarde, até que a entrada do verão marca o dia mais longo e a noite mais curta do ano. Daí até a entrada do outono, o período de luz fica cada vez menor e o período de céu escuro fica cada vez maior, até que no dia da entrada do outono o número de horas da noite é igual ao comprimento do dia.
  

Diante desses dados quero fazer duas perguntas para vocês:

Porque o inverno vem antes da primavera? O que é que caracteriza o inverno?

Podemos dizer que é para fazer limpeza. E suas características são ventos fortes, folhas secas, arvores desfolhadas.

Sabe por que isso acontece?

Porque é o meio de Deus limpar as arvores para prepará-las para as novas folhas que virão. É preciso ventos fortes derrubar as folhas velhas, tirar as que estão gastas para crescerem novas folhagens na primavera.

Muitas vezes em nossa vida acontece também um inverno. O salmista narra sua experiência invernal no salmo 31.

Com ele aprendemos que muitas vezes nos sentimos humilhados: “Em ti, Senhor, me refugio; nunca permitas que eu seja humilhado; livra-me pela tua justiça” (Salmos 31. 1).

Outras vezes nos sentimos fracos e sem esperança: “Inclina os teus ouvidos para mim, vem livrar-me depressa! Sê minha rocha de refúgio, uma fortaleza poderosa para me salvar. Sim, tu és a minha rocha e a minha fortaleza” (Salmos 31. 2,3a).

Podemos também nos sentir sem direção: “... por amor do teu nome, conduze-me e guia-me” (Salmos 31. 3b).

Podemos ainda nos sentir como se estivéssemos presos em armadilhas: “Tira-me da armadilha que me prepararam, pois tu és o meu refúgio” (Salmos 31. 4).

E algumas vezes sentimos que estamos longe de uma solução: “Nas tuas mãos entrego o meu espírito; resgata-me, Senhor, Deus da verdade” (Salmos 31. 5).

Essas aflições em nossa alma, muitas vezes servem para que tenhamos visão do grande amor e poder de Deus em nos socorrer. Foi o que aconteceu com o salmista. Ele disse: “Exultarei com grande alegria por teu amor, pois viste a minha aflição e conheceste a angústia da minha alma” (Salmos 31. 7).


Podemos nos sentir vítimas, desesperados, prisioneiros sendo consumidos pela angústia. Pela tristeza, pela falta de forças, os gemidos passam a ser nosso companheiro dia-a-dia, o medo, esquecidos pelos outros. Tudo isso também foi a experiência do salmista, e ele colocou isso para Deus: “Não me entregaste nas mãos dos meus inimigos; deste-me segurança e liberdade. Misericórdia, Senhor! Estou em desespero! A tristeza me consome a vista, o vigor e o apetite. Minha vida é consumida pela angústia, e os meus anos pelo gemido; falta-me a força devido à minha aflição, e os meus ossos se enfraquecem. Por causa de todos os meus adversários, sou motivo de ultraje para os meus vizinhos e de medo para os meus amigos; os que me veem na rua fogem de mim. Sou esquecido por eles como se estivesse morto; tornei-me como um pote quebrado” (Salmos 31. 8-12).

Mas, o melhor de tudo, é sabermos que nossa força, nossa alegria, nossa libertação, nossa salvação, nosso vigor é fortalecido quando clamamos ao Senhor e Ele nos ouve: “Mas eu confio em ti, Senhor, e digo: "Tu és o meu Deus". O meu futuro está nas tuas mãos; livra-me dos meus inimigos e daqueles que me perseguem. Faze o teu rosto resplandecer sobre o teu servo; salva-me por teu amor leal. Não permitas que eu seja humilhado, Senhor, pois tenho clamado a ti; mas que os ímpios sejam humilhados e calados fiquem no Sheol. Sejam emudecidos os seus lábios mentirosos, pois com arrogância e desprezo humilham os justos. Como é grande a tua bondade, que reservaste para aqueles que te temem, e que, à vista dos homens, concedes àqueles que se refugiam em ti! No abrigo da tua presença os escondes das intrigas dos homens; na tua habitação os proteges das línguas acusadoras. Bendito seja o Senhor, pois mostrou o seu maravilhoso amor para comigo quando eu estava numa cidade cercada” (Salmos 31. 14-21).

A lição que podemos tirar de toda essa experiência é essa: os ventos veem para derrubar as folhas das desesperanças e trazer novas folhagens de esperança e fé.

Portanto, “Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!” (Salmos 31. 24)



Mensagem baseada no Salmos 31, na casa da Lia, filha do presbítero Sr. Ramiro, em 18 maio de 2004.