Páginas

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Princípios da Teologia – Parte 1 – E.T.

A finalidade da Teologia é mostrar os assuntos abordados dentro da Bíblia, com a finalidade de desenvolver nas pessoas uma perspectiva analítica e uma cosmovisão capaz de criar nelas uma maneira de ver e entender o mundo. Ajudando o ser humano a entender as relações humanas e os papeis que cada indivíduo tem na sociedade, além de conseguir encontrar respostas a questões básicas da vida, como a finalidade da existência humana, sobre a vida e após a morte.

Mas, infelizmente, o que encontramos é um grupo de pessoas querendo manipular e controlar através de suas interpretações esse livre desenvolver interpretativo. E assim criam suas próprias teologias e doutrinas que muitas vezes não tem nada a ver com o Evangelho.


O problema sobre a Teologia é que muitas vezes na sua interpretação, o homem acaba por agarrar-se a tradições. Simplesmente porque seu objetivo de estudo passa por questões especulativas, natural e social. Mas no momento em que conseguimos entender suas definições, então passamos a entender também a sua área de atuação e os seus verdadeiros objetivos.

O que dificulta muitas vezes a compreensão do Evangelho é a dificuldade de um diálogo teológico contemporâneo com a sociedade atual. É difícil para muitos fazer a mensagem do Evangelho compreensível em nossos dias sem se envolver com misticismos, sentimentalismos e impressões pessoais. Por isso há tantas divisões.

Neste artigo usarei as respostas do Breve Catecismo de Westminster para mostra-lhes um pouco daquilo que me foi ensinado em minha infância. Espero que lhes seja de muita utilidade e que abençoe a sua vida.

Como princípios de Teologia eu quero simplesmente mostrar que o fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre, pois como diz Paulo: “Realmente, foi Deus quem fez todas as coisas. Por Deus e para Deus tudo continua a existir. A Deus seja sempre dada toda a glória. Amém” (Romanos 11.36).


E para que o ser humano pudesse glorificar a Deus, Ele nos deu como regra a Sua Palavra, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamentos, ela é a única regra para nos dirigir na maneira de O glorificar e gozar. O próprio Jesus a utilizou para ensinar os seus discípulos: “Depois, Jesus explicou a eles tudo o que os profetas tinham dito a respeito dele em todas as Escrituras, começando por Moisés” (Lucas 24. 27).

A principal coisa que aprendemos ao ler as Escrituras é o que o homem deve crer acerca de Deus, e o dever que Deus requer do homem. Jesus disse aos homens de seu tempo: “Examinem as Escrituras, porque vocês crêem que elas vos trarão a vida eterna, e são elas que apontam para mim. No entanto, não querem vir a mim para que vos dê essa mesma vida eterna” (João 5. 39, 40). 

Contextualizar sem fugir aos ensinos bíblicos muitas vezes é muito complicado, pois as pessoas já se acostumaram a um sistema religioso de crenças dos quais elas não conseguem escapar.

Leia também:
Princípios da Teologia – Parte 2.

Princípios da Teologia – Parte 2 – E.T.

No ano de 2013, um dos cientistas mais conceituados na atualidade, o físico teórico Michio Kaku, afirmou numa entrevista à revista Scientific American que passou a acreditar que uma força rege o Universo. Ele disse em entrevista a revista: “O que chamávamos de casualidade não faz mais sentido”.

Na verdade a fé na criação sempre foi rebatida por cientistas e ateus. Mas quando se fala da criação no livro de Gênesis, não há qualquer explicação e nem tão pouco Deus procura se explicar para Moises quando Ele se apresenta: “E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo 3. 14). É uma questão de fé, “EU SOU”, ou se crer ou não. Pois Deus É.

Deus é espírito, infinito, eterno e imutável em seu ser, sabedoria, poder, santidade, justiça, bondade e verdade. Jesus falando sobre isso disse: “Vem o tempo em que já não teremos que nos preocupar se o Pai deve ser adorado aqui ou em Jerusalém, mas sim, se a nossa adoração é espiritual e autêntica. Deus é Espírito; os que o adoram devem adorá­lo em espírito e em verdade. É assim que o Pai quer que o adoremos” (João 4. 21-24).


Há só um Deus, o Deus vivo e verdadeiro: “E a vida eterna significa conhecer-te a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste ao mundo” (João 17.3).

Há três pessoas na Divindade: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, e estas três são um Deus, da mesma substância, iguais em poder e glória: “Depois do seu batismo, logo que Jesus saiu da água, os céus abriram­se­lhe e viu o Espírito de Deus descendo sob a forma de uma pomba. E uma voz do céu disse: “Este é o meu Filho amado, em quem tenho grande prazer” (Mateus 3.16-17).

Enquanto o cientista diz ter encontrado evidências da existência de Deus, Deus É, os decretos de Deus são o seu eterno propósito, segundo o conselho da sua vontade, pelo qual, para sua própria glória, Ele predestinou tudo o que acontece: “Realmente, foi Deus quem fez todas as coisas. Por Deus e para Deus tudo continua a existir. A Deus seja sempre dada toda a glória. Amém” (Romanos 11. 36).

E Deus executa os seus decretos nas obras da criação e da providência: “Quando ouviram aquilo, todos juntos oraram a Deus, dizendo:  — Mestre! O Senhor fez o céu, a terra, o mar, e tudo o que neles existe” (Atos 4. 24).


Mas qual é a obra da criação? A obra da criação é aquela pela qual, Deus fez todas as coisas do nada, no espaço de seis dias, e tudo muito bem: “Pela fé entendemos que o universo foi criado pela ordem de Deus, de maneira que aquilo que pode ser visto veio a existir das coisas que não podem ser vistas” (Hebreus 11. 3).

Uma questão atual na mídia e que pode ser respondida com a pergunta: Como criou Deus o homem? A resposta é simples: Deus criou o homem macho e fêmea, conforme a sua própria imagem, em conhecimento, retidão e santidade com domínio sobre as criaturas: “Deus criou então o homem semelhante ao seu Criador; assim Deus criou o homem. Homem e mulher — foi assim que os fez” (Gênesis 1. 27, 28).

É simples assim. Sem acrescentar nada, pois o Evangelho não precisa disso, não há nada que possamos fazer para melhora-lo. Ele por si só já é suficiente para transformar a vida de uma pessoa.

Que essa leitura seja de grande benção para você. 

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A História do Escravo Cristão

Algumas vezes pessoas me perguntaram qual a vantagem de ser cristão. Pode ser que você também já tenha passado por isso. Me perguntaram porque certos cristãos sofrem tanto, se a pregação que se ouve é de que Deus é amor e que todos os problemas serão resolvidos.

Talvez seja essa a questão. A pregação muito popular em nossos dias, porém não muito honesta, que se alguém aceitar a Jesus, todos os seus problemas atuais serão resolvidos de forma miraculosa e instantânea.

A impressão que muitas pessoas têm é essa, e quando entram no ambiente igreja, percebem que isso não é bem verdade, e por isso abandonam a fé. Alguns até chegam a culpar a Deus como se Ele fosse culpado de uma propaganda enganosa.


Leia a história a seguir para entender algumas coisas:

Havia um homem, escravo, porém cristão, cujo patrão costumava zombar da sua fé em Cristo, dizendo: “Não vejo qual a vantagem de ser cristão. Eu não creio em Cristo e detesto o Cristianismo. Entretanto, sou um homem rico, sem problemas, e tenho tudo na vida. E você, que professa servir a esse Cristo, não passa de meu escravo, nada tem neste mundo e passa por muitos sofrimentos. Como explica isso?” E o pobre escravo ficava sem resposta. Um dia, saiu acompanhando seu patrão numa caçada a patos selvagens. O homem era excelente atirador, e com poucos tiros conseguiu derrubar vários patos que passavam em revoada sobre a lagoa. “Depressa”, disse ele ao escravo, “vá logo buscar aqueles feridos que ainda estão vivos, pois ainda podem escapar. Deixe os mortos para depois, eles não vão mesmo a lugar nenhum”. Enquanto o escravo obedecia, a luz brilhou em seu coração. Ao voltar com as aves abatidas, disse ao seu senhor: “Mestre, agora tenho a resposta à sua pergunta. Os meus sofrimentos neste mundo se explicam da mesma forma como o senhor me orientou a buscar os patos. O diabo vão no encalço dos que ainda estão vivos e deixa em paz os que já estão mortos. Ele procura tornar a minha vida o mais miserável que possa, pois estou vivo em Cristo, e posso escapar de suas garras. Enquanto isso, ele o deixa em paz, pois, morto em suas ofensas e pecado, o senhor já lhe pertence”.

Ao contrário desse evangelismo equivocado e popular, quando alguém se converte a Cristo, ao verdadeiro Cristianismo, o Cristianismo bíblico, os problemas surgem mesmo: “De agora em diante haverá cinco em uma família, todos divididos uns contra os outros: três contra dois e dois contra três. Estarão em litígio pai contra filho e filho contra pai, mãe contra filha e filha contra mãe, sogra contra nora e nora contra sogra. Discernindo o final dos tempos” (Lucas 12. 52, 53).

Em muitos casos alguém que se converte verdadeiramente passa a ter mais problemas do que antes, pois o diabo e seus anjos passarão a persegui-lo e a tenta-lo muito mais do que antes. Pois existe uma guerra invisível pela alma do homem a qual todo cristão está engajado. E essa guerra não é contra carne ou sangue: “Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas” (Efésios 6.12).

A principal razão é essa. Se há outros tipos de sofrimentos é porque muitos não obedecem a palavra e tentam resolver as coisas por si mesmos. Aí a questão não é de Deus, e sim do homem.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 4

A primeira vez que escrevi o artigo com este título, no ano passado, mencionei a lei de Lavoisier que diz que "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Uma ideia semelhante já havia sido apresentado antes pelo sábio Salomão, que reinou em Israel de 584 a.C.  a  545 a.C.

Em seu livro Eclesiastes, o sábio faz uma jornada baseada na busca de um sentido para a vida. Onde ele faz uma exposição de forma eloquente sobre o dilema da humanidade. Ele chega a dizer que tudo é ilusão, que tudo que se pode conseguir neste mundo só nos deixará de mãos vazia. Pois nossa frustração provém de nossa fome de comunhão com Deus, o nosso Criador, pois nossa alma anseia por algo que seja eterno. Pois Deus colocou a eternidade no coração do homem (Eclesiastes 3. 11).


Mas enquanto o homem não se aproxima de Deus, ele passa por esta vida vendo e ouvindo, pois e “seus olhos não se cansam de ver, e nem seus ouvidos se cansam de ouvir” (Eclesiastes 1. 8), mas tudo isso só o leva a um grande cansaço.

Observando a vida, Salomão percebeu que: “A história não passa de uma mera repetição de fatos. Não há nada que seja verdadeiramente novo; já tudo foi feito ou dito anteriormente” (Eclesiastes 1. 9).

Portanto aquilo que observamos dentro da espiritualidade brasileira não tem nada de novo. São coisas que já foram vividas no passado e que estão aparecendo novamente, ou ficaram fora de foco por algum tempo e estão novamente voltando ao foco.

Outras coisas, no entanto, se tornaram cultura nacional. Tudo aquilo que vira uma linguagem, uma expressão, ou se transforma em piada, se transforma em cultura. Exemplo disso são as expressões utilizadas tanto por aqueles que estão dentro de uma igreja, como por quem não pertence a nenhum grupo religioso, por exemplo: “Tá amarrado”, “O sangue de Jesus tem poder”, “Vai na paz”. São coisas que foram absorvidas pela sociedade e hoje fazem parte da cultura. A questão é que o que foi absorvido por essa alma nacional foi o pior que as igrejas evangélicas podiam mostrar. Foi somente a igreja caricaturarizada que alcançou de forma generalizada a alma do brasileiro.


O pior disso tudo é que, existem seres espirituais, que se alimentam daquilo que nossos pensamentos, emoções e sentimentos fornecem, além das ações humanas, com suas insinuações, desejos e propostas, e que se aproveitam de todas essas energias e as elaboram de forma piorada e diabólica e as devolvem sobre nós, de forma que nos tornamos escravos da nossa própria produção devolvida e piorada. Pois os fatores emocionais tem efeito cumulativo, ou seja, aumenta em intensidade.

Cada vez mais observamos crentes que são prisioneiros dos sentidos. Crentes que se não houver qualquer tipo de histerismo ou euforismo, para eles, Deus não se faz presente. O que importa é se sentir feliz. Se for pela bondade, pelo que é certo, pela razão não serve.

Na sua denominação não há espaço para o profeta Jeremias, homem que se apresenta conforme a Bíblia, deprimido, melancólico e introvertido. 

Para esse tipo de espiritualidade não existe milagre progressivo, tudo tem de acontecer de supetão. São portadores de um tipo de fé histérica em que é preciso cair e gritar.

Leia também:
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 1.
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 5.
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 6.

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 5

Tudo isso já aconteceu antes, mas como disse o sábio: “Nós é que não temos lembrança dessas coisas; e com as gerações futuras acontecerá o mesmo: não se recordarão do que nós fizemos” (Eclesiastes 1. 11)

Esse tipo de fé histérica pode levar a doenças mentais como a esquizofrenia, a dissociação da realidade, onde a pessoa não saber mais o que é real, pode levar a bipolaridade, e aos surtos psicóticos. A diferença entre o surto e a histeria é que, o surto psicótico ocorre de forma individual, em pessoas que tem doenças específicas. As pessoas ouvem e enxergam coisas, mas isso não ocorre de forma coletiva. A histeria coletiva acontece por sugestão. Pode estar baseado em crenças culturais. Acontece com pessoas mais suscetíveis, sugestionáveis, que são levadas pelo comportamento de outras a sentir a mesma coisa. Vai depender da cultura do ambiente.

E aqui está o perigo dessas igrejas que precisam do transe para dizer que Deus se faz presente. Pois ao observar esses transes, aqueles que estão assistindo a isso absorvem essas informações e, aos poucos vão compreendendo o psiquismo cultural do transe e logo em breve estarão repetindo a mesma coisa. E isso não tem nada a ver com espiritualidade e muito menos com o Espírito Santo.


Isso é mais uma questão psicológica do que espiritual, pois o transe serve como uma catarse para o indivíduo. Catarse é um termo filosófico também utilizado pela psicanálise, com o significado de limpeza ou purificação. Podemos entender a catarse como sendo a purificação das almas através da descarga emocional provocada por um drama.

Na Psicanálise, catarse é provocar em outra pessoa, de forma controlada, o despertar de emoções contidas e omitidas, que precisam ser despertas e expostas, para a liberação de bloqueios emocionais.

Por exemplo, a perda de um ente querido, pode levar a um bloqueio de emoções por diversos motivos. Provocar o choro ou a revolta pela perda deste ente querido é uma espécie de catarse.

No entanto é preciso muito cuidado nisso, pois a catarse pode detonar uma crise, que deve ser controlada por um profissional preparado para lidar com tal situação. Dentro de um ambiente instituído igreja, geralmente não haverá esse profissional, então esse transe, a histeria, o cair e gritar pode desencadear as doenças mentais que eu já mencionei.

A melhor coisa a fazer é viver uma fé madura da qual Paulo orienta aos crentes em Roma: “Irmãos, Deus mostrou por nós uma grande misericórdia. Por isso, peço-lhes que ofereçam a Ele as suas vidas em sacrifício, isto é, um sacrifício vivo, puro e que lhe seja agradável. Esta é a maneira espiritual de vocês o adorarem” (Romanos 12. 1). Ou seja, este é o culto racional de vocês. Pois quanto mais a gente compreende as coisas, mais o mundo vai se tornando real pra nós, e nossa fé mais firme e saudável. 

Leia também:
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 1.
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 4.
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 6.

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 6

O sábio Salomão diz que tudo se repete, mas nós é quem não lembramos disso. Aqui no Brasil temos o costume de dizer que o povo tem memória curta, principalmente em época de eleições.

O transe e o cair não são coisas novas. Me lembro que em 2005 ganhei um livro de um irmão sobre o “Cair Pelo Poder do Espírito”, na sua dedicatória ele mencionou a sua admiração por mim pelo meu espírito estudioso e sincero. Coisa que não quero perder, pois é exatamente este espírito de buscar a verdade que me mantém firme na fé até hoje.

Mas este livro que foi escrito em 2001, já falava do cair pelo poder do Espírito Santo, e ali o autor mostra que é uma doutrina lesiva e que não tem nada de poder de Deus nesse cair. Pois fez com que muitas pessoas estejam hoje fora da igreja. Também não produziu nenhum fruto ou benefício na vida de quem o aderiu.


Então você vai pensar, mais esse movimento existe até hoje, então é de Deus. Tem muitas coisas que estão acontecendo e que não pertencem a Deus. O Espiritismo surgiu na França em 1857, chegou ao Brasil na década de 1960 e está aí até hoje, não pertence a Deus, o Islamismo é a religião que mais tem crescido no mundo e não pertence a Deus. Não é pelo fato de está acontecendo que pertence a Deus. O fato desse movimento ter crescido é que muitos não fazem objeções a essa doutrina permanecer dentro das igrejas.

Porque muitos caem? Existe dentro de nossas igrejas muitas pessoas não convertidas, muitas pessoas carnais e oprimidas e que são induzidas, até mesmo por espíritos enganadores, que pairam nos ares e aproveitam para aumentar a autossugestão e o estimulo já previamente introduzidos na mente e corpo das pessoas. Como já mencionamos anteriormente.


Igrejas que utilizam dessa fé histérica, de gritar e cair, que utilizam de transes faz confundir a identidade da pessoa com uma identidade estranha, abrindo portas horríveis. A grande manifestação do Diabo não é cair para trás, mas o que vai gerar na mente da pessoa, que passa a viver com essa categoria e essa compreensão. É a escravidão que se passa nessa vida, que passa a pensar que há alguma coisa boa e divina nisso. E só o Evangelho é capaz de tirar uma pessoa disso.

Tudo isso tem a ver com o não pensar, com a não racionalidade, com o transe, com a indução do rodar. Fruto de uma filosofia baseada em o que importa é ser feliz.
Mais uma vez quero relembrar os dizeres de Paulo: “Rogo-vos pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12. 1). 

     Se não há razão, fica mais fácil para Satanás usar de sua sutileza e induzir os homens a caírem por essa doutrina.

Leia também:
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 1.
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 4.
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 5.

domingo, 25 de janeiro de 2015

Encontrando A Paz de Espírito

Certa vez “Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”” (João 8. 31, 32).

A condição para se conhecer a verdade é permanecer firme nos ensinamentos de Jesus. Pois quanto mais a gente compreende as coisas, mais o mundo vai se tornando real pra nós.

“... Verdadeiramente serão meus discípulos.”, discípulo é aquele que recebe ensino de um mestre. Mestre é alguém que ensina. Se formos levar para sentidos acadêmicos, será alguém com grande saber, um perito, ou seja, é aquele que concluiu o curso de pós-graduação "strictu sensu" de mestrado.


No Velho Testamento algo semelhante acontecia quando se referia aos “filhos dos profetas”, que eram pessoas encaminhadas para receber um determinado tipo de instrução diretamente dos profetas. Mas não acredito que fosse essa a colocação que Jesus estava fazendo ao se dirigir aos judeus que haviam crido nele.

Ser discípulo é ser um aluno, alguém que aprende. E no Novo Testamento é entendido como aquele que aceita e se submete a doutrina de Jesus. De acordo com o próprio Jesus, discípulo é todo aquele que divulga e pratica o Evangelho. E conhecer essa verdade nos trás paz ao coração, pois: " ...conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”.

Agostinho disse em o “Livro das Confissões, página 23: “Tu nos criastes para Ti, e o nosso coração vive inquieto enquanto não repousar em ti”

Nenhum ser humano tem paz em si mesmo. Ela é algo que sempre vem de Deus. Isaias declara: “Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque confia em ti!” (Isaias 26. 3).

As palavras de Agostinho e os versos da Bíblia estão nos ensinando que temos uma escolha. Podemos continuar buscando guiar nossa própria vida, sabendo, porém que o resultado será vivermos uma vida vazia, ou podemos buscar escolher a Deus e a Sua vontade com todo o nosso coração para que Ele guie nossa vida e tenhamos paz em nosso ser. 

É uma questão de escolha. Qual é a sua?

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Aquilo Que Plantamos Colhemos

Em matéria vinculada ontem, dia 20 de janeiro de 2015, amigo do brasileiro executado na indonésia diz que “Foi melhor morrer”. Em seu comentário, o amigo diz que o brasileiro não queria ficar apodrecendo lá.

Sem querer entrar em questões políticas, humanistas e humanitárias, uma vez que tanto o sistema político como a religião prefere coar um mosquito e deixar passar um camelo (Mateus 23. 24), pois como diz Rogério Paez em sua entrevista: “Ele não se conforma com as contradições da Indonésia quanto à venda e uso de drogas”. Ele diz que na Indonésia nada faz sentido, pois quem vende a droga é a polícia. Ele diz que na maior boate de Bali é oferecido o ecstasy. E que se o preso tiver dinheiro, pode conseguir de tudo, pois a droga é vendida na cadeia. Isso é coar um mosquito e deixar passar um camelo.

Eu quero meditar com você a questão de Gálatas que diz: “aquilo que o homem semear, isso também colherá” (Gálatas 6. 7). Paulo não está falando simplesmente do plantar em terras para colher frutos. Ele amplia esta questão para nossas decisões e atitudes.


Precisamos ter consciência de que o que estamos vivendo hoje são consequências do que escolhemos ontem. Se quisermos mudar nosso amanhã, algo deverá ser feito hoje.

Aquilo que plantamos colhemos.
 
Conscientize-se de que os maiores problemas começam com a nossa boca. Aquilo que nos persegue é aquilo que nós semeamos. Nosso agir deve ser de acordo com o nosso falar. Se assim não for é incoerência, e a incoerência não é fruto da maturidade. 

A característica do ser maturo é viver de acordo com aquilo que acredita. Portanto ele vive de forma a enfrentar as consequências de suas decisões e atitudes. Nele não há incoerência.

Leia também:
Bons Amigos Para Se Ter, Bons Amigos Para Se Ser.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Para O Dia Nascer Feliz – Parte 3

Muitas pessoas não gostam de falar sobre ajudar ao próximo, muito menos de falar sobre dar ao invés de receber. Isso talvez se dê pela tão fundida filosofia de levar vantagem em tudo, somado a tão divulgada teologia da prosperidade.

Jesus foi bem enfático ao dizer: “Porque o Filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” (Marcos 10. 45).

No evangelho de Marcos Jesus se apresenta como “diácono”, ou seja, servo.

Na igreja primitiva diácono era aquele que servia, era uma denominação utilizada para aquele que auxiliava no serviço aos pobres, viúvas e carentes. Da mesma forma as diaconisas, como era o caso de Febe, serva da igreja em Cencréia, porto da cidade de Corinto (Romanos 16:1), tinham a missão de assistir aos pobres e aos enfermos, assim como os diáconos.

Esta palavra está de acordo com os dizeres de Jesus no sentido de que, o maior no reino de Deus deva ser o menor. Hoje a palavra tem recebido o sentido de um simples servente, aqueles que auxiliam na organização da igreja.


Porém, em Isaías 58, ser diácono não consiste em função e sim, em ser útil ao público: “O jejum que desejo não é este: soltar as correntes da injustiça, desatar as cordas do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e romper todo jugo? Não é partilhar sua comida com o faminto, abrigar o pobre desamparado, vestir o nu que você encontrou, e não recusar ajuda ao próximo? Aí sim, a sua luz irromperá como a alvorada, e prontamente surgirá a sua cura; a sua retidão irá adiante de você, e a glória do Senhor estará na sua retaguarda. Aí sim, você clamará ao Senhor, e ele responderá; você gritará por socorro, e ele dirá: Aqui estou. Se você eliminar do seu meio o jugo opressor, o dedo acusador e a falsidade do falar; se com renúncia própria você beneficiar os famintos e satisfizer o anseio dos aflitos, então a sua luz despontará nas trevas, e a sua noite será como o meio-dia. O Senhor o guiará constantemente; satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam” (Isaias 58. 6-11). 

A dica do apóstolo Paulo para que o dia possa nascer feliz é esta: “Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que mediante trabalho árduo devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: 'Há maior felicidade em dar do que em receber'" (Atos 20. 35).

Leia também:

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A Armadura Para O Dia Mal – Parte 1

Estamos de volta!
Depois de uns merecidos dias de férias junto com a família, pois como diz o sábio: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3. 1), estamos de volta para novas postagens e meditações.

Bem, dentre os lugares que estive com minha família, foi Perequê, mas o que esperávamos lá, como paz é descanso foi interrompido por algumas intervenções exteriores... O que é de se esperar.


Ali dá para você entender muito bem o que significa dizer: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18).

Pois presenciamos várias discussões e brigas.  Como por exemplo, os moradores de frente a casa onde ficamos hospedados tinham o mórbido prazer de colocar seu carro frente à garagem onde estava o meu, isso dificultava minha saída, mas os vizinhos ficavam olhando o que eu ia fazer para entrar ou sair com meu carro. Era como se estivessem a esperar de uma discussão. O que não aconteceu.

Outro dia foi uma rua interditada da qual eu entrei, pois não sabia o que se passava, e um dos homens enlouquecido faltou jogar pedra em nós dizendo para que fossemos embora, pois ali não era nosso lugar, nós não éramos moradores de Perequê.

E a cena mais impressionante foi a briga de um banhista, numa praia muito bonita, com o bombeiro que estava ali para salvar vidas em caso de afogamento, mas que nesse caso feriu o homem com um chute em sua cabeça, fazendo-o sangrar.


Minha esposa chegou a dizer que o clima de intolerância está sobre Perequê. Concordei com ela, ali as pessoas parecem não ter paz e nem bondade. É tudo uma fachada para tirar dinheiro dos turistas. É tudo muito caro. Mas isso é outra história.

O que eu quero é focar nesse espírito de contenda que está sobre Perequê, e em outros lugares. Fazendo com que vivenciemos esse clima de intolerância global que paira sobre o nosso planeta.

Para começar, o próprio nome Perequê já trás consigo uma serie de significados. Pois a palavra é um substantivo masculino que tem como significado barulho, discussão, briga, rolo ou tumulto.

É claro que existe a questão histórica da cidade, e muitos ficarão contra mim ao ler este artigo. Pois o principal rio da região de Paraty, no Rio de Janeiro, é o Rio Perequê-açu. Este rio nasce no Parque Nacional da Serra da Bocaína e desemboca no mar, bem junto ao centro histórico da cidade.

O nome do rio tem origem na língua Tupi, mas traz controvérsia no seu significado, pois “Açu” significa peixe. No entanto, a junção que forma a palavra “perequê” pode significar tanto Praia Grande, como também Grande Entrada de Peixe. 

Mas eu não quero fazer nenhum estudo etimológico dessa palavra, e sim, meditar com você sobre a questão do dia mal que está por vir e que se reflete na sociedade de hoje.


Leia também:
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 2.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 3.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 4.

A Armadura Para O Dia Mal – Parte 2

Quando eu falo de dias maus, não estou me referindo a uma época no tempo, com data e hora para acontecer, e que atingirá todas as pessoas simultaneamente. Embora um período assim esteja para vir sobre a terra, Jesus diz que: “Entretanto, a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão exclusivamente o Pai” (Mateus 24. 36).

O dia mau ao qual me refiro é aquele mencionado em Efésios 6. 13: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”.

O apóstolo Paulo faz referência a ocasiões em que Satanás faz um ataque intenso sobre aqueles que são filhos de Deus. São ocasiões em que o maligno e sua hoste atacam cruelmente, com astúcia e sutileza para derrubar e destruir os cristãos. A finalidade de satanás nesses dias é fazer o cristão pecar e se afastar de Deus. São ataques tão intensos que Paulo fala que é necessário que o cristão deva tomar a armadura de Deus e ficar preparado.


Diferente de muitas igrejas que ensinam que o cristão não passa por dificuldades, por ser filhos do Rei, Paulo fala que o dia mau haverá de chegar e o cristão deve resistir, vencer e permanecer inabalável.

O sábio diz que há tempo para tudo: “Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar” (Eclesiastes 3:4). E o apóstolo Paulo diz que há ocasiões que Satanás ataca com tal veemência, de forma tão arrebatadora e impetuosa, que ele usa todos os recursos para derrotar o cristão.

São dias em que simplesmente dizer: “Eu decreto que...” ou “Tá amarrado!” não é o bastante. Paulo diz que devemos aproveitar ao máximo cada oportunidade “porque os dias são maus” (Efésios 5. 16). Todos os dias são maus, mas há dias piores que outros. E são esses dias que Paulo se refere como “dias maus”.

Tomemos como exemplo Jesus, durante todo seu ministério, Ele foi tentando continuamente, mas foi a tentação no deserto da Judéia por quarenta dias uma das ocasiões em que Ele sofreu mais intensamente. Pois ali foi o momento em que o tentador reuniu toda sua astúcia e sagacidade para fazer com que Jesus se desviasse da cruz. Foi o dia mau para Jesus. Mas Ele resistiu, venceu e permaneceu inabalável. 

Satanás se afastou esperando uma nova oportunidade de ataque. O Evangelho de Lucas diz que o diabo se retirou: “até momento oportuno” (Lucas 4. 13).


Leia também:
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 1.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 3.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 4.

A Armadura Para O Dia Mal – Parte 3

Da mesma forma como Satanás deve ter julgado que Jesus estaria mais vulnerável aos seus ataques enquanto estava sozinho no deserto, ele aproveita qualquer momento de vulnerabilidade do ser humano, qualquer momento de fraqueza para fazer que um dia qualquer, se transformar em um dia mal.

Não existe super crente, e o crente por si mesmo não pode lutar contra a hoste de Satanás. Somos seres mortais e fracos, e isso faz com que frequentemente vivamos momentos que podem tornar disponível nossa vida para que Satanás a transforme num dia mau.

Como isso é possível?
Basta adoecermos por exemplo. Ou quando estamos em crise financeiras. Isso basta para que seja uma ocasião propícia para as tentativas do maligno. São momentos oportunos para sermos tentados de várias maneiras. Ou mesmo quando um ente querido morre e ficamos deprimidos e abatidos, este é um momento favorável para que o diabo venha tentar com o desânimo ou com o abandono a confiança no amor e no cuidado de Deus.


Não é por acaso que no século XVII os dias maus eram chamados de “a noite da alma”.

Basta simplesmente ficarmos despercebidos e despreparados e isso já é favorável à Satanás. Pois a Bíblia nos diz que ele está a nos cirandar: “Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pedro 5. 8).

O que fazer então?
O que é se revestir da Armadura de Deus?

Existem algumas interpretações para essa expressão, que são apresentadas pelos estudiosos das escrituras. Uma delas é que se pode interpretar se revestir da armadura de Deus como sendo se apoderar das verdades do evangelho, ou seja, da fé cristã. Isso significa dizer conhecer as doutrinas básicas da palavra de Deus e coloca-las em práticas: “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes” conforme a carta de Tiago 1. 19-27. 

Essa seria uma das formas de se resistir ao dia mau, conhecer e praticar o Evangelho.


Leia também:
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 1.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 2.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 4.

A Armadura Para O Dia Mal – Parte 4

Para outros estudiosos, a armadura de Deus pode ser entendida também como sendo o próprio Cristo. Isso significa estar em Cristo e Cristo em nós como em João 15. 4 e João 8. 36.

Ao fazer essa afirmação esses estudiosos estão comparando as afirmações feitas por Paulo na sua carta aos romanos onde ele escreve:  “... revesti-vos do Senhor Jesus Cristo...” (Romanos 13. 14), e em sua carta aos efésios: “Revesti-vos da armadura de Deus”.

Isso equivale dizer que tomar toda armadura de Deus é a mesma coisa de revestir-se de Cristo, da Sua graça e do Seu poder.


Outro grupo ainda afirma que essa armadura significa se revestir de peças espirituais que são: a verdade, a justiça, a fé, o evangelho, a palavra de Deus e a oração.

Seja como for, é preciso que você esteja unido com Cristo e seja conhecedor da Sua Palavra. Que mesmo quando estiver passando pelo dia mau continue praticando a verdade, a justiça, o amor, enfim, que continue praticando os ensinos da Palavra de Deus e permaneça em oração.

Existe ainda outra interpretação para o significado da expressão Armadura de Deus. Mas isso eu vou deixar para outra ocasião.

O que interessa agora é que você entenda que para passar pelo dia mau, e sair vencedor, é preciso estar preparado.

Não basta uma fé de Nova Era, que pensa que gritar: “Eu determino”, “Eu decreto”, “Eu amarro” irá resolver a questão do dia mau.

Inevitavelmente o dia mau virá. Impetuoso, arrebatador, com tal veemência que será quase impossível resistir. Por isso Paulo enfatiza a tomada da armadura de Deus: “... para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes”.


Leia também:
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 1.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 2.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 3.

sábado, 10 de janeiro de 2015

Como Saber A Vontade De Deus Para Nós?

O ano mal começou e para muita gente parece que nada aconteceu. Tudo é uma continuação daquilo que figuradamente se findou há alguns dias. Nada mudou!

Um amigo me disse em forma de anelo aquilo que estava em seu coração: “Queria que Deus me falasse de forma clara quais são os seus planos para mim”. Talvez esse seja o anelo de muita gente...

Eu lhe respondi algumas coisas, mas neste texto quero refletir algumas coisas que tem mais a ver comigo e com você do que com Deus. Pois desde que Deus iniciou a criação, lançando os astros no vazio do espaço, Ele tinha um propósito para cada um de nós.


Embora Deus tenha um plano geral para a humanidade, existe essa singular particularidade, que são como partículas mínimas desse plano geral. E quando podemos conhecer esse propósito em nossa vida e mesmo observa-lo, encontramos grande alegria e brilho.

Ter uma vida orientada por Cristo é um desejo apresentado de modo excessivo pelos filhos de Deus. Mas como saber a vontade de Deus para nós?

Como eu disse antes, isso tem haver mais comigo e com você do que com Deus. Pois vejamos:

Primeiramente é preciso estar cheio do Espírito Santo. Esse é o fator básico que transforma a derrota em vitória. É preciso conhecer o poder do Espírito Santo e está sensível a Sua voz. Pois é Ele que transforma o fracasso em sucesso, e leva aquele que está desorientado a uma direção certa.

Para isso é preciso ser sincero consigo mesmo e com Ele, esvazie-se do seu ego e do pecado. Confesse seus pecados e peça perdão a Deus. E do mesmo modo como pediu a Cristo para entrar em seu coração, peça ao Espírito Santo para inundar sua alma com poder divino. 

Jesus certa vez falou: “Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo a quem o pedir!" (Lucas 11. 13). Não é possível estar no centro da vontade de Deus sem estar também recebendo a orientação do Espírito Santo.

Leia também:
Como Saber A Vontade de Deus Para Nós? - Continuação.

Como Saber A Vontade De Deus Para Nós? – Continuação

Em segundo lugar, é preciso se render inteiramente a vontade de Deus. Pois a questão é: Não se trata do que você quer, e sim do que Ele quer.

O sábio diz que há sete coisas que o Senhor abomina: “Há seis coisas que o Senhor detesta; sim, há sete que Ele abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente; coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6. 16-19).

Um coração cheio de arrogância, prepotência e soberba não agrada a Deus. Ele não pode orientar uma vida que não deseja ser dirigida por Ele. Diz Tiago em sua carta: “Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes” (Tiago 4. 6).


Portanto faça disso um motivo de oração sincero e profundo. Se avalie, faça uma autoanálise. Depois diga a Ele que está disposto a ir onde Ele quiser que você vá e fazer o que Ele quiser que você faça.

Em terceiro, dedique-se a oração. Ninguém pode saber a vontade de Deus sem se dedicar a um bom tempo a oração e a leitura da Bíblia. Toda nossa base de orientação está na Palavra de Deus. Nas Escrituras.

Ali se encontra princípios e orientações para quase todas as facetas da vida. A vontade de Deus se encontra ali de forma explícita. Basta um estudo da Bíblia para descobrirmos o que Deus quer de nós a cada dia. E seus princípios podem ser aplicados diretamente à nossa vida.

A oração nos ajuda a conhecer quem Deus é além é claro, de nos ajudar a reconhecer a Sua voz.

Em quarto, peça a Deus para revelar-lhe Sua vontade. Mas não se esqueça de uma coisa muito importante. Nós somos seres capazes de decisões morais. Portanto não fique esperando que Deus lhe dê uma lista pronta com todas as coisas que irão acontecer nos próximos anos. Como o homem muda suas decisões, Deus também muda sua maneira de operar.

Para cada decisão que tomamos, são gerados certos efeitos que no universo de Deus fará com que Ele utilize esses efeitos para realizar os Seus propósitos. Portanto não se impaciente.
Nesse caminho em que a cada dia andamos com Deus, damos um passo de cada vez. Ele nunca se esquece de nós, e nunca se atrasa no cumprimento de Suas promessas. Qualquer falha que houver só pode ser do nosso lado

Muitas pessoas não conseguem reconhecer o chamado de Deus simplesmente porque nunca passam tempo suficiente em comunhão com Ele, para saber como Ele é. Não basta ter conhecimento a respeito de Deus, é preciso conhecê-lo pessoalmente. 

Fica aqui a dica e como disse Jesus: “Aquele que tem ouvidos para ouvir, que ouça!” (Mateus 11. 15).

Leia também:
Como Saber A Vontade De Deus Para Nós?