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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Pode Deus Ser Conhecido? - (E.T.)


Dentre muitas perguntas que se faz acerca de Deus, existe uma que talvez permeie a mente de muita gente: “Pode Deus Ser Conhecido”?
Haverão muitas respostas a essa pergunta, algumas especulativas e outras duvidosas.
Para muita gente, Deus é uma criação do homem para colocar um freio aos desejos que existem dentro de si. Para alguns uma força que ajuda o homem na hora em que se precisa dela, para outras não há a possibilidade de existir um Deus devido a tantas catastrofes existente no mundo.
Outras ainda, pensam que Deus existindo não pode ser conhecido. Essa idéia se baseia nos ensinos de Sir Win. Hamilton, que dizia que Deus não pode ser conhecido porque Ele é Absoluto, e o Absoluto não pode ter relação para com outra coisa. Hamilton ensinou ainda que Deus é o Infinito, que o infinito é o ilimitado, e o ilimitado é o incognoscível. Portanto, sendo o infinito o todo, não pode haver nele distinção entre sujeito e objeto. Isso significa que se puder ter conhecimento de Deus, esse conhecimento destruiria a ideia de infinidade de Deus.
A ideia de que Deus não pode ser conhecido originou a doutrina denominada de Agnosticismo, que teve sua origem na filosofia de Kant.
Para compreendermos a ideia de Deus, devemos aceitar que Deus existe sem sabermos no entanto, tudo o que Ele é.
A Bíblia relata a manifestação de Deus na natureza, sua revelação nas escrituras e sua encarnação em Jesus Cristo. Tudo isso nos mostra que Deus pode ser conhecido: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só por único Deus verdadeiro” (João 17. 3).
Todos nós temos conhecimento da terra, sabemos o que ela é, e sabemos que moramos num planeta chamado Terra. Nós podemos tocar a terra sem, entretanto, sermos capazes de abraçá-la com os braços.
A Bíblia ensina no livro de Isaias 11.9 que: “A terra se encerá do conhecimento do Senhor”. É impressionante como a criança pode conhecer a Deus, ao passo que o filósofo não pode descobrir a sua perfeição.
É verdade que cientificamente não poderemos provar Deus ou mesmo a Sua existência. Se tentarmos limita-lo a essas regras nos decepcionaremos. Porém se olharmos para muitas almas, que sofriam com a dor, como de muitas crianças, de se sentirem sozinhos, desprotegidos, sem um modelo a seguir, sem afeição, devemos levar em consideração a transformação que essas almas tiveram ao se relacionarem com Deus. A proteção e o consolo que encontraram, o alívio do sofrimento pessoal, a confiabilidade e a crença nesse Deus.
Penso que defender uma ideia sem ao menos tentar compreender a outra é burrice. Tentar excluir Deus, ou negar sua existência, ou mesmo não querer conhece-lo é impedir a possibilidade de ver um milagre acontecer bem aí, na sua vida.

No Chafurdar Do Pecado


Não importa se é um país de primeiro mundo ou não, sempre encontraremos o homem chafurdado na desonestidade, envoltos em vícios e baixaria. Seres que se rendem à indignidade, que se deixam corromper, que se deixam macular e mancham uma reputação inteira.
Basta olhar para o que aconteceu com o jogador de futebol, Daniel Alves, que joga atualmente no Barcelona. As implicações são fortes.
São as mesmas que levam o ser humano a viver uma vida de trabalho escasso, falta de moradia, a violência crescente, as drogas escravizadoras e destruidoras, a fome, e todo tipo de dificuldades.
São tantas as mazelas que cercam o homem que o levam a tomar atitudes bestiais, e algumas vezes animalescas.
O caso de Daniel Alves, que sofreu com o racismo do torcedor, um conceito baseado em julgamento próprio, e a partir daí uma ação depreciativa por causa da diferença, pois o racismo nada mais é do que uma ideia baseada em uma análise tendenciosa e por isso a discriminação provocativa, mostra que este quadro de horror não pode simplesmente ser encarado como uma consequência de problemas sociais.
A fonte maior de todos os problemas está no mundo espiritual. O servo de Deus deve olhar e saber discernir a fonte dos males. Às vezes, Deus permite a humilhação, porque depois, com certeza, ele nos exaltará “... e o que a si mesmo se humilhar será exaltado” (Mateus 23. 12).
No dia-a-dia, antes de iniciar suas atividades, reserve um momento para se achegar diante de Deus, fale com Ele, conte prá Ele.
Ter comunhão com Deus é ter laços profundos de amizade e companheirismo com Ele.
Da mesma forma que os homens são alcançados pelo pecado no desenrolar de suas vidas diárias, a graça de Deus chega até nós no encontro que temos com Ele diariamente: “Graças ao grande amor do Senhor é que não somos consumidos, pois as suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a sua fidelidade!” (Lamentações de Jeremias 3. 22, 23).

terça-feira, 22 de abril de 2014

Eles Não Podem Crer


Quando paramos para prestar atenção nas experiências vividas por muitas pessoas, descobriremos um mundo desconhecido, às vezes sombrio, em que elas vivem ou quando melhor, viviam.
Descobriremos por exemplo que alguns padecem de sintomas tais como: medos irracionais, pensamentos repetitivos e rituais escravizadores; outros apresentam dores ou sintomas físicos sem que uma causa orgânica as justifique; há ainda os que vivem sem ânimo, solitários, com dificuldades para trabalhar ou que experimentam repetidos fracassos profissionais.
Muitos experimentam, ou já experimentaram uma tensão permanente nas relações pessoais, a desconfiança constante com respeito às demais pessoas, a incapacidade para manter relações amorosas duradouras e as dificuldades na área da sexualidade.
Tudo isso é indicio, sinais de uma disfunção emocional passível de ser analisada. Mas não podemos nos esquecer também que a Bíblia ensina que: “O ladrão só vem para roubar, matar e destruir” (João 10. 10). O ladrão aqui é a figura do diabo.

Às vezes o que precisamos é simplesmente fazer uma escolha. Todavia, “Eles não podem crer, pois o deus desde mundo conservou a mente deles na escuridão. Ele não os deixa ver a luz que brilha sobre eles, a luz que vem da boa notícia a respeito da glória de Cristo, o qual nos mostra como Deus realmente é” (2 Coríntios 4. 4).
Uma coisa importante que as pessoas precisam entender é que: "se eu não mudar o que eu faço hoje, todos os meus amanhãs serão como ontem". Isso é fato!
Eu costumava perguntar aos clientes dentro do consultório: “Você pensa que já sofreu o bastante, ou deseja sofrer mais?”.
Para o contexto psicológico, muita gente descobre nesta pergunta que há uma possibilidade de sair do mal que lhe oprime. Mas ainda resta outro contexto, o espiritual, e para este Jesus faz um convite: “Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso” (Mateus 11. 28). Ao contrário do “ladrão que vem para roubar, matar e destruir, Jesus vem para que as pessoas tenham vida, e vida completa” (João 10. 10).
Sem entrar em pormenores a respeito do sofrimento humano, precisamos entender que às vezes, Deus permite o sofrimento, para entendermos que ele antecede ao alívio: “... mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis” (1 Coríntios 10. 13).
O apóstolo João escreveu em seu Evangelho: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (João 3. 16).
O que falta é uma atitude em direção contrária ao que você tem feito até agora. Mas isso só você pode fazer. A motivação, o interesse, a fé deve estar dentro de você. Pois como diz um ditado árabe: “Pode-se levar o cavalo à fonte, mas não se pode fazê-lo beber”.
Se não houver estes elementos dentro de você, nada do que eu diga será suficiente para que você creia. Portanto está dito. Agora cabe a você decidir se quer continuar assim como está, ou se deseja uma transformação.
Deus lhe abençoe.

sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa de Libertação

       Se eu lhe perguntasse qual é a pior doença que existe hoje, o que você me responderia? Alguns com certeza diriam que é o câncer. Outros que é a malária, a AIDS, outros ainda dirão que foi a peste bubônica na idade média, que dizimou um terço da população europeia, algo em torno de 75 milhões de pessoas. Haverá alguns que dirão que são as doenças neuromusculares, pois a pessoa permanece até o fim da vida com consciência da progressão de sua doença, e sabendo que não há cura.

Pois bem, é verdade que nosso corpo é muito complexo. Que basta uma pequena alteração em nosso DNA ou mesmo um vírus para que uma terrível doença se manifeste tornando-nos completamente deformados.

Com certeza aparecerão também alguns dizendo que as doenças psicológicas são as piores, pois trazem transtornos os mais diversos que limitam as ações dessas pessoas, levando-as a manter uma vida de subsistência, muitas vezes impedindo-as de constituir famílias e levando-as a perda de interesses em relacionamentos amorosos.

E haverá quem diga que a pior doença é qualquer uma que estejamos sofrendo, pois a saúde é o maior bem que existe.

Tudo isso é verdade. Mas nos relatos bíblicos existe uma história interessante para nós hoje. Está no Evangelho de Marcos 1. 40-45: “E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” (Marcos 1 40-42).

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        Diferentemente do que fez Mateus e Lucas, esse discípulo de Jesus não apresenta a biografia de Seu mestre como o fez os outros dois. Ele concentra em apresentar Jesus como o Rei Salvador. Aquele que venceu demônios, curou enfermidades e ressuscitou dentre os mortos. Sua ênfase estava nas obras poderosas e miraculosas de Cristo.

Marcos fala diretamente a seus leitores. Constantemente ele usa o verbo no presente do indicativo para dar a impressão de que o relato é de uma testemunha ocular. De que ele está no local onde o fato está acontecendo. Sua intenção não é apenas informar os cristãos, mas, transforma-los com o seu relato.

No contexto dos judeus, os leprosos eram alguém fora do sistema, um impuro, alguém intocável. Portanto, quando o leproso, o homem desprezado, repudiado pelos demais, o pária, chegou próximo de Jesus, isso deve ter causado um grande tumulto. Mas Jesus foi movido de grande compaixão, ele não somente curou como também tocou no homem.

A lepra era a pior doença nos tempos de Jesus, ela representa o pecado, hoje conhecida como Hanseníase, ela afeta principalmente a pele, as mucosas e os nervos. Hoje se sabe que é causada por um bacilo, um micróbio.

Mas nos tempos bíblicos era uma doença que proibia os leprosos de entrarem nos povoados, e nem era permitidos a eles tocarem outras pessoas. Portanto sua doença passava do aspecto físico para o psicológico também, a solidão. Pois sempre que eles se aproximavam, os habitantes começavam a bradar: “Impuro, impuro”.

O que quero mostrar com isso? Muitas vezes vemos a necessidade das pessoas, mas não nos sentimos tocados por ela e muito menos nos envolvemos com ela. Jesus, no entanto tem grande interesse em ajudar as pessoas.

No primeiro capitulo do livro de Marcos Jesus é apresentado como uma figura popular, com resultados positivos nas suas experiências. Já nos capítulos 2 e 3, Marcos relata a oposição que se levanta contra a missão de Jesus.

Estamos na Páscoa. Até hoje muitos tem se levantado contra a missão de Jesus. No entanto Ele quer curar a lepra de sua alma, o pecado que impede o seu espírito de reconhecê-Lo com o Rei Salvador.

Não são ovos de chocolate que fará sua alegria completa. Nem tão pouco preencher o vazio que há dentro de você. Mas como Marcos mostra em seu Evangelho, Jesus é quem venceu demônios, enfermidades e a morte.

As Escrituras não são relatos apenas para deixa-lo informado, mas são relatos que trazem transformação para a vida daquele que crer nas suas palavras.

O pecado tem destruído aos poucos, mas, o arrependimento sincero e a fé em Jesus pode dar jeito a isso.

A páscoa é a lembrança de que Jesus ressuscitou, vencendo a morte para que nós pudéssemos ter vida junto Dele.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Vivendo Em Uma Era de Indiferença


Tempos dificeis o nosso... De se viver... De se expressar... De compreender.
Tempo em que se passa do tempo de se levar à justiça vítimas da violência, da ganância, do abuso.
Como as vítimas de estupro na Bósnia, que a quase 20 anos ainda não  viram seus casos serem levados à justiça. Oito mil homens e meninos massacrados e 20 mil mulheres e meninas estupradas em 1995.
Problema que se repete na África e na Síria. Onde os números são alarmantes: estima-se 200 mil cassos ocorridos no Congo e 500 mil em Ruanda, no continente Africano. Casos ocorridos em 1994.
A violência sexual está à porta! Não é exclusivo da Bósnia, Africa ou Síria.
E o que se encontra são mulheres com medo. Algumas com medo profundo. Mulheres que estão infectadas por essa doença que penetra na alma e perturba a paz. 

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          Na Bíblia encontramos o relato de uma jovenzinha que foi violentada sexualmete:
“Tamar foi a casa de seu irmão Amnon, que estava deitado. Tomou farinha, amassou-a, preparou os bolos à vista dele e fritou-os. Depois, tomou a sertã, despejou-a num prato e pô-lo diante dele; mas Amnon não quis comer e disse: ‘Manda sair toda a gente daqui.’ E retiraram-se todos. Amnon disse então a Tamar: ‘Traz a comida ao meu quarto, para que eu a coma da tua mão.’ Tamar tomou os bolos que fizera e levou-os a seu irmão Amnon, que estava no quarto. Mas quando lhe apresentou o prato, este segurou-a, dizendo: ‘Vem, deita-te comigo, minha irmã!’ Ela respondeu: ‘Não, meu irmão, não me violentes, pois isso não é permitido em Israel. Não cometas semelhante infâmia!  Onde poderia ir eu com a minha vergonha? E tu serás um dos homens mais infames em Israel! Melhor será que fales ao rei; ele não recusará entregar-me a ti.’
Mas ele não lhe quis dar ouvidos e, como era mais forte que ela, vio­len­tou-a, dormindo com ela. Logo a seguir, Amnon sentiu por ela uma aversão mais violenta do que o amor que antes lhe tivera. Disse-lhe Amnon: ‘Levanta-te e vai-te daqui.’” (12 Samuel 13. 8-15).
É difícil compreender. A maldade está no coração do homem. Mas as vezes Deus permite a solidão para sabermos que enfim existe a companhia: “Deus faz que o solitário viva em família” (Salmos 68. 6).
A luta não é só sua, existem muitos se agrupando para que algo aconteça.
A escritora Cristiane Cardoso diz em seu escrito:

O dia está feio, o tempo horrível e dizem que o Sol está brilhando lá fora, mas do que adianta? Ninguém ligou. Ninguém se importa. Você está sozinha. Só tem você e o seu travesseiro. Para quê arrumar a cama ou fazer o seu cabelo? Você não tem vontade de falar com ninguém exceto se desmoronar em algum canto e chorar sozinha. Afinal de contas, ninguém se importa mesmo.
      Nós vivemos em uma era indirefente e a maioria das pessoas não se importam com as outras. Você espera simpatia mas sempre fica de fora. Você espera compreenção e tudo o que recebe é indirefença. É tão fácil se magoar e se deixar levar por isso. Viver todo dia lamentando o amor que você nunca recebe. Como pode um ser sentimental como você e eu sobreviver a tanta dor de cabeça?

Não podemos concordar com o sistema do mundo (Romanos 12. 2). Todavia, não podemos desejar vingar-nos a nós mesmos: “Não vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12. 19). A vingança deve ficar nas mãos de Deus.
O sábio escreveu: “Não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor e ele te livrará” (Provérbios 20. 22). 
       Não é fácil de entender, mas precisamos nos esforçar para compreender que as vezes Deus permite a tristeza para que nos conscientizemos da existência da alegria: “... mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (João 16. 20).