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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O Estado Original do Homem – Antropologia – Parte 2 – E.T.

Conforme nos diz a resposta para a pergunta 12 do catecismo: “Quando Deus criou o homem fez com ele um pacto de vida, com a condição de uma perfeita obediência, proibindo-lhe de comer da árvore da ciência do bem e do mal, sob pena de morte”.

Isto está de conformidade com o texto de Gênesis 2. 17, onde lemos: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia em que dela comeres certamente morrerás”. E conforme também o texto de Oséias: “Mas eles transgrediram a aliança, como Adão; eles se portaram aleivosamente contra mim” (Oséias 6. 7). Em outra versão diz: “Na cidade de Adão eles quebraram a aliança, e me foram infiéis” (Oseias 6. 7).

Portanto, há um pacto feito entre Deus e o homem que serviria como concerto das suas obras. A promessa desse pacto era de que ele viveria, a vida foi prometida ao homem e sua posteridade. A condição para o homem era de uma obediência perfeita e pessoal a Deus.


Talvez você se pergunte: “Mas o que é um concerto?” É um contrato entre duas ou mais pessoas. É uma promessa a depender de uma condição.

Quando olhamos para os textos bíblicos pensamos que sendo Deus infinitamente superior a Adão, podia impor um concerto com ou sem o seu consentimento. Mas tudo indica que Adão concordou com o concerto.

Vejamos o texto: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás, porque no dia em que dela comeres certamente morrerás” (Genesis 2. 17). Aqui encontramos as partes contratantes: Deus e Adão. Depois temos a condição que é a perfeita obediência. Temos também a penalidade, que é a Morte. Tanto a natural como a espiritual. E por fim a promessa de Vida. Mais do que a vida natural, pois esta, Adão já tinha.

Embora a promessa não apareça na narrativa, ela está implicada ou sugerida visto a alternativa da morte. Pois se a desobediência traria morte, é claro que a obediência traria vida.

É bom recordarmos que todo o plano de salvação é apresentado como sendo um concerto; por exemplo: com Noé, com Abraão, com Israel. Em todos esses casos temos os sinais, como também as partes contratantes de um concerto.


No caso de Adão, ele representou toda a sua posteridade.

A resposta da pergunta 16 do catecismo nos ensina isso: “Caiu todo o gênero humano pela primeira transgressão de Adão, não só para ele, mas também para sua posteridade, todo o gênero humano procedendo dele por geração ordinária, pecou nele e caiu com ele em sua primeira transgressão”.

E mais uma vez está de conformidade com as escrituras que diz: “Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, e assim a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12).

Que fique claro também que, a observância deste Concerto por um certo tempo constituía uma prova, e que esta prova foi justa e adequada. Pois Adão estava fortificado por sua natureza imaculada, pelo ambiente feliz, pela comunhão com Deus e pelos avisos claros e promessas positivas.


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terça-feira, 25 de agosto de 2015

O Cristianismo e o Ciúme – Parte 2

Na postagem anterior mencionei que existe um tipo de ciúme que podemos considerar como doentio, é aquele que nos deixa “Cegos de ciúmes”. É aquele em que a relação é formalmente afetada por dor, desconfiança mórbida, violência e sofrimento entre os envolvidos na relação.

William Shakespeare, há mais de 400 anos, tratou da “doença da suspeita” em uma de suas obras mais populares: Otelo. Onde o personagem principal tinha desconfiança de que sua mulher mantinha relacionamento com um rapaz mais jovem. Essa desconfiança foi despertada e alimentada por insinuações de um subordinado, o que levou Otelo a acreditar ter encontrado provas da traição em fatos triviais.


O ciúme é assim, deixa a pessoa cega. Além de induzir os sentimentos que faz acreditar como provável ou certo o que apenas é possível de acontecer.

Nós vimos anteriormente que existem dois tipos de ciúme. Aquele que podemos considerar como normal e aquele que nos deixa “cegos de ciúme”, esse é aquele que podemos considerar como doentio e patológico. Pois extrapola as fronteiras do saudável quando se torna uma preocupação constante e geralmente infundada.

Este tipo de ciúme está associado a comportamentos inaceitáveis ou extravagantes, motivados pela ansiedade de tirar a limpo a infidelidade do parceiro.

Quando se tem esse ciúme excessivo, a pessoa tem medo de perder a pessoa amada e suas emoções ficam fora do equilíbrio, tendo quase sempre emoções específicas como a raiva, o medo, a tristeza e a ansiedade. Existem também os pensamentos irracionais e um pensamento frequente: “Será que ela, ou ele, está me traindo?”. E quando isso acontece, quase sempre há prejuízos para quem sente, para quem é alvo e para o relacionamento.


Paulo escrevendo a carta aos Coríntios, no capitulo 13, escreve: “Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.” (1 Coríntios 13.4).

Porque ele diz que: “Quem ama não é ciumento”? Por que não raro os pensamentos irracionais se traduzem em comportamentos compulsivos, sustentados pela ilusão de que é possível controlar o que o parceiro faz ou sente.

O ciumento tenta controlar o parceiro verificando agendas, registro de ligações no celular, seguindo o parceiro, conseguindo a senha de acesso ao e-mail, checando faturas de cartão de crédito e fazendo visitas-surpresa para confirmar suspeitas. Muitas vezes há um sequestro emocional por parte do ciumento. E isso acaba por irritar o outro.

Em muitos casos pode acontecer do ciúme causar preocupações que podem vir acompanhado de sintomas físicos como sudorese, taquicardia, alterações no apetite e insônia. E uma das características mais comuns da pessoa excessivamente ciumenta é a baixa autoestima.

No próximo mês falaremos mais um pouco sobre isso. Até lá. 

Que Deus lhe abençoe.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os Encantos do Caminho do Senhor

Quero começar este artigo com um “Pega na Mentira”, uma piada que li certa vez:

Dois cumpadres sempre disputaram o posto de fazendeiro mais rico da cidade. Um deles provoca o outro:
- Cumpadre, sua fazenda é grande?
- Nossupai, é grandimais. Sabe cumpadre que eu tenho um jipi e outro dia eu gastei dois dias para ir de um lado a outro da fazenda.
- É cumpadre, eu já tive um carro lento como esse.

Nos encantamos com o que Deus faz na vida das pessoas e nos esquecemos de nos encantar com aquilo que Deus faz em nós e pode fazer através de nós. Pois quando os caminhos do homem agradam ao Senhor, Ele faz que até os seus inimigos tenham paz com ele.

Portanto, “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra” (Oseias 6. 3).

Foto gentilmente cedida por Thatiane Dalton.

Deus mesmo é quem faz o convite. Ele diz nas Escrituras: “Vocês me procuraram e me acharão quando me procurarem de todo o coração” (Jeremias 29. 13). Então: “Busquem o Senhor enquanto é possível achá-lo, clamem por Ele enquanto está perto” (Isaías 55. 6).

Aproximar-se de Deus é fácil, pois Ele está bem aí do seu lado. É triste que muitos tenham percebido que Deus se tornou um estranho para eles ou alguém que eles deixaram de conhecer.

Mas se você se voltar para Ele agora e falar com Ele com o coração arrependido, Ele lhe ouvirá. E o maior milagre que você vera será a transformação do seu ser.

“Ser ou não ser, ter ou não ter razão
Alguma coisa está mudando no seu coração.”

Depois disso é só seguir alguns conselhos que vem da Bíblia, como por exemplo: “Orar sem cessar” (1 Tessalonicenses 5. 17), “Ser sóbrios e vigilantes em nossas orações” (1 Pedro 4. 7), “ser perseverante na oração” (Romanos 12. 12), “ser perseverante na oração com ações de graça” (Colossenses 4. 2).

Não se impressione com o homem, busque a verdade e se encante com Deus e o Seu caminho.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Cheios do Espírito Santo

Você está cheio do Espírito Santo?

Talvez você me responda que sim. E se eu lhe perguntar como você pode saber isso, é bem possível que você me responda: “Ora, eu falo em línguas”, ou quem sabe “Eu tenho o bom de profetizar” ou ainda “Deus me deu o dom de curar”.

Tudo isso é muito bom, mas eu poderia lhe dizer que isso poderá não valer de nada. Pelo menos é isso que eu aprendo lendo as Escrituras.

O que eu aprendo é que a coisa mais importante do mundo é o amor. Pois somente o amor é capaz de acabar com todas as lutas e desavenças do nosso tempo.

Todos os dons que Deus nos dá através de Seu Espírito Santo são bons, além de serem para o proveito espiritual da Igreja. Mas se esses dons não forem administrados com o amor, eles serão inúteis.

É por isso que encontramos muita gente orgulhosa e presunçosa. Eles têm conhecimento, tem dons, mas difamam outros e falam mentiras a respeito deles, pois os seus dons não são administrados com amor.

Em Gálatas 6. 22, 23 está escrito: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade,  mansidão e domínio próprio. Contra essas coisas não há lei.”

A palavra fruto está no singular. E a única prova verdadeira da plenitude do Espírito Santo é a presença desse fruto na vida. Pois conforme nos diz o apostolo Paulo em 1 Coríntios 13, ainda que tenhamos o dom de falar em línguas especiais, ter o dom de profetizar, entender todos os mistérios, ter todo o conhecimento e a fé a ponto de remover montanhas, se nossos dons não forem praticados em amor seremos ineficientes. Além de que eles são temporários.

Ao contrário: “O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará” (1 Coríntios 13:8). E por que o amor não perece? Porque o amor é eterno. A Bíblia diz que Deus é amor, e Deus é eterno.

O que a carta aos Gálatas nos apresenta é o amor como sendo a prova da plenitude do Espírito Santo, e não meramente os outros dons. 

Lembre-se: Somente o amor é capaz de acabar com todas as lutas e desavenças do nosso tempo.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

DEUS NÃO FEZ DA FAMÍLIA UM INFERNO

Na vida representamos vários papéis: o de filho, o de pai, o de irmão, o de empregado, o de subalterno, o de superior e muitos outros.

As crises existem! Mas, é preciso aprender a passá-las juntos, com fé e certeza que teremos vitória se estivermos juntos com Cristo.

Pois Deus não fez da família um inferno!

É bem verdade que muitas vezes é isso o que pensamos, e também é certo que em muitas famílias, infelizmente, é isso o que acontece. Mas geralmente é apenas um ponto de vista equivocado, alimentado por uma rebeldia sem causa. Como na música de Roberto Carlos, A Janela:

Meu pai me dá conselhos,
Minha mãe vive falando sem saber...
Eu tenho os meus problemas
E que às vezes só eu posso resolver.

Às vezes achamos nosso lar muito chato, queremos viver nossa vida e fazer o que bem vier “na telha”:

Penso andar sem rumo pelas ruas
Pela noite sem pensar
No que vou dizer em casa
Sem satisfações a dar.

É bem assim que acontece conosco em relação a Deus. Queremos viver nossa vida sem pensar na satisfação que devemos dar a Ele. É como a história do filho pródigo, que quis viver em uma terra distante, longe do pai, longe de tudo, e curtir a vida adoidado.


Mas como aconteceu com aquele jovem, acontece com muita gente:

A noite é sempre fria
Quando não se tem um teto
Com amor... E esse amor eu
Tenho me esquecido às vezes
De lhe dar valor.

Coisas da vida... Choques de opiniões...
Coisas da vida... Coisas da vida...

Longe do abraço, do carinho, do afeto, as coisas são mais difíceis.

Mas aquele jovem logo caiu em si ao perceber que seu dinheiro acabou, seus amigos já não estavam próximos dele, já não tinha onde repousar sua cabeça e o alimento que ele tinha era o mesmo que os animais cominham:

Novamente eu penso em ir embora
Viver a vida que eu quiser
Caminhar no mundo,
Enfrentando qualquer coisa que vier.

Tudo tem seu tempo
E uma vida inteira eu tenho prá viver
E nessa vida é necessário a gente
Procurar compreender.

Coisas que aborrecem
Muitas vezes acontecem por amor
E esse amor eu tenho me esquecido
Muitas vezes de lhe dar valor.  


O Jovem resolveu voltar pra casa. Essa escolha redundou em festa, anel no dedo, calçados nos pés, roupa nova e churrasco de boi gordo.

Com essa experiência, é bem possível que aquele jovem aprendeu a dar valor a sua família. Aprendeu que mesmo aquilo que nos aborrece só acontecem por causa do amor.

Assim do mesmo modo, o pecador que reconhece a necessidade do perdão de Deus, ele entra no quarto, fecha a porta, se ajoelha, chora e confessa: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, por teu amor; por tua grande compaixão apaga as minhas transgressões. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me do meu pecado. Pois eu mesmo reconheço as minhas transgressões, e o meu pecado sempre me persegue. Contra ti, só contra ti, pequei e fiz o que tu reprovas, de modo que justa é a tua sentença e tens razão em condenar-me. Sei que sou pecador desde que nasci, sim, desde que me concebeu minha mãe” (Salmos 51.1-5). 

Depois de chorar e confessar esse pecador clama: “Sei que desejas a verdade no íntimo; e no coração me ensinas a sabedoria. Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e mais branco do que a neve serei. Faze-me ouvir de novo júbilo e alegria; e os ossos que esmagaste exultarão. Esconde o rosto dos meus pecados e apaga todas as minhas iniquidades. Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável. Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação e sustenta-me com um espírito pronto a obedecer” (Salmos 51:6-12).

Pacto de Compromisso

Quero falar com você sobre aliança, ou pacto, como queira. Mas o que é um pacto?

É um tratado entre pessoas para uma determinada finalidade. Eles podem ser feitos entre partidos, povos ou governos. Em um relacionamento entre um homem e uma mulher é uma união ligada pelo matrimônio. É um contrato que é feito e que serve como um ajuste.

Na Bíblia, em especial no Velho Testamento, vemos muito falar em pactos, entre homens e entre homens e Deus. Mas, como era o pacto entre duas pessoas no tempo antigo?:

Bem, acontecia da seguinte maneira, primeiramente sacrificava-se um determinado animal (novilha, cabra, cordeiro, rola, pombo). Dividia-o em duas partes, uma frente à outra. E passava-se por um caminho deixado ao meio das partes. Cada banda do animal representava uma das partes na aliança. As duas pessoas passavam entre as bandas e cada uma afirmava que se não cumprisse a sua palavra naquela aliança, a outra pessoa teria o direito de fazer o mesmo feito ao animal.

Havia após uma troca de cintos. No cinto havia dois elementos: a espada (significava a proteção) e a bolsa de ouro ou dinheiro (significava o patrimônio). A troca de cintos representava que a proteção de um era responsabilidade do outro, e vice-versa. Os bens patrimoniais eram comuns aos dois.

Uma observação interessante, as alianças de outrora eram como o casamento sob o regime de comunhão de bens. A instituição do casamento teve início justamente nas alianças bíblicas.


Veja o exemplo de Abraão. Enquanto Abraão olhava com visão espiritual e esperava pela promessa. Sara olhava incomodada pela visão física. O grande perigo da convivência, ou casamento, entre o que tem a visão espiritual e o que tem a visão física está justamente na influência que geralmente o segundo tem sobre o primeiro.

O que tem a visão da fé quer avançar e seguir adiante, porque crê, mas o segundo sempre tem seus motivos pessoais, que amarram o primeiro.

 A condição espiritual de alguém é medida pelos seus olhos.

Os olhos físicos sempre nos conduzem para o mal, pois eles não podem ver Deus. A princípio podem parecer a escolha certa, pois os olhos físicos sempre dão uma resposta rápida ao coração, é o mover pela emoção. Depois se começa a cair, cair... Até chegar ao fim do poço, na lama.

Quando alguém abandona a fé, perde a visão espiritual e passa a andar com os olhos da cobiça, da ganância e da inveja. E então se começa a perder tudo: a família, a saúde, o dinheiro, enfim, até o pouco que tinha. E acaba sem ter onde morar, desgostoso da vida, desanimado, sem fé, sem esperança e perspectiva.

Casamento é coisa séria. É preciso reconsiderar as promessas que fazemos. Pois casamento é compromisso para a vida inteira. Não podemos prometer amar alguém só enquanto ele ou ela toma decisões com as quais concordamos.

Os nascidos do Espírito Santo tem a natureza divina e por isso vivem na dependência da fé em Deus. Quem tem a visão da fé, jamais deixa o convívio de quem anda com Deus.

Rute era uma mulher moabita, com princípios religiosos pagãos. Quando conheceu Noemi, sua sogra, viu nela uma mulher de Deus, ou seja, viu Deus nela. Por isso se apegou à sogra.

Quando as duas ficaram viúvas, era natural que cada uma voltasse para o seu povo. E essa foi a sugestão de Noemi para Rute, mas sua resposta foi surpreendente. Ela respondeu para Noemi: “Deus mudou o teu caminho até juntares com o meu e guardou a tua vida separando-a para mim. Para onde fores, irei; onde tu repousares, repousarei. Teu Deus será o meu Deus. Teu caminho o meu será” (Rute 1.16, 17). Você deve agir da mesma forma!


Ao possuir a natureza de Deus, a pessoa tem consciência de sua dependência de Deus, suas decisões não são calcadas na visão física, e sim de acordo com a visão da vontade de Deus.

É justamente isso que faz a diferença entre "cristãos" e cristãos. Não adianta crer no Senhor Jesus teoricamente. É preciso fazer uma aliança com Ele. E quem for sábio jamais se separará dos eleitos de Deus.

Ninguém pode pretender ser um vaso na mão de Deus sem abandonar o estado em que se encontra, e renunciar aos seus planos para um suposto futuro promissor. Não se pode servir a Deus e a si mesmo. Se quer servir a Deus, tem de abandonar a vida de pecado; sacrificar suas vontades; suas cobiças pessoais, sacrificar seu futuro; enfim, tem que morrer para si mesmo, para os parentes e sobretudo para o mundo. Esse é o preço que o Senhor cobra de seus seguidores: "Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo"  (Lucas 14:26-27).

Aqui está uma afirmação aparentemente muito dura, mas que é preciso ser dita para que num pacto matrimonial as consequências não venham a ser negativas: Não tente mudar seu companheiro.

Se você não está preparada para ser a companheira dele, aonde quer que ele decida ir, então estará causando-lhe um dano terrível. Se você não estiver preparada para cumprir a promessa de seguir a ele aonde quer que o Senhor o guiar, até que a morte separe vocês dois, então rompa com ele.


Mensagem de 2004.

sábado, 15 de agosto de 2015

Em Um Segundo Tudo Pode Mudar

Em apenas um segundo pode acontecer algo que pode mudar uma história. Por exemplo: Um telegrama trazendo boas notícias; um "sim" para uma proposta de namoro ou casamento; uma oportunidade de  investimento; um gol do seu time.

Portanto consideremos: alguém que tenha dez anos de vida pela frente tem mais 300 milhões de segundos para viver, ou seja, 300 milhões de oportunidades. São oportunidades de ver um milagre acontecer. São oportunidades para ver uma reviravolta na sua história.

Você ficou desanimado? Pois não fique. É comum agasalharmos enfermidades como: tornarmos-nos céticos, acomodados ou amargos.

Isso acontece por falta de paciência, pois vemos o tempo passar e a solução não vem. Perdemos a esperança de uma solução, de um milagre que ainda pode acontecer.

 Veja o caso do homem da cidade de Gerasa, o Evangelho de Lucas relata: “E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galileia. E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que, desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros” (Lucas 8. 26, 27).


Este homem tinha uma forma de agir diferente e negativa. Era uma vida de solidão. As pessoas fugiam dele. Ele não tinha o carinho dos parentes e ficava totalmente apartado da sociedade.

Veja o que Lucas diz ainda: “E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo com alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios” (Lucas 8. 28-30).

O homem tinha um desarranjo em sua vida espiritual. Desarranjos espirituais, psíquicos ou sociais podem estar arraigados na nossa história desde a infância, e podem frutificar em formas negativas do nosso agir.

O que importa é que em um segundo tudo mudou para esse homem. Veja agora o que Jesus fez para ajuda-lo: “Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem” (Lucas 8. 29a); “E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se” (Lucas 8. 33); “Acharam, então, o homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram” (Lucas 8. 35b); “E aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele” (Lucas 8. 38); “E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito” (Lucas 8. 39b).

O que isso nos ensina?

Que aquele homem encontrou libertação espiritual. Seu desajuste, sua falta de controle, seu jeito de ser mudou. Deixou de incomodar a si mesmo. Quis viver mais próximo do Senhor.

Outra coisa que aprendemos é que ele voltou a fazer parte da sociedade: “Acharam, então, o homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus” (Lucas 8. 35b); “Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus” (Lucas 8. 39).

O homem abandonou sua indisciplina, suas atitudes que incomodavam muita gente, voltou a se vestir como gente normal, voltou para seus pais, seus irmãos, seus amigos, seu trabalho.

 Sua vida no dia a dia foi transformada.

Num segundo Jesus entrou na história desse homem e ordenou libertação. Acabaram ali anos de descontrole, anos de anarquia espiritual.

Será que os parentes, os amigos, a sociedade já não acreditavam na mudança desse quadro? Será que acreditava ser possível não haver mais jeito?

Jesus atravessou o mar, enfrentou uma tempestade, deu fim a uma esquisitice na vida de um homem. Deu a ele novamente a oportunidade de sonhar seus sonhos para sua vida. Deu-lhe libertação espiritual, um privilégio de sentir a graça de Deus. Depois voltou novamente para o outro lado do rio.

Jesus foi ali simplesmente para libertar da escravidão espiritual aquele homem. Jesus foi ali por que amou aquele homem. Ele se importou com aquela situação.

Da mesma forma, Jesus não se esqueceu de você. Ele quer dar um novo rumo à sua história. Ele se preocupa também com você. Ele se preocupa com a sua situação espiritual, com o seu problema. Da mesma forma que Ele transformou a história daquele homem, Ele quer transformar a sua.

Qual decisão você quer tomar hoje? Não se esqueça: "Em Um Segundo Tudo pode Mudar".

Que o Senhor nos abençoe.


Mensagem baseada no texto de Lucas 8.26-40, pregada em 08 de fevereiro de 2004 na Congregação Presbiteriana em Roma II.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Operando Em Nós O Amor de Deus

Alguém uma vez me perguntou qual é o sentido do texto de 1 Coríntios 13 dizer que a coisa mais importante é o amor. Lá está escrito: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13. 13).

A Bíblia nos diz que: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1 João 4. 8).

Portanto, se somos filhos de Deus já somos um com Cristo. E se confiamos nesse fato e meditamos na Palavra de Deus, devemos colocar o nosso sentimento bem fundo no coração de Jesus. Assim aprenderemos a usar adequadamente a nossa fé. Pois não precisamos ser novamente unidos.

Entenderemos que o amor que Paulo fala em 1 Coríntios é um  amor demonstrado para com os outros.


Se estamos alicerçados e arraigados em Cristo e a cada momento esperamos ser cheios pelo Espírito Santo, ele nos encherá com o amor de Deus.

E como podemos saber que estamos cheios do Espírito Santo?

Jesus disse que: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7. 16). Se estamos cheios do espírito Santo nós amamos, pois o Espírito Santo é Deus, e Deus é amor. E esse amor que está em nós será percebido em nossas atitudes para com os outros.

 Esse é o sentido de 1 Coríntios 13. Esse é o sentido do amor ser a coisa mais importante da vida, pois: “O amor nunca perece; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará” (1 Coríntios 13. 8). 

Quando começarmos a perceber o caráter do amor de Deus e a grandeza de Seu poder agindo em nossos corações, estaremos começando a resolver a maior parte de nossos problemas. Mas para isso precisamos meditar em Sua Palavra, para que a Sua obra em nossos corações possa ser uma realidade.


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Arraigados No Amor

Quero considerar uma coisa com vocês.

Quando Deus derramou o Seu amor no coração do ser humano, antes o derramou no coração de Jesus.

Portanto, devemos considerar que todo aquele que está unido com Cristo, Deus deseja que pela fé, se aproprie de tudo o que necessita.

Não estou falando de coisas materiais não. Estou falando de coisas que são eternas. Pois esse amor que está Nele vai operar em nós e, então, através de nós vai transbordar sobre aqueles que estão próximos de nós. Jesus disse: “Aquele que crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva.” (João 7. 38).

O sentido de: “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira” (João 15:4) é que precisamos está arraigado no amor. Não só arraigados como também alicerçados: “Assim como o Pai me amou, Eu da mesma forma vos amei. Permanecei no meu amor” (João 15. 9).


Esse amor une o homem a Cristo, fazendo com que nos tornemos um com Ele: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (João 17. 21).

Quando olhamos para uma árvore plantada no solo, observamos que suas raízes se espalham por todo o solo. Isso a ajuda a ficar solidamente arraigada e alicerçada. É esta a figura que Deus quer que sejamos. Pois quando uma arvore está firmemente arraigada, podem soprar os ventos que ela ainda continuará de pé. 

Deus deseja que estejamos arraigados em Cristo pela fé, alicerçados Nele em amor, para que o amor que Deus derramou no coração de Jesus flua em nossa vida: “Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto” (João 15. 5a).

domingo, 9 de agosto de 2015

Esperança Que Dá Forças Para Seguir Adiante

Na bíblia encontramos três virtudes: a fé, a esperança e o amor, conforme lemos em 1 Coríntios 13.

A esperança é um sentimento de quem vê como possível a realização de um sonho, um desejo. É confiar que coisas boas possam acontecer, é ter fé.

Ter esperança é ter uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos.

E quem melhor para nos ajudar nessa caminhada do que o nosso pai. É ele alguém para se orgulhar, alguém para se agradecer e especialmente alguém para se amar.


Pois nessa caminhada, ele vai nos ensinando como se relacionar com os eventos e as circunstâncias da vida.

Ele nos faz acreditar que algo é possível mesmo quando há indicações do contrário. E nessa relação de acreditar, ele nos ensina os significados atribuídos à fé.

Seja dizendo coisas, num grito... O que importa é que ele sempre está nos ensinando tanto, do mundo. Com sua vida cheia de histórias, e suas rugas marcadas pelo tempo, de lembranças de antigas vitórias ou de lágrimas choradas ao vento.

Hoje eu sei que seu passado vive presente em minhas experiências, nas experiências contidas em meu coração consciente da beleza das coisas da vida. Pois seus conselhos sempre me ensinaram. São esperanças que me dão forças para seguir adiante.

Existem traumas que a gente só sente depois de crescer. Que durante o dia tentamos disfarçar com sorrisos aquilo que na alma conseguimos sufocar. E hoje eu sei o que meu pai sentia, pois eu sinto as mesmas coisas depois que cresci.

Talvez eu não tenha sido um filho mau, mas sei que não lhe dei o principal, o carinho que ele gostaria de receber e que merecia.

Muitas vezes me rebelei sem motivos, sem entender que coisas que aborrecem muitas vezes acontecem por amor.

Portanto, você que o tem... Ame-o! Com todo carinho que os pais merecem e querem receber.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Amor Derramado Nos Corações

No círculo da família de Deus, o amor foi derramado em cada coração pelo Espírito Santo. No entanto esta notável característica da natureza de Deus está em falta.

Estamos vivendo uma geração caracterizada pelo ódio e pelo medo. No mundo de hoje há muito pouco amor humano.

Alguns cristãos estão começando a perceber a necessidade de um reavivamento do coração. Enquanto outros estão mais preocupados por questões mais práticas e rentáveis.

No Novo Testamento, na carta que Paulo endereçou aos efésios, ele centraliza sua atenção a uma necessidade que a igreja possivelmente estava necessitando naquele tempo. Paulo dedica sua oração ao amor. Ele diz: “Portanto, vos peço que não desfaleçais nas minhas tribulações por vós, que são a vossa glória. Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome, para que, segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos vossos corações; a fim de, estando arraigados e fundados em amor, poderdes perfeitamente compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios de toda a plenitude de Deus. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Efésios 3. 13-21).

O apostolo Paulo escreveu esta carta aos efésios quando estava preso em Roma. Ele ora à Deus pelos gentios, e os considera como parte da mesma família (versos 13 à15), Paulo não ora por ele mesmo.

Seu objetivo talvez fosse ensinar aos cristãos pelo quê orar, mesmo em momentos de tribulação, assim como ele, estando preso, orou a Deus para que seus irmãos em Éfeso não desanimassem e mantivessem a esperança, relembrando os fundamentos da fé, principalmente a glorificação a Deus.


Paulo deixa claro para nós, em nossos dias através de sua recomendação aos efésios, que não desanimemos na caminhada cristã apesar das dificuldades enfrentadas. Para isto é necessário mantermos uma vida de oração, de comunhão constante com Deus, compreendendo assim o grande amor do Pai pelos seus, lembrando que Ele é poderoso para fazer qualquer coisa, muito além do nosso pensamento limitado. Devemos manter essa comunhão com Deus dia a dia, para que não desanimemos com os problemas e assim glorifiquemos a Deus.

Mas na mesma carta, logo no início dela, Paulo ora pelos efésios, para que seus corações fossem iluminados, para que seus olhos espirituais fossem abertos, para que eles soubessem qual é a vocação divina, a herança de Cristo nos santos e o magnífico poder em Cristo Jesus.

Há uma necessidade de reavivamento nos corações, que se encontram fascinadamente embriagados pela cobiça insana pelas coisas materiais.

Precisamos de um novo derramar do amor nos corações da família de Deus.


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Covertendo A Mente Para As Boas Coisas da Vida

O mundo é mal, mas Jesus orou para que Deus não nos tirasse do mundo, mas, que nos livrasse do mal (João 17. 15). Nós estamos no mundo, mas não pertencemos a ele (João 17. 16). A Bíblia diz que somos Forasteiros e peregrinos em terras estranhas (Hebreus 11. 13).

O mundo nos oferece muitas coisas, mas quer comamos, quer bebamos, devemos fazer tudo para a glória de Deus (1 Coríntios 10. 31).

Normalmente as pessoas querem ser gente pacífica, honestas e bondosas. É desejo de Deus que lutemos contra as tendências ruins que temos em nós e que são produzidas pelo pecado.


As Escrituras nos ensina que devemos não nos conformar com este mundo, mas que devemos nos transformar pela renovação de nossa mente (Romanos 12. 2).

Renovar a nossa mente é começarmos a pensar nas coisas que são boas, perfeitas e agradáveis a Deus: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, nisto pensai” (Filipenses 4. 8).

Embora o mal esteja presente e seja comum nos dias atuais, Deus permite que ele exista para que todos possam ver as suas consequências.