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quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Cristianismo e o Amor Platônico – Parte 1

Há uma música que diz: “Atire a primeira pedra aquele que nunca sofreu por amor” (Banda Magníficos).
E há aqueles que, como diz Benito de Paula: “meu coração nunca sofreu de amor”. Talvez porque não tenham se entregado a uma paixão, ou talvez, não quiseram aceitar em sua mente, o sonho de um amor que não foi totalmente correspondido, um sonho lindo e inocente, onde só se queria ser feliz, e por isso mesmo há uma rejeição em apagar da memória aquele amor que acabou sendo tão incosequente. Um amor abusivo, uma armadilha ilusória, que acabou trazendo desprezo e dor.
Falar de amor é comum, está nos filmes, nos livros e nas canções.
Pensar em amor como simples sentimentos, ou como um momento a sois de dois corpos, também é comum.
Amor como uma relação afetuosa ou idealizada, onde se abstrai o elemento sexual, entre gêneros diferentes, como no caso de amizade entre duas pessoas é chamado de Amor Platônico.
Termo utilizado pela primeira vez no século XV, pelo filósofo Marsilio Ficino, como sinônimo de amor socrático.
O amor quando é codificado na mente e transportado para a vida como um amor impossível, difícil ou que não pode ser correspondido, assume uma característica de amor platônico.
Muitas pessoas idealizam um amor focado na beleza do caráter e na inteligência de uma pessoa, deixando em segundo plano o aspecto físico.
        Para Platão o amor é a raiz de todas as virtudes e da verdade. Algo essencialmente puro e desprovido de paixões. O amor platônico, não se fundamenta num interesse, e sim na virtude.
Sonhar com um mundo perfeito, ter um grande amor pela lua, é viver no mundo das idéias que como dizia Platão “tudo é perfeito”. É vivenciar um amor platônico.
Sonhar em encontrar um homem perfeito ou uma mulher perfeita, uma amizade que não nos faça sofrer, desejar ter um caso com aquela atriz ou ator, um mundo perfeito, sem dores; e qualquer coisa do gênero, se refere a algo que não existe no mundo real, apenas no mundo das idéias. Torna-se assim um amor platônico.
Quando encontramos alguém amando a distância, sem coragem de aproximar, sem oportunidades de toque, sem a intenção de um envolvimento maior, estamos diante de alguém amando de forma platônica. Um amor idealizado, feito de fantasias, onde o objeto, ou pessoa do amor é considerado o ser perfeito, alguém que detém todas as boas qualidades e sem defeito.
Mas o que encontramos na Bíblia é uma advertência do apóstolo Paulo aos Romanos, para quem ele escreve: “Que o amor de vocês seja não fingido. Odeiem o mal e sigam o que é bom” (Romanos 12. 9).
Isso sugere que o amor não é apenas um sentimento, e que ele não está apenas no campo das idéias. E sim uma ação consciente em direção a pessoa que se ama.
Veremos isso no próximo encontro.

Leia também: O Cristianismo e o Amor Platônico – Parte 2.

terça-feira, 25 de junho de 2013

As Imbecializações Cretinais do Infatilismo Masculino

Existem muitos homens com ausência de sentido na vida. As vezes isso os leva a um tipo de masoquismo emocional, levando-os a fracassar na carreira como uma necessidade inconsciente de punição.

Homens desajustados emocionalmente. Criando uma geração que não sabe abraçar, que não cosegue demonstrar amor, não se entrega a paternidade com amor, com medo de viadalizar. Com um tremendo complexo de castração, o que implicaria numa perda da integridade narcísica.
E por causa disso criam o endeuzamento peniano para mostrar uma imagem masculinizada que não passa apenas de uma fraqueza psicologica recalcada. Se tornam tolos nessa falta de carinho. Com um incontrolavel desejo de posse, controle e manipulação. Não coseguem separar o que se consome do que se deve amar.
Pois ao reconhecer que os limites do corpo estão aquém dos seus desejos, precisam admitir sua falta de onipotência. Um sentimento que muitos homens procuram sustentar na sua relação imaginária com o outro.
Muitas mulheres se casam esperando com grande expectativa que isso mude. Mas quando isso não ocorre, as mulheres começam a se masculizar, assumindo o papel daquele que pretende superar sua fraqueza através de um mecanismo de compensação.
Cretinés ou pura estupidez...
Mas como diz Caetano Veloso na música “Vaca Profana”: “De perto ninguém é normal”.
Esse tipo de homem sabe que se não tomar cuidado, ele mata os filhos, sufocando-os com sua obsesão protetora, que o prejudica tanto quanto a falta de amor; ou com sua indiferença, uma apátia que oculta no íntimo sua rejeição por eles.
E para poderem viver entre outros seres humanos, criam convicentes explicações vantajosas para os fracassos decorrentes de sua inferioridade. Pois os conflitos, as frustrações, as inferioridades apresentam-se como uma grande ameaça a integridade do indivíduo. E para se manter ajustada, a pessoa busca modos e formas de ocultar, compensar e fugir dos conflitos.
A psicanálise nos mostra que para que se possa desejar é necessário que haja falta.
Muitos homens estão vivenciando essa falta, por causa de sua imbecialização,.resultante de uma ideologia cretina e infantil que ensina que o homem não deve chorar, que mostrar sentimentos é coisa de afeminados, que o deus peniano é o que faz do homem um homem. Que ser macho é ser marcado pelo roxo entre as pernas.
Entre sensatez e tolice, penso que podemos observar nas próprias atitudes de certos homens diante certas situações que lhe são apresentadas diariamente: “O homem sensato sempre pensa antes de agir, mas o tolo anuncia a sua ignorância” (Provérbios 13. 16).

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Discernindo A Palavra do Evangelho Numa Consciência Sem Confusão



Há pessoas que se encontram. E há aqueles que se perdem.
Os que se perdem se perdem por não terem opinião, por viverem sem critério, sem ter consciência do que fazem e por não terem uma raiz.
Vivem sem conhecimento e por isso mesmo lhes falta critério.
São indivíduos sem identidade, sem estrutura. Que não usam de reflexão e por causa disso são facilmente conduzíveis. Tornam-se gente vulneráveis.
Por não refletirem, mudam sempre de opinião, estão em constante confusão. Construindo uma estrada que os levará a ruína e a destruição.
Por que... Por quê?
Por não lê a Bíblia ou por estar ela na mão e não no coração.
O Evangelho deve está sendo discernido em nossa mente. Ter fé é saber pensar, e saber discernir o caminho, se encontrar e não se deixar ser conduzido por fábulas mirabolantes.
Ao ser discernido, o Evangelho vai construindo uma estrutura forte, não vulnerável, que vai abrindo caminhos para a reflexão, criando uma consciência com critérios e sem confusão.
O Evangelho tem que ser discernido, sua Palavra tem que mudar o caráter, caso contrário, mesmo sendo Evangelho, numa mente sem discernimento e num caráter sem transformação, ele não fará bem para as pessoas: “pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10. 10).
A raiz do Evangelho, numa consciência que sabe o que faz, discernindo os critérios, numa personalidade estruturada, transformada em seu caráter pelo poder das Palavras contidas em seu interior, pode construir caminho que leva a vida.
É por isso que “não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1. 16).
Esses são aqueles indivíduos que se encontram. Pois tem a raiz do Evangelho plantada dentro de si. E por isso não se deixam conduzir por caminhos que são caminhos que os afastam de Deus.
Esses são aqueles de consciência limpa, que tem critério e opinião. Que tem conhecimento e identidade. Refletem e influenciam para a vida, para a prática do bem e da justiça. Pois sua estrutura é de um caráter transformado. Pois sabem ler a Bíblia, discernindo as Palavras que estão em suas mãos, alojando-as em seu coração.