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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Fato do Pecado – Antropologia – Parte 1 - E. T.

Um dos mais óbvios e persistentes fatos na história da raça humana está o fato do pecado. É a sua presença que tem enchido o mundo de miséria desde os dias de Adão até hoje.

Quando olhamos ao redor e percebemos todo lar arruinado, toda cena de carnificina nos campos de batalhas, e nas cidades também, todo ébrio que cambaleia pelas ruas, todo criminoso atrás das grades de uma prisão, tudo isso só nos apresenta uma coisa, a evidência do pecado.

Todos os dias ele nos encara em todas as cenas que contemplamos. Não há quem pode deixar de vê-lo! Portanto, o pecado pode ser provado simplesmente pela observação. E nenhum homem é capaz de fazer desaparecer de seu coração a consciência do pecado.

Isso nos faz ver que a consciência é também outro meio de se provar o pecado. Pois a consciência distingue entre o prazer e o sofrimento, entre a felicidade e a infelicidade, entre a fartura e a miséria.


Nossa consciência é capaz de distinguir entre a percepção e a intuição. E ela nos aponta o pecado como uma convicção universal. Em todas as nações, com todos os tipos de religião, há a consciência do pecado e de que ele é algo específico, e que se difere de todas as afecções da alma.

E ainda em relação à consciência, o seu testemunho vai mais além, pois atesta a existência de um Deus pessoal. Universalmente, o coração humano sente responsabilidade para com um ser mais elevado do que o homem.

Tanto o pecado pode ser provado pela observação como pela consciência que todo o governo humano reconhece esse fato. As constituições e as leis existem para regulamentar a conduta humana. Somente uma sociedade perfeita, sem pecado, poderia dispensar o governo civil.

Mas não é somente pela observação, pela consciência e pelas leis governamentais que provamos a existência do pecado. As Escrituras também dão provas desse fato.


Em Jeremias 17.9 está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”. O Salmista atesta: “Não há quem faça o bem, nem sequer um” (Salmos 14. 3).

Os apóstolos também conheciam tal realidade, Paulo escrevendo aos romanos disse: “Já dantes demonstramos que, tanto judeus, como gregos (gentios), todos estão debaixo do pecado” (Romanos 3. 9). E João na sua primeira carta escreveu: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1. 8). Neste versículo João está se referindo a natureza pecaminosa, pecado aqui é um substantivo.

Mais adiante João escreveu: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1. 10). Aqui João usa o verbo pecar, ele se refere aos atos pecaminosos, que são consequência da natureza pecaminosa. 

Como vimos, o pecado é um fato universal, provado de diversas formas e que é o responsável pela depravação humana.


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terça-feira, 24 de novembro de 2015

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 10 – Erros Religiosos

Vivemos dias em que há muitas coisas estranhas ao Novo Testamento. Como por exemplo, marcar reuniões de cura e exorcismos com antecedência.

Vivemos dias em que os homens aparentam ter o controle sobre o Espírito, agem de forma como se o Espírito do senhor estivesse sujeito a eles. Uma atitude bem diferente daquela que os apóstolos de Cristo tinham. Pois esses viviam na mais completa sujeição à vontade divina.

O apóstolo Paulo, em pelo menos duas ocasiões, teve de aceitar a doença de seus amigos. Ele não pode fazer nada para curar Trófimo, a quem teve de deixar doente em Mileto (2 Timóteo 4. 20), e nem pode ajudar o seu companheiro de viagem, Timóteo, que estava enfermo e frequentemente sofria com essa enfermidade, e a quem Paulo recomendou o uso medicinal do vinho (1 Timóteo 5. 23).

Nem sempre Paulo podia curar, e isto não significa falta de fé, como supostos supercrentes tentam afirmar por aí. Pelo contrário, pois além dos sinais e maravilhas operadas pelas mãos do apóstolo, sua integridade pessoal, seu conhecimento profundo do mistério de Cristo e os sofrimentos e angústias que ele sofria, o identificavam como verdadeiro apóstolo de Cristo (2 Coríntios 4. 2).


O fato é: apesar de esses sinais e prodígios acompanharem seu ministério, eles não ocorriam à vontade de Paulo, não eram pela amarração, pela determinação, pelo decreto de Paulo, e sim, pelo critério soberano do Espírito (2 Coríntios 12. 12).

O motivo pelo qual estou escrevendo isto é mostrar que o erro religioso é perigoso, apesar de alguns acharem que não há perigo algum, a Bíblia nos mostra como ele é perigoso. Pois afasta o povo da verdade, corrompe a fé e a consciência. Levando o povo à prática religiosa errada e desequilibrada.

Isso nós podemos observar em tantas esquisitices em igrejas por aí, coisas que nada tem a ver com o Evangelho de Cristo.

A verdade deve ser buscada, pregada e guardada zelosamente pelos pastores e líderes das igrejas. Pois o erro religioso além de criar um povo fraco, cria também um povo desequilibrado. 

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 11 – Sinceramente Enganados

Existem muitos movimentos por aí, alguns desaparecem por algum tempo e depois voltam, outros permanecem mais tempo pelo fascínio que exerce no povo.

Mas uma coisa interessante é observar que todos esses segmentos avivados tem a mesma característica metodológica. E quais seriam essas características?

Primeiramente privar o homem de seu juízo, do seu poder de decidir e de sua responsabilidade. Toda culpa é colocada em cima do diabo. Todo mal, toda culpa, toda doença é coisa de Satanás.

Em segundo, é preciso levar o homem a se sentir o pior dos seres, um miserável, debilitado e ignorante. Tudo isso para levar alguém à conversão ou a se submeter aos propósitos do grupo.

Em terceiro, fazer crer que aquele que aceitar a fé, terá benefício material que são oferecidos pela Teologia da Prosperidade. É a questão de viver como príncipes e princesas neste mundo.

Em quarto, consideram-se como os únicos portadores da verdade. Com isso utiliza-se de um discurso discriminatório, agressivo e proselitista em relação aos grupos que pensam diferente deles.

Em quinto, o líder é colocado em um estado de endeusamento, nada pode ser dito contra ele, deve ser respeitado em todo momento, ele é o líder máximo, quase um semideus. Nesses casos, o líder pode ser um missionário, um bispo ou um apostolo. Raro são as exceções, lembrando que hoje quase já não há missionários, pois muitos passaram a se intitularem bispos ou apóstolos.


Em sexto, esses líderes não possuem uma formação acadêmica, são raros os que possuem uma formação teológica. Quando encontram alguém que a possuem desprezam essa instituição na qual alguém estudou. Em muitos casos esses grupos fundam seus próprios seminários onde se autodiplomam.

Em sétimo, esses líderes não possuem um conhecimento das pessoas, do mundo, da história, da teologia e da Bíblia. Por lhes faltar esses conhecimentos erram contra Deus. São líderes desequilibrados, imaturos e descontrolados (Romanos 12. 1, 2).

Oitavo, são líderes com ambições pessoais, com problemas psicológicos e de caráter. Muitos desses são pessoas enfermas, com problemas de distúrbios de personalidade, fanáticos e egoístas.

Em nono, os líderes santificam e qualificam a espiritualidade de seus membros pelo fanatismo, pela desigualdade e opressão que estão inseridas em suas mensagens.

Porque escrever sobre isso?

Tomás de Aquino escreveu em sua obra “Suma Contra os gentios” o seguinte: “Conhecer a natureza de Deus ajuda a destruir os erros contra Deus (...). É falsa a opinião daqueles que diziam não importar nada à verdade da fé a ideia que alguém tem sobre as criaturas, contanto que se pense corretamente acerca de Deus (...) pois um erro sobre as criaturas redunda numa ideia falsa de Deus” (1-2, C.3). 

O homem busca hoje novos caminhos, o que se convencionou chamar o “Novo de Deus”. Minha intenção é despertar o povo para a revelação cristã, a Palavra de Deus, que nos mostra a nossa herança. Batalhando pela fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3).


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As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 12 – Os Protestantes – Parte 1

No mês de outubro comemoramos o aniversário da reforma Protestante, que ocorreu no século XVI, Deus levantou homens como Martinho Lutero, João Calvino e John Knox, para despertar o povo acerca do que o Evangelho ensina.

O protestantismo tem suas origens na Alemanha, na Suíça, na França e tem haver com a ruptura com a Igreja Católica.

Depois disso, no século XX, a partir de Charles Grandison Finney, surgiu o movimento de Avivamento que foi considerado acima de tudo, a manifestação de Deus no meio do povo, através do Espírito Santo, com a finalidade de renovar, reavivar e despertar a Igreja sonolenta e acomodada.

O precursor de tudo isso foi um pastor inglês de nome Edward Irving. Sua mensagem era apaixonada e ele pregava de forma cativante. Tinha o dom da eloquência. Mas ele foi uma dessas pessoas absolutamente sinceras que veio a cair vítima do erro religioso.

Após associar-se com um grupo que tinhas ideias estranhas acerca da escatologia, como marcar a volta de Cristo, por exemplo, Edward Irving, começou a se afastar do verdadeiro Evangelho.

Esse grupo formado pelos irmãos Plymouth defendiam que a volta de Cristo estava às portas, e que antes disso os sinais que identificariam essa época era a restauração dos dons apostólicos, e de profetas.


Após associar-se a esse grupo Irving passou a deixar seus cultos serem interrompidos por aqueles que se diziam profetas, e esses “profetizarem” sobre a vida das pessoas. Ele também permitiu o falar em línguas em sua congregação apesar de ele mesmo não falar.

Irving passou a ensinar também que Cristo quando este na terra assumiu uma natureza que era pecadora. Assumindo não só as fraquezas humanas como também a corrupção humana.

Por esses motivos a igreja que ele presidia o disciplinou por heresia e ele saiu daí levando consigo grande parte de sua igreja, de quem ele continuou a ser pastor. Mas logo depois os “apóstolos” assumiram a liderança e expulsaram Edward da igreja.

Aos 40 anos de idade, Edward Irving veio a falecer, de pneumonia. Morreu decepcionado, pois ele defendia que o dom de cura havia sido restabelecido na Igreja como nos tempos apostólicos. 

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 12 – Os Protestantes – Parte 2

O movimento de avivamento, no início do século passado, e que se espalhou por todo mundo, inclusive no Brasil, teve seu início em 1906. Quando no dia 9 de abril, após uma serie de reuniões avivadas, realizadas por Neely Terry e N.J. Seymour, em Los Angeles, Estados Unidos, o “fogo caiu”.

No Brasil esse movimento teve sua origem em 1910 a ganhou maior organização nas décadas de 1920 e 1930.

Para poder centrar o movimento avivalista no mundo e divulgar sua doutrina, em 1939, são realizadas conferências mundiais para ensinar que: “Somente quem possui o dom de línguas recebeu o batismo do Espírito Santo”.

A questão é que essa doutrina priva o homem da certeza da salvação, pois a concentração está justamente no falar em línguas. A fé passa a se transformar em emoção.

Nos dias atuais o que vemos é um grande números de pessoas surtando, fazendo catarse, e um medo muito grande do diabo. Muitas vezes deixando o fiel em grande paranoia.  

Ao contrário do que os avivalistas desejam, que é a liberdade espiritual, o que eles conseguem criar nos adeptos é o aprisionamento, a incerteza, e o medo.


Algum tempo atrás no Facebook alguém postou: “Eu amo a Teologia Reformada nela aprendi que Deus tem o controle de tudo, Ele é o Deus soberano que rege o céu , terra e tudo que nela há, até o diabo é o diabo de Deus, todos os meus dias estão contados por Ele. Por isso descanso nEle. Boa noite a todos”.

Outro alguém em resposta escreveu: “O que acho interessante na Teologia Reformada, é que você entende que não "depende" de você, mas apenas de Deus. e da obra que Ele mesmo levará à bom termo. Mas esse entendimento, ao invés de gerar uma atitude de relaxamento, no que concerne às coisas celestiais. Gera antes, uma atitude de completa devoção ao Deus Eterno, que nos chamou em Cristo Jesus! Dessa forma, o sentimento gerado em nós, ao invés de uma atitude de completa leniência, gera uma atitude de total dependência, e busca da presença de Deus. Assim, buscamos andar com Deus, não por que somos bons, ou especiais. Mas apenas, e tão somente porquê temos entendido a expressão maior do amor de Deus, Cristo!”

Essas impressões só são possíveis com o verdadeiro Evangelho. Pois enquanto a Igreja une, o movimento de avivamento divide. Pois é conhecendo a natureza de Deus que nos ajuda a destruir os erros contra Deus. E o que o movimento avivado constrói é a insegurança do ser humano em relação a Deus.

Mas esse movimento seduz pela convicção fanática, contagia pelo medo entusiástico. Impõe regras como doutrinas. E o Brasil é um país de sincretismo religioso, com raízes místicas, e tudo isso abre as portas para as novidades para quem deseja ver “o novo de Deus”.


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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A Vida Longe de Deus Não Vale a Pena

Existem dois salmos que são atribuídos ao sábio Salomão. São os salmos de sabedoria. O primeiro deles é o Salmo 72, e o segundo o Salmo 127.

O Salmo 127 é considerado um poema que se divide em duas partes. A primeira delas é uma exortação sobre como é inútil a pessoa se esforçar sem a ajuda do Senhor: “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono” (Salmos 127. 1,2).

Essa primeira parte nos ensina que a vida longe de Deus não vale a pena. Ensina-nos também que tentar construir uma casa é inútil se o Senhor não participar, pois até a comida, que deveria trazer alegria e satisfação, deixa a pessoa em um estado de infelicidade.

A segunda parte é uma celebração. Mostra a celebração do valor do esforço em que o senhor é glorificado: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta” (Salmos 127. 3-5).


Aqui o salmista nos mostra que os filhos são herança, dádiva, um presente de Deus. Se compararmos com o salmos 128. 3: “A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa” (Salmos 128. 3).

Nessa época ter muitos filhos era sinal de forças. Para a mulher era sinal de que Deus a estava abençoando, diferentemente daquela que não podia ter.

Ter muitos filhos era sinal de uma produção maior no campo, o que traria maior bem estar para a família.

Portanto fica aqui a dica de Salomão. Como já disse antes, a vida longe de Deus não vale a pena. 

Busque construir sua casa, seu lar, sua família, seu trabalho tendo o Senhor junto de si, para que tenha gozo e paz, e possa trazer maior bem estar para todos. E todos juntos celebrem as bênçãos do Senhor.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O Capacete da Salvação

      É triste vermos muitos cristãos com medo. Não digo o medo comum que todo ser humano tem, e que em alguns casos é o que nos mantém vivos. Estou me referindo ao medo que muitos crentes têm de perder a sua salvação.

Basta simplesmente olharmos para depoimentos como esses a seguir para termos uma ideia: “Se você não cuidar em fazer boas obras, não poderá se salvar!”, “Sem caridade não há salvação!”, “A doutrina ensinada que, uma vez salvo sempre salvo, não é bíblica!”, “A doutrina mais satânica que eu já ouvi, é esta de que a salvação não se perde!”, “Eu sei que estou salvo, mas se eu pecar vou para o inferno!”, “É claro que o crente pode perder a salvação, pois está escrito. "Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida.", “Prá ser salvo tem que ser fiel até o fim. Eu pelo menos creio assim!”, “O crente não perde a salvação se ele estiver predestinado!”. “O crente que é salvo nunca deixa de ser, pois Deus o sustenta. Se ele cair em pecado, é porque não era salvo!”.

Todos esses são depoimentos de religiosos, pessoas que seguem uma religião ou até mesmo o cristianismo, mas, sem nenhuma convicção do que são e a quem servem.

Os cristãos baseados nas Sagradas Escrituras, sabem que todas as afirmações acima são falsas. Pois a salvação do crente é eterna: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.” (João 5.24). E é obtida somente através da cruz: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1. 18).


Quando lemos Efésios 2. 1-8, vemos Paulo falar de salvação do pecado e da morte, e ele deixa bem claro que esta obra é efetuada por Deus em Cristo, totalmente pela graça, e não por qualquer obras que tenhamos feito: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), E nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; Para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2. 1-8).

É por essa razão que o apostolo Paulo, manda os crentes de Éfeso aceitar a salvação como capacete: “Tomai também o capacete da salvação” (Efésios 6.17). Paulo está ensinando a eles a doutrina da salvação como um dom de Deus. E mostrando que ao receber a salvação como vinda de Deus, recebida pela fé, ela funciona como um capacete que protege a cabeça do cristão. A salvação é a proteção divina para o guerreiro cristão.

Nos tempos de Paulo, o capacete usado pelos guerreiros era de couro grosso ou de metal, conforme 1 Samuel 17. 5. Ele servia para proteger a cabeça dos golpes da espada do adversário. 

Portanto, quando Paulo ensina aos efésios a “aceitar”, o verbo grego é “dechomai”, que significa “aceitar, receber”; embora seja possível traduzi-la também como “tomar” o capacete, ele usa essa figura para refletir o ensinamento bíblico de que todo aquele que foi salvo por Deus em Cristo está salvo dos ataques de Satanás, ainda que venha a ser atingido.

Paulo não tem meios termos, para ele o cristão jamais poderá ser destruído ou arrancado das mãos do redentor: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Romanos 8. 35). O capacete da salvação representa o ensinamento bíblico da perseverança final do crente. 

Que melhor certeza do que essa que o próprio Senhor Jesus nos dá: “Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora" (João 6:37).

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Conversa Perigosa

Pelo ano de 2001 existia uma notícia que dizia que a imagem da mulher brasileira no exterior não era muito bonita. Para eles a mulher brasileira era mulher fácil; mulher de carnaval; mulher de samba; mulher de prostituição.

Esta foi uma das mensagens que eu ministrei nesse ano de 2001. E nela eu fiz uma pergunta que vem logo a seguir, juntamente com a mensagem ministrada.

O que a mulher de Deus pode fazer para mudar essa imagem?

O livro de Provérbios 12. 4 nos diz que: "A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamente é como apodrecimento nos seus ossos."

Esse texto nos mostra que a mulher deve ser uma mulher sábia para edificar a sua casa, caso contrario ela trará a ruína de seu lar. (Provérbios 14. 1).

Vejamos o exemplo e as consequências do pecado de Eva: ela saiu de um lugar de paz e tranquilidade, união, felicidade e muita alegria. E entrou em um lugar de guerra e adversidades, desunião, infelicidade, e muita dor.

Com Eva iremos aprender o seguinte: primeiramente, Eva pecou porque se habituou a conversar com o diabo (Genesis 3. 1,2). Em segundo, ela deixou de lado as instruções do Senhor (Genesis 3. 2,3). Em terceiro ela deu ouvido as mentiras do diabo (Genesis 3. 4). Em quarto, ela parou de pensar e praticar a vontade do Senhor (Genesis 3. 6). Em quinto, ela parou de progredir e viver de forma à agradar a Deus (Genesis 3. 7,8).

Eva só pecou porque dialogou com o diabo.


Por causa de seu pecado a mulher estava sujeita a uma maldição que lhe foi anunciada no Jardim do Éden: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a dor da tua gravidez; em dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará. E ao homem disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por tua causa; em fadiga comerás dela todos os dias da tua vida. Ela te produzirá espinhos e abrolhos; e comerás das ervas do campo. Do suor do teu rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, porque dela foste tomado; porquanto és pó, e ao pó tornarás" (Gênesis 3:16-19).

A boa noticia, entretanto, é que na cruz Jesus inaugurou um novo andamento, uma nova vida. Não conforme o primeiro Adão, mas sim como o segundo Adão. (1 Coríntios 15.45).

Para Israel a mulher era considerada um zero menos alguma coisa. Mas Jesus mudou a maldição em benção, a tristeza em alegria.

Para concluirmos, embora a salvação não nos tenha custado nada, foi Jesus quem pagou, Deus requer de nós uma santificação: "Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12. 14).

Esta paz e essa santificação é um processo crescente em nossa vida. Basicamente ela é pessoal, mas existem momentos que é preciso a ajuda de outros para que ela possa ter  êxito.

Por exemplo: a bíblia nos adverte para o casal não deixem de se relacionarem, a não ser que seja de comum acordo e para a oração. Ela diz que é para que o diabo não venha aproveitar a situação (1 Coríntios 7. 5).

Outra coisa, enquanto um ficar apontando as falhas do outro e não procurar onde ele mesmo está errando, as brechas continuam abertas, o diabo continua entrando e o que ainda é bom no relacionamento vai se esvaindo. Você começa a sair do Éden para entrar numa terra amaldiçoada.

Que tipo de mulher você quer ser? Que tipo de mulher você tem sido até agora?

Alguém aí que está batendo um papo com o diabo? Ou quer ser verdadeira mulher de Deus?



Mensagem baseada no Texto de Gênesis 3.1-8, na Congregação Presbiteriana em Santa Isabel. Ano de 2001.


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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

A Adoração a Deus

Todas as vezes que pensamos que estamos agindo certo, Deus nos surpreende.

Enquanto pensamos que nossas tradições, idealismos, filosofias e doutrinas são as corretas; e enquanto brigamos sobre lugares sagrados e onde se deve adorar a Deus, se uso ou não uso, se pode ou não pode; Deus está interessado é na atitude do adorador.

Essa é uma das lições que aprendemos com o Senhor Jesus na conversa coma mulher samaritana.

Vejamos o seguinte:

Os samaritanos e os judeus contendiam entre si sobre o local onde o Deus de Israel deveria ser adorado. Segundo os samaritanos, deveria ser no Monte Gerizim, e, segundo os judeus, deveria ser em Jerusalém.

O Senhor Jesus, como judeu, surpreendeu uma mulher samaritana, pedindo-lhe água. E aproveitou a oportunidade para ensina-la que o trono de Deus não é estabelecido em lugares que podem perecer com o tempo, e nem pode se tornar propriedade exclusiva de um povo.

Jesus mostra que é em nosso espírito que está esse altar eterno, que o homem possui em si mesmo para oferecer a um Deus eterno.

O poço onde se deu o encontro, entre Jesus e a samaritana, está a 800 metros ao sul de Sicar, na estrada alta de Jerusalém, onde a cidade faz uma curva para entrar no vale situado entre o monte Gerizim e o monte Ebal. Está situado perto da tumba de José, no terreno adquirido por Jacó.

Ë um dos lugares mais autênticos de todas as terras bíblicas. E venerado pelos samaritanos, pelos mulçumanos, os judeus e os cristãos como o poço que Jacó cavou.

A tradição samaritana existe a mais de 23 séculos, e está refletida na frase que a mulher disse a Jesus no verso 12.

Hoje existe um santuário sobre o poço, depois de a Igreja Ortodoxa Grega ter construído uma igreja sobre o local.

Por esse motivo de tradição e de consideração a Jacó, samaritanos e judeus não se davam. Sobre o monte Gerizim os samaritanos haviam construído um templo rival ao de Jerusalém (João 4. 20). Na verdade os samaritanos estavam adorando a Deus, mas não o conheciam, pois o Salvador era judeu (João 4. 22). Mas a tradição dos samaritanos não os deixava ver: "És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual também ele mesmo bebeu, e os filhos, e o seu gado?" (João 4. 12).

Jesus mostra para a mulher que desde o princípio Deus procurou manter um laço de amizade e amor com o ser humano (João 4. 13, 14). Jesus mostra para ela que a adoração acontecia onde se estivesse (João 4. 14).

Em outra ocasião Jesus ensinou: "Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mateus 18.20).

Aleluia! A água viva que Jesus oferece é a nova vida pelo Espírito (João 7. 37-39).


Jesus ensina para a mulher que o lugar em que cultuamos a Deus não é o mais importante. O que importa é que estejamos em perfeita sintonia e harmonia com o Criador, e o adoremos com coração sincero.

E para sabermos se estamos em perfeito louvor e adoração a Deus, vejamos o que aprendemos com a Palavra de Dele:

Primeiramente, temos um amor pronto a sacrificarmos pelo outro (Genesis 13.8-13). Como foi o caso da separação de Abrão e Ló para não brigarem;

Em segundo, temos um amor preparado para enfrentar dificuldades em favor do próximo (Genesis 14.13-17). Como no exemplo dos inimigos que Abrão enfrentou para libertar seu irmão;

Em terceiro, temos um amor que percorre distâncias (Genesis 33.1-3). O exemplo da distância percorrida por Jacó para encontrar seu irmão Esaú;

Em quarto, temos um amor que vence pela paciência (Genesis 22. 1-3, 9-14). Exemplo disso é a prova de Abraão em sacrificar seu filho sem questionar;

E por último, temos um amor pronto a perdoar e esquecer (Genesis 50.15-21). Que foi o caso do perdão de José a seus irmãos que o venderam.

Jesus ensina para a mulher que o lugar em que cultuamos a Deus não é o mais importante. Afinal Deus é Onipresente!

Deus está interessado é na atitude do adorador, sua obediência e fidelidade a Ele. É por isso que posso dizer que a adoração e o louvor acontecem onde a pessoa está.
  


Mensagem baseada no texto de João 4.19-24, ministrada na Congregação Batista de Vale Verde, em 03/02/2001.

Proteção Divina

"Não temas, ó bichinho de Jacó, nem vós, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel." (Isaias 41.14)

Quando lemos esse texto do profeta Isaías, percebemos que o tema do livro de Isaías tem haver com a ira de Deus resultando na condenação e tribulação de Israel; a graça de Deus resultando na sua salvação e exaltação.

Por isso fala do estrondo da ira divina contra o apóstata Israel e contra as nações idólatras que o rodeiam. Isaias então profetiza sobre: o cativeiro de Babilônia; as tribulações e os julgamentos dos últimos dias.

Mas isso não para por aqui, pois, Isaías profetiza ainda um consolo para Israel. Ele fala sobre: o regresso de Israel do cativeiro babilônico; a sua restauração e a reunião na Palestina nos últimos dias.

Isaías fala que a ira divina é devido à apostasia de Israel. Apostasia tão grande que poderia ter tido o mesmo fim de Sodoma e Gomorra. (Isaias 1.9).

Israel é o povo que foi escolhido para ser chamado de filho de Deus e engrandecido entre as nações (Isaias 1.2). Mas, agora se revolta contra Deus. Diz o Senhor através do profeta: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende" (Isaias 1.3).
Israel não demonstra nem sequer o sentimento de gratidão e posse que o boi ou um jumento tem. E então começa a aparecer as marcas do pecado: Israel começa a errar o alvo que o Senhor lhe havia proposto (Isaias1.4); a perversão começa a dobrar os seus ideais, a torcer os seus valores; começa a aderir costumes que lhes são prejudiciais; as suas atitudes apodreceram, e abandonaram o Senhor.

Isaías então mostra uma imagem de alguém que foi como que chicoteada: "Por que seríeis ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo." (Isaias 1. 5,6).

Até a religiosidade do povo se tornou algo abominável diante de Deus: "Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias... não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer"  (Isaias 1.13,14).

Observe uma coisa muito importante, os sacrifícios (Isaias 1.11), as festas religiosas (Isaias 1.13,14), e as orações (Isaias 1. 15) do povo eram farsas. Deus não repudiava o seu sistema sacrifical, e sim a hipocrisia do povo.

 Mas a Bíblia nos ensina que a misericórdia do Senhor dura para sempre (Salmos 136. 1). E que também é o motivo de não sermos consumidos (Lamentações 3. 22). Por essa razão há uma consolação para o povo que mesmo rebelde, é o povo que o Senhor escolheu amar.

No capítulo 40 o Senhor manda Isaías falar de um Libertador para o cativeiro na Babilônia: "A glória do Senhor se revelará; e toda a carne juntamente a verá; pois a boca do Senhor o disse"  (Isaias 40. 5).

Começa então Isaias a falar do libertador vindouro (Isaias 40.1-11); da grandeza de Jeová (Isaias 40.12-26) e do poder do Senhor em dar forças aos exaustos (Isaias 40.13-31).
Então em contraste com os sombrios juízos antes proferidos por Isaías, agora há uma luz nas promessas de restauração a terra e da vinda do Messias, e bênçãos milenares para Israel. Deus então perdoa os pecados de Israel (Isaias 40.2). Depois mostra a recompensa de andar sempre junto dEle: "Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e a sua recompensa diante dele.  Como pastor ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente"  (Isaias 40.10). Sua retribuição de bênçãos para os piedosos e de vingança para os ímpios.

O que podemos aprender com tudo isso?

Aprendemos que como Israel, nós também somos um vermezinho, isto é, somos fracos, desprezados e pisados pelas nações do mundo, ou seja, os homens. Aprendemos que quando isso acontece estamos sujeitos então a começar a errar o alvo que o Senhor nos propõe (Isaias 1.4); aprendemos que a perversão começa a dobrar os nossos ideais, e a torcer os nossos valores; aprendemos que começamos a aderir costumes que nos são prejudiciais; aprendemos que as nossas atitudes apodrecem, e abandonamos o Senhor; e mais uma coisa, aprendemos que a nossa religião se torna vazia.

Mas da mesma forma que houve uma esperança para Israel quando Isaias profetizou para eles, para nós também há uma esperança, um Messias que passou uma calamidade por nossa causa: Ele foi desprezado (Isaias 53. 3,4); rejeitado; homem de dores e tomou sobre si nossas dores e enfermidades; e quando descobrimos que estamos em Babilônia, em cativeiro de pecados e clamamos a Deus, em choro, em oração e não fazemos da religião apenas um formalismo mas uma realidade a ser vivida, Deus se lembra do povozinho de Israel (Isaias 41. 14).

"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós."  (Isaias 53.6). Aleluia!

Que o Senhor abençoe a todos!


Mensagem de 2001, baseada no texto de Isaias 41.8-14.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Seres Dirigidos Pela Culpa

Logo no início da Bíblia, há um relato surpreendente. O primeiro homem a nascer neste mundo mata o segundo, e esse era o seu próprio irmão.

Esse pecado de Caim fez com que ele caísse da presença de Deus. E Deus lhe disse: “Você será um fugitivo errante pelo mundo” (Genesis 4. 12).

Essa cena, infelizmente, descreve a direção de muitas vidas. Vidas que perambulam pelo mundo, sem direção. Essas pessoas passam sua vida inteira fugindo do remorso, e procurando ocultar a sua culpa.

Vidas que são manipuladas por suas lembranças, a culpa as dirige, permitem que seu passado controle o seu futuro. Vidas que frequentemente culpam a si mesmos.


Todos nós somos produto do nosso passado, mas não temos que permanecer prisioneiros dele.

Pensando em Caim, percebo como é triste que no rebanho de Deus, as maiores feridas venham das outras ovelhas, e não de lobos. Como diz Rick Warren: “Você jamais chegará à maturidade espiritual apenas comparecendo aos cultos como um espectador passivo”.

Mas da mesma forma que Deus protegeu Caim, a graça de Deus é inexplicável, colocando uma marca em sua testa para que ninguém o matasse (Genesis 4. 15), Ele pode fazer o mesmo por você. A especialidade de Deus é dar às pessoas um novo começo. É por isso que o salmista diz: “Como é feliz o homem que tem suas desobediências perdoadas e seus pecados cobertos” (Salmos 32. 1).


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Ciranda de Sofrimento

Nem sempre Deus permite aos seus filhos neutralizar a ação demoníaca em sua vida e na vida dos outros. Algumas vezes Deus sujeita seus filhos aos sofrimentos infligidos por Satanás para fazê-los crescer.

A Bíblia ensina que existem os dias maus (Eclesiastes 12. 1), e nestes dias nosso Senhor, permite que sejamos entregues a Satanás para sermos cirandados, testados e fortalecidos no final. Assim como aconteceu com Jó.

Mas Jó não foi o único a ter sua vida cirandada por Satanás. O apostolo Paulo nos conta na sua carta aos coríntios sobre um mensageiro de Satanás que o fazia sofrer muito.

E o que Paulo fez? Diferentemente de muitos super crentes, ele não tentou amarrar, repreender, expulsar ou determinar que o inimigo estava derrotado.. Ele simplesmente orou. Uma suplica fervorosa, que nasceu de sua profunda angústia.

Por três vezes Paulo orou pedindo ao Senhor que afastasse de si o mensageiro de Satanás, e quando Deus recusou tirar o espinho da vida de Paulo, Ele ofereceu esta explicação: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Coríntios 12. 9).


A resposta que Paulo recebeu de Deus foi diferente daquela que ele queria. Ao invés de libertação, ele recebeu graça para suportá-lo. Não foi por ter orado pouco ou por não ter fé o suficiente, como alguns podem pensar.

A maneira de Paulo agir foi muito mais espiritual, do que qualquer tentativa de amarrar o diabo. É preciso muito mais poder para amarrar o nosso orgulho, do que para amarrar alguns demônios.

Jesus tinha algo melhor para Paulo, o fez aprender a paciência, a sofrer resignadamente em nome de Jesus e a dar graças a Deus por tudo. Paulo aprendeu a ser humilde.

Veja isso, quando Paulo percebeu que o propósito de Cristo era permite que aquele ataque maligno e doloroso continuasse, ele simplesmente submeteu-se em humildade.

Paulo entendeu que até o diabo serve aos propósitos de Deus. Quem manda neste mundo é Cristo e não o diabo.

Portanto, se o diabo vier para minha vida ou a sua, ele vem com a permissão de Deus, e só pode ir até onde Deus determinar.

Deus permitiu aquele ataque na vida de Paulo pois tinha um propósito na sua vida: mantê-lo dependente de sua graça.