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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

Quero Falar de Graça

Um dia conversando com a diretora de uma escola ela me perguntou se eu falaria aos pais dos alunos de sua escola em uma palestra e eu respondi que sim. Ela então me perguntou quanto eu cobraria para fazer isso. Eu respondi: “Nada, será de graça”.
Estou todas as semanas, atendendo pessoas, ali é claro, eu cobro um valor. Mas há momentos que eu falo de graça.
É interessante, pois a palavra Graça, muitas vezes a entendemos como sendo algo que recebemos sem precisar pagar por aquilo, ou algo que estamos dando sem cobrar um valor: é “grátis”, no entanto no termo teológico tem uma conotação de generosidade, de bondade, de perdão, de dar um presente de boa vontade a alguém. Que apesar de ser dado, teve um preço muito alto.
Jesus, apesar de ter sido um dos maiores líderes espirituais da história, passou muito pouco tempo em lugares religiosos, pois quase sempre ficava onde as pessoas viviam. Ele estava interessado nas pessoas e exerceu grande influência na vida daqueles que conheceu.
Jesus sabia que a empatia era o segredo do verdadeiro poder pessoal. Por isso a mulher à beira do poço foi tão profundamente tocada pela forma empática que Jesus a compreendeu. Ela teve a sensação de que Ele sabia “tudo o que ela tinha feito” (João 4:29). Era assim que Jesus demonstrava o seu poder pessoal. Ele mostrava seu poder milagroso e espiritual em varias ocasiões, mas gostava especialmente de comunicar o poder pessoal por meio da sua empatia pelos outros, fazendo com que suas vidas se modificassem para sempre. Ele compreendia as pessoas, Ele se interessava pelas pessoas. Essa empatia de Jesus é uma atitude de interesse e acolhida. É isso que faz com que o resultado seja transformador na vida das pessoas.
Quero falar de graça, mas palavras são apenas palavras, precisamos ir um pouco mais além. Jesus ensina que precisamos fazer coisas que mostrem que nos arrependemos dos nossos pecados (Mateus 3:8). Que devemos fazer ao outro aquilo que gostaríamos que ele fizesse a nós (Mateus 7:12). Pois a experiência de sermos conhecidos e entendidos nos confere a sensação psicológica de que tudo está bem.
Outra maneira de se entender a palavra Graça de forma teológica é que as palavras que se formam da sua raiz no grego (char) indicam coisas que produzem bem estar.
Se com sua vida e sua voz você está trazendo bem estar à vida de alguém, então podemos entender que você está dentro do propósito de Deus e também realizando sua obra.
Cresça nesse entendimento e medite.


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