Páginas

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A Maldição De Um Culto Hipócrita

 “Mas seja maldito o enganador que, tendo animal macho no seu rebanho, o vota, e sacrifica ao Senhor o que tem mácula; porque eu sou grande Rei, diz o Senhor dos exércitos, e o meu nome é temível entre as nações”.

Existe uma maldição que pode atingir a vida de qualquer pessoa do povo de Deus. É uma maldição muito séria e que podemos verificar nesse texto.
É uma maldição que não se quebra apenas com oração e renuncia.
O texto nos fala do culto sem alma e sem verdade. Sem as mudanças necessárias na realidade de uma vida renovada, de um novo nascimento. De uma vida que mostra a gratidão de um ser que foi atingido por uma grande graça.
O texto nos alerta que quando isso acontece, corremos o risco de ficar debaixo dessa maldição.
A Palavra está dizendo que aquele que brinca de cultuar é maldito. Aquele que despreza o nome de Deus é maldito. Aquele que mostra um culto sem oferecer o melhor para Deus é maldito: “O filho honra o pai, e o servo ao seu amo; se eu, pois, sou pai, onde está a minha honra? e se eu sou amo, onde está o temor de mim? diz o Senhor dos exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que temos nós desprezado o teu nome? Ofereceis sobre o meu altar pão profano, e dizeis: Em que te havemos profanado? Nisto que pensais, que a mesa do Senhor é desprezível. Pois quando ofereceis em sacrifício um animal cego, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou o doente, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o Senhor dos exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, para que se compadeça de nós. Com tal oferta da vossa mão, aceitará ele a vossa pessoa? diz o Senhor dos exércitos” (Malaquias 1: 6-9). Aquele que mostra falta de entusiasmo pela pessoa de Deus, para ele tudo é uma chatice: “Mas vós o profanais, quando dizeis: A mesa do Senhor é profana, e o seu produto, isto é, a sua comida, é desprezível” (Malaquias 4: 12).
Existem conseqüências sérias quando se brinca de cultuar, quando não se coloca nem alma e nem verdade nos encontros com Deus.
As conseqüências disso é que encontraremos um culto mecânico (viciado); um culto sem paixão; um culto que não tenta encontrar o melhor de si para Deus; um culto sem renovação; sem propósito de vida; um culto que não derrama seu todo na presença de Deus; um culto sem gratidão; um culto sem vida absolutamente entregue e rendida a Deus.
O resulto é claro!
Encontraremos uma vida de hipocrisia; um culto vazio e sem espontaneidade. Que no fundo do ser causa uma vida de alma amarga e infeliz.
Essa maldição só pode alcançar aqueles que pertencem ao povo de Deus. Pois são esses que prestam cultos a Deus.
Portanto, reveja a forma como você tem se apresentado diante de Deus. Pense em quais são suas motivações para ir até à igreja nos dias de culto.
Não são somente oração e renuncia que se quebra essa maldição. Mas é preciso uma vida dedicada a Deus, vidas que estão dispostas a adorar em “Espírito e Verdade” (João 4:23).

Baseado em Malaquias 1:14.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Do not Be Skeptical, But Believer


"But Thomas, one of the twelve, called Didymus, was not with them when Jesus came. They said to him, or other disciples have seen the Lord. But he answered them, If I do not see the print of the nails in his hands, and not sticking his hand into his side, I will not believe. " (John 20:24,25.)

 
Everyone knows the saying: "If it was good advice, it would not be given." This is perhaps the fact that one is not easy to give advice. For some this includes things such as: acceptance of the council, and the practice of the board. But perhaps most importantly, trust those who give advice. Well, as far as I can trust that you are advising me? As far as I believe him? Thomas is an example of such incredulity that comes over us sometimes. He did not believe in friends, could not believe what was taught by the Lord Jesus, doubted a real fact. This shows that not always my opinion about something, that something makes it real, that my religious convictions, make it true. Thomas doubted the resurrection, a fact. That did not stop her being performed. Jesus was resurrected, and that does not depend on my opinion about it, or whether I believe or not. There are eyewitnesses of this fact and they are people that Jesus came to the attention to the fact. (See Luke 24:36-48).


And you are a skeptic or a believer? 

Need Not Fear To Love

Many people feel fearful and feel unworthy of love, and even love. But this is not true. God in His infinite mercy shows us that He loves us. And so we can feel loved and learn from him how to truly love.

By: Rogerio Faria.

Bonds of Love

 The lack of empathy between people seems an evil that is growing. Is that what Jesus meant when he asked "Will I find faith on earth when I return?" (Luke 18:8). Either way, love is fading even among those people who claims to be a separated people. And that love is what often creates faith in people. But thank God it is not general. Because there is still a people we can really find something true and sincere. Where lies and slander do not proliferate. It is a rare people! They are out there, are not blood relatives, but often understand us better than those. Can you see beyond what meets the eye. And even hear the words left unsaid. The Bible teaches: "Some friendships do not last anything but a true friend is closer than a brother" (Proverbs 18:24). Sometimes our enemies are right next to us, inside our homes. Having veins the same blood flows in our. Psychologist Maria Tereza Maldonato has an interesting phrase where it says: "Bonds of love can be created without the ties of blood. Plus, blood ties do not guarantee the existence of the bonds of love. " We must revise our concepts, our values ​​and our beliefs. What really matters in the world that I have devised for me? But is this the question to be asked? Or is there another? Or should we ask what really matters in my life and that serves to satisfy the purposes of God? It may well be that I get to focus not on my ideals, but ideals of God for me. It can happen that suddenly I find that my world is not mine, that my life is not mine and that everything I do while alive, despite help me live, I'm doing to accomplish the purposes that God envisioned for me, and that He expects me to honor them, because "I am crucified with Christ and live, yet not I, but Christ liveth in me: and the life which I now live in the flesh I live by faith in the Son of God, who loved me , and gave himself for me. " (Galatians 2:20). That should be enough for me to build my life in various bonds of love.

O Amor ao Próximo

"A ninguém devais coisa alguma, 
a não ser o amor com que
 vos ameis uns aos outros”

Nos dias de hoje é  difícil alguém ficar sem dever alguma coisa. Estamos sempre em dívida com alguém. No entanto, o amor é uma dívida que jamais poderemos pagar completamente.
O Senhor Jesus nos ensina que é para amarmos ao nosso próximo e até mesmo os nossos inimigos - (Mateus 5:44).
O amor é aquele que “é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece, não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;  não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;  tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Corintios 13.4-7).
Assim aprendemos algumas coisas em relação ao amor. Aprendemos que o amor é a prova: 1) Do verdadeiro discipulado - "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros." (João 13:35). 2) Do genuíno serviço - "Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas." (João 21:16). 3) Da realidade da nova vida -  "Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte." (1João 3:14). 4) Do amor fraternal -  "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1João 4:20).
A Palavra de Deus mostra como deve ser esse amor: Primeiramente, Não fingido - "O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem." (Romanos 12:9). Em segundo, Honroso: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros." (Romanos 12:10). Em terceiro, Bondoso: "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor." (Romanos 13:10). Em quarto, Sacrificioso: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos." (1João 3:16).
É preciso observar ainda alguns detalhes: Todas nossas atitudes devem ser feitas por amor, "Todas as vossas coisas sejam feitas com amor." (1 Coríntios 16:14). Que nosso amor deve crescer no conhecimento da vontade do Senhor, "E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento" (Filipenses 1:9). Que o amor nunca falha, "O amor nunca falha” (1 Coríntios 13:8).
A conclusão é bem clara, "Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1 João 4:8).


Baseado em  Romanos 13:8.

sábado, 27 de agosto de 2011

Razões Para Não Cairmos Na Ansiedade

“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?”

Um dos grandes males dos nossos dias é a ansiedade. Especialmente no que diz respeito ao nosso sustento e às nossas necessidades.
Os homens que Jesus chamou para segui-lo estavam sujeitos as mesmas ansiedades.
Pôr exemplo: Pedro trabalhava numa indústria pesqueira; Mateus era fiscal do imposto de renda; Zaqueu era um alto funcionário da fiscalização de imposto da prefeitura de Jericó; Lucas era um médico que socializou a sua profissão.
Todos estes homens corriam o risco de cair na ansiedade pelos bens materiais. No entanto não foi o que aconteceu.
O texto nos mostra oito razões para não cairmos na ansiedade:

1)  Os bens deste mundo podem ser roubados ou deteriorados:
“Não ajunteis para vós tesouros na terra; onde a traça e a ferrugem os consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consumem, e onde os ladrões não minam nem roubam” (Mateus 6. 19, 20).

2) Porque os bens deste mundo podem poluir a vida com a cobiça:
“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo teu corpo terá luz; se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas!” (Mateus 6. 22, 23).

3) Porque os bens deste mundo exigem do homem uma dedicação de servo, quando o coloca diante de duas opções: ou Deus ou as riquezas (v.24).  
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6. 24).
 A ansiedade é um sentimento dos escravos dos bens materiais.

4) Porque uma das estratégias de Satanás é fazer o homem lutar por coisas que não tem relação com aquilo que é a sua necessidade básica:
“Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?” (Mateus 6. 25) e “Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário (Provérbios 30. 8).

5) A ansiedade  impede o homem de possuir as coisas, quando elas lhe são dadas. Porque ele não acredita na promessa daquele que supre todas as nossas necessidades.
“Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Salmos 37. 25).

6) A ansiedade sobrevém, quando não se crê no senso dos valores de Deus:
“Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?” (Mateus 6. 26).
Creia que você tem valor para Deus, confiando que ele sabe o que é melhor para você.

7) A ansiedade não prolonga a vida; ela não pode aumentar os anos da existência humana:
“Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura?” (Mateus 6. 27).

8) A ansiedade não produz  fé, porque ela não descansa na provisão diária de Deus:
“Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?” (Mateus 6. 30).

Deus conhece quais são as necessidades humanas, dando-nos o que precisamos e não o que queremos: “Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?” (Mateus 6..31,32).
Hoje não é o dia de nos preocuparmos com o amanhã: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal” (Mateus 6. 34).
O segredo do sucesso está em: Colocar Deus como prioridade, Trabalhar pela expansão do Reino de Deus e Viver a verdade do Reino de Deus: “Quem fala a verdade manifesta a justiça; porém a testemunha falsa produz a fraude” (Provérbios 12:17).
 Não fique, pois ansioso!  Deus cumpre o que promete!


Baseado em Mateus 6: 25.

Indivíduos de Personalidade Dissocial

Certo dia, voltando para casa com minha família, um carro que estava a nossa frente quase sofreu um acidente por causa de outro motorista que não respeitando o sinal de pare no trevo de um cruzamento, avançou sem se importar com o carro que estava a caminho.
Não é cena rara de se ver! E isso tem uma explicação.
Não vou falar de aspectos espirituais, e sim, humanos. Muitas formas de agir não devem ser atribuídas a demônio e sim a certos desajustes psíquicos.
As pessoas com transtorno de personalidade dissocial são ardilosas (sagazes, astuciosos), são confiantes e carismáticas, mas também ambiciosas e indiferentes aos sentimentos dos outros. São pessoas que às vezes, sobem na carreira passando por cima de muita gente. São indivíduos que estão dentro da classificação de “Psicopatas”.
Esse transtorno se apresenta em diferentes graus. Nem todos serão violentos e se tornarão criminosos. Sua forma mais branda é a mais difundida: indivíduos que desrespeitam as regras sociais, mas não afrontam o Código Penal. Como o caso desse motorista por exemplo.
Faltam a esses indivíduos medo e qualquer forma de compaixão. Eles não percebem seu próprio comportamento nem como anomalia nem como um problema pessoal.
Eles estão entre nós, na escola, no trabalho, na igreja e entre familiares.
 Há uma estimativa que este transtorno atinja entre 1% e 3% da população adulta. Mulheres e homens são afetados igualmente, mas eles tendem mais claramente a desenvolver a forma violenta.
 Algumas Características do Psicopata são: Charme superficial, Mentira patológica, Tendência ao desânimo, Caráter manipulador, Falta de sentimento de culpa, Afetos superficiais, Falta de empatia, Estilo de vida parasitário, Falta de controle emocional, Promiscuidade, Transtorno de comportamento desde a infância, Impulsividade, Ausência de senso de responsabilidade, Incapacidade de admitir seus próprios erros, Casamentos poucos duradouros, Criminalidade precoce.
Segundo a Classificação Internacional de Transtornos Psíquicos (CID), o que chama atenção no transtorno de personalidade dissocial é a grande discrepância entre comportamento e normas sociais vigentes.
Para se diagnosticar alguém como psicopata ou com Transtorno de Personalidade Dissocial, é preciso que no mínimo três das características ou modos de comportamento citados estejam presentes.
Relembrando: Ser alheio aos sentimentos – em especial ao sofrimento dos outros, Clara e constante falta de responsabilidade e desacato às normas sociais, regras e obrigações, Incapacidades de manter relações duradouras, mas nenhuma dificuldade em adquirir novos e múltiplos relacionamentos, Pouquíssima tolerância a frustrações e tendência ao comportamento agressivo e violento, Incapacidade de experimentar consciência de culpa ou de aprender com a experiência e, principalmente, com penalidades, Tendência a culpar os outros e a dar explicações superficiais do próprio comportamento condenável.
O neurologista Adrian Raine da Universidade do Sudeste da Califórnia de Los Angeles supõe que a causa esteja na atrofia do lobo frontal, parte do cérebro intimamente relacionada à regulação do comportamento. Nesse caso uma terapia não surte efeito. Pois só pode ser curado quem assim o deseje.
Sabemos que para Deus tudo é possível. Mas como eu disse, não estou falando de aspecto espiritual. Mas simplesmente mostrando uma realidade que faz parte de nosso dia a dia. De pessoas que podem estar ao seu lado, fazer parte de seu círculo de amizade.
Pessoas que também precisam de sua ajuda. Precisam de Jesus.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quando A Delicadeza É Um Disfarce

“De tardinha, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: Já é tarde, e este lugar é deserto. Mande essa gente embora, a fim de que vão aos povoados e comprem alguma coisa para comer”

A delicadeza é uma qualidade de quem é delicado. Alguém que é atencioso, cortês.
Mas às vezes um estilo delicado, esconde as verdadeiras intenções.
Seja por qual motivo for, cansaço, desanimo indiferença... Não importam, os discípulos quiseram ir embora e deixar aquelas pessoas. Sua elegância ao falar com o Mestre escondia as intenções que estavam em seus corações.
Algumas vezes pessoas se aproximam de nós mostrando delicadeza e amizade. Andam ao nosso lado. Partilham de nossa casa. Mostram interesse por aquilo que estamos fazendo. Mas, o que existe são outras intenções. Não existe uma verdadeira intenção de ajudar.  “Não confie nos vizinhos; nem acredite nos amigos. Até com aquela que o abraça tenha cada um cuidado com o que diz” (Miquéias 7:5).
Jesus virou a página quando disse aos discípulos: “Eles não precisam ir embora. Dêem vocês mesmos comidas a eles” (Mateus 14. 16).
Nada como um dia depois do outro para nos mostrar e ensinar que embora existam essas intenções escondidas por trás da delicadeza aparente, podemos virar a página pedindo aquele que nos mostra tal atitude que mostre de fato uma atitude correta.
Os discípulos ainda tentaram achar uma alternativa: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes” (Mateus 14. 17). Quem não quer ajudar sempre busca uma desculpa para não fazer. É como se eles dissessem: “É muita gente. O que temos não vai dar. Não adianta, bem que gostaríamos de ajudar. Vamos mandá-los embora”.
Para quem está interessado em ajudar, ele não fica olhando os problemas, mas busca uma solução. “Pois tragam para mim! Disse Jesus” (Mateus 14. 18).
Com paciência vamos compreendendo que cada instante é importante. Que não vale a pena desperdiçá-lo. Mesmo quando a delicadeza não passa de um disfarce.

Baseado em Mateus 14. 15.

O Socorro Vem Do Alto

“Elevo os meus olhos para os montes;
 de onde me vem o socorro?”

Quando criança, gostava muito de ir à casa de uma tia que chamávamos de Lúcia, embora seu nome fosse Maria. Era uma chácara muito grande, com animais e árvores.
Eu e minha irmã brincávamos ali com muita alegria. Embora houvesse um cachorro que sempre se mantinha preso, pois corria atrás das pessoas para morder.
Comíamos das frutas. Levávamos para casa. E corríamos no quintal da chácara. Havia um cheiro de café fresco e aquele fogão a lenha deixava todo o ambiente com um aroma característico. “Velhos tempos. Belos dias”.
Num determinado dia, aquele cachorro bravo se soltou. Ao invés de correr para dentro de casa, eu e minha irmã corremos para o quintal. Estávamos com muito medo. Corremos muito. Corremos até perder a direção da casa. Pois passamos entre árvores, pulamos cerca e nos perdemos.
Minha irmã ficou assustada quando se deu conta que estamos sem saber a direção. No entanto, eu me lembrei de um filme da Lasie. Onde um garoto havia se perdido numa floresta. Alguém falou para ele que deveria subir mais. Ele achou estranho, pois estaria se distanciando ainda mais do acampamento. Mas o homem lhe falou: “Aqui em baixo você não encontrará o caminho de volta. Lá em cima, na montanha você poderá achar o caminho e voltar para o acampamento”. Foi o que o garoto fez no filme e foi o que eu chamei a minha irmã para fazer. Ela ficou mais assustada, pois íamos para mais longe. Porém ao chegar ao topo do monte pudemos localizar o caminho e voltamos para a casa. Voltamos agora brincando, embora com medo de encontrar o cachorro. Mas estávamos alegres, pois, estávamos no caminho certo.
Algumas vezes nos perdemos no caminho da vida. Tomamos direção errada. Corremos dos cachorros que nos amedrontam. Esses cachorros podem ter várias faces: podem ser dívidas, traições, falta de amor e atenção. Tudo isso levando para caminhos estranhos. Caminhos que levam as drogas, a prostituição e muitas outras coisas que fazem perder a direção correta de um viver sadio.
Porém quando olhamos para o monte, e lá encontramos a cruz de Cristo, descobrimos que o socorro está lá no alto. Lá no monte.
É Cristo que irá nos mostrar o caminho de volta. É ele que irá fazer essa reconciliação com Deus que nos recebe, nos adota e nos chama de seus filhos.
Ele está vendo todas as coisas. Ele vê quando erramos o caminho, Ele está no alto, e espera que cheguemos ao topo para nos apontar a direção. Quando Ele percebe que não estamos conseguindo chegar ao topo, Ele vem em nossa direção e nos ajuda a subir. E para nos confortar Ele nos diz: “Eis que estou com você até o fim dos dias” (Mateus 28. 20).
Caminhar em direção ao Monte ajuda a encontrar o caminho certo e voltar para casa. Nossa casa é o céu, nosso monte é Jesus.

 

Baseado em Salmo 121. 1.



domingo, 21 de agosto de 2011

O Maior No Reino Dos Céus

“Mas o maior dentre vós há de ser vosso servo”

Ouvi a história de um empresário que tinha um empregado muito inteligente. Esse empregado tomava conta de tudo na empresa e fazia com que o lucro aumentasse a cada ano. O empresário não tinha muitos esforços em relação ao crescimento da empresa. O mérito era do empregado fiel que dedicava seus esforços para que a empresa crescesse. Até que chegou o dia em que, com todo conhecimento e a experiência que adquiriu, resolveu possuir sua própria empresa.
O maior nem sempre é aquele que manda. Não é aquele que detém o poder. Mas aquele que serve.
Jesus quando ensinou aos seus discípulos, lavou os pés deles e os enxugou. Durante seu ministério, sua atitude foi de servir.
Quando queremos ser grandes, devemos aprender a servir.
Ser servo é ser aquele que presta alguma utilidade. É aquele que auxilia. Aquele que cuida. Aquele que sabe ser útil. Que em certas circunstâncias sabe ser oportuno. Que em momentos difíceis, é a causa de não se deixar desanimar. É aquele que favorece oportunidades melhores para quem precisa de ajuda. É aquele que sabe oferecer, munindo assim de esperança a carência de afeto de quem se perde nesta imensa incerteza emocional.
Quem quiser ser o maior precisa aprender a fazer uso dessa inigualável arte de se fazer descer: “Portanto, quem se tornar humilde como esta criança, esse é o maior no reino dos céus” (Mateus 18. 4).
É preciso curvar-se ante a Divindade esquecendo-se do seu onipotente ego narcísico.
O maior é aquele que sabe que ser servo não é ser livre. Pois suas ações não são voltadas para si mesmo, mas para o outro.
Quem quer ser o maior, deverá se dispor de sua pessoa e bens: “E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim” (Mateus 10. 38).
Portanto, o maior líder não é aquele que dá ordens, mas aquele que sabe servir: “assim como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos” (Mateus 20. 28).

Baseado em Mateus 23.11.

Não Seja Cético, Mas Crente

“Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. Diziam-lhe, pois, ou outros discípulos: Vimos o Senhor. Ele, porém, lhes respondeu: Se eu não vir o sinal dos cravos nas mãos, e não meter a mão no seu lado, de maneira nenhuma crerei”.

 Todos conhecem o ditado que diz: "Se conselho fosse bom, não seria dado". Isso talvez seja pelo fato de que não se é fácil dar conselhos. Pois isso inclui algumas coisas, como por exemplo: a aceitação do conselho; e a pratica do conselho.
Mas o mais importante talvez seja, confiar em quem se dá o conselho. Pois, até onde eu posso confiar naquele que está me aconselhando? Até onde eu acredito nele?
Tomé é um exemplo dessa incredulidade que às vezes vem sobre nós.  Não acreditou nos amigos; não acreditou no que foi ensinado pelo Senhor Jesus; duvidou de um fato real.
Isso mostra que nem sempre minha opinião sobre algo, faz com que esse algo seja real; que minhas convicções religiosas, faça com que ela seja verdadeira.
Tomé duvidou da ressurreição, um fato real. Isso não impediu dela ter sido realizada.
Jesus ressuscitou, e isso não depende da minha opinião sobre isso, ou se eu acredito ou não.
Existem testemunhas oculares desse fato e são pessoas que Jesus lhes despertou a atenção para o fato. (Ver Lucas 24:36-48). 
E você, é um cético ou é um crente?



Mensagem pregada na Congregação da 3ª Igreja Presbiteriana em  São Cristovão, em 08/06/2000. Baseada no texto de João 20:24,25.

Como Obter Respostas Para Nossas Orações?

“Contou-lhes também uma parábola sobre o dever de orar sempre,
 e nunca desfalecer”

Este texto de Lucas mostra-nos o dever de orar sempre e nunca esmorecer. A palavra ‘devemos’ é bastante enfática, implica num compromisso muito elevado, com o próprio céu. É um desafio para fazer-nos orar. Devemos orar e nunca permitir que desanimemos.  
“O lavrador às vezes ara a terra sem nenhuma vontade de fazê-lo, mas o faz esperando colher o fruto de seus labores. Portanto, se a oração é uma forma de labor, e nosso trabalho não é vão no Senhor, será que não devemos orar, mesmo que nossa vontade, no momento, não seja orar?” (Samuel Logan Brengle.)
Uma história narrada pela Sr.a  Cowman:
“Certo filósofo fez algo que agradou imensamente ao imperador Alexandre Magno. Ele havia pedido ao imperador que lhe desse dinheiro, e este lhe deu permissão para retirar do tesouro real a soma que desejasse pedir. O filósofo solicitou ao tesoureiro, em nome do rei, uma vultosa quantia, mas este negou-se a entregá-la, enquanto não falasse com Alexandre. O rei ouviu seu tesoureiro e ficou encantado com o pedido do filósofo, mandando que o dinheiro lhe fosse dado imediatamente. O fato é que, ao fazer um pedido tão grande, o homem demonstrara que tinha uma opinião elevadíssima da grandeza, da generosidade e da riqueza do imperador. E se Alexandre deu em proporção à sua condição de rei, será que o Senhor não nos dará em proporção à sua condição de Deus?
Deus atende às nossas orações, quando temos o cuidado de orar segundo três condições básicas por Ele estabelecidas:
Primeiro, Uma Comunhão Viva e Constante Com Cristo (João 15.7) - “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito.”
Segundo, Obediência Irrestrita Aos Ensinos da Palavra de Deus e ao Espírito Santo (1 João 3.21,22) - “Amados, se o coração não nos condena, temos confiança para com Deus; qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.”
E terceiro, Uma Fé Sem Vacilação Na Sinceridade e Fidelidade de Deus (Tiago 1.6,7) - “Peça-a, porém, com fé, não duvidando; pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, que é sublevada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa” 
Quando aprendermos a viver de acordo com as promessas da Bíblia, aprenderemos o que significa receber resposta de oração. Pois o Senhor  Jesus diz: “e tudo o que pedirdes na oração, crendo, recebereis.” (Mateus 21.22).
Deus tem que ser fiel a sua palavra, e, se nossa experiência de vida não está de acordo com as promessas divinas, podemos estar certos de que a dificuldade não está nas promessas, mas em nós. Façamos um exame interior. Arrependamos de todo pecado cometido. Depois então poderemos provar a Deus em oração, e aí saberemos o que significa ter poder de Deus. Aí aprenderemos a orar e obter respostas.

Baseado em Lucas 18:1.

sábado, 20 de agosto de 2011

Deus Acima de Tudo, Jesus

"Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim."

Esta é uma das mais difíceis exigências de Cristo.
Quem pode negar o lugar que os pais ocupam no coração de um filho?
O mesmo é verdadeiro em relação aos pais com os filhos.
Mas o verdadeiro discípulo de Cristo deve estar sendo motivado e dirigido pelo seu amor a Deus, é Ele quem deve ter a primazia, inclusive no relacionamento com os pais, ou com os filhos.
Mas, por que essa exigência?
Por que Deus sabe que esse tipo de amor é que fundamenta a nossa experiência cristã. É esse tipo de amor que focaliza claramente o que nos é requerido na nossa tarefa diária de carregar a nossa cruz e seguir Jesus. É esse tipo de amor de impede que nosso caminhar com Deus se torne uma série de fazer e não fazer. É este tipo de amor que mantém nosso relacionamento com Deus estimulado e motivado.
Quando começamos a achar severo o custo do discipulado ou travamos batalha com o pecado duas coisas aconteceram: ou perdemos o contato com o amor real a Deus; ou, algo ocupou o nosso coração e substituiu o nosso amor por Ele.
Não é por acaso que a proibição contra a idolatria seja o primeiro dos Dez Mandamentos!
Senão vejamos: Toda violação da lei tem suas raízes em alguma forma de idolatria, que substitui Deus como supremo em nossa vida. Se queremos seguir a Cristo, será preciso amá-lo acima de todas as outras coisas.

 Baseado em Mateus 10:32-37.

Chamado a Obediência

 “Ao sétimo dia, o rei, estando já o seu coração alegre do vinho, mandou a Meumã, Bizta, Harbona, Bigta, Abagta, Zétar e Carcás, os sete eunucos que serviam na presença do rei Assuero, que introduzissem à presença do rei a rainha Vasti, com a coroa real, para mostrar aos povos e aos príncipes a sua formosura, pois era formosíssima.  A rainha Vasti, porém, recusou atender à ordem do rei dada por intermédio dos eunucos;  pelo que o rei muito se enfureceu, e se inflamou de ira... Respondeu Memucã na presença do rei e dos príncipes:  Não somente contra o rei pecou a rainha Vasti, mas também contra todos os príncipes, e contra todos os povos que há em todas as províncias do rei Assuero.  Pois o que a rainha fez chegará ao conhecimento de todas as mulheres, induzindo-as a desprezarem seus maridos quando se disser:  O rei Assuero mandou que introduzissem à sua presença a rainha Vasti, e ela não veio.”
No verso 12 vemos que a rainha Vasti se recusa a atender ao chamado do rei. Agindo dessa forma, ela comete uma série de atos que desagradam ao rei:
Primeiramente, ela comete um ato de rebeldia, pois se recusa a obedecer ao mandamento do seu senhor e acha que não deve obediência a ninguém.
Em segundo, ela mostra-se soberba, pois responde ao servo do rei com arrogância e autoridade, julgando-se superiora ao próprio rei.
E, em terceiro, ela mostra-se maliciosa, pois tem a intenção de desonrar o rei diante de seus convidados; e de se tornar superiora ao rei diante todo o povo.
Agora pergunto: Não é essa a intenção do nosso adversário?
Vemos então que a atitude da rainha podia se tornar em perdição para todo o reino (versos. 16 e17).
Porque desobediência gera desobediência, pecado gera pecado.
Não é essa a situação do mundo hoje? Mais vemos as conseqüências.
As conseqüências do pecado da rainha Vasti estão no verso 19: Vasti perde sua coroa; ela perde a alegria e a salvação; Vasti perde para outra pessoa, alguém melhor que ela. Alguém que é uma pessoa obediente, prudente, temente a Deus. De mãos e alma limpas. Que será exaltada em sua humildade, engrandecida em sua simplicidade.
É isso que Deus espera de você meu irmão, minha irmã. Que sejamos obedientes ao nosso Senhor. Que nos alegremos em atender ao seu chamado, e Ele achará graça e formosura em ti e Ele te abençoará ricamente.
Quem sabe você tem sido desobediente?
Quem sabe você não tem dado ouvido ao chamado do Senhor?
Mais eu quero te disser uma coisa: “Abra os seus ouvidos”.
Atenda ao chamado do Senhor e aceite Jesus Cristo como o único Salvador da sua vida.
Faça isso hoje.

Baseado no livro de  Ester 1:10 -12,16,17.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Não Precisamos Ter Medo de Amar

Muitas pessoas sentem-se temerosas e indignas de se sentirem amadas e até mesmo de amar. Mas isso não é verdade. Deus em sua infinita misericórdia nos mostra que Ele nos ama. E assim podemos nos sentir amados e aprender com Ele como amar de verdade.

Temos Uma Decisão A Tomar

Todos nós cristãos, temos uma decisão a tomar. Decisão que cabe somente a nós. Podemos ser influenciados por meios internos: minhas emoções, meus desejos e sentimentos... ou externos: esposa, filhos, pais, amigos... mas a decisão cabe somente a nós. Cada um... individualmente. O apóstolo Paulo nos ensina que Deus nos capacitou com Dons. Talentos que servem para eu usar em benefícios de outros. Meu sucesso e minha identidade como cristão são autenticados quando coloco esses dons a disposição do serviço. Há uma música antiga, seu nome é "Ladrão de Sepultura". Ela começa com os seguintes dizeres: "Há um caminho que eu tenho que seguir, alguém importante o designou..."  É exatamente isso que quero colocar agora para você que lê este texto, neste momento. Qual a decisão que você quer tomar, deixar a vida te levar ou fazer parte de um pequeno grupo que se interessa em fazer a diferença na vida de pessoas? O apósto Paulo em Romanos 12. 6 à 8 diz: "Portanto, usemos os nossos diferentes dons de acordo com a graça que Deus nos deu. Se o dom que recebemos é o de anunciar a mensagem de Deus, façamos isso de acordo com a fé que temos. Se é o dom de servir, então devemos servir; se é o de ensinar, então ensinemos; se é o dom de animar os outros, então animemos. Quem reparte com os outros o que tem, que faça isso com generosidade. Quem tem autoridade, que use a sua autoridade com todo o cuidado. Quem ajuda os outros, que ajude com alegria". Todo cristão recebe um dom, um taleto para ajudar na pregação do Evangelho. E esse talento não deve ser enterrado. É para ser usado. Se você sabe ensinar, porque não ensina? Se sabe cantar, porque não canta? Se sabe fazer o bem, porque insiste em não faze-lo? A decisão é sua. Ninguém pode forçar você a nada. Nem Deus o força. Mas precisamos tomar uma decisão.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Vcoê siaba?


Vcoê siaba qeu lnedo etse txteo vcoê etsá eexrciatdno o sue crébero?
Pios é, um crébero dseneovvildio tarz miuots bnefecioís praa vcoê, sjea na ecsloa, no tarabhlo, nos epsroets e aét msmeo nso sues relcaoianemnots psesoias.


Argoa dseucrba cmoo vcoê pdoe otebr a saaçlvão praa sau amla:
Jesus Cristo!!!


 “Declarou-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que morra, viverá” (João 11. 25).

A Resposta De Adoração Ao Senhor Da Vida

Que posso eu oferecer ao Senhor por tudo o que Ele me tem dado? (Salmos 116.12).
Essa é uma pergunta que exige uma resposta consciente.
O cristianismo não é uma religião emocional onde decisões são tomadas sem que se saiba o que se deseja. Não é uma religião baseada em tradições que se passam de geração em geração.
O cristianismo é um modo de vida. É a escolha consciente como resposta de adoração a um convite cheio de graça.
É o que podemos aprender com o encontro que uma mulher samaritana teve com Jesus, como lemos no evangelho de João 4. 1 - 41..
Samaria ficava entre a Judéia, ao ar da Judéia para a Galiléia precisava atravessar a província de Samaria.
Ali morava uma mulher com uma religião baseada em tradições. Pois quando os israelitas ocuparam o centro de Canaã, eles enterraram os ossos de José, que tinham trazido do Egito (Josué 24.32 – Gênesis 33.19). Por essas razões, o lugar tinha vínculos antigos e sagrados. As diferenças religiosas entre judeus e samaritanos eram sérias e tinham raízes profundas. Estes escrúpulos eram ainda maiores quando se tratava de uma mulher e se tornou lei religiosa uma ou duas gerações depois, de que todas as mulheres samaritanas deveriam ser consideradas em estado perpétuo de impureza cerimonial.
Portanto quando aquela mulher se encontrou com Jesus ela estava nesta condição. Trazia uma religião tradicional, onde seu estado emocional estava afetado por essa legalidade, que fazia dela uma pessoa não merecedora da graça de Deus.
Mas no encontro com Jesus ela começa a ver uma nova perspectiva de adoração. Não é onde as pessoas adoram, mas como o adoram (João 4. 23, 24).  Deus é Espírito - o culto no qual Ele tem prazer é espiritual – o sacrifício de um coração humilde, contrito, grato, e adorador. Uma devoção sincera, de coração, em qualquer lugar e hora, é indispensável para quem quiser oferecer a Deus adoração que Ele aceite.
Ao descobrir isso, a mulher que tinha ido buscar água, se alegra, quer falar dessa descoberta para mais pessoas. Vai correndo e esquece o se jarro para trás. Nesse “esquecendo o jarro para trás” podemos refletir da seguinte forma, sua renuncia do cerimonial antigo praticado tanto por judeus como por samaritanos. Na nossa resposta de adoração ao Senhor da vida, precisamos deixar nosso jarro para trás. Precisamos renunciar as coisas das quais  acreditamos antes do encontro com Jesus.
Jesus, apesar de estar sedento e cansado e, provavelmente com fome também, parece ter sido saciado e revigorado pela oportunidade de prestar ajuda espiritual a uma alma carente – “Não só de pão viverá o homem” (Lucas 4.4).
Quero agora salientar a questão numa visão missionária.
A Água Que Sacia a Alma (João 4. 39) - A água viva que a mulher recebeu de Jesus, certamente se tornou uma fonte transbordante em sua vida, e outras pessoas começaram a participar do refrigério que ela começara a fluir. Não nos cansemos de fazer o bem; a alma mais improvável pode se tornar a testemunha mais eficiente.
Colhendo Os Frutos Como Resposta de Adoração (João 4. 40-42) - Se não fosse o testemunho da mulher, seus concidadãos jamais teriam conhecido Jesus. Mas eles não se basearam somente no testemunho dela; precisavam conhecê-lo pessoalmente. O conhecimento de Cristo através de terceiros não pode substituir o conhecimento pessoal e a fé salvadora. Agora eles podiam provar pessoalmente que tudo o que ela dissera era verdade. Ele não somente era o profeta semelhante a Moisés, mas também o “Salvador do mundo” (João 4. 42). A “colheita” não se limitou aos que foram vê-lo no poço; outras pessoas na cidade creram nele durante o pouco tempo que passou com eles.
 Quebrando Os Paradigmas de Uma Religião Sem Vida  (João 4. 40) - O fato de os samaritanos convidarem um mestre judeu a ficar com eles, sem medo de uma recusa, mostra como Jesus tinha ganhado completamente a sua confiança. Ao reconhecerem Jesus como o salvador do mundo título que aparece duas vezes nos escritos de João (verso 42 – o outro é em 1 Jo 4.14) mostra a harmonia com o texto de 3.17, de que Deus enviou seu Filho ao mundo “para que o mundo fosse salvo por Ele”. O uso deste título neste contexto sugere que a missão entre os samaritanos foi o primeiro expediente da graça de Jesus fora dos confins do judaísmo. O mesmo padrão se repete na história dos apóstolos, em conformidade com a orientação que o próprio Jesus lhe dera: “Sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8).
Quero concluir lhe dizendo o seguinte:
Podemos entender que aqui Jesus era o semeador, agora seus discípulos tinham a oportunidade de participar de sua alegria, ajudando a colher os frutos que brotaram de sua conversa com a mulher e do seu testemunho aos outros samaritanos. Esta colheita não seria consumida em certo tempo, como uma colheita comum, haveria de durar para a vida eterna.
Jesus veio como reino em pessoa, a personificação das boas notícias que trazia. Ele é o semeador por excelência, mais que isto, Ele é o grão de trigo que cai na terra e morre, para produzir fruto em abundância (João 12.24).
A resposta que eu posso dar ao seu convite é ofertar minha vida em adoração e trabalhar na sua missão com o mesmo empenho que Ele teve para a salvação de almas.