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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

Médico ou Monstro?


Estamos vivendo uma época de mudanças significativas no que diz respeito ao funcionamento e estrutura daquilo que chamamos de família. Principalmente no contexto em que a conhecemos. E nossa sociedade tem se organizado e tentado atender essa demanda. Principalmente no que diz respeito à educação de crianças pequenas.
Porém, numa tentativa de se dispor e se dedicar aos filhos. Muitos pais pecam num momento em que para a criança é fundamental a sua presença.
Afinal, estamos num mundo globalizado. Informações chegam a todo momento. Exigências profissionais e desejo de status obrigam que uma dedicação maior ao trabalho seja essencial. Problemas que dificultam a dedicação aos pequeninos.
A tarefa que deveria ser dos pais acaba sendo passada para terceiros. E a lista vai grande. São avós, irmãos, tios, igreja, escolas, creches, babás e etc.
Entendemos que muitas vezes é preciso a colaboração dessa organização socorristas para os pais.
Mas é preciso entender também que a educação, o processo de formação das faculdades intelectuais, morais e físicas são deveres dos pais. A civilidade, os bons modos e a polidez, que vai garantir ao ser humano essa delicadeza no tratamento com seus semelhantes, são aprendidos em casa, na família. Junto aos pais.
No entanto, com essa mudança na estrutura na família, esses bons costumes estão sendo perdidos quando os filhos tem de passar boa parte de seu tempo junto a pessoas que estão ali, para ajudar sim, mas, que estão fazendo a formação mental de idéias e valores diferentes daquelas que os pais gostariam. Muitas vezes essas idéias não irão coincidir com os ideais dos pais. Essas pessoas não terão o mesmo carinho e a mesma atenção. E os pais num futuro não muito distante irão se olhar e perguntar: “Onde foi que erramos?”.
A reposta que deveriam ouvir é essa: “Foi na criação de seu próprio filho”.
Desde que o filho nasce a família parece sentir-se solitária. E muitas vezes é a creche o local onde essa família encontrará apoio.
Cria-se assim o cidadão de um novo mundo.
Crianças que são deixadas aos cuidados de outros. Pais que mesmo em feriados e fim de semanas desejariam que seus filhos fossem para a creche, para a escola, para outro local.
Cidadãos de um novo mundo, onde encontramos cada vez mais, pessoas ardilosas, confiantes e astuciosas. Mas também ambiciosas, indiferentes aos sentimentos dos outros. Pessoas que sobem na carreira passando por cima dos outros.
Queremos encontrar médicos ou monstros?
A criação dos filhos é obrigação dos pais. Independente de sua profissão e tempo. O filho é seu, a filha é sua. Não é do pastor, não é da escola, não é da creche. “Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22. 6).
Sabemos da dualidade de sentimentos que há entre deixar o filho para que alguém cuide. O medo, a incerteza. E essa pode ser uma boa razão pela qual devemos trabalhar juntos a fim de entender o que devemos fazer pelas crianças.
Podemos pedir aos pais para se tornarem bons pais. Instituições que se preocupem em ajudar a formar bons princípios, ao invés de se preocuparem simplesmente nas finanças mensais.
O futuro dessas crianças também determinará o futuro de nosso país. De um novo século, e das futuras gerações. 




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