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quinta-feira, 28 de março de 2013

Sou Aquilo Que Faço


Diz-se que aquilo que você faz é aquilo que você é.
Isso me faz pensar em uma pergunta: Você é verdadeiramente livre?
A Bíblia diz que: “Se o Filho vos libertar vocês serão de fato livres” (João 8: 36).
Então preste atenção, pois quero falar de um assunto importante, pois está relacionado ao comportamento da Igreja.
Observo que está cada vez mais difícil a prática de duas palavrinhas que no contexto psicanalítico é muito importante para que haja o processo terapêutico.
São elas: VÍNCULO e AFETO.
Vínculo vem da palavra latina vinculum. Ela tem como significado: União. Com característica de uma ligadura, uma atadura de característica duradoura.
Sua raiz esta na palavra vinco, que alude uma forma de união inseparada, embora delimitada entre si.
Já o Afeto é uma espécie de Kit Básico de sobrevivência. Ajuda o ser humano a se adaptar.
Alguns adjetivos para afeto são: amor, amizade, simpatia, paixão e carinho.
E talvez você esteja se perguntando: O que tem isso a ver comigo? Que ligação tem isso com a Igreja?
Essas duas palavras são duas coisas que nem você e nem a Igreja podem viver sem elas.
Pois se eu Sou Aquilo Que Faço – “Porque uma árvore é conhecida pelo tipo das frutas que produz” (Mateus 12:33).
Isso significa que tanto para minha vida individual como coletiva, meus frutos devem ser bons. Para que através de mim, de meus frutos, a árvore possa ser conhecida.
Jesus disse: “Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem está unido comigo e eu com ele, esse dá muito fruto porque sem mim vocês não podem fazer nada” (João 15. 5).
A distinção entre aquilo que sou e aquilo que faço está nas crenças que eu tenho. Naquilo que eu aprendi, e que consequentemente influenciam o meu agir.
Essa aprendizagem ocorre na relação que temos com pessoas que estimulam a repetição da palavra “EU”, associadas a diferentes verbos que indicam ação.
Se creio naquilo que penso e faço aquilo em que creio, então seria bom que a Igreja começasse a pensar: Faço Aquilo Que Creio – “Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus seguidores” (João 13:35).
É dentro desse contexto que quero chegar ao falar que esse é um assunto importante para a Igreja.
Leva um tempo para sairmos do sistema que aprendemos. Mas, quando achamos a resposta então encontramos a saída.
A Igreja está precisando valorizar aquilo que na Psicanálise chama-se de Vínculo do Reconhecimento.
Reconhecimento: o prefixo “re” tem o significado de “voltar a acontecer”.
Num propósito pratico quero fazer a seguinte colocação:
A importância mais significativa do termo reconhecimento alude a uma necessidade crucial de todo ser humano, em qualquer idade, circunstâncias, cultura, época ou geografia, em sentir-se reconhecido e valorizado pelos demais e saber que ele realmente existe como indivíduo.
Qualquer pensamento, conhecimento ou sentimento requerem ser reconhecido pelos outros para adquirir uma existência, ou seja, passar do plano pessoal para o interpessoal, e vice-versa.
Para concluir quero dizer o seguinte:
Quando somos capazes de deixar que o Espírito de Deus aja em nós, podemos ser capazes de transformar aquilo que somos em ação concreta. Pois ao compreendermos que o que somos hoje, é fruto daquilo que passei a crer. E que essa fé que hoje tenho é manifestada nas ações que posso realizar então todo gesto de bondade, de carinho, de amor, se tornará uma forma de gratidão e louvor. Pois nós mesmos somos frutos de um amor maior que esse que podemos oferecer.

Lembrança de Jesus - Fernanda Brum

Na páscoa encontramos o verdadeiro significado do sacrifício. Mais do que isso, encontramos a história da relação estreita entre Deus e a humanidade. Centenas de pessoas são inconscientes do amor demonstrado na cruz do Calvário. Pois as pessoas não pensam no seu futuro, naquilo que vai acontecer amanhã. A maioria está preocupada apenas com este final de semana.
Esquecem que por meio de Jesus Cristo, isto é, por meio de seu próprio corpo, Ele abriu um caminho novo e vivo (Hebreus 10. 20).
Quando falamos de páscoa, estamos recordando este acontecimento.


Lembranças de Jesus
Fernanda Brum

Como vai a sua vida?
É bom desabafar tudo que sentes
Não podes desaminar
Precisa suportar até o fim
Imagine, lá no calvário
Jesus Cristo foi por ti crucificado
Os cravos em suas mãos
Com amor no coração
Tudo isso por você

É difícil carregar a cruz que Ele levou
Carregou sem reclamar
É impossível esquecer Sua morte lá na cruz
Lembranças de Jesus

terça-feira, 26 de março de 2013

O Menino Escolhido Por Deus

Simeão pegou o menino no colo e louvou a Deus. Ele disse:
- Agora, Senhor, cumpriste a promessa que fizeste e já podes deixar este teu servo partir em paz.
Pois eu já vi com os meus próprios olhos a tua salvação, que preparaste na presença de todos os povos; uma luz para mostrar o teu caminho a todos os povos; uma luz para mostrar o teu caminho a todos os que não são judeus e para dar glória ao teu povo de Israel.

O pai e a mãe do menino ficaram admirados com o que Simeão disse a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a Mãe de Jesus:
- Este menino foi escolhido por Deus tanto para a destruição como para a salvação de muita gente em Israel. Ele vai ser um sinal de Deus, muitas pessoas falarão contra ele, e assim os pensamentos secretos deles serão conhecidos. E a tristeza, como uma espada afiada, cortará o seu coração, Maria.

(Lucas 2. 28-35)


Nossa Páscoa

O problema não está no comer chocolate, mas em esquecer de JESUS e de sua obra redentora pela humanidade, pois conforme 1 Coríntios 5:7: "Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós".

segunda-feira, 25 de março de 2013

Salmos 90. 10, 11


Olhando Para A Direção Certa


É preciso entender que para se tomar posse da benção de Deus, é preciso antes olhar na direção certa.
Existem duas alternativas para aquele que se encontra em condições extremas. Condições de sofrimento, de aperto.
A primeira delas é o que diz o salmista: “Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro?” (Salmos 121. 1). Ele tem o pensamento positivo, ele olha para a direção certa, ele olha para cima. Ele sabe que o socorro vem do Senhor.
A segunda alternativa e ter o pensamento negativo. Existem muitas pessoas que quando estão cercadas de problemas só olham para baixo. Vivem olhando na direção errada a vida inteira. Mesmo que você queira ajuda-las você não consegue. Pois elas não olham nunca na direção certa. Elas só conseguem ver a dificuldade, só conseguem ver a montanha. Só vê o problema, sua dificuldade, sua incapacidade. Elas nunca olham na direção certa.
São essas duas alternativas que temos ao nos encontrar diante dos montes de problemas que estão ao nosso redor..
No texto de Salmos, encontramos alguém que olha na direção certa, na perspectiva certa. Que sabe bem como conseguir a sua proteção.
Ele diz: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”. (Salmos 121. 2).
Ele consegue ter esperança mesmo quando tudo parece estar perdido. Não foi no passado e não será no futuro, Ele diz: “Vem do Senhor”. Ele sabe que o socorro chegará na hora certa. É uma convicção que quem conhece aquele “que fez os céus e a terra”.
Se você consegue ter também essa convicção, pode ter certeza de que: “O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida. O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre” (Salmos 121 6, 7).
Se você consegue ter essa fé, essa esperança que o salmista teve, você sentirá manifestado em sua vida, a presença desse Deus que controla tudo em seu favor. No tempo dele para você.
Esse tempo começa agora, e não acaba nunca, pois é de agora para sempre.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Quem São Os Filhos de Deus?


Quem são os filhos de Deus?
São aqueles que aceitam a paternidade com gratidão sem, no entanto entende-la.
São aqueles que amam a disciplina, que fazem o Pai sentir-se feliz.
Os filhos de Deus são aqueles que aceitam que não podem mais viver como homens normais. Pois compreendem que precisam refletir e honrar o Pai através de suas vidas. Custe o que custar.
“Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus (Romanos 8. 14).

sábado, 16 de março de 2013

Escrevendo Certo Por Linhas Tortas

Existe um ditado que diz: “Deus escreve certo por linhas tortas”.
Há quem discorde dessa frase. Eu próprio já agi assim, sem, no entanto, entender bem o que isso signifique.
Ultimamente tenho pensado sobre isso e penso em duas razões pelo menos para que esse ditado possa ter um significado positivo.
Primeiramente, penso que devemos tirar lição das coisas que já passamos como verdadeiras provas do amor de Deus para nossa vida.
O sábio Salomão escreveu em seu livro; “Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Provérbios 3.12).
Como um pai que quer bem ao seu filho, Deus algumas vezes irá nos cutucar de forma que não iremos entender; outras muito menos gostar.
Dizem que: “As pessoas inteligentes aprendem com os próprios erros, mas os verdadeiros sábios aprendem com o erro dos outros”.
Pode ser isso o que acontece, falta-nos essa verdadeira sabedoria para entender que as linhas tortas somos nós. E que através daquilo que Deus está escrevendo em nossa vida, Ele esteja fazendo uma transformação em nosso caráter.
Em segundo, Salomão escreveu: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos de morte” (Provérbios 14. 12).
Na vida temos caminhos e escolhas. E muitas vezes escolhemos pelo caminho mal. Escolhemos seguir nossa intuição. Quando percebemos pensamos: “agora é tarde”. É quando nos encontramos frustrados, machucados e com o coração em pedaços.
Mais uma vez nossa linha da vida é torta, pois está escrito: “Deus nos fez simples e direitos, mas nós complicamos tudo” (Eclesiastes 7. 28).
Deus nos dá a oportunidade de observarmos e aprendermos com os erros, tanto de nós mesmos como com o erro dos outros.
Errar dói e têm consequências, eles são frutos de nossas próprias escolhas. Muitas vezes nos afastam das pessoas e coisas que mais amamos.
Deus escreve certo, por linhas tortas como eu, como você. Mas o objetivo dele ao entrar em nosso universo, é transformar essas linhas tortas em uma linha reta com nova história para ser contada.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Nascer de Novo - Rayssa e Ravel


Nascer de Novo

Rayssa e Ravel

Minha vida foi uma procura
Com a alma cheia de agruras eu chorava tanto
E tentando achar uma saída
Apagar cenas da minha vida
Quantos desenganos
A verdade eu já conhecia,
Que Jesus morreu por mim um dia, quanto sofrimento
Foi ferido e também humilhado,
Por amor ele sofreu calado todos os momentos
Na realidade, o que eu queria era nascer de novo
Apagar esse passado triste do meu coração,
Enxugar as lágrimas que ainda rolam no meu rosto,
E pra isso ou sei que só Jesus dará a solução, então
Queima Jesus!!! Queima, queima toda a amargura,
Limpa Jesus, deixe a minha alma pura,
Toca, Jesus, toca, toca fundo no meu ser
No Seu amor me surpreenda
Quero sentir sua presença nos Seus abraços de poder.

terça-feira, 5 de março de 2013

O Cristianismo e A Autoestima - Parte 3


Vivemos um tempo em que as pessoas são tratadas como “coisas”, “objetos”, “números”, ou “personagens”. São descaracterizadas.

Você foi feito por Deus e para Deus. A vida só passa a ter sentido quando você compreender isso.

A Bíblia ensina: “Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos” (Provérbios 4: 23).

Portanto, “Dê importância aos seus sonhos. Defina claramente seus valores. Estabeleça algumas metas. Defina em que você é bom. Aspire grande objetivo. Vá à luta! Seja disciplinado. Acredite em si mesmo. Envolva outras pessoas. Não desista jamais”.

Você poderá dizer ou pensar: é isso o que ensina os livros de autoajuda. Pode ser!
Mas nenhum desses livros de autoajuda irá lhe dizer que você não é um acidente, que o motivo de você está no mundo não é um mero acaso. Só a Bíblia irá lhe mostrar as seguintes palavras: “Eu sou seu criador. Você estava sob meus cuidados mesmo antes de nascer” (Isaias 44: 2).

Quando descobrimos que somos o foco do amor de Deus e o elemento de maior valor em toda a criação (Tiago 1: 18), passamos a nos valorizar mais. Isso é ter autoestima!


A autoestima tem seis pilares muito importantes, e são eles: A atitude de viver conscientemente, isto é, querer destacar o dom de Deus de minha consciência a meu respeito. É ter a capacidade de auto-refletir e viver responsavelmente. É ter a atitude de auto-aceitação, ou seja, querer comemorar o valor que Deus me deu e minha responsabilidade de valorizar minha vida. É querer frisar a importância da aceitação, da relação com Deus e o mundo, de meus sentimentos, meus pensamentos, meus comportamentos e minhas ideias. É também, a atitude de auto-responsabilidade, isto é, a disponibilidade para assumir a responsabilidade pela minha própria vida e por minhas ações. É ter a atitude da autoafirmação, que consiste em honrar minhas necessidades, minhas vontades e meus valores. Buscando sempre formas apropriadas de expressa-las no mundo de Deus. É ter a atitude da intencionalidade, que significa viver intencionalmente, usando os dons de Deus para agir a avaliar nossas ações. Em vez de reagir passivamente, esta visão dá condições de perceber nossa possibilidade e nossa responsabilidade de agir ativamente diante dos desafios da vida. Não como pequeno deus, mas como um filho ou filha de Deus. E por fim, é ter a atitude da integridade pessoal, que é a integração de nossos ideais, convicções, crenças, fé e comportamento. Em vez de acreditar e agir assim, somos chamados a integrar nossa fé com nossas ações. Afinal, a auto-estima significa uma fé integrada e expressa na busca do amor ágape, justiça e a vida plena, para comigo, com os outros, com a natureza, com a família, com o trabalho, a sociedade, a História e o reino de Deus.

Isso significa ser um homem de sucesso. E não o dinheiro, a fama, o status, como pensam a maioria das pessoas.

Salomão, o sábio, afirmou certa vez: “Percebi que o que faz os homens correrem atrás do sucesso é a inveja” (Eclesiastes 4: 4).

Certa vez li numa placa em um caminhão: “A inveja é a arma dos incompetentes”.
Ter inveja e ser incompetente é sinal de baixa-estima.

Segundo Mark W. Baker: “A autocondenação envolve a crença em uma mentira a respeito de nós mesmos”.

Portanto, vivamos a verdade em Cristo Jesus de que nele somos mais que vencedores (Romanos 8. 37).

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segunda-feira, 4 de março de 2013

Tempo de Reflexão



"É preciso saber viver" diz a letra de uma canção.
Vivemos num tempo em que os valores estão sendo trocados e o respeito aos pais desvalorizado. Mas não é isso o plano de Deus para o homem. O plano de Deus para o ser humano é que ele possa viver bem e ter longos dias sobre a terra e que ele aprenda a honrar e respeitar os seus pais (Deuteronômio 5. 16).
Quando deixamos o amor de Deus habitar em nosso ser aprendemos coisas maravilhosas e podemos dar lições como a do texto a seguir: 

Um menino olhava sua avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? É sobre mim?
A avó sorriu e disse:
- Estou escrevendo sobre você, sim. Porém, mais importante do que a palavra é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele quando crescesse.
O menino olhou para o lápis e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas. Há cinco qualidades nele que se conseguir mantê-las, o fará uma pessoa feliz.
Com toda a sabedoria, a avó enumerou então as seguintes qualidades:

1.    Você pode fazer grandes coisas, mas nunca deve esquecer a Mão que guia seus passos. Ela é Deus e, Ele sempre o conduz conforme Sua vontade.
2.    De vez em quando preciso usar o apontador. O lápis sofre um pouco, mas no final está mais afiado. Por isso, saiba suportar algumas dores, pois elas o farão uma pessoa melhor.
3.    O lápis permite que eu use uma borracha para apagar o que está errado. Corrigir algo que fizemos é importante para nos manter no caminho da justiça.
4.    O que realmente importa no lápis não é a sua forma exterior, mas a grafite que está dentro. Sempre cuide do seu interior.
5.    Finalmente, o lápis sempre deixa marca. Da mesma forma, saiba que tudo que você fizer na vida deixará traços. Então procure ser consciente de cada ação.

"Provérbios de Salomão. Um filho sábio alegra a seu pai; 
mas um filho insensato é a tristeza de sua mãe".
(Provérbios 10.1)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Quando As Desculpas Não São O Bastante


Desculpas não podem apagar uma coisa que já aconteceu.
Quando estamos enfermos em nossas emoções e sentimentos, podemos entristecer sem perceber.
A tristeza é dos elementos psicológicos um dos mais importantes. Pois ela pode ocupar um espaço na vida da pessoa, fechando a porta para a alegria e o prazer de viver. Impedindo-a de usar os recursos que a leva a felicidade.
E quando alguém pede desculpas está fazendo um apelo para que se torne ausente de culpa. Significa que há presença de culpa e alguém está apelando para o perdão do outro.
Mas não é fácil perdoar... Pois não é fácil esquecer.
Como reatar o que se perdeu?
Há casos em que o perdão é reatar um relacionamento, mostrar novamente a mesma empolgação que havia antes do fato acontecer. Se isso acontece, podemos dizer que houve o perdão.
Mas e quando não há possibilidade de reaver o que se perdeu? Quando há uma perda gerada por um assassinato por exemplo.
No ensinamento cristão, a questão do perdão é amplamente pregada. Mas vivemos num mundo onde é preciso compensar o erro. Querer algo em troca. Nesse caso o perdão passa a ser na sociedade um mero formalismo, algo que é preciso para satisfazer a pressão social cristã. Isso significa que nem sempre aquele que está concedendo o perdão, o está fazendo de fato.
No exemplo do assassinato não há a possibilidade de tudo voltar a ser como antes. Não é como perder um livro que foi emprestado e ter outro comprado em seu lugar.
O perdão é um processo mental e também espiritual que ajuda acessar o sentimento de ressentimento ou raiva que se possa ter contra alguém. O perdão ajuda a cessar a exigência de castigo ou restituição, concedido sem qualquer expectativa de compensação.
Foi esse o ensinamento de Jesus quando disse: “O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida” (Mateus 18. 27).
Perdoar é esquecer completamente as ofensas. É resultado de um coração sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Ele não impõe condições humilhantes tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

Foto: "O Retorno do Filho Pródigo", obra de Rembrandt