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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

A Estreitabilidade Do Virtual

Numa pesquisa recente para saber se as pessoas aceitariam a mesma fraternização encontrada nos relacionamentos virtuais, num relacionamento real, muitos parecem não aprovar.
Uma jovem nas ruas da cidade perguntava aos transeuntes: “Você quer ser meu amigo?” Muitos não entendiam a pergunta e a ignoravam. Aquilo que é comum no virtual, pois basta pressionar uma tecla e você está inserido numa irmandade, na vida real não tem a mesma facilidade.
Um jovem tentava mostra seu álbum de fotos na tentativa de estreitar as relações com quem ele abordava. No entanto poucos levavam isso em consideração.
Porque estamos tão abertos a essa estreitabilidade virtual e encontramos uma indisposição na vida real?
Será porque eu estou aqui e você está aí, e nessa convivência não precisamos nos envolver além daquilo que estamos dispostos a revelar. Pois afinal de contas, eu posso estar com minhas informações restritas a alguns poucos de minha estima.
Podemos olhar uma solicitação e se simpatizarmos com a pessoa solicitante escolhemos nos relacionar ou não. Nas na vida real existe uma animosidade que faz incompatível esse afeiçoar-se virtual.
Se me indisponho no real, me realizo de forma cordial no virtual.
Essa consideração tem seus pontos positivos e negativos. Distanciamos-nos de pessoas reais, com seus medos, dúvidas, alegrias, tristezas, qualidades e fraquezas. E nos dedicamos a uma intimidade de apreço. Porque ali posso ser alguém que não sou. Estamos num mundo virtual. Onde medos, angústias e fracassos podem ser esquecidos.
Porém essa estreitabilidade nos une, pois estando distante de pessoas queridas, podemos nos sentir próximos. Uma união amigável, amistosa e confidente das coisas comum a todos, mas que na separação desse espaço, é difícil o outro saber. Mas através dessa ligação virtual encurtamos a distância para nos encontrar lado a lado.
Mas tanto quanto no virtual, seria bom que aquela canção do cantor e compositor Roberto Carlos tivesse um significado não somente em sua canção, mas, também na vida real de cada um de nós: “Quem me dera que as pessoas que se encontram, se abraçassem como velhos conhecidos, descobrissem que amam e se unissem na verdade dos amigos...”
“Como seria bom que as pessoas vivessem unidas como se fossem irmãos” (Salmos 133. 1).