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sábado, 25 de julho de 2015

O Estado Original do Homem – Antropologia – Parte 1 – E.T.

Como lemos na Bíblia, aparentemente o homem já foi criado em pleno desenvolvimento. Ele foi criado à imagem de Deus: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou” (Gênesis 1. 27). Isto inclui conhecimento, santidade, natureza moral, natureza racional, livre-agência, domínio próprio e muitos outros atributos.

Deus o criou para ser a imagem de sua eternidade, e, por conseguinte ele era puro como Deus é puro. O homem foi criado capaz de ter comunhão com Deus. Ele foi criado para ser imortal. A Bíblia sempre apresenta a morte, seja ela física ou espiritual, como o resultado do pecado: “Porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6. 23). Portanto se o homem não tivesse pecado não teria ficado sujeito à morte.

Ele amava a Deus de todo o coração, de todo o entendimento, de toda a alma e com todas as suas forças. E ao homem foi dada a oportunidade de viver no Éden em uma situação de muito privilégio.


Lendo as Escrituras, concluímos que a constituição original física do homem era de elevada qualidade. A longevidade dos patriarcas, mesmo depois do pecado ter entrado no mundo, mostra que o homem tinha uma constituição muito notável.

Conforme registrado em Gênesis 3. 24 existia no jardim uma árvore da vida, e em Apocalipse 22. 2, ela aparece novamente agora com sendo para a saúde das nações.

Embora não tenhamos uma informação certa sobre isso, talvez a transladação sem morte, como foi o caso de Enoque, tivesse sido o meio de produzir imortalidade.


Mas embora existam essas informações na Bíblia, existem teorias diferentes sobre o Estado Original do Homem. Como por exemplo a doutrina Pelagiana e o Russelismo, que afirmam que o homem foi criado mortal e que teria morrido como todos os animais.

Eles afirmam também que o homem foi criado sem caráter, que não era santo e nem pecador, nem justo ou injusto; mas que era capaz de se tornar uma coisa ou outra. Esse ponto de vista se explica devido ao desejo dos pelagianos de fazer o homem responsável apenas pelos atos e não pelo caráter que produz os atos.

Mas o que a Bíblia ensina é que os atos procedem do caráter.


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quarta-feira, 22 de julho de 2015

O Cristianismo e o Ciúme – Parte 1

Nas relações humanas o ciúme é um dos fenômenos mais comum que ocorre em diferentes etapas da vida. Pode ser considerado como uma experiência normal, e porque não dizer... Universal.

Em diferentes formas de relacionamentos ele está presente. É um sentimento desconfortável que surge quando se tem que repartir com alguém o amor da pessoa amada.

O ciúme é caracterizado por pensamentos, emoções e sentimentos de ameaça e perca de algo ou alguém muito querido e desejado.

Em um relacionamento conjugal, noivado ou mesmo namoro, o tema do ciúme é a suspeita da infidelidade do parceiro. Isso pode ocasionar muito sofrimento para os membros da relação.


Independente do tipo de relacionamento, como por exemplo, se é pai, mãe, irmão, irmã, marido, esposa, filhos ou amigos, o impulso imediato é o de eliminar o rival, isso não significa necessariamente elimina-lo com a morte. Em muitos casos o mais comum é a pessoa reprimir o ciúme, o que o faz tornar-se inconsciente. Fazendo com que seus efeitos sejam mais descontrolados e desajustados à situação. Quanto a isso a Bíblia diz: “pois o ciúme desperta a fúria do marido, que não terá misericórdia quando se vingar” (Provérbios 6:34).

Quando isso acontece a pessoa ciumenta não reconhece que seus atos estão sendo hostis e que seu sentimento de amor e ódio estão distanciados. Ela começa a adotar comportamentos compulsivos, como verificar registro de ligações no celular; e estas atitudes são sustentadas pela ilusão de que é possível controlar o que o parceiro faz ou sente.

É natural, dentro de um relacionamento amoroso, sentir ansiedade ao perceber que existe algo ou alguém que pode reduzir o espaço afetivo que ocupamos na vida de quem amamos.


Existe o tipo de ciúme que podemos considerar como normal, que é aquele transitório, que se baseia em ameaças e fatos reais. É o tipo de ciúme que não limita as atividades de quem sente o ciúme e nem interfere nelas. Esse tipo de ciúme tende a desaparecer quando as evidências são apresentadas.

Todavia, há outro tipo de ciúme, aquele que podemos considerar como doentio e patológico. É quando a fronteira do normal é ultrapassada e a relação é formalmente afetada por dor, desconfiança mórbida, violência e sofrimento entre os envolvidos na relação.

É o tipo de ciúme que pode se constituir como sintoma de doenças como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), o Transtorno Delirante, o Transtorno de Personalidade, o Transtorno Graves de Humor, a Esquizofrenia e o Alcoolismo. Pois ele se expressa através de ideias obsessivas, ideias prevalentes e até mesmo por atividades delirantes. 

No próximo mês voltaremos a falar um pouco mais sobre o ciúme. Até lá.


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segunda-feira, 13 de julho de 2015

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 7

Novamente volto com a série: “As Boas Novas de Coisas Velhas”. Dessa vez quero falar dos ensinos de um movimento já arraigado nas igrejas do Brasil.

Um movimento que teve origem com um missionário inglês chamado James O. Frase, que estava trabalhando na China, no meio de um povo tribal denominado Lisu.

Este era um povo envolvido com magia negra, espiritismo e animismo. O Animismo é uma expressão que vem do latim animus, que tem como significado: "alma, vida". É a visão de mundo em que entidades não humanas, como animais, plantas, objetos inanimados ou fenômenos, possuem uma essência espiritual. 
Na antropologia da religião o termo animismo é usado para o sistema de crenças de alguns povos tribais indígenas, especialmente antes do desenvolvimento de religiões organizadas. Portanto, é o primeiro estágio da evolução religiosa da humanidade, no qual o homem primitivo crê que todas as formas identificáveis da natureza possuem uma alma e agem intencionalmente.

Voltando a James O. Frase, como ele trabalhava em meio a esse povo tribal, em suas experiências ele utilizou estratégias como dar ordens em voz alta a Satanás e seus demônios. Sua finalidade era quebrar o domínio destes espíritos sobre os lisu.

Dessas experiências no campo missionário, Fraser desenvolveu alguns métodos de combater pela oração a influência dos espíritos que atormentavam esse povo tribal, detalhe, tudo isso com base da tentativa e erro. E como muitas delas funcionavam, Fraser ficou convencido de que estava no caminho certo.


Esse missionário foi relativamente um obreiro desconhecido. Essa sua pratica ficou na obscuridade até que em 1956, a esposa de Howard Taylor, publicou sua biografia. A partir daí, desde a década de sessenta, o movimento chamado “Batalha Espiritual” ganhou aceitação no mundo todo.

Portanto, como eu disse anteriormente em “As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 4”: aquilo que observamos dentro da espiritualidade brasileira não tem nada de novo. São coisas que já foram vividas no passado e que estão aparecendo novamente, ou ficaram fora de foco por algum tempo e estão novamente voltando ao foco.

“A história não passa de uma mera repetição de fatos. Não há nada que seja verdadeiramente novo; já tudo foi feito ou dito anteriormente” (Eclesiastes 1. 9).


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As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 8

Esse crescente interesse dos evangélicos por satanás, demônios, espíritos malignos e o misterioso mundo dos anjos, nada mais é do que o surto de misticismo e interesse no mundo atual pelos anjos, maus e bons e pelo oculto.

Em matéria recente, “Charlie, A Brincadeirado Lápis – Continuação” escrevi que o seu crescimento se dá, em grande parte, devido ao fascínio que os seus ensinos exercem sobre as mentes das pessoas desprovidas do verdadeiro conhecimento, e alienadas de Deus.

É a mesma coisa em ambientes diferentes.

A preocupação, no entanto, no meio evangélico se dá, pois nos locais onde ganhou a adesão de pastores e comunidades, produziu um cristianismo em que a atividade satânica se tornou o centro e a razão de ser. As doutrinas fundamentais da fé cristã são relegadas a segundo plano. Em muitas igrejas já não são mais ensinadas e não fazem mais parte de sua liturgia.


Resultado disso é que encontramos hoje um cristianismo distorcido e deformado. Os ensinamentos de salvação pela fé somente, mediante o sacrifício redentor, único e expiatório de Jesus já não tem muita importância. A doutrina sobre Cristo, sua mediação e seu oficio, nem se ouve falar. Nem tão pouco se fala sobre a queda, a depravação do homem, sobre a santificação progressiva mediante os meios da graça, tudo isso é negligenciado.

A igreja cresceu em números, mas foi somente a igreja caricaturarizada que alcançou de forma generalizada a alma do brasileiro. “Tá amarrado”, “O sangue de Jesus tem poder”, “A paz...”. São coisas que foram absorvidas pela sociedade e hoje fazem parte da cultura. A questão é que o que foi absorvido por essa alma nacional foi o pior que as igrejas evangélicas podiam mostrar.

O movimento de “Batalha Espiritual” produziu muitas igrejas cujo seu principal ministério é a expulsão de demônios e a libertação de crentes e descrentes da opressão de demônios. Pois para eles toda opressão é do diabo.

E verdade que no Brasil há um grande número de pessoas convertidas que vieram de um passado no espiritismo e também da umbanda. Mas segundo a Bíblia nos ensina Satanás não tem mais nenhum poder ou direito sobre eles, pois suas dividas foram removidas pelo sangue de Jesus na cruz: “Pois vocês sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi uma coisa que perde o seu valor como o ouro ou a prata. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como um cordeiro sem defeito nem mancha” (1 Pedro 1. 18, 19). Todos os pactos, acordos, votos e trabalhos que foram feitos com demônios são anulados na vida daquele que crer.

O que os ensinamentos do movimento da “Batalha Espiritual” faz é essa verdade parecer ilegítima. Pois uma de suas tendências é adicionar a quebra de maldições hereditárias e de se anular compromissos que ficaram pendentes com o diabo.


Esse movimento ensina que herdamos maldições de nossos antepassados e que precisamos anular essas maldições. Mas o que a Bíblia nos ensina é que toda retribuição divina sobre os que aborrecem a Deus são anuladas no momento em que estes filhos se arrependem de seus próprios pecados, e os confessam a Deus.

O texto usado por eles para defesa de seus argumentos é o de Êxodo 20.5, em que Deus ameaça visitar a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que aborrecem a Deus. Mas do mesmo modo, a Bíblia nos diz que se um filho de um pai idólatra e adultero olhar para essas obras más e se arrepender, e vir a temer a Deus, nada do que o seu pai fez cairá sobre ele.

A mensagem do profeta Ezequiel tem ênfase neste assunto. O povo de Israel reclamava a Deus usando um provérbio da época que dizia: “Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotam?” (Ezequiel 18:2b). Todavia Deus os repreendeu, através do profeta Ezequiel: “Pois todos me pertencem. Tanto o pai como o filho me pertencem. Aquele que pecar é que morrerá” (Ezequiel 18:4), e ainda: “Contudo, vocês perguntam: ‘Por que o filho não partilha da culpa de seu pai?’ Uma vez que o filho fez o que é justo e direito e teve o cuidado de guardar todos os meus decretos, com certeza ele viverá. Aquele que pecar é que morrerá. O filho não levará a culpa do pai, nem o pai levará a culpa do filho” (Ezequiel 18. 19, 20).

Esses textos nos ensinam que a conversão e o arrependimento quebram, anula, na existência de uma pessoa, a maldição hereditária.

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As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 9

A quem devemos, pois agradecer a popularidade do movimento de “Batalha Espiritual”? A Deus? Penso que seja mais a Esseck  Kenyon, Benny Hinn,, Valnice Milhomens entre outros. Pois declarações de amarrações feitas em fé, usando expressões como: “eu declaro”, “eu amarro”, não existem na Bíblia.

Os adeptos do movimento dizem tratarem-se os conceitos da “Batalha Espiritual” uma nova revelação de Deus para a Igreja, para que ela possa enfrentar os ataques satânicos nos últimos tempos, conforme declara Peter Wagner em seu livro “Espíritos Territoriais”.

Desde o Pentecostes em Atos 2 começou os últimos tempos que foram profetizados. Porque essa revelação viria só agora e para alguns poucos? Isso representa um ataque frontal contra a suficiência das escrituras. “Ai daquele que acrescentar ou excluir uma só virgula das Escrituras, pois, está escrito: “Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro” (Apocalipse 22. 18).


Outro popularizador do movimento foi Frank Peretti, autor de “Este Mundo Tenebroso”. Através desse livro de ficção, a ideia de batalha espiritual atingiu o mundo todo.

Nesse livro ele apresenta uma batalha que acontece nas regiões celestiais entre o bem e o mal. E dependendo do que acontecer, as estruturas sociopolíticas podem ser demonizadas. Ou seja, ser invadidas por entidades malignas com o fim de oprimir povos.

Essa ideia é antiga, no século III, surgiu uma heresia cristã que ficou conhecida como Maniquísmo, pois foi fundada por Mani. Ele ensina que existe um conflito básico no mundo, entre Deus e Satanás. Enfatizando que Satanás e seus demônios tem poder igual ao de Deus. O que foi rejeitado por Orígenes e Agostinho, pois é um ensinamento contrário a Bíblia, que ensina que Deus é o Senhor absoluto do universo, e que satanás é apenas uma de suas criaturas. E que está totalmente sob o seu controle.

A impressão que o movimento de “Batalha Espiritual” passa é que eles creem da mesma forma como pensava Mani. O que representa um retorno ao paganismo do século III. Pois a cosmo visão apresentada pelo movimento de “Batalha Espiritual”, assemelha-se mais à do mundo pagão antigo do que com a cosmo visão da Bíblia.

É obvio que a Bíblia reconhece a existência de seres malignos e que eles atuam no mundo. Mas não nos apresenta um mundo em que tudo o que ocorre é explicado por interferência dessas forças.


Esse pensamento dualista esta mais para o pensamento grego, que foi influenciado por Homero e pelas religiões de mistério que eram oriundas da Mesopotâmia, da Frígia, do Egito e da Síria. Onde deuses e demônios infestavam o mundo e o cotidiano. E onde a vida e o destino das pessoas dependiam de seus relacionamentos com esses seres.

Uma tendência que o movimento de “Batalha Espiritual” tem produzido é criar uma obsessão doentia por espíritos malignos nos seus adeptos. Muitos estão fascinados pelo mal. Veem Satanás em qualquer coisa. Se o carro não pega é o diabo, se tem uma dor de cabeça é o diabo, a luz acaba na hora do culto é o diabo.

Esse movimento acaba por diminuir a eficácia de Cristo na vida do crente. Pois eles se esquecem de que podemos tomar decisões erradas, que podemos ficar doentes, que casamentos podem ser desfeitos. E tudo isso sem a intervenção de Satanás.

Para terminar, esse movimento não tem nenhuma base bíblica para sustentar seus ensinos. A maioria deles vem de experiências como fonte de revelação e conhecimento. Como foi o caso do missionário Frase, na China.

Tanto Wagner, como Rita Cabezas e Neuza Itioka não apresentam nenhum texto bíblico que aponte para que o caminho a ser seguido seja esse. Pelo contrário, citam somente experiências próprias e de outros que tiveram conversas às vezes prolongadas com o diabo.

Em uma afirmação de Rita Cabezas ela diz que não é correto basear sua teologia no que demônios dizem, mas ela acrescenta: “... tenho a impressão de que aquele demônio dizia a verdade...” (Desmascarado, pagina 216).

Ora, Jesus diz acerca do diabo que: “Quando mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e pai da mentira” (João 8. 44). Antes Jesus tinha dito que o diabo: “foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele”.

Como então dar credita a ele?
  
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segunda-feira, 6 de julho de 2015

A Culpa É Mesmo de Deus?

Vivemos em uma sociedade muito tensa. As pessoas vivem ansiosas. Na verdade a sociedade nos tornou insensíveis. Já não amamos mais.

Jesus já tinha previsto isso, Ele disse: “E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos se esfriará” (Mateus 24. 12, 13).

Muita gente diz possuir a felicidade, mas o que eles possuem é uma felicidade estúpida. Baseada apenas no ter, no possuir, no conquistar.

É muita tensão!


Nossos sonhos são quase sempre frustrados. São tantas as expectativas que a maior parte das vezes não conseguimos atende-las. São como os sonhos de um pai que quer ver o filho se tornar um médico, mas o menino não consegue atender essa expectativa.

Dentro de muitas igrejas essa mesma loucura está acontecendo. São tantas as exigências com relatórios, prestação de contas, que muitos líderes estão cansados. Muitos já sucumbiram. Suas almas estão abatidas, já perderam o ânimo.

Muitos estão entrando em tentação, e desesperados lutam em oração para sair dela. Se esquecem de que a oração é feita para não entrar em tentação, pois na tentação não se deve orar, senão ela vira uma obsessão... Ela cresce.

E nessa crença irracional num Deus facilitador das coisas, quando as coisas dão errado Deus deixa de existir.

Mas a culpa é mesmo de Deus?


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Conhecidos Por Deus

A psicologia ensina que cada pessoa é composta por dois “EU”. Um “eu” que é percebido pelo próprio indivíduo, e o “eu” que é percebido por aqueles com quem o indivíduo interage.

Existe, porém alguém que nos conhece muito melhor do que nós mesmos ou os outros que pensam saber sobre nós. Esse alguém é Deus!

O salmista diz sobre isso: “Tu formaste o íntimo do meu ser e me teceste no ventre de minha mãe” (Salmos 139. 13 - Bíblia King James Atualizada). Esse “eu” somente Deus o conhece integralmente.

Portanto, o indivíduo saudável é aquele que sua vida interior e exterior estão consistente com o sonho de Deus para essa pessoa. Ele não vai além daquilo que Deus sonhou para ele.


E para alcançar esse estado de saúde emocional e espiritual é preciso grandemente compreender o nosso verdadeiro “eu” como criado por Deus, à sua imagem.

E como podemos conseguir isso? Como podemos conhecer as percepções e sonhos de Deus para nós?

Conseguimos através da vivência da vida cristã. Isso inclui a frequente comunicação com Deus através da oração, o estudo bíblico e a meditação dele, e do convívio com os outros crentes. Ao agirmos assim conseguimos saber quem de fato realmente somos.

O apostolo Paulo foi alguém que aprendeu que a submissão à vontade de Deus é o caminho para o autoconhecimento, por isso ele pôde dizer aos gálatas: “Todavia, Deus me separou desde o ventre de minha mãe e me chamou por sua graça. Quando, então, foi do seu agrado” (Gálatas 1. 15 - Bíblia King James Atualizada).

Oremos então a Deus para que Ele nos dê sabedoria para discernirmos teus planos para nós e coragem para vivê-los. Pois o conhecimento de Deus nos ajuda a conhecer e a entender a nós mesmos.

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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Vozes Que Imobilizam

Sonhos... Quem não os tem? Mas entre realizar ou não, está a diferença.

Pode ser que ao pensar em seus sonhos você ouça em sua mente aquelas palavras de deboche e zombaria, provocadas por lembranças de temores ou fracassos do passado.

Frases como essas: “Você é jovem demais”, ou “Velho demais”, “Isso nunca vai dar certo”, ou ainda “Isso nunca foi feito desse jeito”.

Lembrar erros ou dúvidas do passado muitas vezes serve apenas para nos imobilizar. Mas isso somente se continuarmos a dar créditos a essas freses. Pois o que importa não é o que falaram para você, e sim, o que você vai fazer com o que disseram para você.

O apostolo Paulo escreve aos crentes de Filipos: “Com a força que Deus me dá, posso fazer todas as coisas” (Filipenses 4. 13).


Ele ensina com isso que não devemos deixar nossas mentes presas em nossas limitações e desvantagens. Paulo ensina que a mente deve estar voltada para “... tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama...” (Filipenses 4. 8), ou seja, ao que é digno de louvor.

Deus deseja usar pessoas como você e eu. Pessoas fracas? Sim. Pessoas que estão propensas ao erro? Certamente. Pessoas perfeitas? Jamais.

O mais maravilhoso disso tudo é que apesar de tudo que há de errado conosco, Deus derrama o seu amor e nos oferece forças para que possamos prosseguir em nossos sonhos.

O que Deus tem para nós é maior do que as expectativas dos outros. É maior também que os nossos erros do passado, e maior do que nossas limitações. 

Creia nisso, e peça a Deus para lhe dar forças para que Ele realize o Seu propósito em sua vida. 


Por isso eu peço que você faça a seguinte oração: Senhor, não deixe nunca que eu seja o maior obstáculo à realização do Teu milagre em minha vida.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A Fonte Infalível de Esperança

Há alguém em desespero? Certamente que sim.

Pode não ser você. Mas talvez você conheça alguém que esteja nessa situação.

Neste exato momento existem muitas pessoas se sentindo perdidas e não vê qualquer sinal de esperança.

A fé em Cristo nos dá esperança e oportunidade de recomeçar. Pois Cristo é a nossa infalível fonte de esperança num mundo que a cada dia precisa imensamente dela.


Nos dias de Jó ele também precisou dela, e Deus lhe mostrou: “E terás confiança, porque haverá esperança; olharás em volta e repousarás seguro” (Jó 11. 18).

Eu mesmo já precisei muitas vezes dela, e ela está lá. Ela pode ser encontrada por todo aquele que estiver disposto a aceitar a Cristo: “Porque o SENHOR será a tua esperança; guardará os teus pés de serem capturados” (Provérbios 3. 26). 

Portanto, precisamos pedir ajuda a Deus para que possamos sentir a presença Dele e, saber que existe esperança.