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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

As Obras de Deus – E.T.

A Ciência jamais apresentou uma explicação das origens mais razoável e satisfatória do que o livro de Gênesis, embora ele não se destine a ser um livro de Geologia, Astronomia ou qualquer outra ciência natural.
Ali não encontramos minúcias científicas, nem descrições científicas detalhadas. Não existem termos técnicos da Ciência. E nem informações sobre os movimentos dos corpos celestes, sobre distância, volume, gravitação ou qualquer outra explicação dessa natureza.
O propósito do livro de Gênesis não é nos ensinar ciência.
Para uma época em que os homens se sentiam tentados a adorar as estrelas, o que Moisés escreveu era suficiente para mostrar que os corpos celestes eram apenas criação divina: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1. 1).
O propósito de Gênesis 1 é introduzir a história da redenção. Mas tudo o que nos é mostrado ali sobre os acontecimentos da semana da criação, nos é dito de modo a não entrar em conflito com os fatos da ciência. E embora o livro de Gênesis não tenha sido escrito para nos ensinar ciência, suas alusões científicas anteciparam de seis mil anos o melhor pensamento científico dos dias presentes.
Conforme diz o Dr. Alphonzo Smith em seu tempo: “Os fundadores da ciência moderna, aqueles que lançaram os fundamentos sobre os quais edificaram os grandes cientistas do século dezenove, foram Bacon, Kepler, Galileu, Harvey e Newton. Estes homens criam que havia “Mente”, “pensamento”, “poder altíssimo”, “desígnio”, “inteligência”, “um Agente inteligente”, em a natureza. Eles criam, não porque o tivessem provado; a prova veio posteriormente. Eles criam porque o Gênesis o afirmava”.
A questão é que a Bíblia põe o fato da criação bem no meio de sua narrativa, como a sua primeira afirmação. A doutrina da Criação se opõe à ideia de eternidade da matéria, e como a matéria apresenta evidências de composição e também de arranjo, logo a matéria não é auto-existente.
Existe o valor espiritual na doutrina da criação pois, é uma doutrina que coloca Deus sobre todas as coisas, faz de Deus o soberano do universo, torna todos os homens responsáveis perante Ele, faz todos dependentes Dele, nos leva a adorá-Lo, nos garante o Seu cuidado, nos leva a confiar Nele, torna razoável a revelação, torna possível a salvação, torna provável que Deus intervenha na vida dos homens. Além de tudo, a criação alegra os enfermos, porque aquele que nos fez nos pode consertar; e ainda, a criação nos dá esperança na morte, porque estamos nas mãos do nosso Autor.

As Obras de Deus – E.T. – Continuação

Certa vez, uma espaçonave circundava a lua, e no seu interior, um astronauta que observava a maravilhosa vista da Terra disse: "No princípio criou Deus os céus e a terra" (Gênesis 1,1).
Existem muitos cientistas que desafiam a humanidade acerca da existência de Deus, e por consequência a teoria da criação do Universo.
Pelo relato bíblico, Adão foi criado no sexto dia da existência do nosso planeta. E se observarmos os detalhes da cronologia ali listada, tendo por base os seis dias da criação como sendo períodos literais de 24 horas, não havendo nenhum vazio cronológico, somados as genealogias listadas nos capítulos cinco e onze do livro, podemos ter a idade em que Adão e seus descendentes geraram a próxima geração. Ali existe uma sucessiva linha ancestral que vai de Adão até Abraão.
Baseando-se então nesses capítulos de Gênesis, chega-se a aparente conclusão que a Bíblia ensina que o planeta Terra tenha cerca de seis mil anos, podendo considerar algumas centenas a mais ou a menos.
Mas como ensinam em nossas instituições acadêmicas, e existe na ideia popular, é que a Terra tenha cerca de 4, 6 bilhões de anos. Que se baseia em duas técnicas de se determinar a idade são elas: a radiometria e a escala de tempo geológico.
Para os cientistas que defendem uma idade menor, cerca de seis mil anos, tanto a radiometria, quanto a escala de tempo geológico falham. A radiometria falha, pois se baseia em uma série de suposições inexatas, e a escala de tempo geográfico falha, pois emprega cogitações circulares, e baseiam na falsa ideia de que a estratificação, fossilização, a formação de diamantes, carvão, petróleo, estalactites, estalagmites levam longos períodos para sua formação.
Os cientistas que defendem os seis mil anos para o planeta Terra apresentam evidências positivas para esta idade menor. Eles reconhecem que são a minoria, mas insistem que a medida que outros cientistas reexaminarem as evidências e olharem mais de perto aquilo que é atualmente aceito como uma idade mais velha para a Terra, sua credibilidade aumentará.
Mas uma coisa precisa ser dita, não se pode provar a idade da Terra. Tanto os que defendem os seis mil anos, como aqueles que defendem 4, 6 bilhões de anos, como todos aqueles que ficam entre os dois pontos de vista, todos baseiam em fé e suposições.
Não havendo um Criador, a vida teria começado aleatoriamente. Resultado do acaso.
Seria o acaso responsável pelas corretas substâncias químicas, suas combinações e quantidades certas. Seria responsável pela correta temperatura e pressão, além de outras variáveis para que fosse possível a existência de vida. E qual é a probabilidade de um único evento assim acontecer?

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O Propósito da Vida e a Glória de Deus

Ao entrar o pecado no mundo, houve a separação entre o homem e Deus. O autor do livro de Isaias diz que: “As vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não ouça” (Isaias 59. 2).
O propósito da vida não é o que chamamos de realização pessoal. Não é adquirir bens, não é trabalhar e se esforçar para que se tenha uma aposentadoria rechonchuda. Não é se esforçar para se ter uma formação acadêmica invejável. O propósito da vida também não é buscar a sua felicidade.
Afinal, com a entrada do pecado no mundo, tudo aquilo que pensamos ser nossa justiça e nossas boas ações não passam de uma avaliação equivocada. Pois ainda no livro de Isaias, encontramos uma confissão muito pesada acerca de nós: “Todos nós nos tornamos impuros. As nossas boas ações, que pensamos ser um lindo manto de justiça, não passam de trapos imundos” (Isaias 64.6 - NBV).
O que o profeta diz, quando lemos os originais da Bíblia é que: “Nossa justiça toda é como sangue menstrual”. Ele compara toda nossa justiça e bondade com os absorventes de sua época, os trapos imundos.
Isso talvez possa chocar alguns, saber que todas suas boas obras são como trapos de imundícia. Mas é exatamente isso que o pecado fez ao entrar no mundo. A Bíblia diz: “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só” (Romanos 3.10-12). O que temos são trapos de imundície em vez de boas obras.
Isso faz com que a maior necessidade do ser humano seja a paz com seu Criador. Enquanto separados de Deus nada do que fazemos tem sentido. Mas da mesma forma que existe o sangue menstrual, também existe o sangue remidor: “Foi ele quem se deu a si mesmo por nós, a fim de nos livrar de toda maldade e de nos purificar, fazendo de nós um povo que pertence somente a ele e que se dedica a fazer o bem” (Tito 2. 14 - NTLH).
Através de Jesus podemos encontrar remição e purificação dos nossos pecados.
O propósito de nossa vida é glorificar a Deus. Deus ao planejar tudo que foi criado, não desejava que o foco de toda a criação fosse o ser criado, e sim Ele: “A todos os que são chamados pelo meu nome e os que criei para a minha glória, os formei, e também os fiz” (Isaias 43. 7).

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Misericórdia e Graça

Através da palavra de Deus as coisas vieram à existência. Mas chegará o dia em que todos nós estaremos diante de Deus, e Ele fará uma auditoria em nossa vida. Será o exame final antes que entremos na eternidade.
A Bíblia nos diz que cada um de nós estará pessoalmente diante de Deus para sermos julgados por Ele. Cada um de nós terá de prestar contas de si mesmo a Deus.
Para nossa alegria, é desejo Dele que passemos nesse teste. E por isso devemos ser gratos por duas atitudes de Deus em relação a nós.
Primeiramente devemos ser gratos a Ele por Sua Misericórdia, é ela que impede de recebermos de Deus o castigo que merecemos. A Bíblia diz: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; Novas são cada manhã...“ (Lamentações 3. 22).
Em segundo, devemos ser gratos a Ele por Sua Graça. É a Graça de Deus que nos faz receber aquilo que não merecemos: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” (Efésios 2. 8).
Deus nos mostra através da Bíblia, antecipadamente, aquilo que Ele espera de nós. E através dela podemos supor quais perguntas nos serão feitas no futuro, quando estivermos diante Dele.
Ele não perguntará sobre seus antecedentes religiosos ou suas ideias doutrinárias. O que importará é o que você fez com seu Filho, Jesus. Deus vai querer saber se você aprendeu a ama-lo e a confiar Nele.
Outra coisa que Ele vai querer saber de você é o que você fez com a vida que Ele lhe deu; seus talentos, suas oportunidades, sua energia, seus relacionamentos, e todas as dádivas e recursos que Ele lhe deu.
Enquanto estamos no mundo, chamado Planeta Terra, fazemos coisas que achamos boas e que gostamos de fazer. Sem dar muita atenção aos propósitos de Deus. Nos esquecemos que dinheiro pode ser devolvido, mas que as consequências de palavras mal empregadas não podem ser desfeitas.
É certo que nem todo mundo mata, nem todo mundo rouba, mas todos mentem. Mas naquele dia as mentiras de nada valerão.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Procurando O Homem Certo No Lugar Errado

Existem diversos inimigos da felicidade dos seres humanos. Inimigos que roubam a verdade e a pureza de coração, e impedem a liberdade de comunhão, os excluindo do meio social.
Inimigos que roubam a capacidade de maravilharem-se, de alegrarem-se com a bondade das pessoas e de encantarem-se com as coisas da natureza.
Inimigos que roubam dos olhos a direção do futuro, negando-lhes seu caminho com alegria. Roubando-lhes a coragem e a segurança.
Por isso é preciso se apoiar, conhecer um amigo capaz de restaurar... Fazer-lhe vencer.
Um amigo que lhe faça sair da dependência química e da codependência, um amigo que livra você da compulsão alimentar, da compulsão financeira, da depressão, da ira, da compulsão sexual e da baixa autoestima.
Se há um propósito na vida, certamente ele não se encontra nas drogas, no álcool, no sexo ou no dinheiro.
Especular é simplesmente usar a razão através de conjecturas e suposições.
Buscar um sentido para a vida é algo normal e sadio. Podemos dizer que o ser humano tem fome de saber quem é, e de onde veio e para onde vai. Mas sempre buscam nos lugares errados.
Freud afirmava que as pessoas tem fome de amor. Compulsão sexual, prostituição e homossexualismo não saciam esta fome. Jung afirmava que as pessoas têm sede e segurança, compulsão financeira não é capaz de saciar esta fome. Addler afirmava que as pessoas tem sede de significância, senti-se com baixa autoestima, ou ser arrogante demais ou mesmo ser uma pessoa carismática, não irá matar essa fome.
Jesus afirmou: “Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede” (João 6. 35).
As pessoas se desesperam com o fato de a vida ter um significado, mas, estão sempre procurando o Homem certo no lugar errado.
Ao lermos o livro de Gênesis veremos que mesmo após a queda do ser humano, Deus foi quem tomou a iniciativa de ir atrás do homem. Ele enviou o Seu Filho ao mundo não porque o mundo estivesse clamando por isso, mas pelo simples fato de que “Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3. 16).
É Ele quem nos ensina a ser livres e transparentes, a usar os bens do coração. É Ele quem impede de nos tornarmos escravos. É Ele que nos ajuda para que nossa convivência tenha por base a honestidade, a compreensão e vivamos na constante prática do perdão. 
Jesus nos ensina a usar os bens da criação sem que nos tornemos escravos dela. E como crianças, aprendemos a graça de ama-Lo de todo coração e amar também o nosso semelhante... Assim como Jesus nos amou.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PAIS MAUS

       Tem gente que demora a entender que a ruindade pode ser muito boa e necessária, como por exemplo, o dizer NÃO de um pai, a palmadinha na bunda que uma mãe dá no seu filho... Alguns tapinhas e algumas broncas não matarão ninguém, mas poderão ajudar a criar um clima de confiança.

No livro de Provérbios aprendemos o conselho do sábio: “Não deixe de corrigir a criança. Umas palmadas não a matarão. Para dizer a verdade, poderão até livra-la da morte” (Provérbios 23. 13, 14).

O texto a seguir foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da Escola Objetiva Americana aos alunos, e foi pedido que eles ficassem ao lado de seus pais enquanto eles estivessem lendo.

PAIS MAUS
Dr. C. Hecktheuear (médico psiquiatra)

Um dia quando meus filhos, forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os Pais e Mães, eu lhes direi: 

Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e que hora regressarão.

Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

Eu os amei o suficiente para vos fazer pagar os rebuçados que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e vos fazerdes dizer ao dono: - “Nós tiramos isto ontem e queríamos pagar”.

Eu os amei o suficiente por ter ficado em pé, junto de vocês, duas horas, enquanto limpava vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.

Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.

Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das vossas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.

Eu os amei o suficiente para vos dizer NÂO, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). 

Estas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também. E qualquer dia, quando meus netos estiverem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva pais e mães; quando eles perguntarem se os seus pais eram maus, os meus filhos vão dizer: 

Sim meus pais eram maus... Os piores pais do mundo...

Meus pais nos faziam comer: arroz, carne, verduras e feijão...

Queriam saber quem eram nossos amigos...

Insistiam para dizermos só a verdade... Apenas a verdade...

A nossa vida era mesmo chata! (...)

Por causa de nossos pais, nós perdemos imensas experiências na adolescência...

Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime!

Agora somos adultos, honrados e educados, estamos a fazer o melhor para sermos pais maus, como eles foram.

“EU ACHO QUE ESSE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE:
NÃO HÁ PAIS MAUS O SUFICIENTE".


“É bom corrigir e disciplinar a criança. Quando todas as suas vontades são feitas, ela acaba fazendo a sua mãe passar vergonha” (Provérbios 29. 15).

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Oh, Glória!

Penso que você já tenha ouvido ou até mesmo usado esta expressão: “Oh, Glória!”.
Mas lamentavelmente muita gente pensa que dar glória a Deus é simplesmente usar essa expressão, e quanto mais alto melhor será.
O livro de Apocalipse ensina: “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas” (Apocalipse 4. 11). Será que é somente dizer: “Oh, Glória!”?
Se quisermos aprender com Jesus, veremos que Jesus nunca utilizou esta frase. Na verdade Jesus glorificou a Deus cumprindo seu propósito na terra. E isso é muito interessante, pois a Bíblia ensina que a natureza, o universo, enfim, tudo que foi criado glorifica a Deus. Qualquer coisa na criação glorifica a Deus quando está cumprindo o seu propósito.
Isso é pura poesia! Pois o voar do pássaro, o peixe ao nadar, o vento a soprar, estão dando glória a Deus quando estes cumprem o propósito para o qual foram criados. Quando cada animal, cada planta, cada estrela realiza as atividades próprias delas, conforme o plano de Deus, todos eles estão dando glória a Deus quando realizam essas atividades. Deus fez um pássaro para ser um pássaro, um cachorro para ser um cachorro, e fez o ser humano para que seja um ser humano.
    Deus criou o ser humano para que possa amar. Primeiro a Ele, e depois ao seu semelhante. Por isso nossa adoração deve ser mais do que meramente um louvor. Nossa vida deve ser usada para glorifica-lo. Quando isso acontece tudo o que fazemos se torna um ato de adoração.
Paulo escrevendo aos romanos disse: “Usem o seu corpo inteiro como instrumento para fazer o que é justo, para a glória de Deus” (Romanos 6. 13).
Outra forma de darmos glória a Deus é ao amarmos nossos irmãos na fé. Jesus, disse: “Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros” (João 13. 34, 35).
Uma boa maneira de dar glória a Deus é começar a crescer na fé, a ter uma maturidade espiritual. Deixar as coisas de meninos. E para isso é preciso tornar-se como Jesus na Sua forma de pensar, de sentir, e de agir.
Isso significa começar a desenvolver o caráter cristão, e ao agir dessa forma mais ainda você estará dando glória a Deus. Pois: “A medida que o Espírito do Senhor trabalha em nós, tornamo-nos mais e mais semelhantes a Ele e refletimos a Sua glória ainda mais” (2 Corintios 3. 18).
A Bíblia diz que Deus concedeu talentos, dons, capacidades e habilidades para o ser humano. E não foi para que utilizemos cada um deles com propósitos egoístas. Mas, para servir a outras pessoas. Veja o que diz o apóstolo Pedro: “Deus concedeu dons a cada um de vocês, dentre a Sua variedade de dons espirituais. Administrem bem, para que a generosidade de Deus flua por meio de vocês. Vocês são chamados para ajudar outros? Ajudem com toda a força e energia com que Deus lhes supre” (1 Pedro 4. 10, 11).
E para terminar nossa meditação, não é desejo de Deus que Seu amor e Seu propósito sejam mantidos em segredo. Portanto após conhecermos a verdade, Ele espera que compartilhemos.
E o que devemos compartilhar? Devemos apresentar Jesus para as pessoas, ajuda-las a descobrir seus propósitos e prepara-las para o seu destino final: “A medida que a graça de Deus trouxer mais e mais pessoas para Cristo, Deus receberá mais e mais glória” (2 Corintios 4. 15).
Bem, deu para perceber que dar glória a Deus não é simplesmente expressar essas palavras. Até porque as palavras podem ser ditas, mas o coração pode estar longe (Isaías 29. 13).
O verdadeiro louvor, a verdadeira adoração requer uma mudança de prioridades, de relacionamento, de agenda e outras coisas mais.
Portanto, qual será o objetivo de sua vida?

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Que Esperar Quando Estiver Esperando?

Que influencia estamos exercendo nas pessoas próximas de nós? Como temos nos apresentado diante delas, como pessoas boazinhas ou pessoas boas? Como pessoas bonitinhas ou pessoas de caráter?
Ao ensinarmos outras pessoas a respeito do Evangelho, precisamos ter em ordem em nossa mente a verdade sobre a oração.
Muitos de nós temos orações que são vícios, orações que são feitas, mas que já não se acredita mais nelas. Não passa de um rito, o tempo passou a resposta não veio, passaram-se dez anos, vinte anos, mas a oração continuou como uma condição viciosa. Mas você não acredita mais nela. Pois há muito tempo atrás a esperança foi-se acabando. E você a faz simplesmente como um amuleto espiritual, pelo fato de pensar que ao parar de orar você poderá ofender a Deus.
Isso pode algumas vezes nos deixar em dúvida. Pode nos fazer pensar se a oração realmente faz alguma diferença.
É preciso ficar claro que quando pedimos algo em nome de Jesus, esse pedido está sendo feito ao Pai. Deus não nega nada ao Filho, e quando um pedido é feito em nome do Filho, é como se o próprio Filho o fizesse: “e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (João 14. 13).
Precisamos entender que o ciclo da oração começa com Deus. Não somos nós quem determinamos e sim Deus. Sua resposta as nossas orações podem ser: sim, não e espere.
Através de Sua Palavra Viva e da Palavra Escrita, através do Espírito Santo, e através das circunstâncias, dos eventos que ocorrem em nossa vida, Deus nos instrui. E nós respondemos a Ele com nossas orações. Essas orações podem ser de três tipos: de gratidão, onde incluímos nosso agradecimento, nosso louvor e nossa adoração; de concordância, onde fazemos nossa confissão, nosso arrependimento, e nossa fé; e nossas orações de pedidos, onde fazemos nossa intercessão, nossos pedidos e nossas petições.
Embora possa parecer a mesma coisa, o pedido tem haver com as coisas que desejamos obter, algo que nos falta. A petição tem haver com um pedido a uma autoridade com o sentido de obter algum alívio, como uma ordem judicial.
Mas o que quero deixar claro aqui é que, quando estivermos esperando uma resposta de Deus, devemos esperar por três formas de resposta: sim, não e espere.
Sabendo também que Ele atenderá quando nossa oração estiver de acordo com o Seu propósito: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites” (Tiago 4. 3).  E saber disso nos ajuda a perceber que a oração não é uma forma pela qual a nossa vontade é realizada no céu, e sim que através dela a vontade de Deus é operada aqui na terra. Para o nosso bem e para a glória Dele. Pois o não de Deus e tão bom quanto o Seu sim.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Aprendendo a Confiar Como Abraão – Parte 2

Quando lemos o capitulo 22 do livro de Gênesis, descobrimos que Deus havia feito uma promessa a Abraão. Deus havia prometido a ele que, ele seria o pai de muitas nações. Isaque, seu filho junto com Sara, era esse filho da promessa. Isaque era o filho que trouxe o riso de Deus a Abraão e Sara. No entanto, Deus pediu a Abrão que o levasse até o monte chamado Moriá, e oferecesse ali Isaque como sacrifício.
A ordem que Abraão recebeu não era apenas chegar ali e feri-lo, e depois cuidar dele para que ele recobrasse a saúde. O sacrifício era um holocausto. Abraão deveria seguir todos os procedimentos necessários para esse sacrifício. Isso significava queimar todo o animal, no caso de Abraão o seu filho, inteiramente em oferta a Deus.
A Bíblia não relata nada a respeito do pensamento de Abraão ou de Sara. É possível que Abraão nada tenha dito a Sara por conhecê-la bem. Da mesma forma como ela duvidou da palavra do Anjo quando lhe foi anunciado sobre o nascimento de Isaque, ela poderia agora querer impedir a tarefa que Abraão tinha de cumprir. Ou pode ser que ela tenha aprendido a confiar em Deus e por isso não impediu Abraão.
O impacto deve ter sido enorme para os dois, mas, fato é que a Bíblia nada diz a respeito disso. O que a Bíblia descreve é a total obediência a Deus.
Nem mesmo os servos de Abraão sabiam o que ele ia fazer. E se eles tivessem acompanhado Abraão e Isaque até o monte, talvez tivessem tentado impedir Abraão de executar sua penosa tarefa. Por isso Abraão lhes pediu para que ficassem e esperassem.
O que é interessante nisso tudo é o que Abraão diz a eles: “Tornaremos a vós” (Gênesis 22. 5). Abraão tinha uma forte convicção de que ele e o seu filho voltariam juntos.
Isso nos faz concluir que a ordem que Deus deu a Abraão mostra que Ele é dono de tudo que existe na vida, e tudo vem Dele. A vida é apenas um empréstimo a nós, tanto para os pais como para os filhos. E Deus pode pedi-la de volta quando bem entender.
Isso é um ponto importante para se refletir. Pois adorar a Deus não é simplesmente uma formalidade semanal da qual se deve prestar. Pois o Cristianismo é vida. E quando queremos a presença de Deus em nossa vida, dentro da nossa casa, muitas coisas acontecem. Transformações acontecem. Pois o prazer de Deus é abençoar as pessoas.
Abraão subiu o monte Moriá e Deus proveu o que ele necessitava. Quando você confia em Deus você encontra, você acha. Se você procura paz, Nele você encontra, se procura uma esperança que já se foi, com Ele a esperança retorna. Se você busca um milagre, esse milagre acontece. Aconteceu com Abraão e pode acontecer com você. Mas para isso é preciso confiar, como fez Abraão. É preciso vivenciar a fé, ter um relacionamento com Deus. É preciso viver a Palavra.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Altar do Holocausto - Marcelo Crivella

Parece inacreditável que Deus tenha ordenado Abraão a oferecer seu filho no altar do holocausto. Que tipo de Deus faria isso? Que tipo de Deus poderia testar a fé de um homem lhe dando uma ordem tão severa como essa?
Aquele foi um teste bem rigoroso para a fé de Abraão. È possível que muitos de nós falhássemos nesse prova. Provavelmente pensaríamos que Deus estivesse sendo cruel e insensível. Ao contrário da maioria de nós, Abraão confiou em Deus. Abraão acreditou fielmente que, apesar de tudo, mesmo parecendo ir contra a promessa que Deus havia lhe feito, o Senhor lhe mostraria uma maneira de cumprir essa promessa. 

Altar do Holocausto

Marcelo Crivella

De madrugada Abraão se levantou
Três dias no deserto caminhou
Ninguém sabia o que ele ia fazer
E o quanto lhe custava obedecer

Guiado pela fé a voz de Deus
Sentiu tornar em cinzas os sonhos seus
Subiu o monte santo Moriá
E pôs o próprio filho no altar

E quando Abraão ergueu a mão
Tocou em Deus no céu o coração
E um anjo
Bradou em alta voz

Deus proverá, Deus proverá
Prá quem lutar, sacrificar
Deus proverá pra quem subir
O monte Moriá

Deus proverá, Deus proverá
Prá quem lutar e mesmo exausto
Entregar a própria vida

No altar do holocausto