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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

Um Tempo Que Vale A Pena


As implicações que estão inseridas numa relação de afeto são muitas. Os resultados podem ser positivos quando há uma relação de amor e carinho, verdade e justiça. Mas podem ser negativas, quando não há harmonia, atenção, ou qualquer demonstração de afeto.
Tempos gastos longe dessa demonstração de afeto, no futuro poderão ser traduzidos em tempo gasto no desgosto e choro.
Valorizamos nosso tempo dizendo que tempo é dinheiro. Mas esquecemos que o dinheiro não pode comprar determinadas coisas que se perderam com o tempo.
Queremos famílias felizes e alegres, e nos esquecemos de levar até ela a demonstração dessa felicidade e dessa alegria.
Pensamos em trabalhar agora para um futuro melhor, e quando olhamos para trás, vemos que o futuro já passou. O que ficam são lembranças dos brinquedos jogados e esquecidos num quarto qualquer, de uma época que não voltará jamais.
O tempo passou e você nem viu crescer aquele que muitas vezes lhe chamava: “Pai, vamos brincar?”. E se assusta com a voz forte de um novo homem dentro de casa, ou de uma linda jovem que já está para sair e formar seu próprio lar.
Um tempo que vale a pena tirar. Lembranças que irão marcar as vidas de pessoas que você ama e que lhe amam também. Lembranças que ajudarão nos momentos em que elas se sentirem solitárias. Lembranças boas de momentos inesquecíveis. Lembranças que ajudarão a formar outros lares cheios de amor.
Trabalho, igreja, tudo passa. Outros virão e continuarão aquilo que você não pôde realizar. Mas, ninguém irá se importar com sua família. Ninguém vai amá-la mais do que você pode amar. Ninguém se importará se estão todos bem, se estão aquecidos, se estão alimentados.
O tempo gasto junto com eles poderá ser o melhor tempo que você passará neste mundo.
Por isso as implicações que estão inseridas numa relação de afeto são muitas.
Davi era rei e tinha preparado um lugar para a adoração a Deus. Davi, junto com outros homens, estava envolvido num projeto importantíssimo para o seu povo. Questões que garantiriam o sucesso daquele povo.
Mas houve um momento em que eles pararam. Estavam já há muito tempo envolvidos naquele projeto. Agora outra atenção precisava ser dada. Depois voltariam as atividades normais de seus serviços.
Cada um daqueles homens voltou para suas casas. Cada um estaria com sua esposa e filhos. Cada um dedicaria seu tempo a sua família. E assim o último verso do capítulo 16 de 1ª Crônicas termina com as seguintes palavras: “Então todos foram para casa, e Davi também foi, a fim de passar algum tempo com a sua família” (1 Crônicas 16. 43).

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