Post Em Destaque

O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

Tetelestai, “Está Consumado”

Após horas de agonia, solidão e dor, Jesus ergueu os olhos para os céus e disse: “está consumado”.
Ele estava dizendo com essa palavra que estava tudo pago. Já não havia mais dívidas.
Uma palavra grega, mas, bem conhecida por qualquer romano da época.
Quando alguém era preso, era levado a um cárcere onde um oficial de justiça pegava a lista de todos os seus delitos, passando em seguida à leitura de sua sentença. Cumprida a tal sentença, o mesmo oficial o tirava do cárcere, pegava o selo de autoridade vigente e batia sobre aquele papel “tetelestai”, ou seja: tudo está pago, tudo está consumado.
Significava dizer que aquele homem nunca mais poderia ser preso por aqueles delitos. E Jesus estava dizendo: “Pai, paguei tudo, para que aquele que crer em mim não tenha mais dívida”. Já não há mais nenhuma condenação para os eleitos de Deus (Romanos 8.1).
Jesus, então, olhou para os céus e disse: “Pai, nas tuas mãos eu entrego o meu Espírito”.
Todos os espinhos deste mundo estiveram sobre Cristo: “Os espinhos do espírito”, que fazem pessoas ter grandes dores e viverem grandes tragédias, são dores pontiagudas que atingem o cerne, o íntimo do homem. Os espinhos familiares, que atingem a sociedade, trazem calamidades, e provocam a desagregação das famílias. Os espinhos da religião, gente que está em crise religiosa. Pessoas que tem grandes decepções com a religião e já perderam a esperança de encontrar a felicidade, gente com incertezas sobre a morte sem saber para onde irão depois, gente que apesar da religião continuam oprimidas e muitas vezes feridas por causa da iniqüidade das religiões para as quais se entregaram.
As pessoas são acometidas de toda sorte de infelicidade e tragédias; é o vazio do coração, a angústia profunda da alma. Mas Jesus levou sobre Ele todos esses espinhos. Você se lembra que até a coroa dEle era de espinhos?
A mensagem que quero passar para você é esta: todas as pessoas possuem seus espinhos, sejam espirituais, sejam sociais, ou emocionais que estão machucando, incomodando e causando grande dor. E não há lugar, não há situação em que você esteja totalmente bem, não há nada. Mas, Jesus levou seus espinhos. Ele levou seu vazio existencial e não há motivo para você estar vivendo esta tragédia, este desconforto que faz que onde quer que você esteja, tudo pareça perdido, pois tudo dói. Tudo isto pode acabar na cruz. A coroa de Jesus era de espinhos e Ele já pagou o preço.
Três dias depois, num domingo, após José de Arimatéia tirar Jesus da cruz e envolve-Lo em 50 metros de pano, colocá-Lo num túmulo, um anjo do Senhor desceu dos céus e ouve um grande terremoto. O anjo disse às mulheres que ali chegavam: “Por que buscai dentre os mortos aquele que vive? Ele não está mais aqui, pois já ressuscitou” (Lucas 24:5).
Tenha coragem, vença as tragédias da alma. Com Jesus somos mais que vencedores!

Ore agora: Senhor, estou cravado de espinhos que me machucam e faz doer. Mas quero ser sarado de todos esses ferimentos.


Comentários