Páginas

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A Inabilidade do Homem – Antropologia – E.T.

“Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus” (Efésios 2. 8).

No ponto de vista de Agostinho, e também de Calvino, o homem está totalmente desabilitado pela queda. Ficando assim completamente dependente de Deus para o início e desenvolvimento da vida espiritual.

Embora as Escrituras declarem que o homem é, por natureza, espiritualmente morto perante Deus, e totalmente incapaz de se arrepender dos seus pecados, nas igrejas ele é exortado a levantar a mão, ir à frente, aceitar a Cristo e fazer uma decisão. Depois disso ele é considerado salvo.

Para os moldes do século 21 o homem está muito confiante de si e na sua própria capacidade. Isso é consequência de muitos pregadores que apresentam o Evangelho de tal forma que o homem só precisa fazer certas coisas para se tornar um autêntico cristão.

Porém precisamos entender que a inabilidade não significa a perda de qualquer faculdade da alma intelecto, sentimento, vontade ou consciência. Não significa também a perda do livre arbítrio. Nem tão pouco significa que o homem caído não possua virtudes. Os homens caídos e sem o novo nascimento muitas vezes apresentam qualidades admiráveis.


A inabilidade não significa falta de capacidade para conhecer a Deus e receber a graça.

Mas a situação do homem diante de Deus é profundamente calamitosa e só Deus na Sua graça e misericórdia pode solucioná-la: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair” (João 6. 44).

O que a mensagem moderna tem ensinado é bem diferente daquilo que as Escrituras mostram. Pois somente uma ação poderosa do Espírito Santo no íntimo do pecador pode salvá-lo.

O que podemos aprender com a Doutrina da Inabilidade?

Aprendemos que o homem caído é incapaz de guardar a lei de Deus e merecer a vida pelas suas obras: “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2. 8,9).

Aprendemos também que o homem é incapaz de restaura-se a si mesmo no favor de Deus: “a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo. Quem é dominado pela carne não pode agradar a Deus” (Romanos 8. 7,8).

Aprendemos que o homem é incapaz de mudar a sua natureza, regenerar-se a si mesmo e tornar-se santo: “Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo” (João 3. 3); “O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (João 3. 6).


Aprendemos que o homem é incapaz de nutrir um sentimento correto ou inclinação para com Deus: “Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus” (2 Coríntios 3. 5).

Aprendemos que esta inabilidade foi auto-adquirida pela raça, constituindo, portanto, culpa: “deu-nos vida juntamente com Cristo, quando ainda estávamos mortos em transgressões — pela graça vocês são salvos” (Efésios 2. 5); “Pois, quem torna você diferente de qualquer outra pessoa? O que você tem que não tenha recebido? E se o recebeu, por que se orgulha, como se assim não fosse?” (1 Coríntios 4. 7).

Então o que o homem pode fazer em relação a sua salvação?

Primeiramente ele pode ouvir a mensagem de Deus a cerca de si mesmo e aprender a verdade acerca de sua pecaminosidade e inabilidade.

Em segundo, ele pode examinar a perfeição de Deus e descobrir quão longe está de tê-la cumprido.

Em terceiro, o homem pode experimentar obedecer a essa lei, o que ainda mais o convencerá de sua inabilidade.

Em quarto, ele pode aprender que não há esperança para ele sem a graça divina.

Em quinto, ele pode apelar para Deus a fim de fazer a obra que ele não pode fazer por si mesmo: “Cria em mim um coração puro, ó Deus, e renova dentro de mim um espírito estável” (Salmos 51. 10).

Mas até mesmo essa atitude revela a graça de Deus agindo em seu coração.


Leia também:

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Confissões de Fé – Parte 1


Sei que o assunto deve parecer chato para alguns e até mesmo fora de moda. Mas é uma forma de manter a pureza da doutrina cristã.

O apóstolo Pedro nos diz para explicar a quem nos perguntar qual a razão da nossa esperança (1 Pedro 3. 15). A nossa confissão dá testemunho de nossa fé. E serve como defesa aos ataques de heresias das quais muitas igrejas tem se deixado dominar, devido a sua vulnerabilidade, por não possuir uma confissão de fé.

Esta seção é para auxiliar tanto a cristãos como os incrédulos a entende aquilo em que cremos. E útil também para corrigir pastores e mestres, caso eles estejam se desviando da fé.

Ajuda ainda a sinalizar aos cristãos a analisarem o que está sendo ensinado nas igrejas, como faziam os bereanos: “Os bereanos eram mais nobres do que os tessalonicenses, pois receberam a mensagem com grande interesse, examinando todos os dias as Escrituras, para ver se tudo era assim mesmo.” – (Atos 17. 11 - NVI).

Portanto é útil como meio de estudo, testemunho da fé, meio de manter a pureza da doutrina e defesa contra os ataques de heresias e outras religiões.


Breve Catecismo de Westminster

PERGUNTA 1. Qual é o fim principal do homem?

RESPOSTA. O fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre.

Referências: Rm 11.36; 1Co 10.31; Sl 73.25-26; Is 43.7; Rm 14.7-8; Ef 1.5-6; Is 60.21; 61.3.

PERGUNTA 2. Que regra deu Deus para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar?

RESPOSTA: A Palavra de Deus, que se acha nas Escrituras do Velho e do Novo Testamento, é a única regra para nos dirigir na maneira de o glorificar e gozar.

Referências: Lc 24.27, 44; 2Pe 3.2, 15-16; 2Tm 3.15-17; Lc 16.29-31; Gl 1.8-9; Jo 15.10-11; Is 8.20; Hb 1:1 comparado com Lc 1.1-4 e Jo 20.30-31.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Sinta-se Melhor: Goji Berry, O Fruto Curativo

Desde jovem tenho a convicção que Deus colocou na natureza tudo aquilo que nos ajudará a ter uma boa saúde e bem estar. Quero compartilhar com vocês aquilo que tenho aprendido sobre esse assunto.

O poder da oração para a cura de enfermidade é atestado pela Palavra, pelo testemunho de várias pessoas e também pela ciência, pois proporciona disposição e bem estar físico.

Neste quadro quero apresentar mais uma forma de você se sentir bem.


Você já ouviu falar de Goji berry ?

Pois bem, ele é uma planta de origem chinesa com alto poder antioxidante e estimulante do sistema imunológico. é um dos ingredientes mais conhecidos da tradicional medicina chinesa, onde é apreciada por ser a fruta da longetividade, sendo indicada para a visão, para o fígado, para estimular o sistema imunológico, o sistema vaso circulatório, o desempenho sexual, além de inúmeras outras indicações.

Ele é uma planta típica do noroeste da China e regiões do Himalaia, posicionada há milênios no topo da tabela das 8.000 ervas e alimentos curativos chineses. É uma fruta seca, vermelha, de aspecto semelhante as uvas passas que conhecemos e de sabor adocicado. Podem ser consumidas naturalmente, puras ou misturadas com iogurte, cereais, etc.

O Goji Berry conta com 19 aminoácidos, incluindo os oito essenciais que o nosso organismo não consegue produzir e precisa adquirir por meio da alimentação, 21 minerais que protegem o corpo do câncer, alta concentração de carotenóides, betaína que combate os radicais livres e cyperone que traz benefícios ao coração e ao sangue.

Portanto o Goji Berry é um excelente alimento tanto para manter a saúde em dia, quanto para prevenir doenças, é um excelente item para consumir continuamente na alimentação. O Goji berry é pouco calórico, uma colher de sopa do fruto conta com 50 calorias.


Alguns de seus benefícios são:

Ajuda a emagrecer: Segundo pesquisa nos Estados Unidos, a ingestão diária de 120 ml de suco de Goji berry durante 14 dias é capaz de reduzir a circunferência da cintura e aumentar as taxas metabólicas em seres humanos.

Diminui as celulites: O fruto é rico em beta-sisterol, nutriente com ação anti-inflamatória que melhora a celulite, já que ela é caracteriza por uma inflamação. Além disso, o alto teor de fibras da fruta aliado ao beta-sisterol contribui para estabilizar os níveis de colesterol, que em excesso pode aumentar as celulites.

Melhora o sistema imunológico: Fruto rico em vitamina C. Este nutriente aumenta a produção de glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e que tem a função de combater microorganismo e estruturas estranhas ao corpo..

Melhora a visão: O fruto é a maior fonte conhecida de carotenoides. Este nutriente é responsável por prevenir e auxiliar a saúde da visão. Alguns estudos também apontam que o Goji berry possui quantidades significativas de zeaxantinas que melhoram a função da retina.

Protege a pele: Os carotenoides presentes no Goji berry também irão proporcionar benefícios para a pele.

Ação anticancerígena: Uma pesquisa realizada em 2012 e publicada no Journal of the American College of Agriculture sugere que os polissacarídeos presentes no Goji berry podem inibir a proliferação de células HeLa, tipo de células cancerígenas, por indução de morte celular. Os resultados mostraram que o fruto pode agir principalmente no câncer de colón e de colo de útero.

Previne doenças cardiovasculares: Estudos publicados na Nutrition Research em 2009 indicam que o aumento do consumo de goji berry, por conter vitaminas C, E e A faz com que a ação antioxidante aumente e a oxidação do colesterol ruim, LDL, diminua. Consequentemente, o risco de doenças cardiovasculares diminui.

Protege o cérebro: O Goji berry conta com ácidos graxos essenciais que são necessários para a síntese de hormônios e regulam o funcionamento do cérebro e sistema nervoso. Além disso, as vitaminas do complexo B e a forte ação antioxidante da fruta também contribuem para evitar problemas neurológicos.

Proporciona bem-estar: A vitamina B6 presente no alimento tem como principal função a produção de alguns neurotransmissores, entre eles a serotonina, que proporciona bem-estar.

Para alcançar o efeito medicinal, a dosagem diária recomendada de Gojiberry é entre 15 e 45 gramas ou 120 ml do seu suco.

Você pode comprar o Goji berry, a versão seca, em lojas de produtos naturais, ou, em alguns supermercados.


Leia também:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

A Paz Do Evangelho Como Sandálias Para Os Pés

O tema central da carta de Paulo aos Efésios é o propósito eterno de Deus. Ele deixa bem claro que Jesus Cristo é a cabeça da Igreja, e que a Igreja é formada a partir de muitas nações e raças.

Isso, por conseguinte isso fez com que o Cristianismo se aculturasse. E as pessoas que vão se achegando a ele, trazem resíduos de suas religiões, que podem ser as magias, as superstições, suas formas de paganismo e seus costumes.

Muitas igrejas não admitem o uso da razão, mas somente a fé; não admitem o estudo, mas somente a inspiração divina. E por isso ficam expostas a esses aspectos que vão sendo acrescentados. Formando a religiosidade popular, com suas crenças e teologias que são muito diferentes da teologia oficial.

Isso acontece principalmente nas camadas mais pobres, onde muitas igrejas incentivam o sacerdócio leigo, onde o que importa não é a instrução, mas a experiência religiosa, a obediência ao líder, que não pode ser contrariado, e o crescimento do grupo.

Mas o Evangelho nos mostra que a religião internalizada pede uma participação consciente e deliberada, ou seja, analisada pelo fiel. É isso o que Paulo ensina aos romanos ao escrever: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12. 1).

Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos. Pois no grego, “logikên latreian”, ou seja, “culto racional”, também pode ser entendido como “culto lógico”.

A preocupação de Paulo é mostrar aos crentes em Roma a necessidade de realmente entender a natureza de sua fé. 


Ao contrário do que vemos hoje, muitos indo aos cultos para sentir a presença de Deus, Paulo está mais interessado em que os crentes se questionem a respeito de sua fé e encontrem respostas racionais para seus questionamentos. Questionamentos como: Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? 

O contrário do racional é o irracional. E é isso que tem acontecido na maioria das igrejas hoje. E em cultos assim é impossível seguir o que está escrito. E para que se entenda o que está escrito é preciso racionalidade: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Coríntios 14. 40).

Para que o Espírito Santo possa agir é preciso equilíbrio. E o que encontramos atualmente é um grande descontrole emocional.

Preocupado com questões assim, em que o diabo tem grande oportunidade de agir, Paulo orienta aos crentes de Éfeso que calcem os pés com a “preparação do evangelho da paz” (Efésios 6. 15). Ou seja, ter a mente preparada com a preparação produzida pelo Evangelho.

Somente o Evangelho pode nos preparar para o combate espiritual.

Na época de Paulo, os soldados romanos corriam descalços no campo de luta. Mas havia ocasiões em que o guerreiro corria calçado, com sandálias nos pés. Era quando o inimigo colocava objetos pontiagudos no solo. As sandálias eram usadas para que o soldado não se ferisse.

A lição que podemos tirar disso é que assim como as sandálias protegiam os pés dos soldados, da mesma forma uma mente preparada pelo Evangelho nos protegerá.

A proposta do Evangelho é vida e paz (Romanos 14. 17). Mas, muita coisa que não é Evangelho tem entrado na igreja sem que percebêssemos.


Leia também: 

Tu Queres Ser Curado?

Você quer ser curado?

Embora pareça uma pergunta óbvia ela não é. A maioria de nós de fato não deseja ser curado. Nós queremos é pretexto para não ser curados.

Ao lermos o Evangelho de João, capitulo cinco, encontramos Jesus em Betesda. Ele encontra um que homem havia sofrido da sua enfermidade durante 38 anos quando Jesus parou e perguntou se queria ser curado (João 5.1-6). Parece uma pergunta idiota.

A questão é que existe muita gente que de fato não quer ser curada. Elas estão pressas ao seu sistema psicológico de sentir, de entender e de viver a vida.


Às vezes elas veem a sua situação como um meio de se conseguir atenção, carinho, ou algum benefício financeiro. A cura para elas seria o fim disso tudo. Seria o fim de seu conforto.

Portanto, a pergunta de Jesus tem sentido, uma vez que todo pecador tem um futuro e todo santo tem um passado.

Vivemos uma época do sentimentalismo espiritual. Onde o crente que prospera materialmente é o que recebe bênçãos de Deus. Onde as pessoas que são cheias do Espírito Santo são aquelas que agem de formas esquisitas dentro dos templos. Consideram-se maduras espiritualmente. Mas a maturidade não se mede por quão alto você ergue as mãos ao sentir Deus, mas quão firme você o obedece quando não o sente.

Rick Warren diz em seu livro: “Jamais concentre seus esforços para adquirir coroas temporárias”.


Leia também: 

sábado, 23 de janeiro de 2016

Veja Deus Operar

Neste primeiro mês de 2016 quero trazer a memória uma mensagem que eu preguei na década de 90. Que fique como meditação para você neste início de ano.

Vamos lá:

Você acredita que Cristo se interessa por nossas necessidades? Que Ele tem compaixão de nós em nossas necessidades? E que Ele nos considera em nossas necessidades quando outros não se importam conosco?

Pois é isso o que o texto de Mateus 14.14-23 nos mostra. Vejamos esses versos: “Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este é um lugar deserto, e já está ficando tarde. Manda embora a multidão para que possam ir aos povoados comprar comida”. Respondeu Jesus: “Eles não precisam ir. Deem-lhes vocês algo para comer”” (Mateus 14. 15,16).

Com esse texto aprendemos duas coisas importantes

A primeira è que ao suprir nossas necessidades Jesus não se restringe pelas circunstâncias. Leia os versos a seguir: “Eles lhe disseram: "Tudo o que temos aqui são cinco pães e dois peixes". "Tragam-nos aqui para mim", disse ele. E ordenou que a multidão se assentasse na grama. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, deu-os aos discípulos, e estes à multidão” (Mateus 14. 17-19).


Isso é muito confortante, saber que Jesus não se restringe por nossa falta de recursos (Mateus 14. 17-18), ou por qualquer outra falta (Mateus 14.19).

A segunda é saber que Cristo supre as nossas necessidades. Ouça isso: “Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças” (Mateus 14. 20, 21).

Aleluia! Jesus ao suprir as nossas necessidades Ele as supre com abundância: “Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram” (Mateus 14. 20). Jesus provê muito mais do que o suficiente.

Portanto meu irmão, minha irmã, esteja aberto às providências que o Senhor pode fazer em sua vida.

Veja que Ele pode fazer muitos milagres ainda hoje em nosso tempo. Abra suas portas para Cristo e veja Deus operar! 



Mensagem pregada na Congregação da 3ª Igreja presbiteriana em São Cristovão. Texto:  Mateus 14:14-23. Ano de 1999.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Vida e Paz

Na postagem anterior eu disse que a proposta do Evangelho é nos proporcionar vida e paz. Mas o que encontramos em muitos casos são pessoas cansadas, desanimadas, frustradas dentro de suas igrejas.

Muitos desses são líderes dentro de algum ministério. Que obedecendo às ordens de seus pastores, bispos ou apóstolos, são obrigados a “dar o couro” para atingir alguma meta, para mostrarem que são de fato chamados para o ministério ou qualquer coisa semelhante a isso.

E como eu também disse anteriormente, aquilo que muitos atribuem ao Espírito Santo não passa de uma experiência puramente humana, carnal, que nada tem haver com o sobrenatural. É sua catarse, que tem como finalidade despejar do íntimo as reprimidas depressões, tensões ou emoções dos estados psíquicos, que muitas vezes são resultantes da própria opressão dentro de suas igrejas.


Hoje não temos mais aquele lugar secreto do qual Jesus falou (Mateus 6. 6). Não temos aquele lugar que a gente para, e sossega. Pois há dentro muita gritaria interior, e isso em muita gente é muito forte. O vozerio interno é muito perturbador. A maioria não sossega e nem se acalma. E por isso tem necessidade de explodir, gritar, urrar, esbravejar, contorcer-se em gestos convulsos, pular, dar soco no ar ou qualquer outro tipo de esquisitices, onde encontra seu alívio, ainda que passageiro, e por esse motivo há necessidade de repetição constante. É passageiro porque é emocional. As emoções são passageiras.

Quando não há esse tipo de manifestação a pessoa chega ao lugar que deveria ser o lugar de adoração e continua viajando por aqui e por lá. Não encontra paz. E para essa pessoa, o culto passa a ser um apelo muito parecido a uma reunião comum como a de um grupo social, como o Rotary por exemplo.

É preciso parar de tentar fazer de tudo, faça menos. Pare até mesmo com as boas atividades e faça somente o que for o mais importante. Não podemos confundir atividade com produtividade.

No início deste texto eu disse que há muitos líderes cansados dentro de suas igrejas, o que nos cansa é o trabalho sem sentido e não o excesso de trabalho.

Quando se tem um foco, e se faz somente aquilo que Deus quer que você faça isso não nos esgota. Pois Deus está muito mais interessado em quem você é do que no que você faz.

Parar tudo aquieta a mente, ajuda a focar em Deus, na graça e no que ela tem feito em nós.



Leia também: 

Vida e Paz – Parte 2

Quando temos um foco, e fazemos somente aquilo que Deus quer que façamos isso não nos esgota. Pois Deus está muito mais interessado em quem somos do que no que fazemos.

Isso tem haver com discipulado. Com o caráter da nossa vida.

Não o discipulado que muitas igrejas estão utilizando como técnica psicológica para orientar seus membros. Mas o discipulado de Jesus através de seus ensinamentos na Bíblia.

Paulo orientou a Timóteo: “Atente bem para a sua própria vida e para a doutrina, perseverando nesses deveres, pois, fazendo isso, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem” (1 Timóteo 4. 16).

É necessário toda uma vida para construir um caráter semelhante ao de Jesus. Veja qual foi a instrução de Pedro aos seus leitores: “Por isso mesmo, empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor. Porque, se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos” (2 Pedro 2. 5-8).

Portanto, trabalhe nas características que você deseja melhorar. O seu caráter você o levará para a eternidade, já suas obras, serão apenas para este plano em que vivemos. Exceto é claro aqueles que de alguma forma atingiram o caráter de alguém, e o ajudaram a melhorar.

Somos importantes para Deus e Ele nos criou para sermos importantes. E essa importância tem valor quando nossa vida tem um sentido. Sem sentido tudo fica insuportável. Mas não se esqueça, os objetivos são temporários.


Nosso propósito aqui na terra é adoração. Adorar nosso criador.  E como saber se Deus está no centro de nossa vida? Simples, como tudo no Evangelho, se Deus está no centro de nossa vida nós o adoramos. Quando não está você se preocupa. E a ansiedade é a luz de advertência quanto a isso. É ela que nos indica que Deus está sendo empurrado para o lado.

Paulo nos diz que é a consciência da grandeza de Deus que nos dá paz: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” (Filipenses 4. 7).

Portanto nossa paz está ligada a adoração que prestamos a Deus.

A ação do Espírito Santo tem haver com equilíbrio, conhecimento, sabedoria e com o fruto do Espírito. Isso nos ensina que se desejamos ser discípulos de Cristo e desenvolvermos um caráter como o Dele, devemos começar com o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5. 22, 23) ou com as bem-aventuranças (Mateus 5. 3-12).



Leia também:

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

A Proposta do Evangelho


A proposta do Evangelho é vida e paz (Romanos 14. 17). Mas, o quanto daquilo que não é Evangelho já entrou em nós sem que percebêssemos?

A revelação acerca do Reino de Deus é dada aos pequeninos, aos simples, aos que são ensináveis na pureza, que não possuem deuses na alma, àqueles que buscam a paz.

É também daqueles que não se rendem a um centro de poder que seja poder de morte, capaz de matar a alma daquele que o prática.

Explodir, gritar, urrar, esbravejar, contorcer-se em gestos convulsos, pular, dar soco no ar ou qualquer outro tipo de esquisitices não pode ser atribuído ao Espírito Santo, tudo isso não passa de uma experiência puramente humana, carnal, que nada tem haver com o sobrenatural.

Não podemos confundir emoção com espiritualidade.


Na psicologia isso é chamado de catarse, que tem como finalidade despejar do íntimo as reprimidas depressões, tensões ou emoções dos estados psíquicos traumatizantes.

Portanto, participar de um culto onde os membros explodem em grande surto de emotividade mórbida exacerbada, dentro de um ambiente, que se considera de inteira liberdade, propicia a essa gente o procurado despejo emocional quando extravasam entre gritos, uivos, lamúrias e contorções suas reprimidas agonias conscientes ou inconscientes.

E estando dentro desse ambiente de liberdade, sem qualquer receio do ridículo o indivíduo encontra seu alívio, ainda que passageiro, e por esse motivo há necessidade de repetição constante.

Nada disso é espiritual e nem pode ser atribuído ao Espírito Santo.

Esse tipo de coisa já entrou em você? Você já se deu conta de estar fazendo esse tipo de atitude? Não é essa a proposta do Evangelho.

Durante esse ano estarei mostrando mais algumas doutrinas opressoras que nada tem haver com o ensino de Cristo.

Tem muita busca de poder e pouca obra, o Evangelho nos ensina que a fé sem obra é morta (Tiago 2. 14-26), mas também nos adverte que se as obras são feitas sem amor, pouco valor elas tem (1 Coríntios 13. 3).

Como eu disse anteriormente, a proposta do Evangelho é vida e paz. E meu propósito este ano é clarear a mente daqueles que estão ofuscados pela religiosidade que tem substituído a espiritualidade.

Abraços a todos. 

Deus nos abençoe.


Leia também: 

domingo, 10 de janeiro de 2016

Amando de Forma Incondicional


Nossa forma de amar por nós mesmo é imperfeita. Pois estamos sempre visando o nosso sentimento, o nosso desejo. Visamos a nós e não o outro. Queremos aprisionar e não libertar. Nossa forma de amar sufoca. A forma de Deus amar libera.


Precisamos pedir a Deus para nos dá a capacidade de amar como Ele ama. De nos purificar de toda forma egoísta de oprimir, e sermos purificados na verdade de sua Palavra, para sermos capazes de amar com amor sincero como diz o apóstolo Pedro em sua carta: "Agora que vocês já se purificaram pela obediência à verdade e agora que já tem um amor sincero pelos irmãos na fé, amem uns aos outros com todas as forças e com um coração puro".

Mensagem baseada em 1 Pedro 1.22.