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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

A Origem do Homem - Antropologia - Parte 1 – E.T.

Estamos de volta com os temas de teologia, como foi no ano anterior. No fim do ano passado terminei essa série fazendo uma retrospectiva dos temas abordados durante o ano. Em janeiro, fiz uma introdução falando sobre o propósito da teologia, no tema que chamei de Princípios da Teologia, divididos em duas partes. Hoje irei falar um pouco daquilo que na Teologia Sistemática, chama-se Antrologia.

A Bíblia diz que o homem foi criado sobre a terra e que todos procedemos de Adão. E é exatamente isso que trata a Antrologia, pois ela é a doutrina que fala da origem, natureza, queda e pecado do homem.


Para começarmos diremos que o homem não é uma emanação da substância de Deus. Se isso fosse realidade, teríamos que dizer ser possível Deus tornar-se corrupto. Pois substância é aquilo que são inerentes os atributos. Se nós fossemos uma emanação da substância de Deus possuiríamos como Ele, os atributos de onisciência, infinidade, e outros que já dissemos em Atributos e Substância de Deus.

Dizer também que o homem é uma forma de Deus é uma irrealidade, isso seria panteísmo. O Panteísmo é a crença de que Deus é tudo e todo mundo e que todo mundo e tudo é Deus. É uma doutrina filosófica caracterizada por uma extrema aproximação ou identificação total entre Deus e o universo. Todavia, Deus e o homem são seres distintos e não devem ser confundidos e nem identificados.

Muitos confundem os textos bíblicos quando se usa a expressão “vós sois deuses”, como sendo uma afirmação de que o homem é uma forma de Deus.

Mas os textos onde essas expressões aparecem, como o Salmo 82.6 e João 10.34, é mais provável que se refira a Deus escolhendo homens para ocupar cargos de autoridade nos quais seriam considerados como deuses entre os povos. Pois no hebraico, a palavra que se traduz como “deuses” é Elohim. É uma palavra geralmente usada para se referir ao único Deus, mas, que também tem outros usos. Lendo todo o contexto percebemos que Deus está chamando pessoas para ocuparem posições de autoridade e domínio.


Isso aconteceu com Moises, quando Deus o enviou até Faraó, Ele disse: "Eis que te tenho posto por deus sobre Faraó, e Arão, teu irmão, será o teu profeta" (Êxodo 7:1). Isto significa simplesmente que Moisés, como o mensageiro de Deus, estava comunicando as palavras de Deus e era, portanto, o representante de Deus para o rei. O que nos deixa numa posição de humildade, pois essas pessoas devem se lembrar que, embora estejam representando Deus neste mundo, eles são mortais e eventualmente vão ter que prestar contas a Deus por como usaram essa autoridade.

Outra questão importante é saber que o homem não é produto da geração espontânea. Por mais elaboradas que sejam as experiências e os mais intensos esforços e observações, a ciência desconhece a geração espontânea, pois todos os esforços foram reduzidos a nada.

Portanto a origem do homem não se explica pela evolução. A evolução é um processo e um processo nada origina. A evolução requer materiais com que operar e uma mente guiadora para conduzi-la a seus próprios fins.

Leia também:
A Origem do Homem - Antropologia - Parte 2.

A Origem do Homem - Antropologia – Parte 2 – E.T.

Darwin, que foi um naturalista britânico que alcançou fama ao convencer a comunidade científica da ocorrência da evolução e propor uma teoria para explicar como ela se dá por meio da seleção natural e sexual, cria que Deus criou a primeira forma ou formas de vida em número muito reduzido, a partir daí, todos os gêneros e espécies procedem desse ponto de partida. Sua teoria culminou no que hoje é considerado o paradigma central para a explicação de diversos fenômenos na biologia.

Objeções mais comuns a esta teoria são que não se conhece nenhum exemplo de transmutação das espécies. Portanto, a origem e a natureza das espécies permanecem um mistério. E que jamais se encontraram os elos perdidos, o que é indispensável para se estabelecer a doutrina da evolução. E para que isso aconteça é preciso milhares de elos. Pois existem várias lacunas que exigem milhares de elos jamais encontrados. Como os das formas cósmicas e orgânicas da natureza, entre o reino vegetal e o animal, entre os invertebrados e os vertebrados, entre os vertebrados inferiores e os mamíferos, e entre os mamíferos e o homem.

A ciência apresenta grandes lacunas entre as diferentes espécies.


Por outro lado, a Bíblia declara que Deus criou o homem: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gênesis 1. 27).

Ela não declara como Deus o criou se instantaneamente, se mediante um processo de desenvolvimento. De qualquer modo, porém, houve criação.

Declara também que Deus formou o corpo do homem do pó da terra. Aqui se pode entender Deus criando o homem do pó da terra imediatamente.

Quer tenha sido feito já plenamente desenvolvido, quer tenha procedido de alguma forma específica por Deus, o fato é que o homem é produto da criação divina: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”. (Gênesis 2.7).

Em Gênesis 2.21-23, temos a história da criação da mulher. O livro nos dá tão pouco detalhe que não é possível formar com ele uma teoria. Pois ela tem pouco a dizer a fim de satisfazer a nossa curiosidade.


Tudo o que as Escrituras têm a nos informar é que o homem e a mulher têm um Criador comum e uma natureza comum. Dize-nos também que ambos os seres se suplementam mutuamente para o seu próprio bem e para a realização do propósito de Deus em relação à raça humana.

Isso nos mostra uma questão importantíssima, não é importante saber exatamente como mulher foi criada; é mais importa para nós sabermos para que ela foi criada; e a este respeito à Bíblia é bem explícita.

Bem isto é o que tenho a dizer por hora. No próximo mês veremos sobre a Descendência do Homem.

Espero ter ajudado um pouco mais você conhecer a que a Teologia nos ensina acerca do homem. 

Não vamos deixar que ensinamentos que nada tem a ver com a Bíblia dirija a nossa existência. Mas que através dos conhecimentos adquiridos possamos crescer em fé no conhecimento de Cristo.

Leia também:
A Origem do Homem - Antropologia – Parte 1.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Cristianismo e as Perdas - Parte 1

Quero trazer um assunto do qual o mundo tem insistentemente procurado trabalhar para que possamos esquecer: o limite humano. Tudo ao nosso redor trabalha para que possamos nos sentir poderosos, autossuficientes e onipotentes.

Muitos chegam mesmo a acreditar que podemos driblar a morte, e alguns grupos religiosos associam as perdas ao pecado e ao distanciamento de Deus.

Vivemos em um mundo que nos ensina a buscar sempre ganhar, vencer e lucrar. Todavia a vida irá sempre nos apresentar muitos momentos de perdas, pois faz parte do ciclo natural da vida.

Nossa existência compreende um ciclo que inclui nascimento, crescimento, maturidade e morte. E dentro desse ciclo sempre teremos situações nas quais teremos que lidar com as perdas. Perdas dolorosas e perdas que serão necessárias para o nosso amadurecimento.


Perdas fazem parte do processo de nossa existência. Jesus disse que: “Se alguém não carregar a sua cruz e me seguir, esse não pode ser meu discípulo” (Lucas 14.27). Isso significa dizer que para seguir Jesus temos que deixar muitas coisas: “Todo aquele que quiser ser meu seguidor deve amar­-me mais do que ao próprio pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, ou irmãs, sim, mais do que à sua própria vida...” (Lucas 17.25), Isso inclui a própria vida.

Assim se nós conseguirmos entender que as perdas não significam um distanciamento de Deus, como muita teologia que nada tem a ver com Bíblia ensina, mas faz parte de nossa existência, conseguiremos lidar com ela de forma mais saudável.

Diariamente temos que enfrentar com perdas e ganhos. Esse é o ciclo normal da vida.


O primeiro enfrentamento de perda começa justamente no nosso nascimento, quando temos de deixar um lugar seguro e confortável, que é a barriga da mãe, um lugar quentinho e sermos lançados no mundo.

A partir daí cotidianamente enfrentamos desafios que exigem de nós respostas a essas situações. Ambiguidade que nos acompanhará até a morte.

Na adolescência temos que enfrentar outras perdas, como a perda do corpo infantil, a perda dos pais da infância e a perda da identidade infantil. Isso significa que para chegarmos à fase adulta precisamos passar por todas essas perdas e passar pela elaboração do luto do corpo infantil.

Para ganhar o corpo e a identidade de um homem, ou de uma mulher adulta, é preciso perder o corpo infantil. Na idade adulta ganhamos a maturidade.

Assim é a vida, vivemos sucessivamente com perdas e ganhos.

Jesus em um momento de angústia sentiu vontade de fugir a uma perda, mas a elaboração que Ele fez da situação lhe deu forças para não sucumbir aos seus desejos: “E afastando-se deles alguns metros, ajoelhou-se e orou, dizendo: Pai, o senhor pode afastar de mim este cálice de sofrimento, se quiser. Mas, que seja feita a sua vontade, e não a minha” (Lucas 22. 41,42). 

Precisamos estar atentos a isso.

No próximo mês falaremos mais um pouco sobre esse tema. Até lá.

Leia também:
O Cristianismo e as Perdas – Parte 2.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Gansa dos Ovos de Ouro

Na vida aprendemos sempre, seja nas tentativas de acertar, observando, lendo, ouvindo. Não importa como, o que importa é que aprendamos.

Devemos crescer e amadurecer. Uma pessoa imatura é um indivíduo ruim para se relacionar com ele.

Mesmo as fábulas podem nos ensinar lições, como esta a seguir:


Certa manhã, um fazendeiro descobriu que sua gansa tinha posto um ovo de ouro. Apanhou o ovo, correu para casa, mostrou-o à mulher, dizendo: - Veja! Estamos ricos! Levou o ovo ao mercado e vendeu-o por um bom preço. Na manhã seguinte, a gansa tinha posto outro ovo de ouro, que o fazendeiro vendeu a um melhor preço. E assim aconteceu durante muitos dias. Mas, quanto mais rico ficava o fazendeiro, mais dinheiro queria. E pensou: "Se esta gansa põe ovos de ouro, dentro dela deve haver um tesouro!" Matou a gansa e, por dentro, a gansa era igual a qualquer outra.

Com esta fabula podemos aprender que “Quem tudo quer tudo perde”.

O autor do livro Aos Hebreus nos ensina: “Não deixem que a vida de vocês seja dominada pelo amor ao dinheiro. Contentem-se com as coisas que vocês têm, pois Deus tem dito: “Eu nunca o deixarei; Eu jamais o abandonarei”” (Hebreus 13. 5).

Quando nossa vida é dominada pela ganância, temos nossa herança no céu destruída.

A questão da avareza é tratada no último mandamento: “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo” (Êxodo 20.17).

Uma das declarações mais enfática no Novo Testamento é esta: “Eu nunca o deixarei; Eu jamais o abandonarei”.

Portanto, ser ganancioso é deixar de crer nessa declaração e se deixar influenciar por um sentimento humano, que se caracteriza pela vontade de possuir para si próprio tudo o que admira. É a vontade exagerada de possuir qualquer coisa.

Na fábula o fazendeiro poderia ter ficado numa boa. Mas a ganância pela riqueza instantânea, imediata, lhe custou a vida de um animal e a decepção de perceber que não havia nada de diferente com a gansa. 

Às vezes queremos milagres instantâneos, mas é no cotidiano que Deus vai moldando nosso caráter.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Para Quem Você Tem Aberto Seu Coração?

Para quem você tem aberto seu coração? Ou contado seus sonhos, ou suas angustias?

Tenha cuidado para que não seja alguém que irá desprezar a sua angústia.

Jesus alerta para que tenhamos cuidado em não lançar pérolas aos porcos: “Não deem as coisas sagradas aos cães nem atirem as suas pérolas aos porcos, pois os porcos pisarão nas pérolas e os cães se virarão e atacarão a vocês” (Mateus 7.6).

No sentido aqui expresso, cães e porcos são aqueles que são inimigos do Evangelho. Como por exemplo, Herodes Antipas, que sempre ouvia o que João Batista dizia, mas, mandou decapitá-lo: “... pois os porcos pisarão nas pérolas e os cães se virarão e atacarão a vocês”.

Ao ser apresentado perante Herodes, Jesus ficou calado, não disse nada. Nesse contexto, Herodes se tornou um cão ou um porco: “Não deem as coisas sagradas aos cães nem atirem as suas pérolas aos porcos...”.


Esse texto nada tem em deixar de pregar para aqueles que a sociedade rejeita. Jesus sempre pregou para os pobres pecadores que estavam no meio do povo. Mas se refere à questão de que é inútil continuar pregando a verdade aqueles que a recusam.

Portanto, tenha cuidado para quem você compartilha seus sonhos, suas angústias, pode ser que ele seja um porco que irá desprezar você, irá comer você, e desprezará a sua alma. Porque eles não suportam suas perolas espirituais.

Pode até mesmo ser um pastor que não dá atenção a sua angústia. Não jogue perolas aos porcos!

Dar pérolas aos porcos significa dar algo de valor a quem não o aprecia, não o compreende ou não o merece. 

Se liga!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O Amor Ao Próximo

Nos dias de hoje é difícil alguém ficar sem dever alguma coisa. Paulo escrevendo aos romanos disse: "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Romanos 13.8).

O amor é uma dívida que jamais poderemos pagar completamente. Mas o Senhor nos diz que é para amarmos ao nosso próximo e até mesmo os nossos inimigos: “Eu, porém, digo: Amem os vossos inimigos. Bendigam os que vos maldizem. Façam o bem aos que vos odeiam. Orem por quem vos persegue! Assim procederão como verdadeiros filhos do vosso Pai que está no céu. Porque ele faz brilhar o Sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e manda a chuva cair tanto sobre justos como injustos” (Mateus 5. 44,45).

Jesus nos ensina que não devemos julgar as pessoas, pois com o mesmo critério com que julgarmos alguém seremos nós julgados (Mateus 7.1). Porém nos ensina também que é pelos frutos que conhecemos se a árvore é boa ou má (Mateus 7. 15-20). Toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos maus.


Portanto, o amor é a prova do verdadeiro discipulado: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.35).

O amor é prova também do genuíno serviço: "Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas" (João 21.16).

O amor prova ainda a realidade da nova vida: "Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte." (1 João 3.14).

O amor prova o amor, isto é, o amor é prova do amor fraternal: "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1 João 4.20).

Encontramos muitos meninos e meninas querendo mostrar a prova do seu amor. Muitas vezes entram em grandes enrascadas. E a maioria das vezes quem pede uma prova, só mostra o seu egoísmo ou sua insegurança. Pedir uma prova de amor é uma manipulação das emoções e dos sentimentos, algumas vezes é um sequestro, pois priva o outro de sua liberdade.

A Palavra de Deus como deve ser esse amor:

 Primeiramente ele deve ser não fingido: "O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem" (Romanos 12.9).

Em segundo, o verdadeiro amor é honroso: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12.10).

Em terceiro, ele é bondoso: "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Romanos 13.10).

Em último o amor é sacrificioso: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos." (1 João 3.16).

É preciso observar ainda alguns detalhes:

Todas nossas atitudes devem ser feitas por amor: "Todas as vossas coisas sejam feitas com amor" (1 Corintios 16.14).

Que nosso amor deve crescer no conhecimento da vontade do Senhor: "E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento" (Filipenses 1.9).

Que o amor nunca falha: "O amor nunca falha” (1 Corintios 13:8). 

"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1 João 4.8).



TEXTO: Romanos 13. 8.
LOCAL: Casa do irmão Celso (Culto de Oração ). 
DATA: 16/03/1999. 

O Plano de Deus Para a Salvação do Homem

O amor de Deus é visto com total admiração pelo Apóstolo João quando ele escreveu seu livro, o “Evangelho de João”. Notem que ele não encontra palavras para expressar a grandiosidade do amor que Deus tem pelas pessoas. 
                              
“Deus amou o mundo de tal maneira...” (João 3. 16) - Quem muito ama, muito dá.

E aqui encontramos as características do verdadeiro amor. Pois o amor verdadeiro está disposto à autonegação e sacrifício. Além de o amor não poupar nada, ele se desgasta para ajudar e abençoar o seu objeto de amor real, não é um mero simulacro. 

Se considerarmos o que foi que Deus deu, veremos que não foi uma simulação e sim uma operação real. Deus deu o Seu Filho Unigênito, Seu Filho amado.


Jesus é o Filho de Deus. O Pai deu Aquele que era Um com Ele mesmo! Quando o grande Deus deu o Seu Filho, Ele deu Deus mesmo, porque Jesus em sua natureza eterna não é menos que Deus. Quando Deus deu Deus por nós, Ele deu a si mesmo.

Então nos resta uma pergunta no mínimo interessante: O que mais Ele poderia dar? Deus deu tudo: deu-Se a Si mesmo. Quem pode medir tal amor?

Vamos considerar outra coisa, quando Deus nos amou, Ele parece ter nos amado mais do que ao Seu próprio filho, pois “não O poupou”, para que pudesse nos poupar.  Ele permitiu que Seu Filho perecesse para que “todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Então vejamos, Jesus foi enviado no meio de um povo cruel; recebeu açoites; sofreu fome e sede; viveu em pobreza que não tinha onde encostar a cabeça; foi coroado de espinhos; finalmente Deus O entregou a morte; morte de criminoso, morte de cruz.

O Pai O entregou até ao ponto de esconder Seu rosto Dele, e agir como se não tivesse nada a ver com Ele.

Deus entregou Seu Filho para ser feito maldição por nós, deu-O para que morresse, “o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus”.  Deus deu seu filho para redimir as almas dos pecadores.

Nisso tudo vemos o “quando Deus amou o mundo de tal maneira”.



TEXTO: João 3:16
LOCAL: Casa do irmão Maurílio (Congregação do São Cristovão).
DATA: 24/06/1998.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Problemas Que Parecem Insolúveis

Não te detenhas!
É sério!

Às vezes nos esquecemos da mão forte de Jesus e de que Ele está sempre conosco.

A vida nos faz passar por problemas que parecem insolúveis. Mas Jesus está sempre pronto a estender suas mãos para nos ajudar. O que falta às vezes é a vontade de se chegar ao alcance delas.

Às vezes os problemas vêm como uma forte tempestade, uma tormenta com um denso nevoeiro que nos impede de ver as coisas à frente com clareza. Outras vezes, são fortes ventos que quase nos derrubam.

Mas graças a Deus conseguimos sobreviver. Voltamos à calma e a paz, pois não estamos sozinhos.


Como diz o livro de Habacuque: “Mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos” (Habacuque 3.17-19).

Mas apesar de tudo isso, e de saber que Jesus está perto, ainda assim muitas vezes questionamos: “Porque não me livra logo?”.

Em muitos textos bíblicos encontramos o povo de Deus com esse conflito presente. Mas isso nos mostra a insensatez do ser humano. Pois a Palavra de Deus, com seus princípios, seus preceitos, e suas promessas ainda continua viva e eficaz. 

Por isso Jesus, o “Deus conosco”, ainda nos convida para nos achegarmos perto dele, ao alcance de suas mãos e olharmos firmemente para Ele.

Uma Oferta de Ajuda

Possivelmente você já tenha visto em algum estabelecimento, como no banco, por exemplo, alguém se aproximar de você vestindo um uniforme com os dizeres “Posso Ajudar?”.

Fora desse ambiente é muito difícil alguém se oferecer para ajudar, a menos que seja alguém altruísta. Estamos vivendo em uma época onde há muita competitividade. No dia-a-dia ficamos mais preocupados com o nosso bem estar e a nossa satisfação. Somente depois é que nos despertamos que somos seres que vivem em coletividade.

No dicionário Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado nos seres humanos e outros seres vivos, em que as ações de um indivíduo beneficiam outros. Não é sinônimo de filantropia. No sentido comum do termo, é muitas vezes percebida como sinônimo de solidariedade.


Se lermos o Evangelho de Marcos 10.51, descobriremos que existe alguém interessado em nos ajudar em nossas dificuldades. Diz o texto: “O que você quer que eu lhe faça?”, perguntou-lhe Jesus. O cego respondeu: “Mestre, eu quero ver!”.

Pense em você acordando, como foi com Bartimeu, o cego, naquela manhã. Ele não podia imaginar a experiência dramática que o esperava aquele dia.

Como era seu costume, ali estava ele sentado, esmolando a beira do caminho, a espera de algum viajante generoso. Ele nunca sonhou que aquele dia pudesse ser diferente de todos os outros. Ele nem ao menos estava preparado para o momento em que Jesus se aproximasse e lhe desse total atenção, mostrando interesse pela sua necessidade: “Que queres que eu te faça?”.

Que maravilhosa graça. Uma cena incrível. E antes mesmo que ela terminasse Bartimeu já estava curado. Sua cegueira já não existia mais.

Precisamos ter coragem para aceitar a ajuda que Jesus nos oferece em nossa necessidade. Quando estamos em necessidades Ele nos visita e nos pergunta: “Que queres que eu te faça?”. 

Na verdade Ele já conhece bem a nossa resposta, mas espera que confiemos Nele, que tenhamos fé e que estejamos preparados para aceitar Sua ajuda e ver nossa necessidade sendo satisfeita por Ele.

Assunto relacionado:
O Que Queres Que Eu Te Faça?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Amor e Compromisso

Estamos chegando à época do carnaval. Ou “Festa da Carne”, ou se preferir no popular, festa da orgia. Carnaval também pode ser sinônimo de alegria. Uma alegria que acaba na quarta-feira de cinzas. Pois como diz na musica Maria, Carnaval e Cinzas, de composição de Roberto Carlos:

Não era noite não era dia
Só madrugada, só fantasia
Só morro e samba
Viva Maria
Quem sabe a sorte
Lhe sorriria e um dia viria
De porta-estandarte
Sambando com arte
Puxando cordões e em plena
Folia de certo estaria
Nos olhos e sonhos de mil
Foliões
Morreu Maria quando a folia
Na quarta feira também morria
E foi de cinzas seu enxoval
Viveu apenas um Carnaval


Muita gente vive assim, apenas um carnaval, na esperança de ver sua sorte lhe sorrir, na esperança de encontrar um amor, um momento de felicidade...

Outros, todavia, vivem um namoro descompromissado. Dizendo que o que importa é ser feliz. É a famosa estória do ficar.

Infelizmente dentro das igrejas existem muitos ficantes, brincando seu carnaval semanalmente. É o ficar espiritual.

Tem gente indo à igreja, cantando no coral, gente que gosta de ouvir louvores, gostam de ouvir a palavra de Deus, pregam adesivos com dizeres evangélicos nos vidros dos carros. Mas não querem assumir um compromisso que seja real, durável e verdadeiro com o Senhor.

Jesus disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem" (João 10:27).

O namoro com o Senhor tem que ter compromisso, tem que chegar ao noivado, pois a igreja é a noiva; e tem que se consumar no casamento, vida eterna com Deus.

O Evangelho de João diz: “Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas” (João 21. 16).

Apascentar é cuidar, ter amor, não fazer com que o outro tropeça e caia.

O namoro sem compromisso é uma aventura amorosa com uma amante; é um adultério. É viver uma mentira, É se envolver com vícios, prostituição e adultério. É um modo de viver egoísta e idolatra.

Não existe amor sincero, pois é natural falar mal dos outros. Se deixar corromper, onde vale sonegar, comprar outros, e se deixar vender.

O namoro compromissado é diferente, ele trás: louvor, reverência, admiração, humildade, alegria, paz e bondade. E amor à pessoa amada. 

"Pedro, você me ama? Então Pedro, cuida destes para mim. Não deixe que eles se percam. Pois se você me ama, não irá se portar de forma inconveniente e nem buscará os seus próprios interesses." (1 Coríntios 13:5).

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A Realidade Incontestável Da Misericórdia e do Amor de Deus

O livro de Eclesiastes no capitulo 3 e verso 4, nos falar que há tempo de tristeza e tempo de alegria. Fala também que há tempo de chorar e tempo de dançar. Portanto nos fala que há tempo de dor, e certamente há. Há também momentos de incertezas, momentos de perda e sofrimento. Mas esses momentos não são eternos. Eles passam.


Se pensarmos na sexta-feira em que Jesus foi crucificado, veremos que os discípulos possivelmente tiveram a sensação de derrota. Incerteza, medo, tristeza e sofrimento certamente se misturaram em uma sensação desagradável para aquelas pessoas. Mas tudo foi somente uma derrota aparente, pois, no domingo Jesus ressuscitou. E isso trouxe uma renovação para aqueles que ouviram essa noticia.

Assim também é com a nossa vida, a misericórdia e o amor de Deus sempre traz renovação. Deus é uma realidade incontestável em nossa vida. Portanto, a certeza de que seremos bem cuidados é óbvio. 

Assim como o choro pode durar uma noite inteira, a alegria virá pela manhã (salmos 30. 5).

Buscai Ao Senhor Enquanto Se Pode Achar

Em uma pesquisa realizada pelo site Protestante Digital, em 2013, ficou revelado que Deus era procurado no Google 55 milhões de vezes por mês.

Os números revelados foram os seguintes: a palavra Deus era procurada em sites de busca 55 milhões de vezes a cada mês, já o livro mais procurado diariamente era a Bíblia.

A pesquisa revelou ainda que se você digitasse a palavra Jesus, encontraria cerca de 67 milhões e 100 mil resultados, enquanto que se você digitasse a palavra Deus, encontraria 124 milhões de resultados.

Naturalmente que esses resultados já tiveram suas atualizações, mas o que eu quero destacar é a quantidade de vezes que se procura Deus. Em seu livro Isaias escreveu: “Busquem o Senhor enquanto é possível encontrá-lo. Invoquem-no enquanto está perto” (Isaias 55. 6).

Este é um convite para que o povo se aproxime do Senhor e encontrem perdão: “Deixem os perversos a sua má conduta; que expulsem a maldade da sua mente, e que se voltem para o Senhor, que terá misericórdia deles; que se voltem para o nosso Deus, que terá para eles abundantes reservas de perdão!” (Isaias 55. 6).


Maravilhado Isaias declara com satisfação as Boas Novas ao povo: “Ouçam! Alquém tem sede? Venha e beba mesmo que não tenha dinheiro! Venha, escolha o que quiser de vinho e leite — é tudo de graça! (Isaias 55. 1).

Isaias pergunta: “Alguém tem sede?”. Sede é uma metáfora daquilo que satisfaz o espírito humano. Então ele diz: “Venha e beba...” Seja vinho ou leite é tudo de graça. Ambos representam a satisfação plena, pois a salvação que Deus oferece, não apenas fornece o que é necessário para a vida, mas também proporciona alegria.

E para mostrar que não havia separação de pessoas Isaias também diz: “... é tudo de graça”. Quem quiser pode vir e beber.

Isaias mostra com isso que a salvação não pode ser comprada, ela é uma dádiva de Deus para aqueles que a desejam: “Porque o salário que o pecado paga é a morte, mas o presente gratuito dado por Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6. 23).

A questão é que muitas vezes ao buscar a Deus, muita gente o busca em lugares errados, ou em lugares em que Ele diz que não está. Como nos vícios, na imoralidade e coisas que satisfarão a carne e jamais ao espírito. Ou buscam em templos, em livros, e em caminhos diversos, mas Jesus disse: “... o reino de Deus está dentro de vós” (Lucas 17. 21). 

Portanto, quando pensar em buscar a Deus se aquiete, deixe toda agitação, volte-se para dentro de si, eleve seu pensamento em uma oração e você perceberá que Ele está bem aí, pertinho de você... Dentro de você.