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terça-feira, 26 de maio de 2015

Tem o Homem Uma Alma? – Antropologia – E.T.

Fazendo um exame histórico descobriremos que Descartes, o fundador da filosofia moderna cria na substância da alma.

Embora o materialismo tenha grande influencia nas opiniões acerca deste assunto, afirmando que a mente é uma função do cérebro, e chegando a atribuir ao átomo uma mentalidade. Como David Hume, um filósofo, historiador e ensaísta escocês que se tornou célebre por seu empirismo radical e seu ceticismo filosófico. E que opôs-se particularmente a Descartes e às filosofias que consideravam o espírito humano desde um ponto de vista teológico-metafísico. A Bíblia nos dá boas razões para se crer na substância da alma.

Em Gênesis encontramos a seguinte expressão: “E formou Deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego de vida; e o homem foi feito alma vivente” (Gênesis 2. 7).

Hume negou a substancia da alma. Em seus escritos ele insistiu em que o nosso conhecimento do “eu” não pode ir além das impressões, sensações e sentimentos.

Hoje temos estudos modernos sobre a memória, que tem a capacidade de fazer seus reconhecimentos. Sabemos sobre nossa identidade pessoal, que nos faz saber que somos a mesma pessoa que éramos desde o tempo em que começamos a ter consciência de nossa própria existência.


Somos seres com pensamentos, que são atos conscientes. Temos sentimentos, que são estados conscientes. E somos seres com responsabilidades. Portanto deve haver um agente, algo que se mantém inalterado através de todas as mutações pelas quais passamos.

O corpo muda muitas vezes através dos anos, ao passo que continuam a memória e a identidade pessoal. Concluímos que essas pertençam à alma. Os fenômenos mentais são propriedades da matéria e devem ser atributos de alguma substância que não é material.

A mente governa o corpo. Os movimentos de minha mão são determinados pela minha mente. É minha mente quem dirige e escolhe o tempo em que os movimentos se realizam.

O livro de Provérbios cita: “Tenha cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é dirigida pelos seus pensamentos” (Provérbios 4. 23). Portanto, há um agente superior que atua sobre os elementos materiais, dirigindo-os e guindo-os.

Todas essas questões nos faz pensar que há uma alma. Uma entidade imaterial e espiritual. E é esse agente ativo que atua em todos os nossos pensamentos e volições, e acerca do qual são afirmados nossos estados mentais e nossas experiências.


Sem entrar em questões como Dicotomia e Tricotomia, quero somente enfatizar que o homem é composto de duas substancias: corpo e alma.

Substancia é aquilo que tem existência, propriedade e potência, é aquilo a que os atributos são inerentes.

Quando falamos de volume, peso, resistência, forma e etc., estamos falando de atributos, ou propriedades que são inerentes à matéria, ou seja, ao corpo. Quando falamos de pensamento, volição que é nossa ação de escolher ou decidir; afeição e consciência, estamos falando dos atributos do espírito, portanto inerentes a alma.

O corpo é a substância material; a alma é substância espiritual. Estas duas substancias constituem o homem. ´

É a alma que vivifica o corpo, quando ela é retirada o corpo morre. A alma é a sede da personalidade. 

O poder de adorar ou cultuar é atribuído à alma: “Amarás o Senhor teu Deus... de toda a tua alma” (Mateus 22. 37). É a alma que é salva ou perdida: “A qual pode salvar as vossas almas” (Tiago 1. 21).


A mente ordena ao corpo que aja e ele o faz. O corpo transmite à mente impressões do mundo exterior, e a mente as recebe. Como o corpo age sobre a mente e como a mente age sobre o corpo, não podemos entender, embora experimentemos tal ação diariamente.

As emoções da mente afetam o corpo. As doenças do corpo afetam e perturbam o espírito, em especial as doenças do cérebro. 

Em um mundo carregado de stress e ansiedade é bom meditarmos mais em uma frase mencionada por Jesus, ele disse: “Que vantagem há em o homem ganhar o mundo todo e perder a sua alma?” (Marcos 8. 36).

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O Cristianismo e As Fobias – Parte 2

Pra sermos curados de medos e fobias precisamos aceitar tais realidades. No entanto, há muita resistência em aceitar doenças de nervos e ansiedades neuróticas. É mais fácil lançar isso sobre o diabo do que aceitar nossa fragilidade emocional. Na verdade ao agir assim, já mostramos nossa fragilidade, pois uma pessoa madura, que quer ajuda, irá expor com realidade e verdade o seu drama.

A mente possui leis próprias de desenvolvimento e funcionamento. Do mesmo modo que o pulmão ou o osso precisam ter seus cuidados, a mente também precisa.

Como eu disse no mês anterior, a confiança no amor divino lança fora o medo. Sem medo, somos aperfeiçoados no amor, é o que nos ensina 1 João 4.18: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor”.

Sendo a fobia esse medo que persiste de forma irracional, ela causa uma ansiedade extrema.


São diversos os tipos de fobias, eles vão desde o medo intenso de situações sociais, que é a Fobia Social, caracterizada por medo de lugares cheios de pessoas, chamado de Agorafobia, até o medo de animais, objetos e de situações específicas, que é chamado de Fobia Simples.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Doenças Mentais, divide a fobia simples em pelo menos cinco categorias. Sendo elas a Fobia de Animais: aranhas, cobras, sapos e etc.; A Fobia de Aspectos do Ambiente Natural: trovoadas, terremotos, etc.; A Fobia de Sangue, injeções ou feridas; A Fobia de Situações: alturas, andar de avião, elevador ou metrô, etc.; e a Fobia de Outros Tipos: medo de vomitar, de contrair uma doença, etc.

Há fortes indícios de que a fobia de muitas pessoas possa estar relacionada ao histórico familiar. Muitos estudiosos acreditam que fatores genéticos podem representar um papel importante na origem do medo persistente e irracional. Mas a causa de muitas fobias ainda é desconhecida pelos médicos.

Apesar disso, se sabe hoje que as fobias algumas vezes tem uma ligação bastante direta com traumas e situações passadas. Pois a maioria dos problemas emocionais e comportamentais é desencadeada por dificuldades que a pessoa enfrentou ao longo de sua vida.

Todas as pessoas passam por momentos difíceis. Umas conseguem lidar com esses momentos, outras, no entanto, podem desenvolver com o tempo, sentimentos de angústia que podem evoluir para um quadro de fobia.


Alguns fatores são levados em conta para se avaliar as causas da fobia, apesar delas não estarem totalmente esclarecidas, são eles: a idade, algumas fobias se desenvolvem cedo, geralmente na infância. Outras podem ocorrer durante a adolescência e há outras que podem surgir no início da vida adulta, até por volta dos 35 anos.

Outro fator é o histórico familiar, se houver alguém com algum tipo de fobia na família, há grande chance de outro membro da família o desenvolver também. Muitos poderiam considerar essa uma tendência hereditária, como eu disse antes, muitos estudiosos pensam assim. Em muitos meios religiosos isso seria considerado uma maldição hereditária. Mas especialistas suspeitam que crianças sejam capazes de aprender as reações de uma pessoa próxima, da mesma família.

Um fator interessante é o temperamento, um temperamento difícil, sensível e de um comportamento inibido e retraído mais do que o normal, corre o risco de desenvolver uma fobia específica.

Por último, um fator importante é o evento traumático. Passar por uma situação traumática ou mesmo por uma série delas ao longo da vida podem levar ao desenvolvimento de uma fobia.

A fobia costuma ser de longa duração, provoca intensas reações físicas e psicológicas e pode comprometer seriamente a qualidade de vida de quem a tem.

No próximo mês veremos um pouco mais sobre esse assunto. Quais são os sintomas, como buscar ajuda e como tratar. 

Até lá.

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sexta-feira, 22 de maio de 2015

Amigo É Aquele Que...

O cantor Milton Nascimento, em sua música Canção da América diz que:

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração...

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"...

De fato a Bíblia nos diz que: “O homem de muitos amigos deve mostrar-se amigável, mas há um amigo mais chegado do que um irmão” (Provérbios 18:24).

E na definição do dicionário da Língua Portuguesa Aurélio, Amizade é um sentimento fiel de afeição, estima ou ternura entre pessoas que em geral não são parentes e nem amantes.

O que importa é ouvir
A voz que vem do coração.


Seja um amigo e ganhará um amigo. Leia o texto abaixo, medite, e confira se é você um amigo.

Amigo é aquele que estende a mão quando todos a encolhem. É alguém que ouve quando todos querem falar mais alto. É aquele fala quando todos querem dar ouvidos ao erro.

Amigo é aquele que está presente quando todos dão as costas. É aquele que chora com quem chora e se alegra com quem está alegre. É aquele que nem sempre tem uma palavra pra dar, mas com certeza, tem um ombro a oferecer. É aquele com quem se pode desabafar, mesmo sabendo que a situação permanecerá a mesma.

Amigo é aquele que traz felicidade nos momentos infelizes da vida. É aquele que facilmente consegue arrancar um sorriso de um rosto molhado por lágrimas. É aquele que numa conversa rápido ao telefone consegue mudar por completo a visão da vida e dos problemas enfrentados.

É aquele que repreende no momento oportuno, que fala o que não se quer ouvir e chama a atenção quando necessário. É aquele que não mede esforços para ver a felicidade estampada no rosto de alguém especial.

É aquele que se faz presente em todas as ocasiões. Nas conquistas, nas derrotas... Nas horas boas, nas difíceis...

Amigo é aquele que mesmo passando por um deserto, tem água para oferecer, porque a fonte na qual ele sacia sua sede é inesgotável.

A fonte é Jesus!

Projeto Ungidos.


“Já não os chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz. Em vez disso, eu os tenho chamado amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu lhes tornei conhecido” (João 15:15).

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Acerca do Casamento

Em média o custo de um casamento hoje no Brasil fica em R$ 41.595,00, isso sem contar a lua de mel. Portanto é bom saber o que você está fazendo.

É bom levar em consideração que todo casamento evolui com o tempo. E que todo casamento é único.

É obvio que a maioria das pessoas segue por um enredo moldado pelas exigências que vão se tornando necessárias ao longo do tempo, e muito mais ainda pelas exigências do nosso século.

O trajeto de um relacionamento conjugal pode ser prazeroso e cheio de surpresas, cheio de revelações e cheio de relacionamentos bem diferentes no mesmo casamento.

Nesse trajetória encontraremos, desde o brilho intenso nos olhos na fase da lua de mel ao choque súbito com o dia-a-dia na rebelde “crise dos sete anos” e os ajustes dramáticos em decorrência de uma doença grave ou crise financeira.

Na verdade as mudanças nunca param de acontecer.


Algumas fases chegam com estrondo. Ter filhos, por exemplo, vira o seu mundo por avesso – desde o momento em que nasce o primeiro. Outras chegam como um sussurro, como a fase de “a lua de mel acabou”: você percebe que está cada vez mais crítico em relação a sua parceira à medida que a paixão vai se desvanecendo e as necessidades, os desejos e as preocupações mais profundas vão ressurgindo. Esse período de esfriamento pode durar apenas alguns meses ou persistir durante vinte anos. Poderão reviver uma fase antiga caso novas fontes de estresse os lancem de volta a antigos meios de se relacionar.

Compreender a missão, os pontos fortes e o esforço envolvido em cada fase pode nos proporcionar uma espécie de guia para nos orientar em tempos difíceis – algo que hoje os casais necessitam mais do que nunca.

Em cada estágio, aquilo que cada cônjuge precisa para se sentir feliz, seguro e satisfeito pode mudar a qualquer momento. Por isso, observar, aprender e saber o que fazer e o que não fazer, ajudará a conhecer quais são as necessidades de seu cônjuge.

Ver seu casamento como uma jornada incrível ajudará você a perceber o que há de bom em seu par, no relacionamento e em si próprio nos momentos mais difíceis. Esse insight alivia o sentimento de culpa, embala as esperanças e oferece liberdade para deixar de lado as batalhas e curtir a parte mais importante do seu relacionamento: vocês dois. 

"Deixará, portanto o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne" (Gênesis) 2. 24.

Bate-Pronto

Um dia alguém me perguntou como escolher uma namorada. Respondi que seria bom que ela fosse cristã. Pois, Paulo nos adverte em 2 Coríntios 6.14 para que:  “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos…”. Pois quando observamos o contexto daquilo que Paulo está falando, fica claro que se trata da sociedade, da comunhão e ligação entre os servos de Deus e aqueles que não o servem. Portanto, é bom que o cristão avalie com muito cuidado seus laços de relacionamento e até mesmo de negócios com pessoas incrédulas.

Outra coisa que seria bom, que ela fosse uma mulher trabalhadeira. Uma mulher que foge ao trabalho não é bom. Imagine como seria viver todos os dias com alguém que não faz o seu trabalho diário. Como ficaria essa casa?


Veja o que diz Salomão acerca da mulher que trabalha: “Seus filhos se levantam e a elogiam; seu marido também a elogia, dizendo: "Muitas mulheres são exemplares, mas você a todas supera". A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada” (Provérbios 31. 28-30). A mulher deve ser determinada.

Outra coisa, é bom que a mulher seja cheia do Espírito Santo. Caso contrario sua vida virará um inferno. Jesus disse: "Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá” (Mateus 12.25).

Observe isso e você será feliz.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Tudo Tem Seu Tempo Determinado

Fazer ou não fazer algo só depende de nossa vontade e perseverança. Mas precisamos entender que nosso tempo é diferente do tempo de Deus e, que Ele tem multiformes maneiras de agir.

O que compete a nós é simplesmente confiar, pois “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3. 1).

As coisas acontecem na hora certa. Exatamente quando devem acontecer. Jesus certa ocasião perguntou: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mateus 6. 27).

Devemos entender que há momentos felizes e que nesses momentos devemos louvar a Deus. Mas também há momentos difíceis, e que nesses momentos devemos buscar a Deus.


O apostolo Paulo escrevendo aos filipenses disse: "Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade” (Filipenses 4. 12).

Paulo aprendeu o significa de adorar a Deus e confiar Nele. Por isso ele foi capaz de dizer logo em seguida: “Tudo posso naquele que me fortalece" (Filipenses 4. 13). Ou para melhor compreensão: “Na força que Cristo me dá, posso enfrentar qualquer situação”.

Devemos entender também que há momentos silenciosos, nesses momentos devemos continuar a adorar a Deus. Mesmo que tudo diz que não. Que pareça que Deus não está lá.


Há também momentos dolorosos, e nesses momentos precisamos aprender a confiar em Deus. Confie mais em Deus e menos em seu coração. Pois, “Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8. 28). Este versículo não diz que tudo é bom, mas diz que tudo contribui para o bem. Portanto, em cada momento agradeça a Deus. 

Podemos aprender uma grande lição com Habacuque, no Velho Testamento, que disse: “Ouvi isso, e o meu íntimo estremeceu, meus lábios tremeram; os meus ossos desfaleceram; minhas pernas vacilavam. Tranquilo esperarei o dia da desgraça que virá sobre o povo que nos ataca. Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação” (Habacuque 3. 16-18).

terça-feira, 19 de maio de 2015

O Caminho

Apesar de toda tecnologia que temos hoje, que às vezes até nos surpreendemos. Ainda existe um vazio que toma conta no coração do homem. Insatisfação, ansiedade e desorientação são males do nosso tempo.

O número de suicídios cresce a cada ano. Segundo estimativas, todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo.

Apesar de todo conhecimento que temos atualmente, há algo no coração humano que continua dando errado. E o vazio persiste.

Eis algumas das ansiedades do ser humano: Ter um sentido em sua vida; Ser um ser inteligente; Sentimento profundo de que a vida continua, mesmo depois e apesar da morte. Que a vida não se resume nos anos que se passa aqui na terra.


Essa ideia de eterno, de que ele caminha para o além é o que incomoda. Ninguém conhece o além. Ninguém nunca voltou de lá para falar como é, para contar a sua experiência.

Embora alguns tentem se enganar ao falarem de experiências fora do corpo, isso não traz nenhuma ajuda, pois tudo é tão nebuloso, vago e subjetivo.

O que resta para o homem é o caminho da fé. 

Jesus ao aproximar-se da morte falou de sua partida aos discípulos. Tomé perguntou-lhe: "Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?" (João 14. 5).

Jesus então respondeu: "Eu sou o caminho..." (João 14. 6).

A morte é a porta de entrada, pois amamos a vida, e a vida é Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim” (João 14. 6). 

Com razão tememos a chegada da morte, pois amamos nossa vida. Mas, devemos trocar essa ansiedade doentia pelo desejo de encontrar Jesus do outro lado e deixar que Ele segure a nossa mão.

Testando os Espíritos

Como cristãos, somos chamados a continuar: "com os nossos olhos fixos em Jesus, pois é dele que depende a nossa fé, desde o começo até o fim" (Hebreus 12:2). Entretanto, muitos falsos profetas têm procurado persuadir-nos a fixar nosso olhar em um Jesus inventado, distorcido, deturpado.

Nos tempos de João esses falsos profetas negavam que Jesus tivesse assumido a forma humana.

Em nosso tempo existe o mesmo. Eis algumas falsas afirmações deles: Jesus foi apenas um bom mestre e modelo; Ele tinha pele e olhos claros. Outros dizem que ele tinha pele escura e olhos profundos; Ele era um deus em meio a muitos outros deuses; Ele está do lado daqueles que procuram libertar, de qualquer forma, os oprimidos; Ele tinha um relacionamento romântico com Maria Madalena.


Como mantermos os nossos olhos fixos sobre o genuíno Jesus? Como provar "o espírito que vêm de Deus?"

Primeiramente, devemos manter-nos atentos ao que as Escrituras têm a dizer a respeito de Jesus. João escrevendo sua primeira carta escreve: “Vocês podem reconhecer o Espírito de Deus deste modo: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne procede de Deus” (1 João 4. 2).

Em segundo, confiar no que a Bíblia diz a respeito dEle, pois: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3:16,17). 

Toda vez que escutarmos ou lermos alguma opinião sobre Jesus, devemos testá-la com o que o Espírito de Deus diz acerca dEle na Bíblia, a Palavra de Deus.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Levados Pela Cobiça


Jesus ensinou aos seus discípulos que é preciso “vigiar e orar”, Ele disse: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação. O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca” (Mateus 26. 41).

Porém a parte que se refere à vigilância é negligenciada por grande parte dos cristãos. Estar alerta nos ajuda a não cairmos nas ciladas do maligno.

Uma delas é a tentação da cobiça, o desejo sôfrego e veemente de possuir bens materiais. E nisso, muitas igrejas tem contribuído. Pois a teologia da prosperidade tem sido uma maneira do diabo plantar dissimuladamente nos corações a semente da cobiça.

Essa teologia torna invisível ou pouco perceptível a avidez, ou a ambição desmedida pela riqueza. Provérbios 28. 20 ensina que: “O homem fiel gozará de abundantes bênçãos; mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune”.

Paulo escrevendo a Timóteo disse: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1 Timóteo 6. 9, 10).

Existem muitas pessoas levadas pela cobiça, e por conta disso partem para a prática de males terríveis. São capazes de roubar aos homens e tentam enganar a Deus.

Existe muito alarde de pastores acerca da prosperidade. E muitos se aproximam de uma igreja visando o enriquecimento e a prosperidade.

“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação...”

É preciso estar atento para que o desejo pela cobiça não entre veladamente nos corações, e venhamos a pecar. Pois a cobiça é um desejo insano pelas coisas materiais.

Em muitos casos a prosperidade é a desgraça do homem, pois ela dá a sensação de tudo pode, e Deus nesse caso fica esquecido. Como diz o sábio Salomão: “... tendo demais, eu te negaria e te deixaria, e diria: 'Quem é o Senhor?' (Provérbios 30. 9).

“O espírito, com certeza, está preparado, mas a carne é fraca”. 

     Estando a cobiça sugestionada pelo diabo, e impulsionada pela teologia da prosperidade, começa a nascer nos corações mais abastados a soberba, o orgulho, a indiferença, a altivez e muitos outros pecados que são da natureza da carne.

Tudo isso está sujeito ao ser humano.

Por outro lado, Salomão também diz: “Se eu ficasse pobre, poderia vir a roubar, desonrando assim o nome do meu Deus” (Provérbios 30. 9).

Tanto a cobiça como a pobreza podem trazer tentações. E fica claro que o pobre no meio de tantas dificuldades que lhe sobrevém precisa vigiar constantemente. Pois a natureza humana logo trará a murmuração, o descontentamento, a infelicidade.

Portanto, “vigiai e orai” para não serdes levados pela cobiça.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Agentes da Paz

Vivemos em um mundo que nos condicionou a acharmos difícil levar a sério o mandamento de Jesus a que “voltemos a face” (Mateus 5.39). Oferecer a outra face foi proferido por Jesus durante o Sermão da Montanha, trata-se de responder a um agressor sem o uso da violência.

As pessoas a quem Ele falava já conheciam as Escrituras, pois Ele disse: “Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’” (Mateus 5:38). Mas o que isso significava para aquele tempo e o que significa para nós hoje? Será que é um aconselhamento para que os cristãos sejam vítimas passivas? Será um ensinamento para que o cristão sofra em silêncio e se recuse a recorrer à justiça?

Estamos condicionados a responder agressivamente à violência física e verbal. Mas a pacificação não é um mandamento opcional. Paulo escrevendo aos Romanos disse: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12. 18). Isso nos mostra que a pacificação é uma exigência básica da nossa fé.


Nos tempos do Antigo Testamento, a punição “olho por olho” era aplicada somente após o infrator ser julgado pelos sacerdotes e juízes. Eram eles que avaliavam as circunstâncias, levando em consideração até ao ponto em que se soubesse que a inflação tinha sido intencional. Podemos encontrar essa questão nos textos de Êxodo 21. 24, Levítico 24. 20 e Deuteronômio 19. 15-21.

Segundo Adam Clarke, um erudito bíblico do século 19, os judeus parecem ter distorcido essa aplicação da lei para “justificar ressentimentos pessoais e todos os excessos motivados por vingança. Atos de vingança eram levados a extremos e acabavam sendo mais severos do que o erro cometido”.

Porém as Escrituras não aprovam vinganças pessoais. Para os primeiros cristãos que viveram com perseguição e escárnio não foi fácil. Todavia, eles deram um testemunho eficaz de paz contra a violência de Roma.

Quando Jesus menciona sobre “oferecer a outra face”, tem mais a ver com o verdadeiro sentido da lei de Deus dada aos Israelitas do que seus discípulos terem de oferecer o outro lado. Nos tempos bíblicos um tapa não tinha a intenção de machucar, era sim um insulto para provocar uma briga. Portanto, o que Jesus está ensinando é que se alguém quiser provocar uma briga com um tapa, ou com algum tipo de sarcasmo, a pessoa esbofeteada não deve revidar. Evitando pagar o mal com o mal (Romanos 12. 17).


Devemos pedir ajuda a Deus em oração, para aprendermos a não responder a violência com a mesma violência. Pedir a Ele para nos dar a vontade de sermos pacificadores e a sabedoria para saber reagir a situações que poderiam levar a violência.

Augusto Cury escreve: “Dar a outra face é um símbolo de maturidade e força interior. Não se refere à face física, mas à psíquica. Dar a outra face é procurar fazer o bem para quem nos decepciona, é ter elegância para elogiar quem nos difama, altruísmo para ser gentil com quem nos aborrece. É sair silenciosamente e sem estardalhaço da linha de fogo dos que nos agridem. Dar a outra face previne homicídios, traumas, cicatrizes impagáveis. Os fracos se vingam, os fortes se protegem”.

Deus deseja que sejamos embaixadores pela paz onde quer que vamos.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A Dádiva do Presente

O hoje é o presente, e o presente é uma dádiva. E nada nos faz mais feliz do que levar a felicidade aos outros. Mesmos tendo nossos próprios problemas, apesar deles, quando compartilhamos a dor, conquistamos metade da tristeza. Mas quando compartilhamos nossa felicidade, essa felicidade se torna em dobro.

Leia esse texto, eu espero de coração que algo aconteça no seu mundo interior:


Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões.

Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas para a janela.

Os homens conversavam horas a fio.

Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, seus empregos, seu envolvimento no serviço militar, locais onde eles passavam as férias.

Todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver para aqueles períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora.

A janela dava para um parque com um lindo lago de patos e cisnes brincavam na água enquanto crianças com os seus barquinhos, jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores e uma bela vista da silhueta da cidade podia ser visto na distância.

Quando o homem perto da janela descrevia isto tudo com detalhes requintados, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava esta cena pitoresca.

Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu um desfile que passava.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda ele podia vê-lo no olho da sua mente como o senhor a retratava através de palavras descritivas.

Dias, semanas e meses se passaram.

Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha morrido tranquilamente em seu sono.

Ela ficou muito triste e chamou os atendentes para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela.

A enfermeira ficou feliz em fazer a troca, e depois de ter certeza que ele estava confortável, ela o deixou sozinho.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em um cotovelo para tomar o seu primeiro olhar para o mundo real.

Fez um grande esforço e lentamente a olhar para fora da janela além da cama

Ele enfrentou uma parede em branco.

O homem perguntou à enfermeira o que poderia ter levado seu companheiro falecido, que tinha descrito coisas tão maravilhosas fora dessa janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. 

Ela disse: “Talvez ele só quisesse encorajar você”. 

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4. 17).