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sábado, 29 de novembro de 2014

Milagres – As Obras de Deus

Temos falado nas últimas publicações sobre As Obras de Deus, que inclui A Criação, A Providência e agora falaremos sobre os Milagres.

No século XVIII, mais ou menos em 1750, surgiu o Racionalismo. Uma filosofia que enfatiza a razão humana e sua capacidade para responder as questões básicas. Baseava-se na razão, e não na fé, para criar uma teoria dos seres humanos e seu destino. Voltaire e Thomas Paine lideraram o movimento.

Nesta filosofia as ideias procedem não da experiência, mas da própria razão. Portanto é uma doutrina que rejeita qualquer autoridade além da razão e que, em particular, nega qualquer fundamento à fé religiosa. E por isso procurou contrapor à crença nos milagres o conhecimento mais desenvolvido da natureza. Quis substituir a religião sobrenatural pela religião natural.

O Racionalismo tentou explicar os milagres atribuindo-os a causas naturais e atribuindo àqueles que os realizaram conhecimento de física, química, pirotécnicas e outras coisas.


Por exemplo: os milagres no monte Sinai, no monte Carmelo e a voz que se ouviu por ocasião do batismo de Jesus, eles atribuem aos trovões e aos relâmpagos, entendendo que esses são suficientes para explicar o fato acontecido. Já na multiplicação dos pães, eles afirmam que não foram multiplicados, mas, que o exemplo do jovem induziu outros a oferecer o que tinham.

O racionalismo radical rejeitou a revelação e exaltou a razão humana como suficiente para descobrir a Deus e a todos os deveres humanos. Para essa doutrina a razão é a única autoridade, e a felicidade, o fim supremo do homem. Tudo isso foi feito com a completa desconsideração para com a Escritura.

Mas Paulo contradiz esta ideia, ele diz: “O mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria” (1 Corintios 1. 21).

Mas o que vem a ser Milagres? Como podemos defini-los? Eles são necessários? São eles para os nossos dias?

Bem, existem muitas definições para o milagre. Uma delas é de Davi Hume que diz: “Milagres são violação das leis da natureza”. Para W. G. T. Shedd: “Milagre é um ato extraordinário de Deus”.

O milagre tem dois sentidos: um mais restrito, que se limita a um ato extraordinário de Deus no mundo exterior. E um mais amplo, onde inclui resultados espirituais como regeneração, conversão e santificação.


Os milagres podem ser classificados como imediatos, que são aqueles onde não aparecem meios, como no caso da criação do mundo, na ressurreição dos mortos e na ressurreição de Jesus. Existe aqui apenas a ação de Deus. Os milagres podem ser também mediatos, que são aqueles em que Deus emprega forças ou usa dos elementos naturais algumas vezes intensificados além do usual, a fim de alcançar determinado objetivo.

Como exemplos podemos usar o dilúvio, em que o aluimento da crosta da terra, o rompimento das fontes do grande abismo e a afluência das águas para os lugares mais baixos produziram esse grande cataclismo. E também a separação do Mar Vermelho por um forte vento oriental.

Entretanto, mesmo com o emprego desses meios naturais, não podemos dizer que esses acontecimentos tornam-se menos milagrosos, pois podemos ver a intervenção de Deus ao dirigir essas forças para um determinado fim na hora exata.

Milagres – As Obras de Deus - Continuação

Tanto o Deísmo, que é uma postura filosófico-religiosa que admite a existência de um Deus criador, mas rejeita a ideia de revelação divina, como o racionalismo, rejeitam a ideia de um Deus pessoal e livre. Portanto, ambas as filosofias não podem aceitar nenhuma interferência sobrenatural. Da mesma forma age a crença panteísta. O Panteísmo é a crença de que absolutamente tudo e todos compõem um Deus abrangente, e imanente, ou que o Universo (ou a Natureza) e Deus são a mesma coisa.

Mas crendo na existência de um Deus pessoal e livre, podemos decidir a questão do milagre. Pois se Deus é o Criador do mundo, ninguém pode negar-lhe o direito e o poder de intervir nele.

Dentre essas intervenções está a questão de que Deus tomou medidas especiais para resgatar a obra de suas mãos e os objetos do seu amor. Ele escolheu fazer isso do que abandonar a uma condenação sem fim e sem remédio.

O maior de todos os milagres está na frase do apóstolo João: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito...” (João 3. 16). Se admitirmos esse amor, o milagre da redenção se apresenta como consequência lógica desse fato. Caso contrário, se o sobrenatural desaparecesse da vida, todas as aspirações do coração humano seriam enterradas no túmulo em que se sepultasse o milagre.


Temos que levar em consideração que o mundo não tem apenas uma causa primária, tem também uma causa final, e esta causa final é a glória de Deus no destino bem-aventurado do homem. Se o homem tem de ser salvo, só poderá ser pela intervenção do sobrenatural. Portanto, os milagres são uma necessidade no plano da redenção e na causa final do mundo.

Os racionalistas diziam que os milagres são uma violação da lei natural. Mas isso não é verdade, pois vejamos: a lei natural continua operando durante a realização do milagre. O que acontece é que uma lei sobrepuja a outra. Como por exemplo: se você segurar uma maçã em sua mão, isso não cessará a lei da gravidade, apenas outro poder está impedindo a maçã de cair. Outra razão é que a natureza está sujeita ao poder da vontade. A vontade humana pode agir diretamente sobre o organismo e através desse, agir sobre outras coisas.

Deus tem o controle da natureza, a lei natural expressa a vontade do Criador. Não é a lei que governa o Criador, Ele é quem governa.

Para concluirmos este estudo, quero lembrar que em geral os milagres acompanham uma revelação ou um mensageiro de Deus. Em geral os milagres ocorrem em épocas de grandes crises da vida moral do mundo, como por exemplo, na libertação de Israel da escravidão do Egito, no conflito de Elias com o paganismo e na manifestação de Jesus Cristo.


Eles também podem ocorrer com mais frequência em uma era do que em outra dependendo de suas condições. Por exemplo, onde a lei natural é suficiente, eles não devem ser esperados, da mesma forma onde a revelação é suficiente.

Outra razão para que não se veja muitos milagres é a incredulidade. Em Mateus 13. 58 está escrito: “E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles”.

As Escrituras jamais afirmaram que tenha passado a era dos milagres. Na verdade muitos milagres aconteceram depois dos dias dos apóstolos. Teodoro de Mopsuestia que data de 439 A.D. chegou a afirmar: “Muitos pagãos entre nós estão sendo curados pelos cristãos de toda a espécie de enfermidades que possam padecer, tão abundante são os milagres em nosso meio”.

Se negarmos os milagres, seremos obrigados a crer em prodígios menos creditáveis. Porém, se Jesus Cristo é um ser divino, então Ele mesmo é o maior milagre.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Temos Uma Liberdade de Escolha

A carta do apóstolo Tiago é uma carta onde o tema abordado é sobre a “religião pura” (Tiago 1.27). Fala sobre o amor divino experimentado no coração e como ela é posta à prova pelas tentações e pelas dificuldades dos fiéis.

A “religião pura” é uma fé que põe por si mesmo a prova àquele que é carnal e egoísta. Pois revela o contraste entre a fé verdadeira e a falsa. Ela mostra aquele que é carnal e o que é espiritual.

Dentro desse contraste é que Tiago pergunta: “De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (Tiago 4.1).


       O apóstolo sabia que Satanás tem poder, mas que não pode obrigar o homem a fazer aquilo que ele não quer. Por isso ele escreve: “Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês” (Tiago 4.7).

Certamente é muito difícil detectar Satanás, ele é um ser invisível e muito perigoso. Mas é alguém de quem não precisamos temer. Pois temos uma escolha: “Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé...” (1 Pedro 5. 8, 9).

Nesse texto o apóstolo Pedro nos ensina que devemos tomar nossa posição contra Satanás nos tornando sólidos na fé.

Tanto Tiago como Pedro coloca o bem e o mal lado a lado, eles nos animam a ter uma fé capaz de enfrentar as provas e as vicissitudes da vida. Mas para isso precisamos fazer uma escolha.

Jesus amava a Deus. Quando Ele foi tentado no deserto a sua conduta foi de permanecer firme no Seu amor. Ao permanecer firme Satanás se afastou dele ao rejeitar as três tentações. Com isto aprendemos que nós também podemos escolher resistir a satanás.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

O Motivo de Não Sermos Consumidos

Deus de exclusão ou inclusão?
Se na possibilidade de Deus há a possibilidade de se incluir o que peca, porque seria o homem superior na sua decisão de excluir?

Talvez desconhecimento da Palavra... pode ser?
Ou quem sabe orgulho e vaidade?

A Bíblia nos ensina que: “... e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 João 2. 1).
Deus conhece muito bem a nossa formação, e não poderia ser diferente, pois Ele é o nosso criador. Ele sabe que somos pó e sabe que estamos sujeitos a falhas e fraquezas. Todavia, as Escrituras nos ensinam que: “Assim como o pai é misericordioso para com seus filhos, o Senhor tem sido misericordioso para com os que o temem. Porque Ele mesmo conhece bem a nossa formação. Lembra-se de que somos pó...” (Salmo 103. 13, 14).


Deus perdoa aquele que se arrepende e se aproxima dele. Porque o homem pensa que pode excluir ao invés de perdoar como Deus faz?

É bom lembra o que diz a oração que Jesus ensinou: “Perdoa as nossas dívidas, assim como perdoamos aos nossos devedores." (Mateus 6:12), “Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará” (Mateus 6:14 - NVI).

O Deus a quem você chama de Pai, também é Pai daquele que lhe deve. E esse Pai em comum deseja a paz e a reconciliação. E isso nós conseguimos através do perdão. E o perdão está ao alcance de cada um.

O Melhor Presente Que Podemos Oferecer

O que podemos oferecer as almas necessitadas? Porque se importar só na última hora, a hora da morte? Afinal, Deus não nos pede nada impossível. O que Ele pede é razoável. A Bíblia diz: “O amor de Deus significa o seguinte: que observemos os seus mandamentos; contudo, os seus mandamentos não são pesados” (1 João 5. 3).

Para quem receber o Senhor Jesus em sua vida, tem a sua ficha limpa. Não porque merece, mas porque Ele resolveu que assim seria: “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito”  (Romanos 8:1).

O mundo anseia por vida e paz, e no caminho pelo qual a maioria das pessoas andam não é isso o que encontrarão: “Porque a inclinação da carne é morte...” (Romanos 8:6).


O livro de Miqueias nos apresenta o desejo de Deus para o seu povo. Ali ele diz que Deus espera que seu povo pratique a justiça, que amemos a lealdade e andemos modestamente com Deus (Miqueias 6. 8).

Se andarmos nesse padrão razoável de Deus, estaremos mostrando ao mundo o Seu amor: “Eu proclamo as novas de justiça na grande assembleia; como sabes, Senhor, não fecho os meus lábios. Não oculto no coração a tua justiça; falo da tua fidelidade e da tua salvação. Não escondo da grande assembleia a tua fidelidade e a tua verdade” (Salmos 40. 8, 9)

Deus espera que o obedeçamos por amor.

Ao agirmos assim sentiremos grande alegria: “Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus; a tua lei está no fundo do meu coração” (Salmos 40:8).

Portanto, ao orarmos por alguém, ao falar do amor de Deus, e da salvação em Jesus, estaremos dando a essa pessoa o melhor presente que podemos dar a alguém. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Para O Dia Nascer Feliz

Pessoas maduras também cometem erros. Mas ao invés de ficarem remoendo pensamentos negativos do tipo: “Sou um fracasso” ou “Eu não presto para nada”, elas são capazes de construir novos caminhos de vida a partir do enfrentamento de situações muito difíceis, estressantes e de adversidades. A Bíblia diz que: “Quem é fraco numa crise é realmente fraco” (Provérbios 24. 24).

Quem vive pensando que a felicidade está baseada no dia em que se casar e ter filhos, ou quando tiver sua casa própria, ou quando conseguir aquele emprego dos sonhos, certamente estará fadada a infelicidade e a insatisfação. Pois a felicidade não se baseia em "quando...".

Certamente tudo isso nos trás certa felicidade, mas ela é passageira, pois tudo isso pode se acabar. A felicidade não pode está baseada em coisas que se adquiri. Pois todo ser humano um dia passará pelo seu dia mau: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor” (Efésios 5:15-17).
 Se entendermos que a crise é uma maneira de testar o que sabemos sobre a vida, sobre nós mesmos e sobre quem está nos guiando, temos grandes possibilidades de sermos felizes. Pois a felicidade depende de uma serie de fatores. E nos preparar para a crise antes dela chegar, é um bom princípio. No meio da crise as coisas não ficam claras, para passar bem por ela, precisamos nos guiar por aquilo que aprendemos antes. Pois no dia mau não há tempo para procurar recursos, e sim, utilizar aqueles que você já tem. Aqueles que você incorporou enquanto os dias eram bons.

Outros fatores para se ser feliz é saber encontrar contentamento, em coisas simples e pequenas; saber evitar a inveja; aprender a cultivar o amor pelas pessoas e desenvolver resistência mental e emocional. Lembre-se: “Quem é fraco numa crise é realmente fraco”. 

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Encontrando Deus Em Meio Ao Desespero

Talvez você já tenha se encontrado numa situação onde andava com Deus, mas tinha a sensação de estar andando no escuro. Você sabia que ele estava ali, mas não podia sentir nenhuma comprovação de sua presença. Não conseguia ouvir sua voz e nem sentir o seu toque. E um grande desespero se abateu sobre você.

Não se preocupe o rei Davi que era o homem segundo o coração de Deus, também passou por isso. Seus inimigos pretendiam provocá-lo e agredi-lo quando repetidamente lhe perguntavam: “Onde está o seu Deus” (Salmos 42. 10).

Foram tantas essas repetições que o próprio rei Davi começou a pensar que Deus o tinha abandonado: “Direi a Deus, minha Rocha; Por que te esqueceste de mim?” (Salmos 42. 9). 


Pode haver momento em que nos sentimos fracos, assim como o rei Davi. Com muita dificuldade de orar e ler a Bíblia. Você pede paz e ela não vem. Você se agarra as promessas das Escrituras e se firma nelas, no entanto, você não vê a concretização dessas promessas em sua vida.

Existe um ditado chinês que diz: “Jamais se desespere em meio às sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda”.

Continuar a louvar a Deus em meio ao desespero é uma grande ameaça para o diabo. Satanás vê a sua causa, que é “matar, roubar e destruir” (João 10. 10), seriamente ameaçada quando um ser humano, apesar de não ter o desejo, mantém a determinação de fazer a vontade de Deus.

Erich Remarque tem uma frase em ele diz: “No desespero e no perigo, as pessoas aprendem a acreditar no milagre. De outra forma não sobreviveriam”. O mesmo pode dizer em relação à fé. A Bíblia diz que: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa àqueles que O buscam” (Hebreus 11. 6).


Existem pelo menos dois motivos pelo qual Deus não houve a nossa oração, o primeiro é o pecado e o segundo, é quando Ele deseja nos ensinar a respeito dele e não poderíamos aprender de outra forma.

O rei Davi termina o Salmo 42 com a seguinte afirmativa: “Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus” (Salmos 42:11).

Precisamos aprender a depender do Senhor. A vida cristã não depende somente de nós, precisamos nos soltar, parar de nos debater e permitir que o Senhor nos segure e ame.

Uma frase de Albert Carmus diz: “Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor, mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe”.

Precisamos aprender a viver um dia de cada vez, pois assim descobriremos o quanto Deus é fiel.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Hebreus 9


Ora, a primeira aliança tinha regras para a adoração e também um tabernáculo terreno.
Foi levantado um tabernáculo; na parte da frente, chamada Lugar Santo, estavam o candelabro, a mesa e os pães da Presença.

Por trás do segundo véu havia a parte chamada Santo dos Santos, onde se encontravam o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, totalmente revestida de ouro. Nessa arca estavam o vaso de ouro contendo o maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas da aliança.
Acima da arca estavam os querubins da Glória, que com sua sombra cobriam a tampa da arca. A respeito dessas coisas não cabe agora falar detalhadamente.
Estando tudo assim preparado, os sacerdotes entravam regularmente no Lugar Santo do tabernáculo, para exercer o seu ministério.
o entanto, somente o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, apenas uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sangue do sacrifício, que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância.

Dessa forma, o Espírito Santo estava mostrando que ainda não havia sido manifestado o caminho para o Santo dos Santos enquanto ainda permanecia o primeiro tabernáculo.
Isso é uma ilustração para os nossos dias, indicando que as ofertas e os sacrifícios oferecidos não podiam dar ao adorador uma consciência perfeitamente limpa.

Eram apenas prescrições que tratavam de comida e bebida e de várias cerimônias de purificação com água; essas ordenanças exteriores foram impostas até o tempo da nova ordem.
Quando Cristo veio como sumo sacerdote dos benefícios agora presentes, ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação.

Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção.
Ora, se o sangue de bodes e touros e as cinzas de uma novilha espalhadas sobre os que estão cerimonialmente impuros os santificam de forma que se tornam exteriormente puros, quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo!
Por essa razão, Cristo é o mediador de uma nova aliança para que os que são chamados recebam a promessa da herança eterna, visto que ele morreu como resgate pelas transgressões cometidas sob a primeira aliança.
No caso de um testamento, é necessário que comprove a morte daquele que o fez; pois um testamento só é validado no caso de morte, uma vez que nunca vigora enquanto está vivo aquele que o fez.

Por isso, nem a primeira aliança foi sancionada sem sangue.
Quando Moisés terminou de proclamar todos os mandamentos da Lei a todo o povo, levou sangue de novilhos e de bodes, juntamente com água, lã vermelha e ramos de hissopo, e aspergiu o próprio livro e todo o povo, dizendo: "Este é o sangue da aliança que Deus ordenou que vocês obedeçam".

Da mesma forma, aspergiu com o sangue o tabernáculo e todos os utensílios das suas cerimônias.
De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão.

Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores.
Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou no próprio céu, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor; não, porém, para se oferecer repetidas vezes à semelhança do sumo sacerdote que entra no Santo dos Santos todos os anos, com sangue alheio.

Se assim fosse, Cristo precisaria sofrer muitas vezes, desde o começo do mundo. Mas agora ele apareceu uma vez por todas no fim dos tempos, para aniquilar o pecado mediante o sacrifício de si mesmo. 
      Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Não Desperdice Sua Vida!


Uma das melhores coisas da vida é aproveitá-la ao máximo. Tomando cuidado é claro para que isso não se torne uma ideia hedonista, onde o prazer é o supremo bem da vida.

O sábio Salomão diz que nós podemos aproveitar o melhor da vida quando incluímos Deus em tudo o que fazemos: “Sei que nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada; e também que é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho. Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele. O que é já foi, e o que há de ser também já foi; Deus fará renovar-se o que se passou” (Eclesiastes 3.12-15) – Portanto, Não Desperdice Sua Vida!

O cristianismo é um convite à alegria. E poder compartilhar com quem você ama é melhor ainda. Salomão escreveu: “Desfrute a vida com a mulher a quem você ama...” (Eclesiastes 9. 9 – NVI). 


Se você ama a sua vida, então não desperdice seu tempo, pois a vida aqui na terra é passageira. O sábio escreveu sobre isso: “Se, pois, o homem viver muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo lembre-se dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade” (Eclesiastes 11. 8).


Só se vive uma vez, e da mesma forma: “... o homem está destinado a morrer uma só vez...” (Hebreus 9. 27). Portanto, aproveitemos ao máximo nossa vida, sabendo que ao final: “... vem o juízo” (Hebreus 9:27).