Páginas

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Contemple Coisas Diferentes

Eu quero dizer: "adeus ano velho", para que ele seja velho de verdade. Para que no dia-a-dia eu possa contemplar coisas diferentes. E você?

Precisamos ter disposição para aprender uma forma diferente de ver a vida. Precisamos criar uma versão nova da nossa existência. Precisamos nascer de novo e viver a vida de forma diferente.

Experimente deixar de fazer as coisas do seu jeito.

Pare de procurar viver de forma a fugir da infelicidade, e aja para que a felicidade seja uma realidade.


Há muita preocupação em se ter ao invés de ser. Preocupe-se menos em obter, e concentre-se em consertar aquilo que se tem e se estragou... Naquilo que se perdeu.

Pois, “Onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Lucas 12. 24).

Não se pode encontrar amor naquilo que é um substituto para ele. Pode-se extrair euforia, mas não um amor verdadeiro. Pode-se encontrar algo passageiro, mas nunca uma satisfação duradoura.

Desejo que o próximo ano seja um ano de realizações, que você consiga atingir as suas metas e que seja um ano de muita paz, saúde e alegria.


Ame tudo que você faz e faça com amor. Escute seu coração. Crie sua realidade e conheça suas habilidades. Confie em você e na sua intuição. Faça seus dias felizes.

Aprenda com os erros do ano que se finda. Pois é hora de refazer seus sonhos... Refazer aqueles ainda não realizados e acreditar que irá concretizá-los.

Compreenda a vontade de Deus. É Jesus quem nos dá paz, amor e liberdade. É Ele quem enche de amor o nosso coração.

Que esse seja realmente um ano de grandes conquistas. 

Deus o abençoe.


Feliz Ano Novo

Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo?


Muitos fazem seus planos e projetos para o ano que se inicia. Mas no dia a dia de cada um de nós, o que realmente se tornará novo? Quais atitudes? Quais palavras? Quais gestos? Quais decisões serão de fato novas?


Quero aproveitar esta oportunidade para agradecer a todos que acessaram e leram as postagens contidas no blog: ESPAÇO PARA FALAR E REFLETIR.  Valeu a convivência e isso foi muito importante para mim.

Uma Vida Nova Em Cristo

Ano novo... Vida nova. Veja o conselho do apostolo Paulo para bons resultados no novo ano:

Portanto, já que vocês foram ressuscitados com Cristo, busquem as coisas que estão no céu, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensem sempre nas coisas do céu e não nas que são aqui da terra. Pois aquela natureza velha de vocês já morreu e a vida nova de vocês está escondida com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a vida de vocês, aparecer, então vocês também vão aparecer com Ele em glória.

Por isso, façam morrer todas as coisas deste mundo que agem em vocês, isto é: imoralidade sexual, impureza, paixões baixas, maus desejos e cobiça, que é uma forma de adorar ídolos. É por causa destas coisas que virá o castigo de Deus. Antigamente, vocês também tinham esse tipo de vida, quando costumavam fazer estas coisas.


Agora, porém, deixem tudo isto de lado: ira, irritação, maldade, insultos e o uso de linguagem indecente. Não mintam uns aos outros, pois vocês abandonaram aquela velha natureza e as coisas que faziam no passado  e se vestiram de uma nova natureza. Esta é a nova pessoa que é renovada continuamente na imagem do seu Criador, para que ela adquira um conhecimento completo de Deus. Desta forma, não há diferença entre um judeu e um que não é judeu, entre um que é circuncidado e alguém que não é circuncidado, entre um estrangeiro e um selvagem e entre um escravo e um livre. Porém Cristo é tudo e está em todos.


Por isso, como um povo escolhido de Deus que é amado e santo, procurem viver sempre com misericórdia, com bondade, com mansidão e com paciência. Tolerem uns aos outros e também perdoem uns aos outros se algum de vocês tem alguma queixa contra alguém. Assim como o Senhor lhes perdoou, vocês também devem perdoar uns aos outros. E acima de tudo isto, tenham amor, pois o amor une perfeitamente todas as coisas.  Deixem que a paz que Cristo dá controle os seus corações. Foi para esta paz que Deus os chamou num só corpo. Sejam sempre agradecidos. Que a mensagem de Cristo habite ricamente em vocês. Ensinem e instruam uns aos outros com toda a sabedoria. Façam isso louvando a Deus com salmos, hinos e cânticos espirituais, e cantem com o coração cheio de gratidão para com Deus. E tudo o que vocês fizerem ou disserem, façam em nome do Senhor Jesus e, por meio dele, agradeçam a Deus Pai.


Mulheres, sejam submissas a seus maridos, como se fosse ao Senhor.

Maridos, amem as suas esposas e sejam gentis com elas. Filhos, obedeçam aos seus pais em tudo, pois isto agrada ao Senhor.

Pais, não irritem os seus filhos, para que eles não fiquem desanimados.

Servos, obedeçam em tudo a seus senhores aqui da terra. Mas não obedeçam apenas quando vocês estão sendo vigiados, como se estivessem tentando agradar a pessoas. Porém, obedeçam com um coração sincero, por causa do respeito que vocês têm pelo Senhor. O que vocês fizerem, façam de todo o coração, como se estivessem fazendo para o Senhor e não para as pessoas. Lembrem-se de que é o Senhor quem vai lhes dar a herança celestial como recompensa. É a Cristo, o Senhor, que vocês devem continuar servindo. Pois aquele que faz o mal receberá como troco o mal que fez. E nisto Deus trata a todos da mesma maneira.
  

Colossenses 3. 3-25.

O Fato do Pecado – Antropologia – Parte 2 - E. T.

Na postagem anterior, observamos que o que tem enchido o mundo de miséria é o fato de o pecado existir desde os dias de Adão até hoje. Esse é um dos mais óbvios e persistentes fatos na história da raça humana.

Basta olharmos ao redor e perceberemos lares arruinados, cenas de carnificina nos campos de batalhas e nas cidades, ébrios que cambaleiam pelas ruas, e criminosos atrás das grades de uma prisão. Tudo isso nos apresenta a evidência do pecado.

Mas, o que é pecado?

A resposta para esta pergunta se pode encontrar na resposta do Breve Catecismo pergunta 14: “Que é pecado?”

“Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão dessa lei”.


Esta é uma boa definição, pois, inclui os elementos e os termos exatos apresentados nas Escrituras:

1 João 3. 4: “Pecado é iniquidade”, isto é, transgressão da lei.
1 João 5. 17: “Toda a iniquidade (injustiça) é pecado”.

Fica claro que tanto a transgressão, como a falta de conformidade são ambos pecado. Nesta definição reconhecemos tanto a deficiência humana, como o padrão objetivo da lei moral.

A verdadeira natureza do pecado é oposição a Deus. É isto que torna o pecado realmente pecaminoso. Não são as limitações, nem o egoísmo, e nem o sensualismo, mas a desarmonia com Deus e a oposição às suas perfeições.

Se não houvesse a lei de Deus expressando as suas perfeições, e mostrando o padrão para a vida moral, não haveria qualquer pecado, nem também qualquer bem moral.


Quando falamos da lei de Deus estamos falando da lei escrita e da consciência.

Portanto pecado não é a corrupção da substância da alma. Não é a mistura de alguma substância com a alma. Pois mesmo depois da queda a alma do homem ainda continuou a ser uma substância espiritual, e habitando um corpo.

O pecado é, porém, a corrupção das faculdades e especialmente do caráter moral da alma. Tem relação para com a lei de Deus. É um afastamento de Deus e de sua lei. O pecado inclui polução (poluição) e culpa. E a culpa por sua vez abrange duas ideias: merecer reprovação ou censura e estar sujeito ao castigo.

E aqui fica um esclarecimento importante: Jesus ao assumir nossa culpa, tornou-se sujeito ao castigo, mas não mereceu censura ou reprovação.


Leia também:

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A Soberania de Deus

Todas as coisas sem exceção estão dispostas por Ele, e sua vontade é a última palavra para tudo o que acontece. Os céus e a terra e tudo o que neles há são instrumentos pelos quais Ele executa seus planos.

É Deus que dirige os passos dos homens, quer eles saibam ou não.

Resumindo, é reconhecer Deus como o supremo soberano do universo, como governador moral do mundo, é admitir sua divindade e seu direito de dispor o que Ele criou de acordo com Sua vontade e Seu plano.

É reconhecer que Ele não está sujeito às circunstâncias que Ele não criou e não pôde controlar; e também, que Ele não é um fantoche que acomoda seus planos às circunstâncias que não dependem Dele, mas da vontade livre e dos atos de suas próprias criaturas.


A concepção que temos de Deus, de acordo com o que aprendemos na Bíblia, obriga-nos a crer que sendo soberano, Deus decretou tudo o que acontece para a sua glória e para o bem daqueles o amam, "daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Romanos 8. 28). Aprendemos também que Deus nunca é derrotado. Ainda quando tudo parece estar contra o que Ele planejou. 

Quando Cristo era rejeitado pelas cidades onde operou a maioria de Seus milagres e onde pregou a maioria de Seus sermões; ainda assim, devemos fazer como Cristo fez naquela ocasião, isto é, deu graças a Deus porque tudo aconteceu de acordo com seus planos.



Mensagem pregada na Congregação da 3ª Igreja Presbiteriana, em São Cristovão, baseada no texto de Mateus 11. 20-26. Ano de 2000.

A Soberania de Deus II

Observemos o seguinte: dois dias já se haviam passado: “Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém” (Mateus 24. 13), já não se ouvia mais a voz que tantas vezes falava de amor: “Que coisas?" perguntou ele. "O que aconteceu com Jesus de Nazaré", responderam eles. "Ele era um profeta, poderoso em palavras e em obras diante de Deus e de todo o povo. Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram” (Mateus 24. 19,20). Havia dor e ansiedade, tristeza e saudade pela ausência de Jesus: “Ele lhes perguntou: “"Sobre o que vocês estão discutindo enquanto caminham?" Eles pararam, com os rostos entristecidos”” (Mateus 24. 17). A luz que Ele havia trazido para Jerusalém, baniu as potestades e destruiu o mal: “e nós esperávamos que era Ele que ia trazer a redenção a Israel” (Mateus 24. 21a). Mas, prenderam Jesus e o lançaram numa cruz: “Os chefes dos sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram” (Mateus 24. 20). Jerusalém outra vez se via em trevas: “E hoje é o terceiro dia desde que tudo isso aconteceu” (Mateus24. 21b). Havia grande desesperança.

Aparentemente tudo estava perdido, Deus havia sido derrotado em seus planos.


Observe agora o seguinte, no terceiro dia essa luz voltou: “Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles” (Mateus 24. 15), um anjo no sepulcro O anunciou: “Algumas das mulheres entre nós nos deram um susto hoje. Foram de manhã bem cedo ao sepulcro e não acharam o corpo dele. Voltaram e nos contaram que tinham tido uma visão de anjos, que disseram que ele está vivo” (Mateus 24. 22, 23).

"Não temas pois o Cristo a quem procurais
Nas trevas de um sepulcro não encontrarás!
Dizei aos seus discípulos que Ele ressurgiu
Em breve estareis juntos de Jesus."
Talvez em Nazaré, ou em Jerusalém...
Quem sabe, no caminho de Emaús...?
(Sergio Lopes)

Ainda quando tudo está tão escuro como num dia de tempestade, nós sabemos que além e acima das nuvens escuras de nossa aflição e perplexidade, o sol da misericórdia e do poder de Deus brilha e que, no fim, tudo acontecerá como Ele planejou e determinou para sua glória e nossa felicidade.

"Varões israelitas, escutai estas palavras: A Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este, que foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, vós matastes, crucificando-o pelas mãos de iníquos" - (Atos 2. 22,23).



Mensagem pregada na Congregação da 3ª Igreja Presbiteriana, em São Cristovão. Baseada no texto de Lucas 24. 3-25 e Atos 2. 22,23. Ano de 2000.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL & ANO NOVO!

Que o Natal nos dê a grandeza da humildade. E assim colhermos por todo o Ano Novo, as glórias do amor, os frutos do nosso trabalho, e as bênçãos da fraternidade.


Que o seu Natal seja brilhante de alegria e iluminado de amor.

  
FELIZ NATAL

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O Verbo de Deus

Ao lermos o Evangelho de João descobrimos que ele é diferente dos demais Evangelhos. Pois aqui Jesus é apresentado como a Palavra de Deus: “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus” (João 1. 1 – NVI).


João apresenta Jesus como o verbo divino, alguém que existiu desde a eternidade com Deus: “Ele estava com Deus no princípio” (João 1. 2 – NVI). Alguém que se fez ser humano: “Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós” (João 1. 14). E ao fazer isso Jesus está nos mostrando o amor e a verdade de Deus: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16).

João escreveu o seu Evangelho tendo em mente um propósito, fazer com que seus leitores creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e que, por meio da fé, tenham vida: “Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus e, crendo, tenham vida em seu nome” (João 20. 31).

Estamos chegando ao dia de Natal. Dia de alegria. Dia de celebrar o Dia do Rei. Jesus nasceu!


É Natal, vamos adorar.

Sobre o Natal

O Natal é uma festa anual observada pelos protestantes e pelos católicos romanos em 25 de Dezembro, em memória ao nascimento de Cristo. A igreja ortodoxa a celebra em 6 de Janeiro e a Armênia no dia 16 de Janeiro. A primeira comemoração do Natal em 25 de dezembro foi em Roma, no ano 325 D.C.

O que nós pensamos do Natal?

Os homens veem o Natal como festa, oportunidade comercial, símbolo religioso, etc. Mas o que Jesus pensa do Natal?

Penso que baseado no modo como Jesus encarava a vida, podemos deduzir algumas coisas como:

Primeiramente, o Natal é Testemunho da Verdade: “Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.” (João 18. 37).

A verdade aqui abrange três aspectos: Verdade absoluta, a única que pode julgar. A Verdade conquistadora, pois Jesus diz: “Todo aquele que é da verdade”. A Verdade para ser crida - Verdade que desafia a prática da fé. “Disse então sua mãe aos serventes: Fazei tudo quanto ele vos disser.” (João 2:5).

 

Em segundo, o Natal é Consciência de Serviço: “Jesus, sabendo que o Pai lhe entregara tudo nas mãos, e que viera de Deus e para Deus voltava” (João 13. 3). Esse serviço é decorrência de saber quem Ele é e de onde vem, e também é decorrência de saber para onde vai.      Portanto, o Natal traz consigo a marca de uma vida consciente de si mesma, consciente de que viver é ser útil.

Em terceiro, o Natal é Sacrifício: “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas para isto vim a esta hora.” (João 12. 27). O Natal é uma vida que nasceu com a finalidade de morrer. O Natal é a cruz. A cruz da solidariedade, a cruz da rejeição, a cruz do amor à vida; a cruz da paixão por Deus, a cruz do sacrifício. 

Concluindo, o Natal é testemunho da verdade que salva, é a afirmação de uma vida que se vê em serviço e para ser útil; é um compromisso de sacrifício ao próximo; é a obediência à vontade de Deus em detrimento da nossa.

Quem Jesus É Para Você?

"Quem dizem os homens que eu sou?" (Marcos 8. 27).

Quem Jesus é para você? Que visão você tem de Cristo?

É preciso que você compreenda que sua vida é o reflexo da visão que você tem de Cristo. A sua conduta corresponde a forma de como você O vê.

Se para você Ele é fraco, impotente, limitado, derrotado, suas atitudes e ações serão pautadas pela debilidade, impotência, limitações e derrota. Mas, se para você, Cristo é grande, poderoso, vitorioso, sua vida reflete a Sua grandeza e Seu poder. Você também é um vencedor!

A visão que a Bíblia apresenta de Cristo é a de Apocalipse 1. 10-18.

No verso 13 Ele é apresentado como: "semelhante a filho de homem...". Como são suas vestes?: "vestes talares, e cingido à altura do peito, com uma cinta de ouro". Isso significa que Cristo é apresentado como Sacerdote e Juiz.

No verso 14: "A Sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve; os olhos chama de fogo". Isso nos mostra que Ele é puro, santo. Que nada escapa de sua presença, e por isso Ele tem o poder de julgar as obras do crente.

No verso 15: "os pés semelhantes ao bronze polido, como refinado numa fornalha; a voz como voz de muitas águas". Ele está acima de tudo.

No verso 16 os símbolos representados apresentam seu lugar de honra: "na Sua mão direita..."; "da Sua boca saia uma espada afiada", representa a severidade da palavra; ''o Seu rosto brilhava como o sol".

O que acontece com João ao ter este êxtase espiritual? “cai a seus pés como morto".


João obteve a certeza de que estava diante Daquele que é o começo e o fim (Apocalipse 1. 17). E ao mostrar as chaves da morte e do inferno (Apocalipse 1. 18), descobriu que toda autoridade de Cristo não está limitada a coisas simplesmente humanas, mas também sobre a morte.

"Mas vós, quem dizeis que eu sou?" (Marcos 8. 29). Jesus que saber quem Ele é para mim, e para você. "Tu és o Cristo", foi a resposta de Pedro.

Maria Madalena, e, os dois no caminho da cidade em Emaús, não reconheceram Jesus. Estiveram perto Dele, falaram com Ele, mas não O reconheceram.

Como tem sido a sua visão de Cristo?

Jesus mesmo nos deu a receita de uma visão sadia: "Conheço as tuas obras (eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar), que tens pouca força, entretanto guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome." (Apocalipse 3. 8).

O Cristianismo é o propósito de Deus para o mundo, não há, portanto a opção: "Ser Cristão ou Não?" 

Jesus certa vez disse: "Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha" (Mateus 12. 30).

Portanto ou você está com Ele ou não. Ou você está salvo ou não. Ou você está ao lado de Deus, ou do Diabo. Ou você está no céu, ou no inferno. 

Quem Jesus é para você?           



Mensagem pregada no ponto de pregação em São Cristovão. Baseada no texto de Marcos 8. 27-29. Em 14/11/2001. 

Digno de Adoração

“Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus” (Lucas 1. 31).

Temos que levar em consideração algumas verdades vitais referentes a Jesus Cristo.

Veremos três delas, e que fazem grande diferença na forma como as entendemos e como as incorporamos em nossa vida.

São elas:

Primeiramente, Jesus é Deus manifestado na carne: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado EMANUEL, que traduzido é: Deus conosco” (Mateus 1. 23).


Segundo, Jesus é o Salvador dos homens: “Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal” (1 Timóteo 1. 15).

Terceiro, Jesus é o Rei vindouro: “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11. 15).

São essas três verdades vitais acerca de Jesus. São elas de grande importância em nossa vida, tanto para o presente como para o futuro. E elas independem se eu acredito nelas ou não.



Mensagem pregada na Congregação da 3ª Igreja Presbiteriana em São Cristovão, em 28/07/1999. Baseada no texto de Lucas 1. 31.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Falando Sobre A Árvore de Natal

Além das lendas mais populares sobre a Árvore de Natal, há origens bem mais importantes para nós, cristãos, bem menos conhecidas.

Sua origem está nos costumes da “Arvore do Paraíso”, usada em bares e igrejas na época do Natal, na Europa do século XI. Era a representação da “Árvore da Vida” plantada no meio do Éden, no começo dos tempos (Genesis 2. 9) e encontrada no centro da Nova Jerusalém, na consumação dos séculos (Apocalipse 22. 2).

A ideia da Árvore de Natal como “Arvore da Vida” associa-se ainda à “Árvore da Cruz” (1 Pedro 2. 24). É a ideia do madeiro (ou como no grego “Tronco”), sobre o qual “Cristo levou os nossos pecados no seu corpo”. Nesse caso, a árvore que celebra o nascimento, com seu tronco aponta já o calvário, à cruz, razão maior da vinda daquela criança tão especial.


Outro conceito importante é o da “Árvore Cósmica”, da igreja primitiva. Por ser cósmica a dimensão da morte no calvário, a cruz era tida como a “Árvore Cósmica”, estendendo-se das profundezas da terra até os mais altos céus. Tratava-se, pois, de uma forma de exprimir o sentido cósmico (universal) da crucificação no seu efeito de redimir toda a criação do poder do pecado e da morte, restaurando-a a sua relação original com Deus. Vem a ser, assim, a “Árvore da Salvação”.

A Árvore de Natal guarda ainda a semelhança com a “Árvore da Luz” do judaísmo. No Antigo Testamento, a “Árvore da Vida” era representada pela amendoeira, na brancura de suas flores, em pleno inverno, prenuncia a chegada da Primavera. Segundo o modelo da amendoeira, Deus instruiu Moises quanto à feitura do castiçal de sete lâmpadas para o Tabernáculo, o Menorah (Êxodo 25. 31-40). Assim, no Menorah o simbolismo da “Árvore da Luz” e o da “Árvore da Vida” se corresponde.

Não é difícil concluir que podemos recuperar sentidos mais profundos para a Árvore de Natal, em nossos lares e igrejas do que os símbolos pagãos aos quais costuma ser associada. Há uma riqueza de ideias que nos lembram que no coração do Natal estão a Cruz e a Ressurreição.

Se Jesus apenas tivesse nascido e morrido, ele teria nascimento e morte similares a todos os líderes religiosos de todos os tempos, anteriores ou posteriores a ele. O enorme diferencial é exatamente a ressurreição. O Natal, portanto, aponta para a cruz, antevê a cruz, considera a cruz. A Árvore de Natal nos revela o tronco, antecipa o madeiro; materializa a cruz.


Texto de: Parcival Módulo.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Fé ou Constatação?

É comum, na experiência espiritual, invertermos a ordem dos fatos, e nesta inversão, pode estar a diferença entre a vida e a morte, ou entre uma experiência verdadeira e outra falsa.

Por exemplo, a conversão de Cristo a nós e não a nossa a Ele. Cada vez mais cresce de forma sutil essa ideia dentro da Igreja.

Cristo se tornou refém das necessidades humanas e cujas ações são estabelecidas por uma agenda determinada por nossas demandas pessoais, e não pela obediência à vontade e propósito do Pai. Somos nós com nossas necessidades que determinamos o agir de Cristo.

Isto tem consequências trágicas para a vida.

Há outra inversão também perigosa e que acompanha a experiência da fé. É a inversão do ver para crer. Hoje muitos estão querendo ver para crer, ao invés de crer para ver.

Os sacerdotes e escribas escarneciam e zombavam de Jesus, quando Ele estava pendurado na cruz: "Desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos" (Marcos 15. 32).

Por que Jesus não desceu da cruz para realizar esta última missão evangelística? Se tivesse descido, teria certamente levado muitos a crerem nele, a verem a glória e o poder de Deus, a se postarem diante do poderoso Messias e se renderem à irrefutável demonstração de seu poder divino.

No entanto Ele ficou lá, imóvel, agonizando-se com a sua dor, sofrendo como um criminoso, ouvindo silencioso os insultos e blasfêmias, humilhado e ultrajado. Ele não desceu para que pudessem ver e crer!

Qual a situação do homem moderno?

Muitos, como os sacerdotes e escribas, pensam que a salvação depende de ver para depois crer; primeiro vêm as evidências, depois a fé.

Pensam que são as expressões de poder, os milagres sobrenaturais, as manifestações extraordinárias que levam as pessoas a se renderem a Cristo, a experimentarem a fé e a se fortalecerem na vida cristã.

Muitos líderes e pastores se empenham nisso... Certamente são pastores e líderes que desceriam da cruz. Fariam qualquer esforço para que outros pudessem crer.


O que Jesus nos ensina?

Jesus nos mostra que a fé precede as evidências e os sinais. Ele nos mostra que aqueles que precisam primeiro ver para depois crer, vivem ainda uma fé infantil e imatura. São como Tomé, que precisou ver, tocar, provar, para então, crer.

Por que Jesus atende a dúvida de Tomé?

Jesus sabe que muitos precisarão de sinais e evidências para poder crer, mas afirma o perigo da inversão e o risco da dependência infantil àquele discípulo, dizendo: "Mas bem aventurado são aqueles que não viram e creram" (João 20. 29b).

Não ver, e mesmo assim crer é sinal de uma fé madura que superou as exigências infantis de pedir as provas para então crer.

Reconhecemos... Crer num Salvador condenado e crucificado como um criminoso da pior espécie não é tarefa fácil. Uma pequena prova, uma evidência concreta nos ajudaria a crer.

Imagine Jesus satisfazendo o pedido dos sacerdotes, escribas e muitos outros curiosos. Imagine Ele no meio da sua agonia e sofrimento, pregado na cruz, com o corpo todo ferido e, de repente, suas mãos e pés soltam-se dos cravos e Ele, repentinamente forte e saudável, com uma intensa luz brilhando sobre Seu corpo, desce lenta e gloriosamente da cruz. Seria um espanto geral, pessoas se curvando e O adorando, seria celebrizado e muitos o seguiriam.

No entanto o mundo ganharia um guru e perderia um Salvador.

O crer para vê...


A fé precede quaisquer evidências. Ela olha e recebe aquilo que ainda não foi realizado. Ela crer na Palavra, na promessa, no testemunho.

A cruz precede a ressurreição. O mundo da fé inverte a lógica, àquilo que é o obvio.

Se Cristo tivesse satisfeito aos sacerdotes e escribas, teria sido uma grande campanha evangelística. Mas no final ficariam as perguntas: Essas pessoas seriam convertidas a que? Teriam crido em que?

A fé nos leva a crer para depois ver: "Se creres verás a glória de Deus" (João 11. 40), foi a resposta de Jesus a Maria antes da ressurreição de seu irmão Lázaro: "Se creres verás".

Resultados da fé: é ela que nos abre os olhos e a compreensão; é ela que nos faz andar.

É mais difícil, eu sei. Mas quando cremos antes, passamos a depender não mais daquilo que vemos, tocamos ou sentimos. Passamos a andar e viver com uma segurança e uma fé liberta da  dependência neurótica que nossa infantilidade cria.

Se crermos, veremos tudo àquilo que Deus está fazendo e ainda irá fazer. Veremos as realidades divinas que os nossos "olhos não viram e ouvidos não ouviram, nem jamais penetrou no coração humano" (1 Coríntios 2. 9).

"A fé que requer ver para então poder crer continuará crendo apenas naquilo que vê e, no fim de tudo, deixará de ser fé para ser apenas uma constatação vaga e superficial do óbvio".

A inversão pode matar.

Mas Jesus lembra-nos que, mais feliz será aquele que não viu, não tocou e não sentiu, mas creu. Este verá a glória de Deus.



Mensagem pregada na Congregação Presbiteriana em Santa Isabel, no ano de 2001. Baseada no texto de João 20. 29. 

Unidade Na Defesa Do Evangelho

A Revista Eclésia número 65, do mês de abril, trouxe uma matéria com o seguinte título: "Ecumenismo de mão única". Lá diz que o Papa estimula católicos latino-americanos a frear a expansão de "seitas" no continente.

Diz que o papa já se encontrou com líderes budistas, islâmicos, judeus, protestantes e animistas, atitudes sem paralelo na história da Igreja. Mas em setembro passado a Santa Sé lançou um documento chamado “Dominus Iesu”. Onde afirmava ser a fé católica a única confissão religiosa legítima.

No dia 23 de março deste ano, o papa João Paulo II radicaliza mais uma vez, convoca os católicos latino-americano a "lutar contra as seitas, que constituem um grave problema ao esforço de evangelização - É necessário uma ação pastoral decidida".

O fato é que ele está com medo do crescimento das igrejas evangélicas na América Latina. Principalmente as chamadas igrejas pentecostais.

Para o papa as denominações evangélicas são: "lobos famintos que provocam discórdia e divisão em nossas comunidades". Na América Latina o cristianismo cresceu 375% nas últimas duas décadas. E um senso realizado pelo IBGE aponta para a possibilidade do Brasil deixar de ser um país católico em meados deste século.



O que eu quero mostrar com isso? A missão da Igreja.

O Senhor Jesus deixou uma ordem a todos os que creem: "Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16. 15).

O apóstolo Paulo diz que: "estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Filipenses 1. 16).

Paulo defendia, lutava a favor de um ideal colocado por alguém, esse alguém é Jesus. Ele queria as mesmas coisas que lhe foi mostrado e aceitou como verdade. Paulo ansiava passar essas verdades a outros. Queria compartilhar da sua alegria.

O que defendemos? "estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Filipenses 1. 16).

O evangelho que foi anunciado por Jesus. Que fez Ele ir à cruz, ser maltratado, ser humilhado, e derramar o seu sangue. O evangelho de boas-novas, de vida eterna, de salvação, de reconciliação com Deus.

O que é preciso para isso?

Coragem para enfrentar os problemas, as provações e alegria de saber que o nome de Cristo está sendo pregado. (Filipenses 1. 15-18). Paulo sofria na prisão, corria o risco de morrer (Filipenses 1. 20), tudo para defender a verdade do evangelho "no meio de tantas verdades religiosas" , e ele considerava isso como lucro (Filipenses 1. 21), se morresse estaria com Cristo, vivendo continuaria sua obra e vendo os frutos dela (Filipenses 1. 22).

Qual é a motivação para tal realização? O que levava Paulo a agir de tal forma? "estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Filipenses 1. 16).

Era a certeza que Cristo ressuscitou. A certeza do seu amor, “Ele nos amou primeiro” (1 João 4. 9). Essa era a motivação de Paulo: Amor e gratidão pela sua salvação (Filipenses 1. 19a), uma salvação que foi conquistada numa cruz, e que está a disposição de quem crer e obedecer aos mandamentos de Cristo.


Mas que tipo de fé é essa?

Não é uma fé cega e tola, pois Paulo sabia em quem cria. Hoje existem fatos registrados de pessoas que presenciaram tais fatos. Paulo usa o seu intelecto, sua mente, em prol de um verdadeiro amor. "Sei em quem tenho crido" (2 Timóteo 1. 12). Paulo não se baseava em emoções e sim no saber.

Era uma alegria crescente dentro do apóstolo, que fazia com que essa se explodisse em palavras de fé, gestos de amor, devoção a Deus.

Para se ter os mesmos resultados que Paulo conseguiu é preciso uma unidade de fé e propósito na Defesa do Evangelho. É preciso o povo de Deus se unir e deixar as contendas, as invejas e buscar o ideal de Cristo no “Ide” que Ele nos deixou.

Uma equipe de Fórmula 1 leva de 7 à 10 segundos para abastecer, trocar pneus, limpar o para-brisa, dar água ao piloto, apertar parafusos e deixar o carro pronto para voltar as pistas. A equipe que passar desse período pode já se considerar fora da partida. É preciso um trabalho de equipe unida e determinada a obedecer a sua parte no trabalho.



Mensagem pregada na Congregação Presbiteriana em Santa Isabel, em 2001. Baseada no texto de Filipenses 1.  15-22.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Buscando a Justificação do Pai

O Senhor Jesus contou a parábola do Filho Pródigo para falar aos fariseus e escribas, que eram os lideres religiosos de seu tempo, pois esses se escandalizavam por Ele falar com os publicanos e pecadores, que eram os marginalizados.

Suas parábolas eram repletas de ensinamentos práticos daquilo que acontece no céu e da relação entre o homem e Deus.

As parábolas da ovelha perdida e da dracma perdida mostram a alegria que o homem sente quando acha algo precioso e que lhe pertence, e que por algum motivo ele tinha perdido.

Com isso Jesus está mostrando que no céu também é assim quando um pecador se arrepende.

A relação entre o homem e Deus é mostrada nessa parábola do Filho Pródigo.

Nessa parábola Jesus nos ensina:

A situação do homem quando está com Deus, ele é filho e possui bens. Isto é, o homem tem união com Deus e recebe bênçãos. Mas também nos mostra como é o coração do homem em relação ao mundo, pois há o desejo de conhecer e a aptidão para o pecado.


Jesus não esconde o que o mundo nos oferece, pois a nossa espera estão as flores, a alegria, os prazeres e o status. No entanto nos é apresentado também às decepções que o mundo nos dá, como fome, necessidades, desilusão, vícios, doenças e morte.

Jesus nos fala da necessidade da conscientização do erro e o desejo de perdão. É necessário reconhecer que onde está, ou seja, no pecado, não é o seu lugar. Então Ele fala da volta humilde e arrependida. Da necessidade de dar o passo em direção ao Pai com coração quebrantado. E por fim o perdão do Pai, Ele está sempre a espera que alguém lhe pesa perdão e ajuda.

Mas Jesus não para por aqui. Ele ainda tem algo a falar, e tem haver com a revolta dos que pensam ser bons. Aqueles que não compartilham com pecadores porque se acham bons. 


Uma vez Jesus falou que aqueles há quem muito se perdoa esses muito amam, mas aqueles há quem pouco se perdoa, esses pouco amor mostram (Lucas 7. 47). Em outra ocasião Ele disse que veio para os enfermos e não para os sãos (Mateus 9. 12).

Por isso os fariseus e escribas tinham inveja dele.

Para concluirmos:

Com esse texto nos podemos aprender o seguinte: a justificação é o poder de Deus para tornar justo todo àquele que sai de sua presença, que entra por caminhos estranhos, mas que se arrepende e volta-se para Ele novamente. (1 Pedro 1. 5; 2 Coríntios 13. 4). Pois Deus é o único que conhece nosso coração, no interior, e sabe dos nossos sentimentos (Salmos 139. 1; 1 Crônicas 29. 17).

Aprendemos que justificação é ser capaz de se tornar limpo pelo poder de Deus, e poder se apresentar diante de Seu Trono sem pecado. Pois é o Senhor mesmo quem limpa (Tito 2. 14). Mesmo que os homens não acreditem, não aceitem, achem que é uma loucura (1 Coríntios 1. 18), o Senhor é fiel e justo para aquele que invoca o Seu nome (1 João 1. 9).

Todos nós podemos ser em algum momento, um filho pródigo.

 Mas Jesus mostrou na parábola que o Pai está sempre de braços abertos, pronto para se encher de compaixão para nos receber com abraços e beijos; “Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou” (Lucas 15. 20).

Que o Senhor nos abençoe.



Mensagem pregada na Congregação Presbiteriana em Santa Isabel, ano de 2001. Baseada no texto de Lucas 15. 11-32.