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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

A Canção do Mundo Novo


Cada ser humano é igual a todos os demais. Digo isto no sentido de superioridade. Não há, neste mundo, nenhum ser humano superior a outro ser humano. As diferenças são meramente conceituais. Pode parecer que algumas pessoas sejam superiores sobre as demais, mas tudo não passa de “aparência”, ou seja, da forma como nós interpretamos as suas imagens.
Quando não percebemos as diferenças de competência, características e capacidades entre os seres humanos, o mais comum acontecer é estabelecerem-se comparações desajustadas, injustas, inúteis e normalmente frustrante para quem sai desfavorecido.
Todos nós sonhamos com um mundo novo, onde a igualdade para todos seja uma realidade. Uma cidade que seja a cidade dos sonhos. Mas há coisas que por mais que se tente mudar, não há como. As pessoas, fisiológica, psicológica e culturalmente falando, são diferentes e complexas. O que faz com que esse igualitarismo seja uma utopia.
“Por acaso, um homem preto pode mudar a cor da sua pele ou um leopardo tirar as suas manchas? Se isso fosse possível, vocês que só sabem fazer o mal, também poderiam aprender a fazer o bem” (Jeremias 13. 23).
Das entranhas do “ser” é que vem esse proceder desdenhoso de superioridade. Que trás consigo desamor, ira, rancor. Uma vida de azedume que fere o outro e a si mesmo, quando percebe que outros seres humanos se distanciam para evitar estar junto desse ser.
O pior disso tudo, é que esse conceito desajustado, interfere na harmonia do mundo humano. Onde encontramos cada vez mais, pessoas que querem levar vantagem em tudo, custe o que custar. De uma simples ultrapassagem no transito nas ruas de nossas cidades, que mostra crescentemente essa intolerância animal. Até líderes que tiram o pouco do direito do povo para a realização de sonhos pessoais.
É importante que aquele que ainda tem dignidade, lute para assegurar a mesma dignidade aos outros, apesar de parecer cada vez mais distante essa possibilidade.
Nosso mundo está cada vez mais cinzento, triste e sombrio.
Parece até que posso ver uma fenda se abrir no chão e do centro da terra vir subir um urro estremecedor: Aaarggghhh.... Esse som, que faz soar a canção do mundo novo.

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