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terça-feira, 31 de março de 2015

A Descendência do Homem - Antropologia – E.T.

Continuando nossa meditação sobre a origem do homem, falaremos hoje sobre a sua descendência sobre a Terra.

O homem é uma raça, e assim sendo existe um laço natural que une toda a humanidade. O homem é uma raça, pois descende um do outro e todos do mesmo pai. Isso não acontece com os anjos, pois eles não têm sexo e, portanto, não são uma espécie.

Quanto a sua descendência ou propagação a teologia não se ocupa, esse assunto é de competência da fisiologia, portanto se houver bom senso, fé e ciência podem viver muito bem juntas, e serem fonte de grandes informações para a humanidade.

O que interessa para a teologia é se a alma do homem deriva dos pais, assim como acontece com o corpo, ou não. E nesse aspecto existem dois pontos de vista.


O primeiro é o Criacionismo, que afirma que a alma não provém dos pais e sim do Criador, que as cria para cada indivíduo que vem ao mundo. A alegação apresentada é a indivisibilidade da alma e a própria linguagem das Escrituras, como por exemplo, em Isaías 57. 16 onde se pode ler: “As almas que eu fiz”; e em Eclesiastes 12. 7: “O pó volte à terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu”.

Existem outros textos, mas ficarei apenas com esses dois.

O segundo ponto de vista é o Traducianismo, que ensina que a alma do homem procede dos pais na hora de sua geração. Para eles a raça humana é uma espécie tanto em relação à alma, como também ao corpo.

Como argumento eles utilizam a existência de traços hereditários em nossa constituição mental e moral. Como também explica de forma satisfatória a transmissão da natureza pecaminosa de Adão a toda a humanidade posterior.


Olhando para as duas teorias surgem algumas questões interessantes e importantes. Como por exemplo: Como explicar a justiça de Deus na punição do pecado? Como explicar como cada alma é pecadora? Se a alma de Cristo procedesse da espécie humana, não teria Ele participação da comum pecaminosidade humana?

A teoria que melhor explica a universalidade do pecado é a traducianismo, embora as Escrituras não ensinem com clareza acerca desse assunto. O que a teologia faz é tentar descobrir através dos textos bíblicos como o assunto era considerado pelos escritores.

Em relação à pessoa de Cristo, o traducianismo argumenta que visto o nascimento de Cristo ter sido um acontecimento sobrenatural, a sua natureza humana foi preservada da corrupção do pecado. 

Seja como for, cada uma das teorias enfrentam suas dificuldades. Para aqueles que desejarem se aprofundar nessas questões, descobrirão que assim é. Cada uma terá suas argumentações e suas refutações. Mas essas questões são apenas detalhes, e não podem diminuir ou apagar a nossa fé. 

quarta-feira, 25 de março de 2015

Para Curtir a Vida Basta Viver


  Jesus não quer simplesmente nos ver sentindo melhor, Ele quer que melhoremos. Portanto, vamos nos levantar e agir. A cronicidade de nossas enfermidades da alma não nos permite ver como seria viver sem elas. Precisamos "querer" ser curados, para que tanto a alegria como a vicissitude de nossa existência nos faça alegres e com vontade de viver. Curtir a vida... e para isso basta viver.

  Clique na foto acima e conheça um pouco mais sobre isso. 

  Deus lhe abençoe.

O Cristianismo e as Perdas – Parte 2

Falar de perdas não é tão simples, principalmente em uma era onde há um verdadeiro culto ao consumo. A teologia pregada nas igrejas de nosso tempo dão grandes ênfases às possibilidades do ter e ao sucesso. Fazendo com que as pessoas busquem desenfreadamente o sucesso, querendo luzes para si para poder mostrar o que elas possuem.

Todavia, o Evangelho vai na contramão desse discurso e o cristão é chamado a sinalizar essa mensagem de Deus.

Vejam quantos medos estão relacionados à perda, temos medo de envelhecer, medo de viver, medo de morrer, e tudo isso relacionado ao medo de perder.

O ciclo da vida nos colocará diante de todas essas situações. Serão momentos de perdas e de crises. Mas são momentos que se vivenciados de forma saudável, produzirá crescimento e descobertas de novas oportunidades. Ou se vivenciadas de forma não saudável, produzirá fechamento, destruição e morte.


Uma pessoa adulta que se recusa a assumir o processo de maturidade sempre terá uma atitude infantilizada. Sempre quererá unir-se aos adolescentes, vestir-se como eles e fugir em assumir seu papel de referencial para os mais jovens.

Como eu disse na postagem anterior: “Perdas fazem parte do processo de nossa existência”. Está inerente ao processo do viver do ser humano. Na Psicanálise o luto é caracterizado como uma perda de um elo significativo entre uma pessoa e seu objeto, portanto, um fenômeno mental natural e constante no processo de desenvolvimento humano.

Jesus nos diz que para seguí-Lo temos que abrir mão de muitas coisas, e entra essas coisas está a nossa própria vida, leia Lucas 17.25.

Negar a perda é fugir da realidade, portanto é preciso refletir o quanto estamos negando essa realidade. Negar as perdas é negar a morte, não somente a física como aquelas que temos em nosso dia-a-dia.

Nossa existência não é uma linha reta, existem altos e baixos, existem curvas, e precisamos aprender a lidar de forma saudável com isso. E isso não nos afasta de Deus, pelo contrário, se tivermos a capacidade de incorporar as perdas em nossa vida de forma saudável, teremos maior compreensão e experiência do grande amor de Deus. Pois quando somos capazes de incorporar as perdas e as crises sabendo como lidar com elas, e compreendendo que elas fazem parte de nossa vida, temos a oportunidade de optar em querer continuar vivendo.

Sempre temos de escolher entre um e outro caminho. E muitos morrem existencialmente quando ficam presos ao luto do qual não querem se afastar.

As reações comuns ante as perdas são a negação e a incredulidade. São as primeiras atitudes, mas, que se espera que não durem muito, pois, a própria realidade deve nos ajudar a reconhecer que o que aconteceu é real e não uma fantasia. Nesse momento é comum sentir angústia, ter alteração no comportamento, haver uma desorganização pessoal, levando até mesmo a uma somatização, devido as grandes emoções internas.

Diante de tudo isso a pessoa tem o direito de manifestar a sua dor e seus sentimentos, e não necessariamente implica em passar por essa etapa em resignação e silêncio. Para vivenciar este momento e passar por essa etapa a pessoa tem o direito de manifestar sua dor, sua raiva e seus sentimentos. Aquele que pede para que a pessoa não chore esta impedindo esse direito que é do outro, e que faz parte do processo de perda. Isso será útil para a superação e na aprendizagem de lidar de forma saudável com a perda. E a superação necessita de tempo.


A Psicologia nos ensina que há cinco fases no luto, são elas: primeira fase, a negação, como já vimos. A segunda é a fase da raiva, onde a pessoa expressa raiva por aquilo que ocorre. A terceira é a fase da negociação, essa negociação geralmente acontece dentro do próprio indivíduo ou às vezes voltada para à religiosidade. É uma tentativa de fazer com as coisas possam voltar a ser como antes. Promessas, pactos e outros similares são muito comuns e muitas vezes ocorrem em segredo. Na pratica a coisa funciona mais ou menos assim: Rezar e fazer um acordo com Deus. Buscar agradar, se for um caso de uma traição, e ter pensamentos do tipo: “Vou acordar cedo todos os dias, tratar bem as pessoas, parar de beber, procurar um emprego e tudo ficará bem”. A quarta fase é a fase da depressão, nessa fase ocorre um sofrimento profundo. Tristeza, desolamento, culpa, desesperança e medo são emoções bastante comuns. É um momento em que acontece uma grande introspecção e necessidade de isolamento. A pessoa quer chorar, afastar-se dos demais, e ter comportamento autodestrutivo. É comum ter pensamento do tipo: “Eu me odeio”. E por fim vem a fase da aceitação, onde se percebe e se vivencia uma aceitação do rumo das coisas. As emoções não estão mais a flor da pele e a uma prontificação a enfrentar com consciência as suas possibilidades e limitações. A pessoa busca ajuda para resolver a situação, conversa com outros sobre o assunto e planeja estratégias para lidar com a questão. É comum ter pensamentos do tipo: “Não é o fim do mundo”, “Posso superar isso”, e assim por diante.

Mas como já vimos anteriormente, as pessoas não passam por essas fases de maneira linear, ou seja, elas podem superar uma fase, mas depois retornar a ela, aquele famoso ir e vir, outros podem estacionar em uma delas, sem ter avanços por longo período ou ainda suplantar todas as fases rapidamente até a aceitação. Não há regra. Tudo depende do histórico de experiências da pessoa e crenças que ela tem sobre si mesma e sobre a situação em questão.

Tem pessoas que podem passar meses ou anos num vai e vem e não chegar a aceitação nunca. Tem pessoas que em poucas horas ou dias fazem todo o processo, isso varia também em função da perda sofrida pela pessoa.

Seja como for, a questão deixada pelas Escrituras é a seguinte: “Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar” (1 Coríntios 10:13).

A tentação aqui não é a perda e sim a vontade de se deixar dominar por ela e não a enfrentar de forma saudável. 

Que Deus lhe abençoe e ilumine sua mente para que aprenda a lidar melhor com as perdas.

Leia também:
O Cristianismo e as Perdas - Parte 1.

quinta-feira, 19 de março de 2015

A Relação Com Deus

Não adianta falar que todos os caminhos levam a Deus. Só existe um caminho que leva o homem até Ele. O livro de Atos nos diz que: “Não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não há outro nome dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (Atos 4. 12).

Por mais nobre e perfeita que a alma possa ser. Ela não tem capacidade de nos fazer relacionar com Deus, somente o Espírito tem essa capacidade. Por isso nenhuma religião pode nos fazer ter comunhão com Deus, em uma relação harmoniosa. 


Certa ocasião, ouvindo os ensinamentos de Jesus, muitas pessoas começaram a achar tudo aquilo muito forte. Alguns deixaram de crer nEle, outros se afastaram e já não queriam segui-Lo. Todavia, os discípulos mais chegados ficaram com Ele, e Pedro num momento de iluminação do Espírito deu uma responda fascinante. Diz as Escrituras: “Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (João 6:68).

Aprendendo Como As Pessoas Pensam

Tudo o que fazemos na vida está baseado mais em nossas crenças do que aquilo que sabemos. Observe e você verá que nossas decisões são tomadas por aquilo que sentimos ou pelo que acreditamos, portanto nossas decisões baseiam-se mais na nossa fé, nadaquilo que acreditamos ser verdade.

Somente depois de tudo já realizado e as suas consequencias é que racionalizamos, mas somente com o intuito de justificar nossas escolhas. A questão é que nossas idéias nunca expressam totalmente a realidade. Por essa razão podemos dizer que a arrogancia é um sinal de insegurança.

Jesus tinha uma maneira de ensinar que levava em consideração toda essa questão humana de ser. Quando olhamos para Jesus nos Evangelhos, ensinando a multidão vemos que Ele não criticava os professores da religão pelo conhecimento que eles possuiam, mas, pela sua arrogância.


Segundo a interpretação livre, arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade.É muito comum dar essa conotação àquelas pessoas que não desejam ouvir os outros, que não desejam algo de que não saibam ou que se sentem superiores ao seu próximo.

Em relação aos professores da religião em seu tempo Jesus disse: “Então, Jesus disse à multidão e aos seus discípulos: "Os mestres da lei e os fariseus se assentam na cadeira de Moisés. Obedeçam-lhes e façam tudo o que eles lhes dizem. Mas não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam. Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los. Tudo o que fazem é para serem vistos pelos homens. Eles fazem seus filactérios bem largos e as franjas de suas vestes bem longas; gostam do lugar de honra nos banquetes e dos assentos mais importantes nas sinagoga s,de serem saudados nas praças e de serem chamados ‘rabis’” (Mateus 23:1-7).

O método de Jesus ensinar por meio de parábolas, que é uma história que nos ajuda a entender a realidade da vida, mostra que Jesus conhecia que o ser humano toma decisões mais pelo que ele acredita do que naquilo que sabemos: “Com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber. Não lhes dizia nada sem usar alguma parábola. Quando, porém, estava a sós com os seus discípulos, explicava-lhes tudo” (Marcos 4:33-34). 

O fato de Jesus ensinar através de parábolas é que ela nos ajuda a compreender a realidade. Ela não altera em nada os fatos da vida. As coisas acontecem conforme as decisões vão sendo tomadas mas, elas nos ajudam a ver as coisas de outra maneira.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Para Futuras Gerações


Estive ajudando meu filho a fazer um slogan para um trabalho de escola, o tema era sobre a água. Tão abundante no planeta e ao mesmo tempo tão escassa.

Muita gente pensa que a conservação e o cuidado com o meio ambiente é preocupação dos ativistas ambientais, que tem conseguido ações e conquistas admiráveis.

Desde a criação Deus deu esta tarefa ao homem, a Bíblia nos ensina que: “O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo” (Gênesis 2.15).

No Salmo 8, o salmista relaciona as criaturas criadas por Deus e encontradas no universo como uma incumbência nossa. O Criador nos incumbe de seu cuidado: “Tu o fizeste dominar sobre as obras das tuas mãos; sob os seus pés tudo puseste” (Salmos 8:6).

Muitas vezes podemos pensar: o que isso tem a ver comigo?


Todos desejamos um mundo maravilhoso. O tema chegou a virar letra de música, como na canção “What a Wonderful World”, de Louis Armstrong. Queremos ar e água limpos. Queremos flora e fauna diversificadas para que futuras gerações possam apreciar. Queremos pássaros voando sobre nossa cabeça.

Mas nos esquecemos de nossa responsabilidade. O ambiente não é questão de preferência pessoal. Não é responsabilidade de grandes organizações. Deus espera que cada um de nós faça a sua parte.

Compromisso com Deus é fé, amor, obediência, caráter, não tem nada a ver com atividades dentro da igreja. Não tem nada a ver com cargos e funções. Mas com a prática da Palavra em nosso viver.

É preciso deixar o Espírito do Senhor nos guiar nos cuidados desse maravilhoso mundo que Ele criou, e pelo qual nos confiou esta importante tarefa.

Não podemos nos esquecer de que aquilo que estamos fazendo hoje fará diferença no futuro de nossas crianças.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Contribuição da Religião Para a Saúde do Homem

Como você pretende ajudar na obra de Cristo? Até que ponto você está disposto a pagar um preço?

Estas perguntas podem ser incomodas, pois a vida de comodidade é muito melhor do que viver atarefado. Na verdade o Evangelho não é uma vida de “atarefamento”, mas também não é uma vida de “acomodismo”.

Da mesma forma como não precisamos nos esforçar para respirar, ela acontece naturalmente e muitas vezes nem percebemos o seu acontecimento, assim também é a vida cristã. No caminhar diário, nos relacionamentos, nas ações, o cristão vai mostrando ao mundo a quem ele pertence. Mostra quais são seus ideais, seus sonhos, seus valores e sua motivação.

Portanto, simplesmente vivendo sua vida cristã, cada indivíduo pode ser responsável por levar aos outros a sua contribuição apara que a saúde do outro possa ser melhorada.


A religião tem seus pontos positivos na contribuição na saúde do indivíduo. Existem seus pontos de contribuição específica. Mas somente no cristianismo encontramos as respostas para as perguntas importantes do viver aqui e agora, quanto da vida além.

Esses pontos de contribuição inclui o sentido de segurança cósmica. Pois uma vez que o homem moderno sente-se isolado no mundo, o cristianismo oferece esse sentido de segurança, pois oferece ao homem um sentido de unidade com o universo. E se ele não encontrar essa unidade, ele irá buscar em outro lugar.

A visão que o ser humano tem do mundo, do lugar onde ele vive, é de um lugar essencialmente hostil. Portanto, o homem precisa de algo que lhe ofereça segurança.

Outra contribuição do cristianismo é que ele oferece motivação para a vida. Ele dá significado à vida do individuo. E é capaz de mudar o curso de sua existência.

O cristianismo está baseado nos ensinamentos de Jesus, por isso ajuda o homem a aceitar-se a si mesmo. Ao passo que longe desse ensino, o homem na sua neurose, passa a maior parte de seu tempo procurando se defender.
Quanto mais profunda for a experiência com Jesus, maior é a aceitação do homem de sua “finitude”, levando-o a evitar suas ansiedades, livrando-o da idolatria e fazendo-o enxergar que é finito.

O pecado, em linguagem teológica, ou falha moral, na linguagem puramente humanista, produz o sentimento de culpa e o isolamento. É necessário então que o homem confesse sua falha moral ou seu pecado. A confissão tem efeitos catárticos, pois traz as falhas que estão em nível do inconsciente para o consciente. O cristianismo torna possível a experiência da confissão.

Outra contribuição do cristianismo é que ele oferece estabilidade emocional para os tempos de crises na vida. Todo homem normal tem crises na vida. Essas crises servem para aperfeiçoar o caráter do homem.

Por último, o cristianismo oferece ao homem uma comunidade terapêutica. Um dos conceitos fundamentais da Igreja Cristã é o de KOINONIA ou comunhão. O fato de pertencer a uma comunhão representa algo muito importante para o indivíduo. O homem precisa pertencer a um grupo de seres humanos com os quais possa comunicar-se no nível profundamente pessoal.

Portanto, o cristianismo cumpre uma importante função terapêutica. 

Tudo deve acontecer de livre vontade, sem obrigação, sem imposição, pois como diz o salmista: “De livre vontade te oferecerei sacrifícios; louvarei o teu nome, ó Senhor, porque é bom” (Salmos 54.6).

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quinta-feira, 12 de março de 2015

Filhos de Deus

Paternidade é uma questão interessante. Alguns são pais sem de fato ser, outros são, mas, não querem ser, há quem é porque resolveu ser por adotar alguém, e aqueles que são pais de fato.

A questão é, todos nós somos filhos. Se meu pai é bom ou mau, se fui abandonado por ele ou não, se o conheço ou não, se quero reconhecer o fato ou não, não importa. Fato é que somos filho de nosso pai onde quer que estejamos. Seu DNA está em nós.


De igual modo, somos filhos de um Pai celestial que não nos esquece jamais. Ele jamais nos rejeita! Ele diz: “Eu nunca o deixarei; Eu jamais o abandonarei” (Hebreus 13.5).

Ele sempre responde as nossas necessidades. E onde quer que estejamos, temos a certeza de que Deus nos conhece. E de igual modo Ele é reconhecido por aqueles que são Seus filhos: “Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem” (João 10.14).  

É um privilégio e também uma responsabilidade ser filho de Deus. Por isso aqueles que o são devem viver de forma a honrar o nosso Pai.

terça-feira, 10 de março de 2015

O Caminho a Ser Buscado

A maneira como a religião é ensinada determina grandemente a relação, aceitação ou os conflitos emocionais causados na vida do indivíduo. Os pais e responsáveis pelo indivíduo são de crucial importância no processo do ensino da religião.

Não existe risco em se crê se choverá ou não amanhã, pois essa crença não fará grande diferença para vida de ninguém. Mas com respeito à crença em Deus, ao nível de integração, há uma diferença. Visto que não se sabe realmente se Deus existe como se sabe que 2+2=4, segue-se que qualquer coisa que se faça baseado nessa pressuposição é uma espécie de investimento arriscado. A fé põe a vida do indivíduo em jogo.

 “A quem vamos seguir? – respondeu Simão Pedro. – O senhor tem as palavras que dão vida eterna!” (João 6.68).


Diante dessa afirmação de Pedro, o ser humano tem três opções, são elas: Simplesmente rejeitar tudo, se tornando um cético, um incrédulo ou ateu. Usar a religião para garantir uma segurança falsa. A tese freudiana de que a religião é uma espécie de ilusão, de fato muitos indivíduos a usam como fuga da realidade – usada como uma espécie de último recurso para resolver problemas insolúveis, justificar falhas nas relações pessoais e falta de controle próprio. São esses os indivíduos que se tornaram religiosos, porque encontraram qualquer solução adequada para os seus problemas pessoais. E por último, crer que não existe outro meio para o seu problema de relacionamento com Deus, a não ser crendo em Jesus e nos seus ensinamentos.

Sempre que Jesus tem sido proclamado, vidas têm mudado para o bem, nações têm mudado para melhor. Ladrões se tornaram honestos, alcoólatras foram curados, indivíduos cheios de ódio se transformaram em canais de amor, pessoas injustas se tornaram justas.

Como você avalia tudo isso que foi dito aqui hoje? Qual é a sua decisão com respeito ao que Jesus ensinou? E quanto ao túmulo vazio? O que você pensa de Cristo?

Você pode confiar em Deus neste momento pela fé, por meio da oração. Orar é falar com Deus. Deus conhece o seu coração e não está tão preocupado com as suas palavras como está interessado na atitude que você irá tomar. 

Se você nunca confiou em Cristo, pode fazer isso já.

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Esta mensagem foi ministrado em 03 de junho de 2007 na Igreja Congregacional do Retiro.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Somos Fortalecidos Com Poder Em Nosso Interior

Muitos cristãos vivem com medo de perder a salvação. Algumas vezes isso é resultado da tirania ensinada pela liderança de muitas igrejas. Que ao invés de ensinar o amor de Deus e Sua graça derramada ao homem, ensinam doutrinas humanas e ideias escravistas.

O apostolo Paulo orou a Deus pedindo pelos efésios. Em sua carta enviada aos irmãos de lá ele escreveu: “E o pedido que lhe faço é que, segundo os seus recursos gloriosos, vos fortaleça poderosamente no vosso interior pelo seu Espírito” (Efésios 3.16).

Parece que o apóstolo entendia que o homem é um ser triúno. Isto é, ele possui um corpo, uma alma e um espírito. E para que possamos entender melhor, o corpo é essa parte visível do homem, é a parte mais frágil que temos, pois ela é limitada. A alma é a vida moral e emotiva do homem, é onde processamos nossos sentimentos e emoções, nossa vontade, nossa motivação. O espírito é aquilo que Deus possui e domina quando lhe pertencemos.


Quando nascemos de novo, que é o mesmo de dizer, quando somos regenerados, ou quando somos batizados pelo Espírito Santo, o Espírito Santo vem e toma seu lugar em nosso espírito. O nosso espírito é a nossa parte interior que tem consciência de Deus.

O Espírito Santo exerce influência em nossa alma e em nosso corpo, conforme nos lhe vamos submetendo. Portanto, o novo homem espiritual que é criado de novo em Cristo, pode ter a certeza de sua salvação sem medo. Pois por Ele fomos selados: “no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa...” (Efésios 1.13), e assim sendo, o fato do Espírito Santo habitar em nós pela fé, podemos esperar que Ele tome conta de toda a nossa vida. 

Graças a Deus por ser Ele quem intervém em nossa vida e em nossa redenção... Caso contrário estaríamos perdidos.

Satisfação e Alegria Para Aquele Que Ama

Não há nada que possamos comparar ao amor de Deus pelo ser humano, nem mesmo o amor de um pai por seus filhos. João não encontrou palavras para expressar esse amor em seu livro, então usou o termo: “... de tal maneira...” (João 3. 16).

Mas sou grato ao Senhor por permitir a mim, demonstrar o meu amor por meus filhos. Agradeço a Ele por ter o privilégio de amá-los com todo o meu coração. Pois assim o amor que lhes dou e devolvido a mim em forma de satisfação e alegria.


Como nesta vida sempre estamos aprendendo, aprendi que através de meus filhos, Deus me mostrou que amar o próximo sempre se transforma em satisfação e alegria para quem ama. Deus nos deu uns aos outros para amar de modo que possamos aprender sobre o amor de Deus por nós. 

Então, a oração que devemos fazer é pedir a Deus para que possamos demonstrar o amor dele por nós, amando aqueles que estão ao nosso redor.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Como Uma Criança

Vivemos nossa vida procurando durante muito tempo meio para alcançar a realização em nossos relacionamentos. E nos esquecemos de que esses meios estão bem mais próximos do que imaginamos. São coisas simples que podemos fazer em nosso dia-a-dia. Sem necessidades de malabarismos e revolucionismos.

Às vezes vivemos anos procurando expressar amor e aceitação, coisas simples que Jesus já nos ensinou há muito tempo. Mas, que demoramos a colocar em prática.

Jesus ensinou: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus” (Mateus 18. 30.


Amor e aceitação são os alimentos que Jesus oferece a cada um de nós, todos os dias, e que nos, como filhos de Deus, podemos oferecer uns aos outros.

Se quisermos alcançar os outros, precisamos de um amor incondicional, como o amor de Deus por nós. Precisamos da humildade, do perdão, da alegria e da pureza da criança. 

É assim... Simples assim... Pra você, e pra mim.

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Como Um Peixinho Entalado

No mundo de hoje encontramos muito pouco amor humano. O que tem caracterizado a nossa geração é o ódio e o medo.

É preciso que oremos para que os corações das pessoas sejam iluminados, e que seus olhos espirituais sejam abertos.

No meio de toda essa selvageria, encontram-se aqueles que não conseguem ter voz ativa. Sentem-se inseguros, impotentes, excluídos, abandonados. São aqueles de quem ninguém dá conta, estão esquecidos e abandonados. Ninguém se importa com eles.

São seres que querem falar, mostrar suas opiniões, participar do meio, seres que de alguma forma querem contribuir, mas, que não encontram espaço.

Para eles Jesus mostra seu poder e interesse nas pequenas coisas que acontecem no mundo, quando diante de uma situação na cidade Cafarnaum, Ele fala de um peixinho que estava nadando no lago e que podia ajuda-Lo naquele momento.


Jesus pede a Pedro que vá até o lago, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que ele fisgar (Mateus 17. 25-27). Dentro do peixinho estaria uma moeda contendo o valor exato para pagar o imposto tanto de Jesus quanto de Pedro. Isso é simplesmente incrível!

Jesus conhecia o peixinho entalado. Jesus era o seu Criador. Conhecia sua cor, sua espécie, sabia por onde ela nadava e o que ele ingeriu. Jesus conhecia aquele peixinho em detalhes. Por fora e por dentro. Sabia que ele estava entalado e pediu a Pedro que fosse até lá.

Da mesma forma Jesus conhece a cada um de nós. Ele nos conhece em cada detalhe, o que falamos, o que sentimos, por onde andamos e o que estamos ingerindo.

Ele sabe também das nossas dores, das nossas tristezas, de como estamos entalados com tanta injustiça em nosso país.

Por isso se aquiete, deixe toda agitação. Volte-se para dentro de si, eleve o seu pensamento em oração.

Saiba que Jesus te ama. E este amor está além da compreensão das pessoas. É um amor que se manifesta apesar do ódio, apesar da perseguição e apesar de qualquer coisa que possa sufocá-lo.

E saiba também que Deus é amor (1 João 4. 8). Jesus é Deus e seu Espírito se faz presente dentro de nós: “… em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (Efésios 1.13).

Portanto não se entristeça nem se sinta só, Jesus disse: “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós” (João 14:18). 

É essa presença que permite a nós sermos capacitados a suportar cada indiferença que possamos sofrer no mundo: “de acordo com o Seu poder que atua em nós” (Efésios 3. 20 b).