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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

Como Se Cura Uma Ferida


Como Se Cura Uma Ferida 


Que triste é acordar
E ver a realidade
Ver que é mentira
O que sentia
Saber que é o final
Que triste é ver cair
Essa parede que ontem
Me resguardava
E não me deixava ver
O que fazia

Como se cura uma ferida
Quando perdoar é tão difícil
Quando não se consegue esquecer
Como enfrentar a vida
Com o coração feito pedaços
Quando a desilusão
Quebra seu mundo e te machuca
Um golpe baixo
Nunca imaginei
Chorar seu engano

Em meio à dor
Minha força foi minha fé
E no meu lamento
Buscando fôlego
Olhei para o céu e perguntei

Como se cura uma ferida
Quando perdoar é tão difícil
Quando esquecer não se consegue
Como enfrentar a vida
Com o coração feito pedaços
Quando a desilusão
Quebra seu mundo e te machuca
Um golpe baixo
Nunca imaginei
Chorar seu engano

Seu engano me ensinou
Que não há nada seguro
Que só se pode contar com Deus

  Música de Jaci Velasquez.

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