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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Unidade Na Defesa Do Evangelho

A Revista Eclésia número 65, do mês de abril, trouxe uma matéria com o seguinte título: "Ecumenismo de mão única". Lá diz que o Papa estimula católicos latino-americanos a frear a expansão de "seitas" no continente.

Diz que o papa já se encontrou com líderes budistas, islâmicos, judeus, protestantes e animistas, atitudes sem paralelo na história da Igreja. Mas em setembro passado a Santa Sé lançou um documento chamado “Dominus Iesu”. Onde afirmava ser a fé católica a única confissão religiosa legítima.

No dia 23 de março deste ano, o papa João Paulo II radicaliza mais uma vez, convoca os católicos latino-americano a "lutar contra as seitas, que constituem um grave problema ao esforço de evangelização - É necessário uma ação pastoral decidida".

O fato é que ele está com medo do crescimento das igrejas evangélicas na América Latina. Principalmente as chamadas igrejas pentecostais.

Para o papa as denominações evangélicas são: "lobos famintos que provocam discórdia e divisão em nossas comunidades". Na América Latina o cristianismo cresceu 375% nas últimas duas décadas. E um senso realizado pelo IBGE aponta para a possibilidade do Brasil deixar de ser um país católico em meados deste século.



O que eu quero mostrar com isso? A missão da Igreja.

O Senhor Jesus deixou uma ordem a todos os que creem: "Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura" (Marcos 16. 15).

O apóstolo Paulo diz que: "estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Filipenses 1. 16).

Paulo defendia, lutava a favor de um ideal colocado por alguém, esse alguém é Jesus. Ele queria as mesmas coisas que lhe foi mostrado e aceitou como verdade. Paulo ansiava passar essas verdades a outros. Queria compartilhar da sua alegria.

O que defendemos? "estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Filipenses 1. 16).

O evangelho que foi anunciado por Jesus. Que fez Ele ir à cruz, ser maltratado, ser humilhado, e derramar o seu sangue. O evangelho de boas-novas, de vida eterna, de salvação, de reconciliação com Deus.

O que é preciso para isso?

Coragem para enfrentar os problemas, as provações e alegria de saber que o nome de Cristo está sendo pregado. (Filipenses 1. 15-18). Paulo sofria na prisão, corria o risco de morrer (Filipenses 1. 20), tudo para defender a verdade do evangelho "no meio de tantas verdades religiosas" , e ele considerava isso como lucro (Filipenses 1. 21), se morresse estaria com Cristo, vivendo continuaria sua obra e vendo os frutos dela (Filipenses 1. 22).

Qual é a motivação para tal realização? O que levava Paulo a agir de tal forma? "estes por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho" (Filipenses 1. 16).

Era a certeza que Cristo ressuscitou. A certeza do seu amor, “Ele nos amou primeiro” (1 João 4. 9). Essa era a motivação de Paulo: Amor e gratidão pela sua salvação (Filipenses 1. 19a), uma salvação que foi conquistada numa cruz, e que está a disposição de quem crer e obedecer aos mandamentos de Cristo.


Mas que tipo de fé é essa?

Não é uma fé cega e tola, pois Paulo sabia em quem cria. Hoje existem fatos registrados de pessoas que presenciaram tais fatos. Paulo usa o seu intelecto, sua mente, em prol de um verdadeiro amor. "Sei em quem tenho crido" (2 Timóteo 1. 12). Paulo não se baseava em emoções e sim no saber.

Era uma alegria crescente dentro do apóstolo, que fazia com que essa se explodisse em palavras de fé, gestos de amor, devoção a Deus.

Para se ter os mesmos resultados que Paulo conseguiu é preciso uma unidade de fé e propósito na Defesa do Evangelho. É preciso o povo de Deus se unir e deixar as contendas, as invejas e buscar o ideal de Cristo no “Ide” que Ele nos deixou.

Uma equipe de Fórmula 1 leva de 7 à 10 segundos para abastecer, trocar pneus, limpar o para-brisa, dar água ao piloto, apertar parafusos e deixar o carro pronto para voltar as pistas. A equipe que passar desse período pode já se considerar fora da partida. É preciso um trabalho de equipe unida e determinada a obedecer a sua parte no trabalho.



Mensagem pregada na Congregação Presbiteriana em Santa Isabel, em 2001. Baseada no texto de Filipenses 1.  15-22.