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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Fato do Pecado – Antropologia – Parte 2 - E. T.

Na postagem anterior, observamos que o que tem enchido o mundo de miséria é o fato de o pecado existir desde os dias de Adão até hoje. Esse é um dos mais óbvios e persistentes fatos na história da raça humana.

Basta olharmos ao redor e perceberemos lares arruinados, cenas de carnificina nos campos de batalhas e nas cidades, ébrios que cambaleiam pelas ruas, e criminosos atrás das grades de uma prisão. Tudo isso nos apresenta a evidência do pecado.

Mas, o que é pecado?

A resposta para esta pergunta se pode encontrar na resposta do Breve Catecismo pergunta 14: “Que é pecado?”

“Pecado é qualquer falta de conformidade com a lei de Deus, ou qualquer transgressão dessa lei”.


Esta é uma boa definição, pois, inclui os elementos e os termos exatos apresentados nas Escrituras:

1 João 3. 4: “Pecado é iniquidade”, isto é, transgressão da lei.
1 João 5. 17: “Toda a iniquidade (injustiça) é pecado”.

Fica claro que tanto a transgressão, como a falta de conformidade são ambos pecado. Nesta definição reconhecemos tanto a deficiência humana, como o padrão objetivo da lei moral.

A verdadeira natureza do pecado é oposição a Deus. É isto que torna o pecado realmente pecaminoso. Não são as limitações, nem o egoísmo, e nem o sensualismo, mas a desarmonia com Deus e a oposição às suas perfeições.

Se não houvesse a lei de Deus expressando as suas perfeições, e mostrando o padrão para a vida moral, não haveria qualquer pecado, nem também qualquer bem moral.


Quando falamos da lei de Deus estamos falando da lei escrita e da consciência.

Portanto pecado não é a corrupção da substância da alma. Não é a mistura de alguma substância com a alma. Pois mesmo depois da queda a alma do homem ainda continuou a ser uma substância espiritual, e habitando um corpo.

O pecado é, porém, a corrupção das faculdades e especialmente do caráter moral da alma. Tem relação para com a lei de Deus. É um afastamento de Deus e de sua lei. O pecado inclui polução (poluição) e culpa. E a culpa por sua vez abrange duas ideias: merecer reprovação ou censura e estar sujeito ao castigo.

E aqui fica um esclarecimento importante: Jesus ao assumir nossa culpa, tornou-se sujeito ao castigo, mas não mereceu censura ou reprovação.


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