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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Nossa Adoração

Para a psicologia, toda ação possui determinantes, que são seus antecedentes causadores. Todo comportamento tem uma causa.

O modo como enxergamos a vida pode ter determinantes históricos ou atuais. Pode ser o resultado de um passado onde as forças ambientais atuaram em sua formação de maneira terrivelmente destruidora.

Mas além de determinantes históricos ou do passado, pode existir também, causas e motivos atuais bem significantes, para que enxerguemos a vida da forma como enxergamos.

Vejamos um exemplo bíblico:

"Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.", Perguntou-lhe Natanael: “Pode haver coisa bem vinda de Nazaré?” Disse-lhe Felipe: “Vem e vê."  (João 1. 45,46).

Nazaré tinha péssima reputação. E acreditava-se que da Galiléia não vinha nenhum profeta.

Os motivos podem ser do ponto de vista objetivo, irrelevantes, mas do ponto de vista da pessoa que está agindo, podem ser muito fortes.

Em cada momento cada um de nós poderá estar na iminência de fazer a atividade A, B ou C. Qual a que será empreendida? A atividade realizada será aquela que corresponde ao motivo mais forte, isto é, ao impulso mais forte.

 

Por que estou falando essas coisas?

Porque nem sempre conhecemos os motivos que nos impele a certas ações. Como adoradores, devemos ouvir os ensinamentos de Jesus e praticá-los: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem" (João 10. 27).

Como adoradores, nosso lugar no mundo deveria de ser, louvar a Deus em tudo o que fizermos. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus". (1 Coríntios 10. 31).

Para entendermos nossa motivação, precisamos saber que o que move essa motivação são as nossas necessidades.

Lembram-se das palavras de Jesus? "Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos." (Mateus 9. 12).

O que vem a ser Necessidade? É uma carência, ou falta de algo.

Nós conhecemos os ensinos da Bíblia que nos mostra a maior necessidade do homem. Seu arrependimento do pecado, seu retorno a Deus e sua Salvação.

Quero mostrar o ciclo das necessidades e dos motivos, que é o seguinte: A necessidade é a falta de algo. Esta determina um desequilíbrio. Este provoca tensões que impelem a ação. Estas tensões chamam-se motivos. Estes motivos determinam a ação ou o comportamento na direção do objetivo. Ao terminar a necessidade, surge satisfação. 

Outro exemplo bíblico:

"Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar." (João 4. 20). A mulher tinha algumas necessidades, buscava satisfação pessoal, afetiva e possivelmente protetora. Tinha uma religião mas essa não a satisfazia plenamente, como certamente a sua união conjugal.

Veja o que Jesus diz: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo." (Apocalipse 3. 20).

A consequência de ouvir essa voz, abrir a porta, deixar entrar e seguir a Jesus é: ADORAÇÃO. "E muitos samaritanos daquela cidade creram nele, por causa da palavra da mulher" (João 4:39).

 

Algumas pessoas aprendem a falar como crente, a cantar como crente, a ler a Bíblia, a ir à igreja, a orar, mas, não conseguem adorar a Deus. Isso acontece porque mudar o mundo exterior é muito rápido. Mas mudar a alma é demorado.

Outros dizem que Deus não existe, pelo fato de não poder vê-lo. Por isso vivem a torto a direito.

Mas é bom analisarmos da seguinte forma: Partir do princípio que Deus existe. Pois, se Ele não existir nenhum problema enfrentaremos, morreremos e tudo se acaba. Mas se Ele existir, teremos que prestar contas a Ele.

"Ora nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos." (Romanos 15. 1).

A emoção é algo muito forte e contagiosa, e a emoção negativa também é. Precisamos buscar um equilíbrio emocional, o domínio próprio, como nos ensina o apóstolo Paulo em Gálatas 5. 23, para sabermos lidar com as pessoas que são fracas, desequilibradas, e para vivermos bem com as pessoas.

"Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens." (Romanos 12:18).

Adoração tem haver com a minha disposição, minha motivação em agradar a Deus. Não somente pelo que Ele nos faz, mas por aquilo que Ele é.



Mensagem pregada na Comunidade Presbiteriana Betânia. Texto baseado em João 4. 20-23 em 16 de abril de 2005.