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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Adoração a Deus

Todas as vezes que pensamos que estamos agindo certo, Deus nos surpreende.

Enquanto pensamos que nossas tradições, idealismos, filosofias e doutrinas são as corretas; e enquanto brigamos sobre lugares sagrados e onde se deve adorar a Deus, se uso ou não uso, se pode ou não pode; Deus está interessado é na atitude do adorador.

Essa é uma das lições que aprendemos com o Senhor Jesus na conversa coma mulher samaritana.

Vejamos o seguinte:

Os samaritanos e os judeus contendiam entre si sobre o local onde o Deus de Israel deveria ser adorado. Segundo os samaritanos, deveria ser no Monte Gerizim; segundo os judeus, deveria ser em Jerusalém.

O Senhor Jesus, como judeu, surpreendeu uma mulher samaritana, pedindo-lhe água. Ele a ensina que o trono de Deus não é estabelecido em lugares que podem perecer com o tempo, e que pode se tornar propriedade exclusiva de um povo. Jesus mostra que é em nosso espírito que está esse altar eterno, que o homem possui em si mesmo para oferecer a um Deus eterno.

O poço onde se deu o encontro está a 800 metros ao sul de Sicar, na estrada alta de Jerusalém, onde a cidade faz uma curva para entrar no vale situado entre o monte Gerizim e o monte Ebal. Está situado perto da tumba de José, no terreno adquirido por Jacó.

Ë um dos lugares mais autênticos de todas as terras bíblicas. E venerado pelos samaritanos, pelos mulçumanos, os judeus e os cristãos como o poço que Jacó cavou.


A tradição samaritana está existente a mais de 23 séculos, e está refletida na frase que a mulher disse a Jesus no verso 12: “Acaso o senhor é maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual ele mesmo bebeu, bem como seus filhos e seu gado?” (João 4. 12).

Hoje existe um santuário sobre o poço, depois de a Igreja Ortodoxa Grega ter construído uma igreja sobre o local.

Por esse motivo de tradição e de consideração a Jacó, samaritanos e judeus não se davam. Sobre o monte Gerizim os samaritanos haviam construído um templo rival ao de Jerusalém: “Nossos antepassados adoraram neste monte, mas vocês, judeus, dizem que Jerusalém é o lugar onde se deve adorar" (João 4. 20).

Na verdade os samaritanos estavam adorando a Deus, mas não o conheciam, pois o Salvador era judeu: “Vocês, samaritanos, adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus” (João 4. 22).

Mas a tradição dos samaritanos não os deixava ver: "És tu, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu o poço, do qual também ele mesmo bebeu, e os filhos, e o seu gado?" (João 4. 12).

Jesus mostra para a mulher que desde o princípio Deus procurou manter um laço de amizade e amor com o ser humano: “Jesus respondeu: “Quem beber desta água terá sede outra vez, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna”" (João 4. 13, 14).

Jesus mostra para ela que a adoração acontecia onde se estivesse: “mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Pelo contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna” (João 4. 14).

Em outra ocasião Jesus ensinou: "Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles" (Mateus 18. 20).

A água viva que Jesus oferece é a nova vida pelo Espírito: “No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: "Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem. Até então o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado”" (João 7. 37-39).

Jesus ensina para a mulher que o lugar em que cultuamos a Deus não é o mais importante. O que importa é que estejamos em perfeita sintonia e harmonia com o Criador, e o adoremos com coração sincero.


E para sabermos se estamos em perfeito louvor e adoração a Deus, vejamos o que aprendemos com a Palavra de Deus:

Primeiramente, precisamos ter um amor pronto a sacrificar pelo outro. O livro de Genesis 13. 8-13, Fala sobre a separação de Abrão e Ló para não brigarem. Cada um segue seu rumo e ambos são abençoados.

Em segundo, precisamos ter um amor preparado para enfrentar dificuldades em favor do próximo. Ainda em Genesis 14.13-17, temos os inimigos que Abrão enfrentou para libertar seu irmão.

Em terceiro, precisamos ter um amor que percorre distâncias. Em Genesis 33. 1-3) lemos sobre a distância percorrida por Jacó para encontrar seu irmão Esaú.

Em quarto, precisamos ter um amor que vence pela paciência. Em Genesis 22.  1-3, 9-14, encontramos a prova de Abraão em sacrificar seu filho sem questionar.

Em quinto e último, precisamos ter um amor pronto a perdoar e esquecer. É o que aprendemos em Genesis 50. 15-21, com o perdão de José a seus irmãos que o venderam.

Jesus ensina para a mulher que o lugar em que cultuamos a Deus não é o mais importante. Afinal Deus é Onipresente!

Deus está interessado é na atitude do adorador, sua obediência e fidelidade a Ele. Por isso posso dizer que a adoração e o louvor acontecem onde a pessoa está.



Mensagem pregada na Congregação Batista de Vale Verde, em 03/02/2001. Baseada no texto de João 4. 19-24.