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O Trauma No Divã E A Cura Das Memórias: Como Superar As Recordações Que Nos Matam

  Você já sentiu como se um acontecimento doloroso da sua infância continuasse a ditar as suas escolhas, medos e reações no dia de hoje? É assustador perceber que, mesmo após décadas, certas feridas do passado teimam em sangrar no nosso presente. Primeiramente, precisamos reconhecer que a nossa mente humana não esquece os impactos emocionais profundos, apenas os esconde em caixas trancadas. A obra-prima "ODivã", de Roberto Carlos , funciona como uma radiografia poética e dolorosamente real desse processo de adoecimento psíquico. É angustiante notar como o eu lírico revisita a casa com varanda e as flores na janela com uma saudade misturada ao sofrimento do trauma. Em contrapartida, tentar abafar esses gritos internos sem o devido tratamento só prolonga o ciclo de repetição das nossas dores emocionais. Neste artigo, convido você a deitar-se comigo no divã da reflexão para desvendar os mistérios da memória e do sofrimento. Vamos entender como a neurociência, a psicanálise...

O Livre-Arbítrio – Antropologia - E.T.

Todos os seres humanos estão dotados de poder para se tornarem senhores conscientes de suas ações.

Em toda Escritura encontramos textos se dirigindo ao homem como alguém capaz de escolher e colocando-o como responsável pelo exercício de sua vontade.

Jesus certa vez comentou em relação aos judeus dizendo: “Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste” (Mateus 23. 37).

Com essas palavras entendemos que todos os seres humanos tem responsabilidade plena de suas escolhas.

No Antigo Testamento, encontramos Deus colocando uma escolha diante do povo israelita, Deus disse a Eles: “Os céus e a terra tomo, hoje, por testemunhas contra ti, que te tenho proposto a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente” (Deuteronômio 30. 19).

Certamente que a condição do homem depois da queda de Adão influencia nesta escolha, pois ele não tem forças para praticar obras agradáveis diante do Senhor. É preciso a graça divina para nos ajudar a ter boa vontade, cooperando conosco para termos essa boa vontade.

Falar sobre o Livre-Arbítrio, ou Livre Agencia, é falar sobre um assunto importante da teologia.


Quando falamos de agente estamos falando de um ente que age. Portanto o ser humano é um agente moral e livre. Moral, pois ele age em obediência ou desobediência a uma lei, uma regra ou um padrão de conduta. E livre, pois ele pode agir sem ser obrigado a obedecer ou desobedecer. Portanto ele tem plena liberdade no poder de escolher o curso que deseja seguir.

Sobre o livre-arbítrio existem três teorias que são as principais. São elas o Fatalismo, onde encontramos o materialismo essencialmente fatalistas e o panteísmo que também está tocado pelo fatalismo. Nesta teoria todos os acontecimentos são determinados por uma necessidade cega. O agente não tem liberdade de escolha, todas as coisas tem que ser o que são, sem nenhuma possibilidade de serem diferentes. Em resumo, nesta teoria não há livre-agência.

A segunda teoria é a de que a vontade humana é independente das outras faculdades da alma. Isso significa dizer que independente do seu conhecimento, do seu sentimento, da sua consciência, dos seus desejos de suas inclinações, ou de qualquer outro incitamento, o homem pode se decidir agir. Isso é o mesmo que dizer que o ser humano age de forma irracional.

O homem é livre sim para escolher, mas sua vontade não age independente de todas as considerações. Isso significa que suas ações são determinadas pelo seu caráter, por estímulos externos e é sempre limitada por Deus e está sujeita as leis do universo em que vivemos. Portanto, não é a vontade que age, e sim o homem todo que quer.

A Bíblia nos ensina que esse ser moral e livre, age livre de qualquer compulsão ou poder externo, ele age em harmonia com sua própria natureza, sob a influência de seu conhecimento, seus desejos, sentimentos, inclinações e caráter. Mas ele não é independente de Deus, nem das leis do universo, nem de sua própria natureza.

O terceiro é o que aprendemos com a Bíblia, o homem é um agente livre, ordena-lhe que escolha e o considera responsável por sua escolha. Se o homem não fosse um agente livre, ele não teria responsabilidades: “Escolha hoje a quem sirvais” (Jeremias 24. 15), conclamou Josué.


Concluindo este texto, em geral o homem age como ele pensa e sente, e de acordo com o seu caráter ou natureza. Mas temos que reconhecer os limites desse livre-arbítrio. Por exemplo: nenhum homem jamais teve oportunidade de decidir quanto à sua existência, quem seria seus pais, onde nasceria e nem sobre a sua salvação.

Embora sejamos agentes livres, somos dependentes de Deus. Foi Ele quem nos criou, portanto, nada ou ninguém o forçou a criar o universo, Ele simplesmente quis e criou. Portanto o único ser absolutamente livre no universo é Deus.

Nenhum agente livre está cima de Deus. Nenhum homem é o agente de sua regeneração, ou novo nascimento. A regeneração do homem é o resultado de uma intervenção divina que muda a natureza e determina a vida. E esta nova criação ou novo nascimento não viola o livre-arbítrio do homem. 

Em sua antiga vida, o homem agia de acordo com sua natureza pecaminosa, e na sua nova vida ele age de acordo com a sua nova natureza.