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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

O Que Deve Ser A Bondade?

O Evangelho é o primeiro e o maior tratado de educação, porque se baseia inteiramente sobre este conselho: “Sede bons”.

Paulo ensina aos crentes de Éfeso: “Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4. 32). E aos crentes em Tessalônica ele ensinou: “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, uns para com os outros, e para com todos” (1 Tessalonicenses 5. 15).

Quem pode duvidar, portanto, que a bondade seja uma qualidade essencial, a viga-mestra sobre a qual se apoia todo o edifício da virtude?

“Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15. 33).

Uma pessoa meiga e afável não significa necessariamente que ela é uma pessoa boa. É claro que os gestos de carinho têm o seu valor e eficiência, pois a bondade precisa ser sempre fortalecida e exercitada para o ato mediante essas manifestações exteriores. Mas a bondade não é apenas isso.


Certa vez Jesus respondeu a um jovem rico: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um que é Deus” (Marcos 10. 18).

Emotividade, pieguice, também não faz de ninguém uma pessoa boa. A inclinação para a bondade só acontece realmente quando se é condescendente, serviçal e dotado de uma afetividade diligente.

Isso não se consegue em pouco tempo. E a tarefa não e fácil.

O apostolo Pedro escrevendo sua carta aos crentes ensinou: “... sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmuração” (1 Pedro 4. 9).

Ser condescendente é concordar, ceder voluntariamente. Ser serviçal é ser prestativo. Ter afetividade é ter paixão, e ser diligente, é ser ativo, solícito, ligeiro.

Tudo na vida moderna, e mesmo nas famílias, está organizado de modo a realçar as vantagens de uns em prejuízo dos outros.

A Bíblia, todavia nos ensina: “Vós, porém, irmãos, não vos canseis de fazer o bem (2 Tessalonicenses 3. 13 ); “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4. 17).

Para fazermos nascer bondade é preciso que se faça sentir as alegrias que dela decorrem. Pois é da própria natureza da bondade não ter limites. Compete-lhe abrir o coração para o infinito, para Deus.

A bondade é a mais infalível das diplomacias e, em todas as ocasiões, a melhor conselheira.

Dale Carnegie em "Como Fazer Amigos e Triunfar na Vida", só dá uma receita: “Simpatizem, compreendam, sorriam, apreciem; numa palavra, que suas iniciativas, tanto nos negócios como na vida sentimental, sejam todas inspiradas pela bondade”.

O sábio Salomão escreveu: “Aquele que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra” (Provérbios 21.21).


Certa história nos conta o seguinte:

O menino que ao tentar ajudar ao pai na limpeza de um caminhão. Quebrou algo ou amassou a lataria.
O pai nervoso e furioso bate na mão do menino com muita força.
Machuca ao ponto de ir para o hospital e ter de serem amputados os dedos.
O pai ao visitar o filhinho o abraça e diz estar arrependido.
O menino diz: - pai, eu só queria ajudar o senhor. O senhor me ensinou no outro dia o senhor se lembra?
O pai diz que o carro não se estragou e que ele, perdoava o menino pelo ocorrido.
O menino diz:
- Pai, se já estou perdoado, quando irá nascer meus novos dedinhos?

Algumas vezes machucamos pessoas que amamos, e ficam as cicatrizes que algumas vezes poderão não ser saradas.

Por isso é sempre bom lembrarmos as palavras de Jesus: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Lucas 6. 45); “Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19. 17). 


 Mensagem pregada na Comunidade Presbiteriana Betânia, numa reunião de oração, no dia 06 de julho de 2004.