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quarta-feira, 3 de junho de 2015

O Que Deve Ser A Bondade?

O Evangelho é o primeiro e o maior tratado de educação, porque se baseia inteiramente sobre este conselho: “Sede bons”.

Paulo ensina aos crentes de Éfeso: “Antes sede bondosos uns para com os outros, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4. 32). E aos crentes em Tessalônica ele ensinou: “Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, uns para com os outros, e para com todos” (1 Tessalonicenses 5. 15).

Quem pode duvidar, portanto, que a bondade seja uma qualidade essencial, a viga-mestra sobre a qual se apoia todo o edifício da virtude?

“Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15. 33).

Uma pessoa meiga e afável não significa necessariamente que ela é uma pessoa boa. É claro que os gestos de carinho têm o seu valor e eficiência, pois a bondade precisa ser sempre fortalecida e exercitada para o ato mediante essas manifestações exteriores. Mas a bondade não é apenas isso.


Certa vez Jesus respondeu a um jovem rico: “Por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um que é Deus” (Marcos 10. 18).

Emotividade, pieguice, também não faz de ninguém uma pessoa boa. A inclinação para a bondade só acontece realmente quando se é condescendente, serviçal e dotado de uma afetividade diligente.

Isso não se consegue em pouco tempo. E a tarefa não e fácil.

O apostolo Pedro escrevendo sua carta aos crentes ensinou: “... sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmuração” (1 Pedro 4. 9).

Ser condescendente é concordar, ceder voluntariamente. Ser serviçal é ser prestativo. Ter afetividade é ter paixão, e ser diligente, é ser ativo, solícito, ligeiro.

Tudo na vida moderna, e mesmo nas famílias, está organizado de modo a realçar as vantagens de uns em prejuízo dos outros.

A Bíblia, todavia nos ensina: “Vós, porém, irmãos, não vos canseis de fazer o bem (2 Tessalonicenses 3. 13 ); “Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4. 17).

Para fazermos nascer bondade é preciso que se faça sentir as alegrias que dela decorrem. Pois é da própria natureza da bondade não ter limites. Compete-lhe abrir o coração para o infinito, para Deus.

A bondade é a mais infalível das diplomacias e, em todas as ocasiões, a melhor conselheira.

Dale Carnegie em "Como Fazer Amigos e Triunfar na Vida", só dá uma receita: “Simpatizem, compreendam, sorriam, apreciem; numa palavra, que suas iniciativas, tanto nos negócios como na vida sentimental, sejam todas inspiradas pela bondade”.

O sábio Salomão escreveu: “Aquele que segue a justiça e a bondade achará a vida, a justiça e a honra” (Provérbios 21.21).


Certa história nos conta o seguinte:

O menino que ao tentar ajudar ao pai na limpeza de um caminhão. Quebrou algo ou amassou a lataria.
O pai nervoso e furioso bate na mão do menino com muita força.
Machuca ao ponto de ir para o hospital e ter de serem amputados os dedos.
O pai ao visitar o filhinho o abraça e diz estar arrependido.
O menino diz: - pai, eu só queria ajudar o senhor. O senhor me ensinou no outro dia o senhor se lembra?
O pai diz que o carro não se estragou e que ele, perdoava o menino pelo ocorrido.
O menino diz:
- Pai, se já estou perdoado, quando irá nascer meus novos dedinhos?

Algumas vezes machucamos pessoas que amamos, e ficam as cicatrizes que algumas vezes poderão não ser saradas.

Por isso é sempre bom lembrarmos as palavras de Jesus: “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem; e o homem mau, do seu mau tesouro tira o mal; pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca” (Lucas 6. 45); “Respondeu-lhe ele: Por que me perguntas sobre o que é bom? Um só é bom; mas se é que queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19. 17). 


 Mensagem pregada na Comunidade Presbiteriana Betânia, numa reunião de oração, no dia 06 de julho de 2004.