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Espiritualidade E Psicanálise: Como Funciona O Diálogo Entre A Fé E O Cuidado Da Mente?

  Você já ouviu alguém dizer que "fé e psicanálise não se misturam" — como se fossem dois mundos irreconciliáveis? Essa ideia, tão repetida em círculos religiosos e acadêmicos, carrega uma simplificação perigosa. Freud, é verdade, tratou a religião com desconfiança — chegou a chamá-la de "neurose obsessiva universal" e "ilusão". Todavia, reduzir toda a psicanálise à visão pessoal de seu fundador sobre religião é ignorar décadas de desenvolvimento teórico posterior, além de desconsiderar o próprio potencial diagnóstico que a psicanálise oferece para compreender — e até purificar — nossa vivência espiritual. Primeiramente, precisamos separar dois planos distintos: a psicanálise como método de escuta do inconsciente é uma ferramenta; as convicções pessoais de Freud sobre religião são uma opinião filosófica, passível de crítica e revisão. Um cristão reformado pode, com discernimento, aproveitar o instrumento sem endossar a filosofia antirreligiosa de seu criad...

A Armadura Para O Dia Mal – Parte 1

Estamos de volta!

Depois de uns merecidos dias de férias junto com a família, pois como diz o sábio: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3. 1), estamos de volta para novas postagens e meditações.

Bem, dentre os lugares que estive com minha família, foi Perequê, mas o que esperávamos lá, como paz é descanso foi interrompido por algumas intervenções exteriores... O que é de se esperar.


Ali dá para você entender muito bem o que significa dizer: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12:18).

Pois presenciamos várias discussões e brigas.  Como por exemplo, os moradores de frente a casa onde ficamos hospedados tinham o mórbido prazer de colocar seu carro frente à garagem onde estava o meu, isso dificultava minha saída, mas os vizinhos ficavam olhando o que eu ia fazer para entrar ou sair com meu carro. Era como se estivessem a esperar de uma discussão. O que não aconteceu.

Outro dia foi uma rua interditada da qual eu entrei, pois não sabia o que se passava, e um dos homens enlouquecido faltou jogar pedra em nós dizendo para que fossemos embora, pois ali não era nosso lugar, nós não éramos moradores de Perequê.

E a cena mais impressionante foi a briga de um banhista, numa praia muito bonita, com o bombeiro que estava ali para salvar vidas em caso de afogamento, mas que nesse caso feriu o homem com um chute em sua cabeça, fazendo-o sangrar.


Minha esposa chegou a dizer que o clima de intolerância está sobre Perequê. Concordei com ela, ali as pessoas parecem não ter paz e nem bondade. É tudo uma fachada para tirar dinheiro dos turistas. É tudo muito caro. Mas isso é outra história.

O que eu quero é focar nesse espírito de contenda que está sobre Perequê, e em outros lugares. Fazendo com que vivenciemos esse clima de intolerância global que paira sobre o nosso planeta.

Para começar, o próprio nome Perequê já trás consigo uma serie de significados. Pois a palavra é um substantivo masculino que tem como significado barulho, discussão, briga, rolo ou tumulto.

É claro que existe a questão histórica da cidade, e muitos ficarão contra mim ao ler este artigo. Pois o principal rio da região de Paraty, no Rio de Janeiro, é o Rio Perequê-açu. Este rio nasce no Parque Nacional da Serra da Bocaína e desemboca no mar, bem junto ao centro histórico da cidade.

O nome do rio tem origem na língua Tupi, mas traz controvérsia no seu significado, pois “Açu” significa peixe. No entanto, a junção que forma a palavra “perequê” pode significar tanto Praia Grande, como também Grande Entrada de Peixe. 

Mas eu não quero fazer nenhum estudo etimológico dessa palavra, e sim, meditar com você sobre a questão do dia mal que está por vir e que se reflete na sociedade de hoje.


Leia também:
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 2.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 3.
A Armadura Para O Dia Mal – Parte 4.