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terça-feira, 11 de novembro de 2014

O Cristianismo e o Medo – Parte 3

Vivemos em uma era da qual poderíamos chamar de a “Sociedade do Medo”. Devido a tantas angústias, incertezas e temores por toda parte, e a violência que nos cerca e gera em nós grande insegurança e temor.

Myra Y Lopes, que foi um dos grandes psicólogos do século passado, em seu livro “Os Quatro Gigantes da Alma” escreveu que um deles é o temor. O medo é o gigante que paralisa a vida, o ser humano e cria situações de alterações emocionais, comportamentais, físicas e espirituais.
O medo é caracterizado pelo pressentimento ou presença de um perigo constante e real, isso pode inibir o pensamento da pessoa, que faz diminuir as suas possibilidades de êxito. Ele é despertado por situações que ameaçam a nossa integridade física ou moral. E está pressa a nossa necessidade de conservação.

O medo se desdobra e dessa emoção surgem então os sentimentos de: insegurança, desconfiança, prudência, ciúme, e outros.

Se o medo se agrava torna-se fobia, tormentos e pânico. A Síndrome do Pânico tem atingido a vida de muitas pessoas, famílias e grupos sociais. A mente humana tem sido um armazenamento de temores, e por isso a sociedade tem sido chamada de a “Sociedade do Pânico”.

Na Bíblia, em especial nos salmos, temos muitos textos que nos falam dos temores e da busca de segurança e confiança no Senhor. Vejamos alguns: o salmista afirma: “Em me vindo o temor, hei de confiar em Ti...” (Salmos 56:3). O salmista derramava perante o Senhor o seu temor, a sua angústia, as suas queixas. Deus o livrava e lhe dava segurança e isso era motivo de louvor (Salmos 107:13-15). Veja também os salmos 120, 121, 123, 124, 125. A fé hebraica era um convite de confiança no Senhor.
Mas, como vencer o medo?

Há alguns passos que você pode dar para vencer o medo. São eles: Reflita sobre a razão do seu medo. É o primeiro passo para enfrentar esse sentimento. Em segundo, identifique suas capacidades. Certamente elas o levaram a várias conquistas no dia a dia. Logo, coloque-as em prática. Valorize-se. Em terceiro, enumere as oportunidades que deixou escapar por causa do medo e quais foram as consequências. Em quarto, lembre que, se algo não der certo, é possível seguir em frente. Nada é definitivo e toda experiência é um aprendizado. Em quinto, para criar coragem de tomar atitude, pense em quem já agiu e teve êxito. Isso vai estimulá-lo. Em sexto, abandone os pensamentos negativos e tenha confiança em você para avançar e superar os temores. E por último, decida por metas que tenha capacidade de cumprir, não as impossíveis.

E não se esqueça: O medo é a auto-imposição de um cárcere, que o impedirá de se tornar o que Deus pretende que você seja. Podemos agir contra isso com as armas da fé e do amor.

 “A confiança no amor divino lança fora o medo. Sem medo, somos aperfeiçoados no amor” – (Tradução livre de 1 João 4:18).

Leia também:
O Cristianismo e o Medo – Parte 1
O Cristianismo e o Medo – Parte 2