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Por que Você Liga a TV Mesmo Sem Assistir? O Que Eeu Medo do Silêncio Revela Sobre Você

  Por que você liga a TV mesmo quando não vai assistir a nada? Você já reparou que, mesmo sem intenção real de assistir, você liga a TV, abre um vídeo qualquer ou coloca um podcast só para "ter som" no ambiente? Esse hábito, tão comum que raramente questionamos, revela algo mais profundo do que simples preferência por ruído de fundo. Ele expõe uma dificuldade real e crescente: a incapacidade de tolerar o silêncio absoluto — e, por extensão, o próprio vazio interior que esse silêncio inevitavelmente revela. Primeiramente, precisamos reconhecer que esse comportamento não é neutro. Preencher cada momento de silêncio com estímulo sonoro constante é, muitas vezes, uma estratégia inconsciente de evitação — um mecanismo de defesa contra algo que preferimos não encontrar quando tudo fica quieto. O que realmente encontramos quando o silêncio finalmente chega? Todavia, o que exatamente tememos encontrar nesse silêncio? A Psicanálise nos oferece uma resposta perturbadoramente ...

Agentes da Paz

Vivemos em um mundo que nos condicionou a acharmos difícil levar a sério o mandamento de Jesus a que “voltemos a face” (Mateus 5.39). Oferecer a outra face foi proferido por Jesus durante o Sermão da Montanha, trata-se de responder a um agressor sem o uso da violência.

As pessoas a quem Ele falava já conheciam as Escrituras, pois Ele disse: “Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente.’” (Mateus 5:38). Mas o que isso significava para aquele tempo e o que significa para nós hoje? Será que é um aconselhamento para que os cristãos sejam vítimas passivas? Será um ensinamento para que o cristão sofra em silêncio e se recuse a recorrer à justiça?

Estamos condicionados a responder agressivamente à violência física e verbal. Mas a pacificação não é um mandamento opcional. Paulo escrevendo aos Romanos disse: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (Romanos 12. 18). Isso nos mostra que a pacificação é uma exigência básica da nossa fé.


Nos tempos do Antigo Testamento, a punição “olho por olho” era aplicada somente após o infrator ser julgado pelos sacerdotes e juízes. Eram eles que avaliavam as circunstâncias, levando em consideração até ao ponto em que se soubesse que a inflação tinha sido intencional. Podemos encontrar essa questão nos textos de Êxodo 21. 24, Levítico 24. 20 e Deuteronômio 19. 15-21.

Segundo Adam Clarke, um erudito bíblico do século 19, os judeus parecem ter distorcido essa aplicação da lei para “justificar ressentimentos pessoais e todos os excessos motivados por vingança. Atos de vingança eram levados a extremos e acabavam sendo mais severos do que o erro cometido”.

Porém as Escrituras não aprovam vinganças pessoais. Para os primeiros cristãos que viveram com perseguição e escárnio não foi fácil. Todavia, eles deram um testemunho eficaz de paz contra a violência de Roma.

Quando Jesus menciona sobre “oferecer a outra face”, tem mais a ver com o verdadeiro sentido da lei de Deus dada aos Israelitas do que seus discípulos terem de oferecer o outro lado. Nos tempos bíblicos um tapa não tinha a intenção de machucar, era sim um insulto para provocar uma briga. Portanto, o que Jesus está ensinando é que se alguém quiser provocar uma briga com um tapa, ou com algum tipo de sarcasmo, a pessoa esbofeteada não deve revidar. Evitando pagar o mal com o mal (Romanos 12. 17).


Devemos pedir ajuda a Deus em oração, para aprendermos a não responder a violência com a mesma violência. Pedir a Ele para nos dar a vontade de sermos pacificadores e a sabedoria para saber reagir a situações que poderiam levar a violência.

Augusto Cury escreve: “Dar a outra face é um símbolo de maturidade e força interior. Não se refere à face física, mas à psíquica. Dar a outra face é procurar fazer o bem para quem nos decepciona, é ter elegância para elogiar quem nos difama, altruísmo para ser gentil com quem nos aborrece. É sair silenciosamente e sem estardalhaço da linha de fogo dos que nos agridem. Dar a outra face previne homicídios, traumas, cicatrizes impagáveis. Os fracos se vingam, os fortes se protegem”.

Deus deseja que sejamos embaixadores pela paz onde quer que vamos.