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Por que Você Liga a TV Mesmo Sem Assistir? O Que Eeu Medo do Silêncio Revela Sobre Você

  Por que você liga a TV mesmo quando não vai assistir a nada? Você já reparou que, mesmo sem intenção real de assistir, você liga a TV, abre um vídeo qualquer ou coloca um podcast só para "ter som" no ambiente? Esse hábito, tão comum que raramente questionamos, revela algo mais profundo do que simples preferência por ruído de fundo. Ele expõe uma dificuldade real e crescente: a incapacidade de tolerar o silêncio absoluto — e, por extensão, o próprio vazio interior que esse silêncio inevitavelmente revela. Primeiramente, precisamos reconhecer que esse comportamento não é neutro. Preencher cada momento de silêncio com estímulo sonoro constante é, muitas vezes, uma estratégia inconsciente de evitação — um mecanismo de defesa contra algo que preferimos não encontrar quando tudo fica quieto. O que realmente encontramos quando o silêncio finalmente chega? Todavia, o que exatamente tememos encontrar nesse silêncio? A Psicanálise nos oferece uma resposta perturbadoramente ...

A Dádiva do Presente

O hoje é o presente, e o presente é uma dádiva. E nada nos faz mais feliz do que levar a felicidade aos outros. Mesmos tendo nossos próprios problemas, apesar deles, quando compartilhamos a dor, conquistamos metade da tristeza. Mas quando compartilhamos nossa felicidade, essa felicidade se torna em dobro.

Leia esse texto, eu espero de coração que algo aconteça no seu mundo interior:


Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital.

Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora todas as tardes para conseguir drenar o líquido de seus pulmões.

Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas para a janela.

Os homens conversavam horas a fio.

Falavam das suas mulheres e famílias, das suas casas, seus empregos, seu envolvimento no serviço militar, locais onde eles passavam as férias.

Todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo descrevendo ao seu companheiro todas as coisas que ele podia ver do lado de fora da janela.

O homem da cama do lado começou a viver para aqueles períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora.

A janela dava para um parque com um lindo lago de patos e cisnes brincavam na água enquanto crianças com os seus barquinhos, jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores e uma bela vista da silhueta da cidade podia ser visto na distância.

Quando o homem perto da janela descrevia isto tudo com detalhes requintados, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava esta cena pitoresca.

Uma tarde quente, o homem perto da janela descreveu um desfile que passava.
Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda ele podia vê-lo no olho da sua mente como o senhor a retratava através de palavras descritivas.

Dias, semanas e meses se passaram.

Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha morrido tranquilamente em seu sono.

Ela ficou muito triste e chamou os atendentes para que levassem o corpo.

Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela.

A enfermeira ficou feliz em fazer a troca, e depois de ter certeza que ele estava confortável, ela o deixou sozinho.

Vagarosamente, pacientemente, ele se apoiou em um cotovelo para tomar o seu primeiro olhar para o mundo real.

Fez um grande esforço e lentamente a olhar para fora da janela além da cama

Ele enfrentou uma parede em branco.

O homem perguntou à enfermeira o que poderia ter levado seu companheiro falecido, que tinha descrito coisas tão maravilhosas fora dessa janela.

A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. 

Ela disse: “Talvez ele só quisesse encorajar você”. 

“Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tiago 4. 17).