Páginas

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 1

Nesses dias temos visto uma afirmação feita há 254 anos atrás, por  Mikhail Lomonosov, e mundialmente conhecida através do francês Antoine Lavoisier aquilo que hoje se chama lei de Lavoisier, cada vez mais atual.
É certo que não falarei de nenhum sistema físico ou químico. Mas o conceito de que "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma" é aplicável de forma figurada também dentro da religião.

O que quero dizer com isso?
Através de seus trabalhos, Lavoisier pôde enunciar uma lei que ficou conhecida como lei da conservação das massas ou lei de Lavoisier.
Esses trabalhos realizados por ele, concluíram que em qualquer sistema, físico ou químico, nunca se cria nem se elimina matéria, apenas é possível transformá-la de uma forma em outra.
      A afirmação é que, não se pode criar algo do nada nem transformar algo em nada. Portanto, aquilo que vemos, ou, aquilo que existe provém de matéria preexistente, só que em outra forma, assim como tudo o que se consome apenas perde a forma original, passando a adotar uma outra. O que isto quer dizer é que tudo se realiza com a matéria que é proveniente do próprio planeta, apenas havendo a retirada de material do solo, do ar ou da água, o transporte e a utilização desse material para a elaboração do insumo desejado, sua utilização para a população e, por fim, a disposição, na Terra, em outra forma, podendo muitas vezes ser reutilizado.

Em sentido espiritual, isto é, levando-se para o lado da religião este mesmo princípio pode ser aplicado. Não que haja uma reação química. Mas o Material que leva a uma “combustão espiritual” já existe e através desse, as Boas Novas são conservadas, e apenas se rearranjam num conceito de coisas velhas.

    Talvez você não tenha entendido nada do que eu disse. Pois bem, certo dia um amigo meu, cristão, atuante dentro de sua igreja, me disse que estava ficando desanimado. Eu quis saber qual era o motivo disso estar acontecendo. Ele me explicou que a igreja dele estava entrando numa de experimentar coisas novas. Que a igreja devia se abrir para o novo de Deus. Que muitas coisas já estavam obsoletas e por isso devia voltar-se para o novo de Deus.

O seu desanimo era devido a tantas inovações e ativismo que quase não lhe sobrava tempo para mais nada a não ser viver envolvido nas coisas da “igreja”. Ele que sempre quis fazer a obra de Deus estava perdendo a paixão, pois o homem criou normas e formas de se adorar a Deus. Tirando a liberdade de uma adoração voluntária. Na verdade criando uma cartilha de como agir dentro da igreja e nos cultos. Uma robotização dos membros. Que sem tempo para meditar, “comem” de tudo que lhes é passado por seu líder.

Esse meu amigo chegou mesmo a dizer que inventam tanta coisa que aquilo que você gostava de fazer, vai perdendo o interesse devido a tantas regras colocadas. E depois quando volta a ser simples outra vez você já não tem mais interesse, pois esse acabou.

É lamentável! Mas isso tem acontecido com mais frequência do que se imagina. Mateus no seu Evangelho diz: "Ai do mundo, por causa das coisas que fazem cair no pecado! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!” (Mateus 18. 7).

Outro amigo me procurou, pois em sua denominação a ênfase estava em honrar o líder, esse deveria ser obedecido e respeitado, nada poderia ser dito de mal em relação a ele, qualquer coisa feita neste sentido era o espírito de Jezabel quem estava atuando, com o intuído de trazer divisão dentro da igreja.

Eu disse a ele que a bíblia ensina que honra é questão de mérito, não é unção. Que caráter, sinceridade, honestidade e obra são o que caracteriza aquele que tem Deus no coração.

Leia também:
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 2
As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 3