Páginas

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

E o Senhor Descansou... – Continuação

Essas igrejas fazem que seus membros prefiram ouvir de outras pessoas que eles são muito ocupados e atarefados, do que enfrentar a possibilidade de serem considerados preguiçosos, indolentes, acomodados e ociosos.

Cansaço não é santidade. Ativismo não significa necessariamente amor.

Seria muito bom se pudéssemos entender que os momentos de lazer são de grande importância para a comunhão em casa e também com Deus, pois nos proporciona saúde física, mental e emocional.
Os cristãos da atualidade têm sido programados a relacionar cansaço à santidade. Quanto mais exaustos é porque há comprometimento com a causa que se abraça.

Mas acontece que quanto mais ocupadas, menos tempo há para se aprofundarem nas suas relações, curtir a companhia da família, divertir-se, apoiar-se e viver como família.

 A pessoa acaba por deixar de gostar de fazer aquilo que ela antes gostava. E quando lhe sobra algum tempo, ela já não quer mais fazer, pois deixou de gostar.

Talvez seja por isso que existam tantos problemas na família em nossos dias.

O sábio escreveu que há tempo para tudo: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Eclesiastes 3:1). Inclusive o de descansar.

Isso se aplica até mesmo a Deus quando O observamos criando (Gênesis 1. 2-31); Se comunicando com o homem (Gênesis 1. 26 e 28-30); descansando (Gênesis 2. 2) e se relacionando com o homem (Gênesis capítulos 2 e 3).

Esses textos nos mostram que Deus tinha tempo para criar, se comunicar, descansar e se relacionar.  

Rick Warren em seu livro “Uma Vida Com Propósito” diz que quando não encontramos tempo, por estarmos ocupados demais, é por que estamos fazendo mais do que Deus espera que façamos. 

Será que nós somos mais ocupados do que o Todo-Poderoso, a ponto de não encontrarmos tempo para dedicarmos a nossa família?