Post Em Destaque

Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

O Cristianismo e o Medo – Parte 2

Em alguns círculos o medo é encarado como um conceito ou até mesmo como o diabo. Na psicanálise, no entanto o medo é uma palavra que descreve as sensações de desprazer quando estamos diante de um objeto, uma situação ou alguém.

Existem quatro desejos básicos os quais Deus deu ao homem ao criá-lo. São eles: o desejo de ser, de pertencer, de possuir e de reproduzir. E quando esses desejos sofrem alguma influência da qual o homem sente essa sensação de desprazer, começa então a impossibilidade de se viver uma vida normal. Impedido ao homem de ser aquilo que Deus deseja que ele seja. Pois o homem cria voluntariamente um encarceramento. E enfrentar o medo representa um ato de superação.


Dos desejos do qual Deus deu ao homem, o desejo de ser é o mais profundo. Pois vejamos, apesar de sofrer, de perder a visão, de estar incapacitado, e de muitas outras desventuras das quais o homem possa ser vítima, ninguém em seu juízo normal deseja morrer. No entanto, o medo de ficar doente é um dos que mais ataca o desejo de viver.

Milhares de pessoas no mundo estão doentes sem qualquer causa orgânica. Sabemos que muitas enfermidades tem sua origem em perturbações emocionais, e não podemos negar que o medo da doença produz doença. A fonte de muitas doenças físicas é o medo.

Outro desejo do homem é o de pertencer. Seja a algum grupo ou a alguém. A razão das organizações de clubes, sociedades e instituições está associada a esse desejo, e faz parte integrante da vida. Mas o medo de ficar sozinho, isolado, também é uma manifestação comum do medo. Pois ninguém deseja ser desprezado.

O desejo de possuir muitas vezes está associado ao se sentir seguro. Por isso o desejo de possuir coisas materiais é uma das forças que nos governa. E desde que não seja dominado pela avidez, é um desejo lícito.

Todavia, no mundo existem milhões de pessoas que se sentem incapacitadas, limitadas, inferiorizadas, tornando-as inúteis e destruindo sua capacidade de agir normalmente. Isso sem haver qualquer motivo aparente. Levando-as a perderem o seu emprego por não poderem tomar decisões e nem cumprir seus deveres normais da vida.


O quarto desejo com o qual Deus nos criou, tem a ver com o desejo de continuidade da vida. É o desejo de reproduzir. A nossa vida continua nas vidas de nossos filhos.

Porém o medo da morte, do futuro e da eternidade afeta a relação do homem com o futuro. Muitas pessoas sofrem com medo e nervosismo sobre o futuro.

Como eu disse anteriormente, enfrentar o medo é um ato de superação. Pois ajuda a se sentir mais capaz, menos oprimido e mais poderoso. Pois o medo é o encarceramento voluntário que impede o homem de ser aquilo que Deus deseja que ele seja. 

Fé e amor são armas poderosas contra o medo. João escrevendo sua carta disse: “No amor, não há medo; ao contrário, o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor” (I João 4.18).

Leia Também:
O Cristianismo e o Medo – Parte 1
O Cristianismo e o Medo – Parte 3