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Teologia Reformada e Psicologia: O Cuidado da Alma sob a Soberania de Deus

Você já se perguntou se buscar terapia significa, de alguma forma, desconfiar da suficiência de Deus? Essa pergunta, silenciosa mas recorrente, atravessa consultórios e igrejas com igual frequência. Muitos cristãos vivem divididos entre dois mundos que, à primeira vista, parecem competir: a psicologia clínica, com seu método e sua técnica, e a fé reformada, com sua confiança radical na soberania divina sobre todas as coisas — inclusive sobre a alma. Primeiramente, precisamos desfazer uma falsa dicotomia: buscar cuidado psicológico não é sinal de fé fraca, tampouco a confiança em Deus dispensa os meios legítimos de cuidado emocional que Ele mesmo estabeleceu no mundo. A verdadeira questão não é "psicologia ou Deus?", mas "como a psicologia pode operar sob a soberania de Deus?" O Fenômeno: A Alma Dividida Entre Divã e Altar É comum encontrarmos, ainda hoje, comunidades cristãs que tratam sofrimento psíquico exclusivamente como questão espiritual — reduzindo de...

O Amor Ao Próximo

Nos dias de hoje é difícil alguém ficar sem dever alguma coisa. Paulo escrevendo aos romanos disse: "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros” (Romanos 13.8).

O amor é uma dívida que jamais poderemos pagar completamente. Mas o Senhor nos diz que é para amarmos ao nosso próximo e até mesmo os nossos inimigos: “Eu, porém, digo: Amem os vossos inimigos. Bendigam os que vos maldizem. Façam o bem aos que vos odeiam. Orem por quem vos persegue! Assim procederão como verdadeiros filhos do vosso Pai que está no céu. Porque ele faz brilhar o Sol tanto sobre os maus como sobre os bons, e manda a chuva cair tanto sobre justos como injustos” (Mateus 5. 44,45).

Jesus nos ensina que não devemos julgar as pessoas, pois com o mesmo critério com que julgarmos alguém seremos nós julgados (Mateus 7.1). Porém nos ensina também que é pelos frutos que conhecemos se a árvore é boa ou má (Mateus 7. 15-20). Toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos maus.


Portanto, o amor é a prova do verdadeiro discipulado: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (João 13.35).

O amor é prova também do genuíno serviço: "Tornou a dizer-lhe segunda vez: Simão, filho de Jonas, amas-me? Disse-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta as minhas ovelhas" (João 21.16).

O amor prova ainda a realidade da nova vida: "Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte." (1 João 3.14).

O amor prova o amor, isto é, o amor é prova do amor fraternal: "Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (1 João 4.20).

Encontramos muitos meninos e meninas querendo mostrar a prova do seu amor. Muitas vezes entram em grandes enrascadas. E a maioria das vezes quem pede uma prova, só mostra o seu egoísmo ou sua insegurança. Pedir uma prova de amor é uma manipulação das emoções e dos sentimentos, algumas vezes é um sequestro, pois priva o outro de sua liberdade.

A Palavra de Deus como deve ser esse amor:

 Primeiramente ele deve ser não fingido: "O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem" (Romanos 12.9).

Em segundo, o verdadeiro amor é honroso: "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros" (Romanos 12.10).

Em terceiro, ele é bondoso: "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da lei é o amor" (Romanos 13.10).

Em último o amor é sacrificioso: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos." (1 João 3.16).

É preciso observar ainda alguns detalhes:

Todas nossas atitudes devem ser feitas por amor: "Todas as vossas coisas sejam feitas com amor" (1 Corintios 16.14).

Que nosso amor deve crescer no conhecimento da vontade do Senhor: "E peço isto: que o vosso amor cresça mais e mais em ciência e em todo o conhecimento" (Filipenses 1.9).

Que o amor nunca falha: "O amor nunca falha” (1 Corintios 13:8). 

"Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor." (1 João 4.8).



TEXTO: Romanos 13. 8.
LOCAL: Casa do irmão Celso (Culto de Oração ). 
DATA: 16/03/1999.