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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Proteção Divina

"Não temas, ó bichinho de Jacó, nem vós, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o Senhor, e o teu redentor é o Santo de Israel." (Isaias 41.14)

Quando lemos esse texto do profeta Isaías, percebemos que o tema do livro de Isaías tem haver com a ira de Deus resultando na condenação e tribulação de Israel; a graça de Deus resultando na sua salvação e exaltação.

Por isso fala do estrondo da ira divina contra o apóstata Israel e contra as nações idólatras que o rodeiam. Isaias então profetiza sobre: o cativeiro de Babilônia; as tribulações e os julgamentos dos últimos dias.

Mas isso não para por aqui, pois, Isaías profetiza ainda um consolo para Israel. Ele fala sobre: o regresso de Israel do cativeiro babilônico; a sua restauração e a reunião na Palestina nos últimos dias.

Isaías fala que a ira divina é devido à apostasia de Israel. Apostasia tão grande que poderia ter tido o mesmo fim de Sodoma e Gomorra. (Isaias 1.9).

Israel é o povo que foi escolhido para ser chamado de filho de Deus e engrandecido entre as nações (Isaias 1.2). Mas, agora se revolta contra Deus. Diz o Senhor através do profeta: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende" (Isaias 1.3).
Israel não demonstra nem sequer o sentimento de gratidão e posse que o boi ou um jumento tem. E então começa a aparecer as marcas do pecado: Israel começa a errar o alvo que o Senhor lhe havia proposto (Isaias1.4); a perversão começa a dobrar os seus ideais, a torcer os seus valores; começa a aderir costumes que lhes são prejudiciais; as suas atitudes apodreceram, e abandonaram o Senhor.

Isaías então mostra uma imagem de alguém que foi como que chicoteada: "Por que seríeis ainda castigados, que persistis na rebeldia? Toda a cabeça está enferma e todo o coração fraco. Desde a planta do pé até a cabeça não há nele coisa sã; há só feridas, contusões e chagas vivas; não foram espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo." (Isaias 1. 5,6).

Até a religiosidade do povo se tornou algo abominável diante de Deus: "Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias... não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer"  (Isaias 1.13,14).

Observe uma coisa muito importante, os sacrifícios (Isaias 1.11), as festas religiosas (Isaias 1.13,14), e as orações (Isaias 1. 15) do povo eram farsas. Deus não repudiava o seu sistema sacrifical, e sim a hipocrisia do povo.

 Mas a Bíblia nos ensina que a misericórdia do Senhor dura para sempre (Salmos 136. 1). E que também é o motivo de não sermos consumidos (Lamentações 3. 22). Por essa razão há uma consolação para o povo que mesmo rebelde, é o povo que o Senhor escolheu amar.

No capítulo 40 o Senhor manda Isaías falar de um Libertador para o cativeiro na Babilônia: "A glória do Senhor se revelará; e toda a carne juntamente a verá; pois a boca do Senhor o disse"  (Isaias 40. 5).

Começa então Isaias a falar do libertador vindouro (Isaias 40.1-11); da grandeza de Jeová (Isaias 40.12-26) e do poder do Senhor em dar forças aos exaustos (Isaias 40.13-31).
Então em contraste com os sombrios juízos antes proferidos por Isaías, agora há uma luz nas promessas de restauração a terra e da vinda do Messias, e bênçãos milenares para Israel. Deus então perdoa os pecados de Israel (Isaias 40.2). Depois mostra a recompensa de andar sempre junto dEle: "Eis que o Senhor Deus virá com poder, e o seu braço dominará por ele; eis que o seu galardão está com ele, e a sua recompensa diante dele.  Como pastor ele apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos, e os levará no seu regaço; as que amamentam, ele as guiará mansamente"  (Isaias 40.10). Sua retribuição de bênçãos para os piedosos e de vingança para os ímpios.

O que podemos aprender com tudo isso?

Aprendemos que como Israel, nós também somos um vermezinho, isto é, somos fracos, desprezados e pisados pelas nações do mundo, ou seja, os homens. Aprendemos que quando isso acontece estamos sujeitos então a começar a errar o alvo que o Senhor nos propõe (Isaias 1.4); aprendemos que a perversão começa a dobrar os nossos ideais, e a torcer os nossos valores; aprendemos que começamos a aderir costumes que nos são prejudiciais; aprendemos que as nossas atitudes apodrecem, e abandonamos o Senhor; e mais uma coisa, aprendemos que a nossa religião se torna vazia.

Mas da mesma forma que houve uma esperança para Israel quando Isaias profetizou para eles, para nós também há uma esperança, um Messias que passou uma calamidade por nossa causa: Ele foi desprezado (Isaias 53. 3,4); rejeitado; homem de dores e tomou sobre si nossas dores e enfermidades; e quando descobrimos que estamos em Babilônia, em cativeiro de pecados e clamamos a Deus, em choro, em oração e não fazemos da religião apenas um formalismo mas uma realidade a ser vivida, Deus se lembra do povozinho de Israel (Isaias 41. 14).

"Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de todos nós."  (Isaias 53.6). Aleluia!

Que o Senhor abençoe a todos!


Mensagem de 2001, baseada no texto de Isaias 41.8-14.