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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O Fato do Pecado – Antropologia – Parte 1 - E. T.

Um dos mais óbvios e persistentes fatos na história da raça humana está o fato do pecado. É a sua presença que tem enchido o mundo de miséria desde os dias de Adão até hoje.

Quando olhamos ao redor e percebemos todo lar arruinado, toda cena de carnificina nos campos de batalhas, e nas cidades também, todo ébrio que cambaleia pelas ruas, todo criminoso atrás das grades de uma prisão, tudo isso só nos apresenta uma coisa, a evidência do pecado.

Todos os dias ele nos encara em todas as cenas que contemplamos. Não há quem pode deixar de vê-lo! Portanto, o pecado pode ser provado simplesmente pela observação. E nenhum homem é capaz de fazer desaparecer de seu coração a consciência do pecado.

Isso nos faz ver que a consciência é também outro meio de se provar o pecado. Pois a consciência distingue entre o prazer e o sofrimento, entre a felicidade e a infelicidade, entre a fartura e a miséria.


Nossa consciência é capaz de distinguir entre a percepção e a intuição. E ela nos aponta o pecado como uma convicção universal. Em todas as nações, com todos os tipos de religião, há a consciência do pecado e de que ele é algo específico, e que se difere de todas as afecções da alma.

E ainda em relação à consciência, o seu testemunho vai mais além, pois atesta a existência de um Deus pessoal. Universalmente, o coração humano sente responsabilidade para com um ser mais elevado do que o homem.

Tanto o pecado pode ser provado pela observação como pela consciência que todo o governo humano reconhece esse fato. As constituições e as leis existem para regulamentar a conduta humana. Somente uma sociedade perfeita, sem pecado, poderia dispensar o governo civil.

Mas não é somente pela observação, pela consciência e pelas leis governamentais que provamos a existência do pecado. As Escrituras também dão provas desse fato.


Em Jeremias 17.9 está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”. O Salmista atesta: “Não há quem faça o bem, nem sequer um” (Salmos 14. 3).

Os apóstolos também conheciam tal realidade, Paulo escrevendo aos romanos disse: “Já dantes demonstramos que, tanto judeus, como gregos (gentios), todos estão debaixo do pecado” (Romanos 3. 9). E João na sua primeira carta escreveu: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1. 8). Neste versículo João está se referindo a natureza pecaminosa, pecado aqui é um substantivo.

Mais adiante João escreveu: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1. 10). Aqui João usa o verbo pecar, ele se refere aos atos pecaminosos, que são consequência da natureza pecaminosa. 

Como vimos, o pecado é um fato universal, provado de diversas formas e que é o responsável pela depravação humana.


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