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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

O Fato do Pecado – Antropologia – Parte 1 - E. T.

Um dos mais óbvios e persistentes fatos na história da raça humana está o fato do pecado. É a sua presença que tem enchido o mundo de miséria desde os dias de Adão até hoje.

Quando olhamos ao redor e percebemos todo lar arruinado, toda cena de carnificina nos campos de batalhas, e nas cidades também, todo ébrio que cambaleia pelas ruas, todo criminoso atrás das grades de uma prisão, tudo isso só nos apresenta uma coisa, a evidência do pecado.

Todos os dias ele nos encara em todas as cenas que contemplamos. Não há quem pode deixar de vê-lo! Portanto, o pecado pode ser provado simplesmente pela observação. E nenhum homem é capaz de fazer desaparecer de seu coração a consciência do pecado.

Isso nos faz ver que a consciência é também outro meio de se provar o pecado. Pois a consciência distingue entre o prazer e o sofrimento, entre a felicidade e a infelicidade, entre a fartura e a miséria.


Nossa consciência é capaz de distinguir entre a percepção e a intuição. E ela nos aponta o pecado como uma convicção universal. Em todas as nações, com todos os tipos de religião, há a consciência do pecado e de que ele é algo específico, e que se difere de todas as afecções da alma.

E ainda em relação à consciência, o seu testemunho vai mais além, pois atesta a existência de um Deus pessoal. Universalmente, o coração humano sente responsabilidade para com um ser mais elevado do que o homem.

Tanto o pecado pode ser provado pela observação como pela consciência que todo o governo humano reconhece esse fato. As constituições e as leis existem para regulamentar a conduta humana. Somente uma sociedade perfeita, sem pecado, poderia dispensar o governo civil.

Mas não é somente pela observação, pela consciência e pelas leis governamentais que provamos a existência do pecado. As Escrituras também dão provas desse fato.


Em Jeremias 17.9 está escrito: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso: quem o conhecerá?”. O Salmista atesta: “Não há quem faça o bem, nem sequer um” (Salmos 14. 3).

Os apóstolos também conheciam tal realidade, Paulo escrevendo aos romanos disse: “Já dantes demonstramos que, tanto judeus, como gregos (gentios), todos estão debaixo do pecado” (Romanos 3. 9). E João na sua primeira carta escreveu: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (1 João 1. 8). Neste versículo João está se referindo a natureza pecaminosa, pecado aqui é um substantivo.

Mais adiante João escreveu: “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós” (1 João 1. 10). Aqui João usa o verbo pecar, ele se refere aos atos pecaminosos, que são consequência da natureza pecaminosa. 

Como vimos, o pecado é um fato universal, provado de diversas formas e que é o responsável pela depravação humana.


Leia também:
O Fato do Pecado – Antropologia – Parte 2 - E. T.
A Queda do Homem – Antropologia – Parte 1 – E.T.
A Queda do Homem – Antropologia – Parte 2 – E.T.