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O Fetiche do Sofrimento e a Romantização da Melancolia Digital

  O Fetiche do Sofrimento e a Romantização da Melancolia Digital Você já percebeu quantas legendas nas redes sociais parecem competir por quem sofre com mais elegância? Frases poéticas sobre o vazio, estéticas em tons de cinza, playlists intituladas "sad hours" que se tornaram quase um cartão de visitas emocional. Nós vivemos, hoje, numa cultura digital que não apenas tolera a tristeza — ela a cultiva, a maquia e, por vezes, a transforma em troféu. Primeiramente, precisamos nomear o fenômeno com honestidade: existe uma romantização da melancolia que confunde autenticidade emocional com performance de dor. E, por trás disso, há mecanismos profundos — linguísticos, neurais, inconscientes e espirituais — que merecem ser desvendados. O Poder da Palavra: Quando a Linguagem Cria a Identidade Nas Letras, sabemos que a linguagem não apenas descreve a realidade — ela a constrói. Quando alguém repete, dia após dia, "eu sou triste", "eu sou quebrado", essa ...

As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 7

Novamente volto com a série: “As Boas Novas de Coisas Velhas”. Dessa vez quero falar dos ensinos de um movimento já arraigado nas igrejas do Brasil.

Um movimento que teve origem com um missionário inglês chamado James O. Frase, que estava trabalhando na China, no meio de um povo tribal denominado Lisu.

Este era um povo envolvido com magia negra, espiritismo e animismo. O Animismo é uma expressão que vem do latim animus, que tem como significado: "alma, vida". É a visão de mundo em que entidades não humanas, como animais, plantas, objetos inanimados ou fenômenos, possuem uma essência espiritual. 
Na antropologia da religião o termo animismo é usado para o sistema de crenças de alguns povos tribais indígenas, especialmente antes do desenvolvimento de religiões organizadas. Portanto, é o primeiro estágio da evolução religiosa da humanidade, no qual o homem primitivo crê que todas as formas identificáveis da natureza possuem uma alma e agem intencionalmente.

Voltando a James O. Frase, como ele trabalhava em meio a esse povo tribal, em suas experiências ele utilizou estratégias como dar ordens em voz alta a Satanás e seus demônios. Sua finalidade era quebrar o domínio destes espíritos sobre os lisu.

Dessas experiências no campo missionário, Fraser desenvolveu alguns métodos de combater pela oração a influência dos espíritos que atormentavam esse povo tribal, detalhe, tudo isso com base da tentativa e erro. E como muitas delas funcionavam, Fraser ficou convencido de que estava no caminho certo.


Esse missionário foi relativamente um obreiro desconhecido. Essa sua pratica ficou na obscuridade até que em 1956, a esposa de Howard Taylor, publicou sua biografia. A partir daí, desde a década de sessenta, o movimento chamado “Batalha Espiritual” ganhou aceitação no mundo todo.

Portanto, como eu disse anteriormente em “As Boas Novas de Coisas Velhas – Parte 4”: aquilo que observamos dentro da espiritualidade brasileira não tem nada de novo. São coisas que já foram vividas no passado e que estão aparecendo novamente, ou ficaram fora de foco por algum tempo e estão novamente voltando ao foco.

“A história não passa de uma mera repetição de fatos. Não há nada que seja verdadeiramente novo; já tudo foi feito ou dito anteriormente” (Eclesiastes 1. 9).


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