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Você Não é Burro — Seu Cérebro Foi Reprogramado Para Não Conseguir Ler Mais Um Livro Inteiro

  Por que você não consegue mais terminar um livro? Você já começou um livro com entusiasmo genuíno e, poucas páginas depois, sentiu uma vontade incontrolável de checar o celular? Esse fenômeno, cada vez mais comum entre adultos e jovens, não é sinal de burrice, fraqueza intelectual ou falta de disciplina. É o resultado mensurável de uma mudança estrutural profunda no modo como nosso cérebro processa informação — provocada, em grande parte, pelo consumo massivo de microvídeos. Primeiramente, precisamos reconhecer a gravidade dessa perda. A leitura profunda não é apenas hábito cultural nostálgico — ela é habilidade cognitiva complexa, construída ao longo de anos, e hoje sendo silenciosamente desmontada por um ambiente digital hostil à concentração sustentada. O que os microvídeos estão fazendo com sua capacidade de concentração? Como especialista em Letras, é impossível não lamentar o que está sendo perdido: a leitura profunda desenvolve repertório analítico, vocabulário s...

Rompendo A Sedução Do Endeusamento

“É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3. 30).

Tem muita gente curiosa querendo saber a resposta para a pergunta: “Qual é o maior brasileiro de todos os tempos?” Fica a expectativa para se saber qual é a resposta. E o desejo no coração de muitos de se obter seu nome no topo da lista.

Mas porque isso acontece?

Quando lemos o livro de Daniel no capitulo 3, podemos ter uma noção clara daquilo que acomete a mente, o coração e a motivação de muita gente: o desejo de ser reconhecido, de ser colocado no patamar de deus. O desejo de ser adorado.

Ali encontramos o rei Nabucodonosor mandando construir uma estátua gigantesca em homenagem a ele e em seguida, convidando autoridades para que viessem adorá-la: “Então o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os conselheiros, os tesoureiros, os juízes, os magistrados, e todos os oficiais das províncias, para que viessem à dedicação da estátua que ele fizera levantar” (Daniel 3. 2). O rei Nabucodonosor é uma figura do anticristo. E aqui podemos colocá-lo também como um representante daquilo que chamamos de a Síndrome de Lúcifer.

A Síndrome de Lúcifer é o sentimento de engrandecimento, endeusamento, de ser grande, o maior.

Lúcifer é aquele ser que foi expulso do reino celestial, após desejar ser maior que Deus.

Em nossos dias, milhares de pessoas sonham e desejam os primeiros lugares. Basta ver as programações de entrega de prêmios como o “Oscar” e muitos outros iguais a esse. É o desejo de ser grande.

Na televisão homens e mulheres correm atrás da fama. Esse desejo domina o coração a ponto desses homens e mulheres estarem disposto a fazer qualquer coisa para serem notados.

Esse mal pode acometer qualquer um. Assim vivemos uma geração de aparência. Daqueles que parecem ser e não são. De gente que parece ser rica e não é, que parece ser gente boa e não é, que parece ser saudável e não é, que parece ser gente bonita e não é, que parece ser bom político e não é, que parece ser pastor e não é, que parece ser adorador e não é.

Para Deus o que importa não é a aparência. Foi isso que o profeta Samuel aprendeu: que Deus não olha para aparência: “E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe, e disse: Certamente está perante o Senhor o seu ungido. Mas o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque eu o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem olha para o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (1 Samuel 16. 6, 7).

A sedução da aparência, o desejo do primeiro lugar, tudo isso acontece porque o diabo trabalha com a mentira, com as trevas, com a sedução e as emoções. Ao contrário de Deus que trabalha com a verdade, a luz, o convencimento e a razão.


No livro de Daniel, encontramos o rei Nabucodonosor usando de intimidação para com as autoridades: “Quem não se ajoelhar e não adorar a estatua será jogado na mesma hora numa fornalha acesa. Assim, logo que os instrumentos começaram a tocar, todas as pessoas que estavam ali se ajoelharam e adoraram a estatua de ouro” (Daniel 3. 6, 7).

O Salmo 95 apresenta um convite à adoração. Mas a quem adorar?

Os artistas buscam o primeiro lugar! Os Jogadores buscam o primeiro lugar! As indústrias buscam o primeiro lugar! Os comerciais de TV disputam entre si e buscam o primeiro lugar! As modelos disputam o primeiro lugar! Os políticos roubam, mentem e até matam, na disputa pelo primeiro lugar! No esporte, os atletas disputam o primeiro lugar! Os ricos deste mundo buscam o primeiro lugar!

Os governantes, os líderes mundiais disputam o primeiro lugar. Derramando sangue inocente nos conflitos e nas guerras.

Milhares de pessoas estão sendo influenciadas por Lúcifer, Satanás, o anjo caído na busca do primeiro lugar.

João Batista sabia que ele não era o Salvador, ele não era o Messias. João Batista conhecia bem o seu lugar e por isso não temeu, nem se sentiu inferiorizado com a afirmação que fez: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3. 30).

Mas tarde, Jesus fez a seguinte observação sobre João Batista: “Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Batista” (Mateus 11. 11).

João Batista sabia que foi Deus quem o colocou no lugar onde estava. Sua adoração era para Deus, seu trabalho era para Deus, ele vivia para agradar a Deus. Sua gratidão era para Deus.

João entendia que a gratidão não expressada era uma forma de rejeição, como o fez o rei Nabucodonosor. Para João Batista, gratidão era a volta para aquele que lhe ajudou a crescer.

Portanto o reconhecimento vem é de Deus. Não importa se os homens não reconhecem seu esforço, seu trabalho, sua devoção.

É Deus quem deve receber toda glória. Os holofotes devem estar voltados é para Ele, o Senhor da Glória.

Aprenda a fazer a seguinte oração: “Senhor, mesmo que a história não me reconheça, escreva a Tua história com a minha vida”.


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