Páginas

terça-feira, 1 de abril de 2014

Loucuras de Um Cristianismo Sem Graça


Quando negamos a loucura excluímos do convívio social as pessoas que sofrem desse mal. Pois deixamos de tratá-las como cidadãos.
Se entendermos, e até mesmo aceitarmos que hoje a medicina reconhece que todas as doenças são influenciável pelo psiquismo, deixaremos de ver apenas a doença, ou o órgão doente, para olharmos a pessoa que carrega consigo uma história que deve ser levada em conta.
Embora se tenha melhorado um pouco, no âmbito religioso ainda existem muitas resistências em aceitar que uma pessoa que sofra dos nervos, que sofra de ansiedade neurótica, precise ser tratada de forma científica. 
     Muitos tratam isso como ataque satânico ou maldição hereditária. Mas é fato que a mente possui leis próprias de desenvolvimento e funcionamento.
Agrava-se também essa situação quando o direito de acesso aos serviços de saúde mental é negado aquela pessoa que mora na rua. Ajudar a essa pessoa significa tirá-la de mais um âmbito que poderia ajudá-la a construir novamente sua cidadania.
Ao longo de sua vida todas as pessoas vão adquirindo uma estrutura mental que o ajudará a lidar de forma cada vez mais madura com as emoções negativas. Mas quando isso não acontece, as estruturas vão se desenvolvendo de forma frágil, o que estabelece vínculos de dependência e em alguns casos essa dependência se torna absoluta.
          O cristianismo nos ensina que existe a questão do pecado, que ele é um problema sério e que traz consequências sérias na vida do ser humano. Pois seu impacto atinge várias dimensões no relacionamento do homem, seja esse relacionamento com seu semelhante, com Deus ou consigo próprio.
Jesus disse, em seu tempo, que não veio para os sãos, mas sim “para os que estavam enfermos” (Mateus 9. 12).