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sábado, 19 de abril de 2014

Páscoa de Libertação

       Se eu lhe perguntasse qual é a pior doença que existe hoje, o que você me responderia? Alguns com certeza diriam que é o câncer. Outros que é a malária, a AIDS, outros ainda dirão que foi a peste bubônica na idade média, que dizimou um terço da população europeia, algo em torno de 75 milhões de pessoas. Haverá alguns que dirão que são as doenças neuromusculares, pois a pessoa permanece até o fim da vida com consciência da progressão de sua doença, e sabendo que não há cura.

Pois bem, é verdade que nosso corpo é muito complexo. Que basta uma pequena alteração em nosso DNA ou mesmo um vírus para que uma terrível doença se manifeste tornando-nos completamente deformados.

Com certeza aparecerão também alguns dizendo que as doenças psicológicas são as piores, pois trazem transtornos os mais diversos que limitam as ações dessas pessoas, levando-as a manter uma vida de subsistência, muitas vezes impedindo-as de constituir famílias e levando-as a perda de interesses em relacionamentos amorosos.

E haverá quem diga que a pior doença é qualquer uma que estejamos sofrendo, pois a saúde é o maior bem que existe.

Tudo isso é verdade. Mas nos relatos bíblicos existe uma história interessante para nós hoje. Está no Evangelho de Marcos 1. 40-45: “E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo” (Marcos 1 40-42).

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        Diferentemente do que fez Mateus e Lucas, esse discípulo de Jesus não apresenta a biografia de Seu mestre como o fez os outros dois. Ele concentra em apresentar Jesus como o Rei Salvador. Aquele que venceu demônios, curou enfermidades e ressuscitou dentre os mortos. Sua ênfase estava nas obras poderosas e miraculosas de Cristo.

Marcos fala diretamente a seus leitores. Constantemente ele usa o verbo no presente do indicativo para dar a impressão de que o relato é de uma testemunha ocular. De que ele está no local onde o fato está acontecendo. Sua intenção não é apenas informar os cristãos, mas, transforma-los com o seu relato.

No contexto dos judeus, os leprosos eram alguém fora do sistema, um impuro, alguém intocável. Portanto, quando o leproso, o homem desprezado, repudiado pelos demais, o pária, chegou próximo de Jesus, isso deve ter causado um grande tumulto. Mas Jesus foi movido de grande compaixão, ele não somente curou como também tocou no homem.

A lepra era a pior doença nos tempos de Jesus, ela representa o pecado, hoje conhecida como Hanseníase, ela afeta principalmente a pele, as mucosas e os nervos. Hoje se sabe que é causada por um bacilo, um micróbio.

Mas nos tempos bíblicos era uma doença que proibia os leprosos de entrarem nos povoados, e nem era permitidos a eles tocarem outras pessoas. Portanto sua doença passava do aspecto físico para o psicológico também, a solidão. Pois sempre que eles se aproximavam, os habitantes começavam a bradar: “Impuro, impuro”.

O que quero mostrar com isso? Muitas vezes vemos a necessidade das pessoas, mas não nos sentimos tocados por ela e muito menos nos envolvemos com ela. Jesus, no entanto tem grande interesse em ajudar as pessoas.

No primeiro capitulo do livro de Marcos Jesus é apresentado como uma figura popular, com resultados positivos nas suas experiências. Já nos capítulos 2 e 3, Marcos relata a oposição que se levanta contra a missão de Jesus.

Estamos na Páscoa. Até hoje muitos tem se levantado contra a missão de Jesus. No entanto Ele quer curar a lepra de sua alma, o pecado que impede o seu espírito de reconhecê-Lo com o Rei Salvador.

Não são ovos de chocolate que fará sua alegria completa. Nem tão pouco preencher o vazio que há dentro de você. Mas como Marcos mostra em seu Evangelho, Jesus é quem venceu demônios, enfermidades e a morte.

As Escrituras não são relatos apenas para deixa-lo informado, mas são relatos que trazem transformação para a vida daquele que crer nas suas palavras.

O pecado tem destruído aos poucos, mas, o arrependimento sincero e a fé em Jesus pode dar jeito a isso.

A páscoa é a lembrança de que Jesus ressuscitou, vencendo a morte para que nós pudéssemos ter vida junto Dele.