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Espiritualidade E Psicanálise: Como Funciona O Diálogo Entre A Fé E O Cuidado Da Mente?

  Você já ouviu alguém dizer que "fé e psicanálise não se misturam" — como se fossem dois mundos irreconciliáveis? Essa ideia, tão repetida em círculos religiosos e acadêmicos, carrega uma simplificação perigosa. Freud, é verdade, tratou a religião com desconfiança — chegou a chamá-la de "neurose obsessiva universal" e "ilusão". Todavia, reduzir toda a psicanálise à visão pessoal de seu fundador sobre religião é ignorar décadas de desenvolvimento teórico posterior, além de desconsiderar o próprio potencial diagnóstico que a psicanálise oferece para compreender — e até purificar — nossa vivência espiritual. Primeiramente, precisamos separar dois planos distintos: a psicanálise como método de escuta do inconsciente é uma ferramenta; as convicções pessoais de Freud sobre religião são uma opinião filosófica, passível de crítica e revisão. Um cristão reformado pode, com discernimento, aproveitar o instrumento sem endossar a filosofia antirreligiosa de seu criad...

Prisioneiros da Tecnologia - Continuação


Na Inglaterra já existe a oferta de tratamento para quem passa muitas horas por dia em jogos de computador ou sites de relacionamentos.
A preocupação está no impacto que pode sofrer outras áreas da vida, como habilidades, finanças e relacionamentos familiares,  como também outras atividades.
Os vícios modernos.
Alguns dos sintomas para quem tem dependência do celular são: ansiedade, pânico, impotência ou angústia quando não consegue se comunicar; abandono de tudo o que faz para atender uma ligação; levar sempre o aparelho na mão para que possa atendê-lo imediatamente caso toque; nunca sai de casa sem o celular; tem a sensação de ouvir o toque do aparelho mesmo quando ele não está tocando; sente insegurança quando está sem o aparelho.
Os sintomas de quem é dependente de internet são: mostrar preocupação excessiva com a web; ter necessidade de aumentar o tempo que fica conectado a rede; apresentar irritabilidade ou depressão; permanecer sempre mais tempo conectado do que se programa; colocar o trabalho e as relações familiares e sociais em risco pelo uso excessivo da rede; mentir para menos a respeito da quantidade de horas que fica on-line. 

O problema dos vícios modernos é que eles fazem esquecer que Deus nos deu um tempo para cada coisa: “Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus” (Eclesiastes 3. 1). Não se consegue ter uma boa administração do tempo.
Alguém uma vez falou: “Quando somos crianças, o tempo rasteja; quando somos jovens, o tempo anda; quando somos adultos, o tempo voa; quando somos velhos, logo o tempo desaparece e partimos dessa terra”.
O Salmista escreveu: ““Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que saiba quão frágil sou. Deste aos meus dias o comprimento de um palmo; a duração da minha vida é nada diante de ti. De fato, o homem não passa de um sopro” (Sl 39.4-5).
Sendo assim seria bom se pudessemos aproveitar nosso tempo junto com as pessoas que amamos e fazendo aquilo que é agradável a Deus: “vai te reconciliar primeiro com teu irmão” (Mateus 5. 24).
Não podemos usar nosso tempo de forma impensada ou simplesmente desperdiçá-lo.