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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Vivendo Em Uma Era de Indiferença


Tempos dificeis o nosso... De se viver... De se expressar... De compreender.
Tempo em que se passa do tempo de se levar à justiça vítimas da violência, da ganância, do abuso.
Como as vítimas de estupro na Bósnia, que a quase 20 anos ainda não  viram seus casos serem levados à justiça. Oito mil homens e meninos massacrados e 20 mil mulheres e meninas estupradas em 1995.
Problema que se repete na África e na Síria. Onde os números são alarmantes: estima-se 200 mil cassos ocorridos no Congo e 500 mil em Ruanda, no continente Africano. Casos ocorridos em 1994.
A violência sexual está à porta! Não é exclusivo da Bósnia, Africa ou Síria.
E o que se encontra são mulheres com medo. Algumas com medo profundo. Mulheres que estão infectadas por essa doença que penetra na alma e perturba a paz. 

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          Na Bíblia encontramos o relato de uma jovenzinha que foi violentada sexualmete:
“Tamar foi a casa de seu irmão Amnon, que estava deitado. Tomou farinha, amassou-a, preparou os bolos à vista dele e fritou-os. Depois, tomou a sertã, despejou-a num prato e pô-lo diante dele; mas Amnon não quis comer e disse: ‘Manda sair toda a gente daqui.’ E retiraram-se todos. Amnon disse então a Tamar: ‘Traz a comida ao meu quarto, para que eu a coma da tua mão.’ Tamar tomou os bolos que fizera e levou-os a seu irmão Amnon, que estava no quarto. Mas quando lhe apresentou o prato, este segurou-a, dizendo: ‘Vem, deita-te comigo, minha irmã!’ Ela respondeu: ‘Não, meu irmão, não me violentes, pois isso não é permitido em Israel. Não cometas semelhante infâmia!  Onde poderia ir eu com a minha vergonha? E tu serás um dos homens mais infames em Israel! Melhor será que fales ao rei; ele não recusará entregar-me a ti.’
Mas ele não lhe quis dar ouvidos e, como era mais forte que ela, vio­len­tou-a, dormindo com ela. Logo a seguir, Amnon sentiu por ela uma aversão mais violenta do que o amor que antes lhe tivera. Disse-lhe Amnon: ‘Levanta-te e vai-te daqui.’” (12 Samuel 13. 8-15).
É difícil compreender. A maldade está no coração do homem. Mas as vezes Deus permite a solidão para sabermos que enfim existe a companhia: “Deus faz que o solitário viva em família” (Salmos 68. 6).
A luta não é só sua, existem muitos se agrupando para que algo aconteça.
A escritora Cristiane Cardoso diz em seu escrito:

O dia está feio, o tempo horrível e dizem que o Sol está brilhando lá fora, mas do que adianta? Ninguém ligou. Ninguém se importa. Você está sozinha. Só tem você e o seu travesseiro. Para quê arrumar a cama ou fazer o seu cabelo? Você não tem vontade de falar com ninguém exceto se desmoronar em algum canto e chorar sozinha. Afinal de contas, ninguém se importa mesmo.
      Nós vivemos em uma era indirefente e a maioria das pessoas não se importam com as outras. Você espera simpatia mas sempre fica de fora. Você espera compreenção e tudo o que recebe é indirefença. É tão fácil se magoar e se deixar levar por isso. Viver todo dia lamentando o amor que você nunca recebe. Como pode um ser sentimental como você e eu sobreviver a tanta dor de cabeça?

Não podemos concordar com o sistema do mundo (Romanos 12. 2). Todavia, não podemos desejar vingar-nos a nós mesmos: “Não vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira de Deus, porque está escrito: Minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor” (Romanos 12. 19). A vingança deve ficar nas mãos de Deus.
O sábio escreveu: “Não digas: vingar-me-ei do mal; espera pelo Senhor e ele te livrará” (Provérbios 20. 22). 
       Não é fácil de entender, mas precisamos nos esforçar para compreender que as vezes Deus permite a tristeza para que nos conscientizemos da existência da alegria: “... mas a vossa tristeza se converterá em alegria” (João 16. 20).